Autoconhecimento: como ajuda no alcance dos objetivos profissionais

Muitas mulheres sofrem com frustrações pessoais e profissionais recorrentes. Boa parte destas frustrações acontecem porque foi criada uma expectativa com base em objetivos que não eram exatamente o que se buscava. É neste momento que se destaca a importância do autoconhecimento.

O autoconhecimento é a chave para a satisfação pessoal e profissional de qualquer pessoa. Por mais que o termo seja autoexplicativo, conhecer a si própria na profundidade correta é o que realmente fará diferença.

Neste post, vamos mostrar a você a importância do autoconhecimento e como fazer para conhecer melhor a si mesma.

O que é o autoconhecimento?

O autoconhecimento é uma jornada constante. É preciso conhecer seus pontos positivos e negativos, fracos e fortes.

Além de conhecer, é preciso trabalhar constantemente esses pontos. E não apenas corrigir defeitos, mas aprimorar as qualidades. Faça como os esportistas, que estão sempre quebrando seus próprios recordes.

Benefícios do autoconhecimento

O autoconhecimento ajuda a fortalecer a autoestima. Uma pessoa que sabe bem quem é, o que quer e o que não quer, dificilmente tem sua autoestima derrubada por pessoas ofensivas e destrutivas.

Ele também auxilia na definição dos objetivos, tanto pessoais quanto profissionais. Afinal, ao se conhecer, a pessoa sabe o que se enquadra melhor em seu perfil.

Outro benefício importante é a segurança nas tomadas de decisão. Tudo parte do princípio que quanto melhor uma pessoa se conhece, mais certa dos seus objetivos ela está. Logo, as decisões ficam muito mais fáceis de serem tomadas.

Como aprimorar o autoconhecimento?

A primeira dica é, na verdade, um guia de perguntas que deve ser seguido repetidas vezes:

  • O que me traz prazer?
  • O que me traz desgosto?
  • Como eu costumo reagir a determinadas situações?
  • Quais são os meus medos e limites?
  • Em que eu sou boa?
  • Com quais tipos de pessoas eu me relaciono melhor e com quais não?

Uma pessoa que se conhece bem consegue responder a esses e outros questionamentos sobre si com facilidade. Isso porque praticam o autoconhecimento constantemente e estão sempre alinhadas com quem são naquele momento da vida.

Você pode usar de algumas estratégias para ajudar na sua jornada, tais como:

  • Usar suas experiências passadas;
  • Aprender com as experiências dos outros;
  • Manter seu estado emocional positivo;
  • Trabalhar os pontos de atenção e maximizar os pontos positivos;
  • Procurar ajuda profissional.

A importância do autoconhecimento na vida profissional

Antes de escolher uma carreira profissional, seja dentro de uma empresa ou tocando o próprio negócio, você precisa saber o que quer e o que não quer.

Se você ocupa uma posição em uma empresa atualmente e está insatisfeita, precisa se fazer algumas perguntas: o que me deixa infeliz neste cargo? Eu gosto do que eu faço? Eu gosto da empresa em que eu trabalho?

Muitas pessoas erram ao deixar seus empregos para empreender, sem saber o que realmente querem para a carreira profissional. Ter experiência em uma determinada função não significa que você gosta dela. E trocar esta atividade por qualquer outra que esteja na moda também não resolverá o problema. Com o autoconhecimento, você vai resolver este impasse e não “trocar seis por meia dúzia”, como diz o ditado.

Nem sempre o caminho será fácil. Contar com a ajuda de um profissional ou uma empresa especializada pode fazer uma grande diferença.

A satisfação pessoal e profissional de trabalhar com algo que realmente goste de fazer só depende de você se conhecer.

Agora que você já sabe qual é a importância do autoconhecimento para alcançar os objetivos profissionais, aproveite e siga a Feminaria nas redes sociais, nossa página no Instagram e no Facebook, para aprender ainda mais e ficar atualizado sobre nossos conteúdos.

Qual o custo emocional de abrir um negócio?

As inúmeras mudanças nas leis trabalhistas e a realidade do mercado de trabalho fazem você pensar em empreender, pois a falta de perspectiva profissional no seu atual local de trabalho e a dificuldade de recolocação estão te “empurrando” para o empreendedorismo.

 

“Como assim não tem vaga?”

Já faz um bom tempo que você está flertando com a possibilidade de empreender. Você já tem estabilidade na sua carreira formal, mas hoje sente uma necessidade imensa de tentar algo novo – você já tem até mesmo a ideia de negócio. A maternidade chegou e o mercado formal não tem estrutura para te absorver… tantas mães empreendem, será que não é o caso de tentar também?

A verdade é que atualmente todas nós, em algum momento, e por muitas razões diferentes, cogitamos a possibilidade de empreender. Dentre tantas dúvidas que vem junto com esse impulso, a mais frequente e que não cala é: quanto custa empreender?

Você sabe que é impossível responder a essa pergunta com um número fechado, pois as implicações são muitas. Nas pesquisas que você faz deve ter lido inúmeras histórias de gente que perdeu muita grana tentando empreender. Te garanto que não precisa ser assim: um bom planejamento pode seguramente minimizar esse risco de forma bastante positiva.

O custo financeiro é mensurável, e ele certamente será considerado de forma bastante estreita no seu plano de negócios quando for especificar o planejamento financeiro. Quanto melhor a sua estrutura base, menores os riscos de insucesso. Pode respirar aliviada – o custo pode ser bastante previsível.

Acontece que quase nunca falamos sobre o custo imaterial, e ele é sem sombra de dúvidas o mais importante a ser considerado quando pensamos em dar um passo rumo ao empreendedorismo. Estou falando aqui do seu capital emocional.

 

Empreender requer muita inteligência emocional e um comprometimento tão grande quanto a sua vontade de fazer dar certo. No início do desenvolvimento do seu negócio provavelmente você trabalhará mais horas do que está acostumada, além de precisar desenvolver habilidades que desconhecia. Tudo isso vai atingir diretamente o seu capital emocional.

Podemos definir Capital Emocional (ou Capital Psicológico, como também é conhecido) como sendo o conjunto de sentimentos, crenças, nível de afetividade, percepções e vínculos com relação ao que você faz; é o alinhamento emocional que você faz entre suas expectativas e as relações que pretende estabelecer ao abrir um negócio.

 

O envolvimento emocional em tudo o que fazemos não é um mito, é de fato ponto de concordância entre academia e ciência. Quando entendemos que a emoção é quem garante a liga em nossos relacionamentos, sejam eles comerciais ou não, gerimos melhor nossa relação com o mundo dos negócios e ainda temos a chance de contagiar e mobilizar nossos potenciais aliados, parceiros e consumidores.

Tocar um negócio não se trata apenas de gerenciar o fluxo da grana, mas também de gerenciar suas emoções para garantir que você possa seguir em frente no seu plano.

 

 Como descobrir o valor do seu capital emocional?

 

Não existe uma maneira de mensurar esse bem valiosíssimo, mas o que posso garantir a você é que uma boa visita ao passado e a análise cuidadosa de todas as suas relações podem te dar um panorama sobre como você reage emocionalmente a ações externas. Um belo e constante exercício de autoconhecimento sempre garantirá o monitoramento desse seu recurso.

Quando aprendemos sobre nosso capital emocional descobrimos quais são as limitações naturais impostas por ele, e passamos a colocá-lo em movimento. Se bem administrado ele reduzirá prejuízos, garantirá que você assuma riscos de maneira mais segura e mobilizará as pessoas envolvidas no seu empreendimento, fazendo  com que você siga segura com as escolhas que fez.

Lembre-se que a pressão externa tende a te impelir a pensar racionalmente, como se a razão fosse sua maior aliada ao decidir empreender.

Vão lhe apresentar argumentos e números que comprovam a dificuldade material que você enfrentará, mas ninguém vai te alertar que tudo isso se torna relativo quando você tem um capital emocional forte, consciente e que você usará como elemento surpresa em toda a sua jornada.

Para concluir: preste atenção ao que te faz suspirar, ouça seu coração e sinta suas reações. Aprenda a ouvir atentamente seus interlocutores. Por saber que empreender é arriscar-se, conhecer seu capital emocional é imprescindível, já que riscos acendem o sinal de alerta em qualquer pessoa, seja ela uma empresária de sucesso ou alguém que está pensando em se enveredar pelo universo dos negócios.

Como disse David Brooks: “A razão se apoia e é dependente da emoção. Emoção vincula valores às coisas e a razão só pode confirmar suas escolhas a partir das avaliações emocionais. A mente humana só pode ser pragmática porque no fundo ela é romântica”.


Ana Carolina Moreira Bavon

Fundadora da Rede Feminaria, Ana é consultora jurídica e advogada por formação.


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