Empreendedorismo: saiba administrar seu negócio

Empreendedorismo: saiba administrar seu negócio

Olhar para o seu negócio como uma empresa não deve ser a parte chata (independentemente do tamanho dela). Ao invés disso, deve ser o maior desafio, pois é a boa gestão que vai garantir seu sucesso no empreendedorismo.

empreender é administrar
O desafio é não perder nada de vista

Seu produto ou serviço não é tudo

O empreendedorismo feminino no mundo todo está crescendo a uma taxa de mais de 10% ao ano, segundo o estudo Women Entrepreneur Cities Index (WE-Cities). Apesar do sinal positivo, observa-se que muitas empresas têm fechado as portas logo nos primeiros anos de existência. Entre as razões mais comuns estão a falta de um plano de negócio, a dificuldade de adaptação às tendências do mercado e a má gestão.

No geral, ao iniciar um empreendimento, toda a energia é voltada para a validação do negócio – a atenção é focada em mostrar a qualidade do produto ou serviço que oferecemos, e nos dedicamos a aumentar nossa rede de conexões e vender – vender – vender. Afinal, lá no fundo consideramos sucesso o pro labore mensal – o que não é de todo errado. No entanto, isso não é suficiente.

Um bom exemplo disso encontramos no depoimento, veiculado pela Draft, de Patrícia Lages, uma empreendedora que precisou quase falir para então entender a importância da administração:

“Eu achava que estava preparada, pois subestimava o que é ter um negócio. Eu não sabia que tudo dependia de mim; pensava que minhas funcionárias eram pagas para resolver todos os problemas, e que a mim cabia apenas “fazer o que os donos fazem”. Só que eu não tinha a menor ideia do que um empreendedor, dono de seu primeiro negócio, deveria fazer. Resumindo: eu só achava que estava preparada porque não sabia o que era realmente ter um negócio.”

Empreendedorismo implica visão global do negócio

Enquanto fugirmos da realidade vamos sofrer consequências no bolso; desenvolver um negócio é um exercício de desenvolver uma organização, e portanto envolve necessariamente administração. Empreender implica em errar, e se você ainda não entendeu que é preciso investir em conhecimento administrativo, esse é seu primeiro erro como empreendedora.

Quando o empreendedorismo acontece, a mulher por trás do negócio está automaticamente gerenciando uma organização. Para que isso aconteça o mais eficientemente possível ela precisará de ferramentas para executar as atividades e obter resultados. A administração proporciona as melhores ferramentas e explica como usá-las – cabe a você adquirir a habilidade necessária com a prática.

Aprender a gerir seu negócio é assumir um compromisso de longo prazo. Aprender, conhecer, dominar e aplicar técnicas eficientes de administração são a garantia da permanência no mercado.

A Feminaria existe exatamente para estar ao seu lado na gestão do seu negócio. Conheça nosso Programa Expansão, através do qual fornecemos conhecimento de gestão através de ferramentas, para que você administre seu empreendimento da maneira mais eficiente possível – afinal empreender é administrar.

9 Frases motivacionais pra você não seguir ao pé da letra

Todos os dias somos infernizadas agraciadas com frases motivacionais, como se tivéssemos uma torcida inteira dedicada a nos apoiar para não deixar a peteca cair.

São cursos, rodas, conversas, workshops, pílulas de incentivo, slides de animação, mentoria pra uma vida plena - enfim, as redes sociais estão de braços abertos para que nos tornemos líderes, pessoas de sucesso, alguém que toma muita água e nunca esquece o filtro solar.

Daí que você não consegue alcançar o prometido, cansa de tentar, se acha a pior das criaturas e finalmente: desiste! Não, não vá por esse caminho antes de ler essas frases realmente motivacionais.

Precisamos prestar atenção no conteúdo que absorvemos e na utilidade dele
Precisamos prestar atenção no conteúdo que absorvemos e na utilidade dele

1 - "Você consegue, é só ter atitude positiva"

Infelizmente ter atitude positiva não vai pagar seus boletos no banco. Então, melhor do que ter atitude positiva é ter uma visão real da sua saúde financeira e do seu objetivo, traçando metas reais e cumprindo prazos diariamente; não tem milagre, só trabalho suado mesmo;

2 - "Seja proativa, pense fora da caixa"

Por favor, não pense fora da caixa. Tem muita gente pensando fora da caixa e não fazendo absolutamente nada, então pense dentro da sua caixa, compartilhe informação com as pessoas que admira e siga exemplos reais - não vale seguir ninguém do Vale do Silício se você ainda precisa aprender a dizer bom dia;

3 - "Não nos traga problemas, traga a solução"

O problema é que os problemas não vão se resolver sozinhos, assim como as soluções não serão apresentadas pra você por um anjo numa aparição milagrosa. É preciso falar dos problemas e encontrar soluções em conjunto, pois se não for pra ser assim, melhor nem se envolver;

4 - "Acreditamos no seu potencial"

O mundo pode acreditar no seu potencial, mas se você mesma não acreditar nele não adianta nada, não é mesmo? Portanto, mais importante do que a opinião das amigues é contar com o seu autoconhecimento nessa busca por resultados.

Existem muitas profissionais pra te ajudar nessa saga da autodescoberta - vale mais a pena pagar uma terapia bacanuda que vai lhe ajudar a trilhar o caminho das pedras do que se autoenganar pagando uma coaching de alta performance quando você ainda não descobriu o que quer da vida;

5 - "Seja você a mudança que quer ver no mundo"

Oi? Como assim? Não vai funcionar. Seja você a mudança que quer na sua vida.

Antes de tentar fazer algo pelas mazelas humanas faça por você, sabe? Assim, sem pretensão, só olhando pro próprio umbigo mesmo, fazendo o melhor que puder pra se sentir feliz e plena consigo - dessa forma, com certeza você vai afetar a estrutura toda.

6 - "Seja líder, dê exemplo"

Já pensou se o mundo todo fosse feito de líderes e de exemplos? Eu que não ia querer viver nele. Seja só você, você não precisa ser líder e nem exemplo pra ninguém, você precisa apenas e tão-somente fazer o que faz bem feito - e se for o que você ama, melhor ainda.

7 - "Com determinação é possível vencer qualquer obstáculo"

Com determinação as chances de êxito são de fato maiores, mas existem obstáculos que vão precisar de muito mais técnica do que determinação.

Seja determinada a fazer o que sabe; não dá pra vencer obstáculos de T.I. se sua formação for ciências sociais, por exemplo. Nesse caso esteja determinada a pedir ajuda de uma profissional que entenda do riscado.

8 - "Seja otimista"

A menos que você seja de sagitário, vai chegar uma hora que o otimismo vai pro brejo, e aí? Aí você precisa contar com aquela coisa realista que te acompanha e se chama consciência; ela vai te ajudar a achar uma saída, analisar os fatos e te acompanhar na saga de completar o ciclo.

9 - "Foque no resultado – mas viva o percurso"

Não tem jeito - pra chegar do ponto X ao Y tem uma linha sub-reptícia de acontecimentos diários - são esses dias que farão você chegar no resultado.

Foque no resultado (beleza, você tem um objetivo), pois isso é importante. Só que se você fingir que não precisa colocar um tijolinho em cima do outro diariamente pra chegar lá, melhor encontrar um plano pré-moldado que se encaixe no seu perfil e comprar logo ele: franquias podem ser uma opção, mas daí você tem que aceitar que não foi você quem construiu a ideia.

Encare isso como um desafio

É isso mesmo, encare isso tudo aí acima como um desafio. Aceite quem você é e o que é capaz de fazer; aceite suas limitações e sua criatividade do jeitinho que veio ao mundo. Não, você não precisa surpreender ninguém, a não ser você mesma.

Não pretendemos aqui descartar toda força que você encontra em frases diárias daqueles perfis tipo "good vibes" do Instagram. Estamos dizendo que motivação sem ação é ilusão.


Na Feminaria vemos as realizações como resultado de trabalho duro, gestão relevante e comprometimento. Se você gosta de nosso conteúdo, assine nossa newsletter e receba nossas atualizações em primeira mão!

Consultoria especializada: mitos e verdades

Consultoria Especializada: Mitos e Verdades

As justificativas para não buscar uma consultoria são as mais diversas. Algumas delas são fundamentadas, mas outras demonstram claramente a falta de conhecimento sobre o que de fato é uma consultoria. Nesse artigo vamos fazer o possível para te ajudar a entender e buscar aquela que mais vai te ajudar de acordo com seu momento.

“Consultoria especializada é cara.”

“Não preciso de uma consultoria especializada porque ainda estou começando.”

“Minha empresa não apresenta problemas que eu não possa resolver sozinha.”

“Uma consultoria não vai conhecer meu negócio tão bem quanto eu.”

“Mas o que é uma consultoria especializada?”

São muitas as perguntas, e a consultoria especializada ainda adormece numa realidade distante daquela empreendedora que até aqui conhecia apenas produtos caríssimos quando especializados. No entanto, atualmente existem opções viáveis que adicionam muita segurança ao desenvolvimento do seu negócio. Vejamos aqui alguns motivos para a contratação de uma consultoria especializada e como ela poderá impactar positivamente seu negócio.

Um dos motivos é você poder se dedicar ao que você faz de melhor!
Um dos motivos é você poder se dedicar ao que você faz de melhor!

Visão imparcial e panorâmica sobre o seu negócio

Uma consultoria especializada vai analisar todos os aspectos do seu negócio sem se envolver emocionalmente. Veja bem, o fato de não haver envolvimento emocional não quer dizer que não haverá comprometimento e interesse real. Acontece que na grande maioria dos casos as gestoras, fundadoras, criadoras e “faz tudo” da empresa acreditam estar fazendo um ótimo trabalho por terem criado e erguido um negócio, muitas vezes com parcos recursos e conhecimento, e justamente por isso acabam por ser bastante resistentes a mudanças. Um negócio precisa de um olhar técnico que acompanhe a modernização do mercado, e nesse caso o olhar crítico de fora é de enorme valia.

Conhecimento técnico multidisciplinar

Uma consultoria vai se debruçar sobre todos os aspectos do seu negócio. Com certeza uma gestora que desenvolveu o próprio negócio conhece – e muito – sobre ele, mas nem sempre (ou quase nunca) vai conseguir abraçar todas as particularidades e áreas de um empreendimento, e é aí que a consultoria supre a lacuna.

Como melhorar o relacionamento com clientes? Como automatizar tarefas? Como fazer uma gestão adequada das finanças? Como se preparar para venda em atacado? Como identificar melhorias no marketing? Uma consultoria sempre vai buscar responder essas e muitas outras perguntas na realidade em que elas foram levantadas.

Foco em melhoria contínua e resultados

Com uma consultoria acompanhando os processos do negócio, a gestora/gestor poderá se dedicar ao planejamento com mais tranquilidade, pois vai dispor de tempo para isso. A consultoria vai manter o olhar focado no crescimento estruturado, enquanto a gestora poderá propor novos desafios.

Uma consultoria especializada vai manter você e seu empreendimento no trilho certo, com olhar para o futuro e em constante atualização, para que possa acompanhar o mercado e suas inúmeras tendências.

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6 coisas a fazer para ter mais retorno financeiro no segundo semestre

Por Ana Carolina Moreira Bavon

Durante minhas leituras e pesquisas descobri uma empreendedora de Israel chamada Liat Behr, e ela é simplesmente incrível. Para aproximar as ideias delas eu traduzi esse texto que ela publicou em dezembro de 2016 no site que leva o nome dela. Original: http://liatbehr.com/5-things-women-entrepreneurs-need-2017/

Aqui vão 6 dicas necessárias para toda empreendedora que deseja ter uma saúde financeira melhor nesse segundo semestre:

1. Faça uma lista de todos os seus clientes

 

Sem dúvida, você atraiu novos clientes no primeiro semestre de 2017. Adicione-os à sua lista mais longa, aquela de clientes acumulados ao longo dos anos. Você sabia que “custa cinco vezes mais para atrair um novo cliente, do que manter um existente?” É a razão pela qual Jay Conrad Levinson, autor de Marketing de Guerrilha, explica que nós deveríamos gastar mais da metade do nosso tempo de comercialização e orçamento em clientes existentes. Essa é uma dica que precisa ser levada bastante a sério.

2. Defina sua lista de clientes e descubra quais são os 20% deles que mais gastam com seus produtos

 

O princípio de Pareto afirma que 20% de seus clientes trarão 80% de seus resultados. Descobrir quais clientes estão gastando mais e entrar no nível de compreensão de seus pontos de dor é sua tarefa mais importante. Você provavelmente já tem um produto ou serviço novo que atende a demanda desses clientes, mas se você ainda não o achou, você pode pensar sobre como você poderia oferecer-lhes um produto ou serviço que você não pensou em oferecer. Até agora.

3. Faça um balanço dos objetivos que você atingiu e dos objetivos que você não alcançou

 

Eu não sei você, mas há metas cujo controle eu perdi totalmente, das quais não atingi nenhuma. Algumas coloquei em espera e acabei esquecendo, e a outras eu realmente queria ter me dedicado, mas não consegui. É hora de voltar. É hora de descobrir quais objetivos foram de fato um erro (mesmo que tenham sido atendidos) e quais objetivos devem ser levados mais a sério (e que estão completamente ausentes do plano e precisam ser adicionados). Depois de fazer isso, não se esqueça de desenvolver o plano de ação e amarrá-los em seu calendário.

4. Ter um objetivo de renda mensal

 

Pode parecer óbvio, mas nem sempre é. Se não for óbvio, saiba que você está fazendo um grande desserviço a si mesma quando deixa de definir uma meta financeira mensal. Pense sobre a porcentagem que você gostaria de crescer este ano e alinhe-o com suas atividades de marketing – as mais bem-sucedidas do primeiro semestre e as que você pretende tentar para esse segundo. Não pense que 100% de crescimento ou mais seja impossível. Se esse é seu objetivo, apenas certifique-se de que suas atividades de marketing e os números tenham sentido.

Tenha um objetivo de renda mensal

5. Criar um conteúdo ou calendário de marketing

 

Mesmo que você não tenha um blog, você precisa de algum tipo de calendário para ajudá-la a lembrar quando precisa iniciar certas atividades de marketing. Por exemplo, se você tem um negócio e cria produtos para um público específico, você deve checar quais são as menções ao seu público durante o ano. Por exemplo, no dia das crianças existe uma enorme quantidade de ações direcionadas para esse público, portanto você deve abordar parcerias antes dessa data e descobrir como poderá fazer ações de marketing em conjunto. Não criar um calendário de conteúdo pode significar oportunidades de negócios perdidas, e menos dinheiro no banco.

6. Descobrir qual trimestre foi mais bem-sucedido e qual foi o produto de menor sucesso

 

Agora volte e tente lembrar o porquê. É óbvio que é melhor fazer esse exercício em tempo real. Ou seja, depois de cada trimestre, descobrir por que foi um ótimo trimestre, ou menos do que bom. Mas mesmo que você não tenha feito isso depois de cada trimestre, refletir sobre isso agora irá ajudá-la a descobrir o que você precisa repetir e o que você precisa melhorar. Se você pode elevar seu quadro mais fraco e pensar apenas em três coisas para melhorar seus números, você se sairá melhor no próximo semestre.
Para concluir nota minha: preste atenção ao seu plano de negócios, esteja certa de que vem seguindo suas estratégias e planos de ação, não tenha medo de errar e lembre-se: você é a única responsável por realizar seus objetivos, cuide-se bem e cuide de todo o resto.

Como disse Nietzsche: “Só se pode alcançar um grande êxito quando nos mantemos fiéis a nós mesmos.”.

Ana Carolina Moreira Bavon

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Metas e objetivos de seu negócio e como defini-los

Muito se fala da importância de planejar cuidadosamente as metas e objetivos de seu negócio. Contudo essas dicas que geralmente encontramos por aí se ocupam mais em mostrar autoridade do que simplificar o processo.

Outro problema é que geralmente acabamos achando que sabemos fazer isso e não nos preocupamos muito em ter um método... até que um dia percebemos que estamos somente 'apagando incêndios' e não temos tempo de pensar onde queremos chegar.

Se você prestar atenção nesses conselhos abaixo pode ficar mais simples. Vamos lá?

Antes de mais nada, coloque as metas e objetivos de seu negócio no papel

Quando recebemos uma nova cliente na Feminaria, a primeira coisa que pedimos é que ela anote seus objetivos. Não importa a fase do negócio em que ela está; se ela chegou até aqui é importante definir exatamente o que ela pretende. Só assim podemos ter uma noção do desenvolvimento e das possíveis alterações da rota.

Os objetivos nos movem e determinam nosso desenvolvimento. Defini-los é como criar uma história: o mais importante é tornar essa história viável e sustentável. Não importa o quão grandes eles sejam; uma vez que você os estabeleça, poderá investigar a viabilidade de cada meta.

Podemos dizer isso sem medo: um objetivo bem definido é o que vai te destacar dos seus concorrentes.

"Mas por que é importante anotar minhas metas?"

São várias as razões para fazer isso, e dá pra dizer com certeza que todas se referem a clareza de ideias. Vejamos algumas delas:

1 - Foco

Ao definir um objetivo – de maneira clara e honesta – você estará definindo um foco para buscar os conhecimentos necessários e organizar seu tempo e recursos. Isso evita que você se perca em distrações.

2 - Prazos

Ao colocar seus objetivos no papel, você criará metas e terá que pensar nos prazos para concluí-las.

3 - Simplicidade

Ao estabelecer uma meta, você deve dividi-la em partes menores e mais fáceis de realizar: é muito mais fácil se concentrar nas pequenas tarefas que compõem grandes objetivos do que pensar todo o tempo no complexo panorama geral.

4 - Senso de realização

Com todas as metas no papel, você pode se concentrar em cada uma e realizar uma por dia. Isso desperta uma enorme sensação de dever cumprido, mesmo que a tarefa seja mínima - afinal de contas, você escalou mais um degrau em direção à realização do seu objetivo principal.

Habilidades e conhecimentos serão colocados à prova uma vez que seus objetivos sejam definidos.

5 - Planejamento de recursos e conhecimentos

Ao organizar seus objetivos, você vai ver que precisará de habilidades e conhecimentos específicos. A partir daí você vai poder decidir se buscará essas capacidades em parcerias ou se vai se dedicar a estudar e tentar adquirir as habilidades necessárias.

6 - Desenvolvimento pessoal

Colocar objetivos no papel servirá como um guia, um mapa para alcançar suas metas, mas também será uma incrível ferramenta de autoconhecimento e desenvolvimento de autoconsciência – duas capacidades importantíssimas no mercado atual.

Não perca tempo: pegue papel e caneta (ou o bloco de notas do PC, ou um aplicativo de anotações) e comece já a planejar suas metas e objetivos!
Não perca tempo: pegue papel e caneta (ou o bloco de notas do PC, ou um aplicativo de anotações) e comece já a planejar suas metas e objetivos!

Para concluir: desmembre seus objetivos em grandes e pequenos, de longo, médio e curto prazo. Pense no prazo para que sejam realizados - em 10 anos, 5 anos, 1 ano, 6 meses. Defina as tarefas menores que precisará realizar para alcançar cada objetivo – os planos semanais e diários. Não pense no tempo que esse trabalho vai levar, pense no tempo que esse trabalho vai otimizar.

Tenha metas e objetivos bem definidos e seja flexível o bastante para entender que rotas são alteráveis. E saiba que estamos aqui para te apoiar durante todo o caminho.

Como disse Hermann Hesse em Sidarta: “Procurar significa: ter uma meta. Mas achar significa: estar livre, abrir-se a tudo, não ter meta alguma”.

Quer fazer o planejamento do seu negócio com a gente? Conheça nosso Programa Expansão e faça seu negócio decolar!

Minha ideia de negócio foi validada… e agora?

Validei minha ideia de negócio... e agora?

Consegui! Validei minha ideia de negócio? O mais difícil já foi, né?

Parabéns! Depois de muito trabalho e determinação você conseguiu validar sua ideia de negócio. Mas isso não significa que você tem um plano de negócios; significa que você tem uma ideia que tende a se transformar num negócio promissor. Não podemos esquecer que a validação serve para analisar os pontos principais do negócio e definir se está pronto para ser desenvolvido ou se ainda precisa ser revisto.

Foi validado como pronto e pode ser desenvolvido? Agora você precisa iniciar o seu produto.

O desenvolvimento do produto deve ser trabalhado muito cuidadosa e detalhadamente, porque dele dependerá o futuro do seu negócio.

A ideia validada precisa de um ótimo suporte para ser desenvolvida como negócio.  “Mas Ana, basta desenvolver um plano de negócios” – disse a empreendedora com a ideia validada.

Eu respondo: sim, é preciso desenvolver um plano de negócios, mas você sabe descrever perfeitamente tudo o que precisa ser colocado dentro dele? Provavelmente você saberá seguindo os inúmeros tutoriais que existem disponíveis na internet, mas é preciso garantir que cada parte  esteja “amarrada” e definida de forma objetiva.

O plano é mais um processo do que um produto. Não é a empresa nem o negócio, é a descrição dele. Ele não tem o poder de prever o futuro; portanto, dificilmente descreverá com precisão razoável a sequência de eventos. Quanto mais bem elaborado e completo, mais seguro ele será, além de ser essencial para manter você atenta ao que deseja que aconteça e a todos os cenários possíveis.

Ainda não vai dar pra falar por aí como sua ideia vai resolver os problemas das pessoas...
Ainda não vai dar pra falar por aí como sua ideia vai resolver os problemas das pessoas…

Para que serve um plano de negócios?

Para a criadora: serve para organizar as ideias e tirar o projeto do universo da imaginação. Ele serve como uma análise preliminar da viabilidade do seu projeto considerando toda a operacionalidade dele.

Para quem o recebe: tem como função dar uma visão panorâmica e geral do projeto, ele é o documento que demonstra para o leitor que o projeto é viável e trará benefícios. Lembre-se que o leitor pode ser um parceiro, um investidor ou potencial sócio.

Quais são as aplicações de um plano de negócios?

  • Desenvolvimento da ideia validada
  • “Criação” do seu modelo de negócios
  • Lançamento de produto
  • Inauguração de Unidade
  • Início de operação
  • Fusão ou compra
  • Capitalização financeira
  • Lançamento de ações
  • Criação de novas empresas
  • Revitalização da empresa

Um plano de negócios bem feito poderá sofrer várias alterações durante o desenvolvimento do seu empreendimento. No entanto, ele terá uma base sólida devidamente estruturada e que poderá te deixar livre para alterar a rota a qualquer momento.

Antes de elaborar um plano de negócio

Antes de elaborar um plano de negócios você vai precisar definir seu objetivo. O que você pretende com o seu plano? Qual a finalidade dele? Lembre-se de que um plano de negócios tem várias aplicações e definir exatamente o seu objetivo vai garantir que seu plano seja desenvolvido de acordo com a aplicação para quem será destinado.

Quanto custa elaborar um plano de negócio?

Com as facilidades atuais você pode montar um plano de negócios sozinha. Existe uma infinidade de conteúdo relacionada ao tema, desde passo a passo até aulas online. Você pode contratar uma consultoria especializada, uma boa profissional vai cobrar de você um valor atrelado a complexidade do negócio para o qual você vai desenvolver o plano, podendo variar a partir dos X mil reais.

Você também pode contratar o Programa Expansão da Feminaria e desenvolver seu plano junto conosco, e o valor é o que você já conhece – cabe no seu bolso e não vai afetar seu orçamento. É importante ter em mente que o custo desse trabalho precisa estar dentro da sua reserva para “abrir” seu negócio, vamos falar sobre isso em um próximo artigo.

 

Vai fazer seu plano de negócios sozinha?

A melhor dica que posso te dar é: seja o mais honesta possível. Quanto mais objetiva e sincera você for, maiores são as chances de desenvolver um plano realista e de acordo com a realidade do mercado no qual irá atuar.

Importante: liste inclusive suas limitações e habilidades que não tem. Isso vai te dar uma maior segurança, pois assumir que não sabemos tudo é sinal de maturidade.

Para concluir: você nunca estará livre da obrigação de colocar no papel tudo aquilo que passa pela sua cabeça. Sempre que houver uma alteração na rota, você precisará rever seu plano de negócios – se necessário crie um outro com uma nova finalidade de aplicação. Se você permite mais uma dica, aqui vai: mantenha simples!

Como disse Khalil Gibran: “A simplicidade é último grau da sabedoria”.


A Feminaria está com você, da criação até a gestão e manutenção do seu plano de negócios. Conheça mais sobre o Programa Expansão e conte com nossa assessoria em todas as fases do seu negócio.

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Imagem: Pinterest

Saiba de uma vez por todas como empreender e ainda continuar no seu emprego

– por Ana Carolina Moreira Bavon

Empreender e ainda continuar trabalho não é um impeditivo, minha amiga. A bem da verdade, se você usar sua sagacidade vai conseguir tirar proveito dessa situação e ganhar com isso.

A decisão de empreender não escolhe data, por isso, muitas vezes pode acontecer de conseguirmos a coragem para tal justamente quando estamos ali dentro do formato clássico: trabalhando formalmente. Empreender requer sacrifícios, é um caminho bastante longo, vai exigir de você decisões difíceis. Ao mesmo tempo, você precisará continuar dando conta das suas tarefas dentro do ambiente corporativo.

Continuar na estabilidade do seu trabalho no ambiente corporativo, com os benefícios que ele traz, enquanto lida com o desenvolvimento do seu negócio, é algo tentador. Você só precisará estar atenta para não prejudicar nenhum dos dois universos.

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Algumas dicas de quem já esteve ai poderão te ajudar a definir a estratégia da transição:

1 – Não misture as coisas: vai ser uma das partes mais difíceis. Você precisará estar focada no seu trabalho diário e deixar pra investir tempo no seu empreendimento enquanto estiver em casa, se você misturar os e-mails, telefonemas e negociações correrá o risco de pecar em ambas as tarefa. Uma vez em casa cuidando do seu empreendimento, os negócios da empresa não podem tomar seu tempo;

2 – Planeje: faça um plano de negócios para o desenvolvimento do seu produto e considere suas horas de trabalho no corporativo (dessa forma não ficará tentada a misturar as coisas), eduque-se para fazer o que tem que ser feito durante todo o seu tempo livre (sabemos que não é fácil, mas é seu projeto de vida, certo?);

3 – Utilize a tecnologia: ela será sua aliada desde o inicio. Processos que puderem ser automatizados te darão um respiro enquanto mantém sua “vida dupla,” plataformas e aplicativos podem fazer seu papel durante do período em que você se dedica a empresa;

4 – Fique atenta ao seu orçamento: uma vez estabelecido o limite de permanência dentro do corporativo,  você precisará se programar para não ter um salário mensal. Portanto, esteja ciente de que seu poder financeiro vai mudar consideravelmente, os passos iniciais do seu negócio serão vagarosos e você deve saber que seu padrão de vida poderá mudar por um período. Se você se programar para isso, com certeza será uma transição mais tranquila;

5 – Não esqueça de onde está: dentro do ambiente corporativo você está por dentro de tudo o que esta acontecendo no mercado. Por isso, utilize este ponto a seu favor e ao pensar em sair da empresa, não se esqueça de quem você foi ali e leve toda essa experiência pra sua realidade empreendedora. Contatos sempre serão contatos, conhecimento aprendido é investimento;

6 – Envolva-se na nova realidade: respeite o tempo de maturação do seu próprio negócio, faça contatos e parcerias, participe de ambientes que proporcionem trocas de experiência e networking com pessoas da área em que você pretende empreender;

7 – Uma vez em voo solo: agora dedicada 100% ao seu empreendimento, invista seu tempo em estabelecer parcerias, faça visitas, troque o home office por espaços de trabalho compartilhado que são de baixo custo e podem te dar a estrutura inicial pra receber seus clientes – além de serem uma bela fonte de troca e inspiração.

Esta passando por essa transição? A Feminaria oferece todo suporte tanto em consultoria quanto espaço físico para você estar em segurança  desenvolvendo sua nova trajetória. Seja uma associada!


Para mais informações sobre como ser Associada Feminaria, envie um e-mail para: contato@feminaria.com.br ou casa.feminaria@feminaria.com.br.


Ana Carolina Moreira Bavon

Advogada, consultora jurídica e fundadora da Rede Feminaria.


Imagem: Pinterest

Vendas nas redes sociais: você está realmente fazendo negócios?

– por Ana Carolina Moreira Bavon

Busy female student preparing for exam in cafe

Num grupo de internet qualquer:

Postem aqui suas marcas, estou procurando um presente.

– 458 comentários

Ofereço terapia com florais na região de Santana por R$ 100 a hora

Nossa, que caro!

– Faço por R$ 70

– 587 comentários

Minha amiga, você conhece essas situações? Se você está lendo esse texto, as chances de ter se identificado com uma, outra – ou até ambas: é de 80%. Sim, porque fazemos negócios na internet, mas será que fazemos mesmo?

A única maneira de mensurar se a sua permanência em grupos de internet está gerando um resultado positivo é se fazendo algumas perguntas e sendo MUITO honesta consigo mesma. Vou te dar algumas dicas de perguntas:

1 – Quanto tempo do meu dia eu gasto fazendo a “manutenção” desses grupos?

Lembrando sempre que sua hora vale dinheiro – portanto, o tempo em horas que você passa ali precisa ter retorno.

2 – Quantas vezes mudei meu preço em razão dos valores que eu vi em produtos similares?

Sinal vermelho aqui! É importante saber a realidade do mercado, mas antes disso é preciso saber se esse é de fato o seu mercado.

3 – Quantas vezes entrei em disputa por melhor preço?

Na ânsia de conquistar clientes, é possível que em algum momento você tenha feito isso. É muito comum acontecer quando estamos começando, mas pensa aqui comigo: será que colocar seu produto como opção mais barata vai ter efeito positivo a longo prazo?

4 – Quantas clientes você conseguiu fidelizar a partir das suas vendas nesses grupos?

Aqui o saldo deve ser muito positivo. Caso contrário, vai denunciar algo de errado, que pode ser: algum aspecto da maneira como você vende, o ambiente que você frequenta pode não ser o do seu publico, entre outras possibilidades que precisam ser analisadas com carinho.

5 – Qual o meu objetivo nesses grupos?

Vender! Você vai me responder de bate pronto. Mas esse é o objetivo primeiro e não deve ser o mediador das suas atitudes pra com sua marca. Construir um negócio implica muito mais coisas do que a venda em si. Você precisa saber: aonde quer chegar, como quer chegar, o que quer que as pessoas enxerguem em você, qual o perfil dos clientes que você quer manter? Se em pelo menos 3 respostas não remeterem à realidade dos grupos de vendas da internet (Facebook), você está perdendo seu precioso tempo.

Young office woman looking at smartphone screen

Após ler esse artigo, sente-se na sua companhia e responda a essas perguntas sobre os clientes que você gostaria de ter e fidelizar:

a) Quem ele é? Qual é seu perfil comportamental e social?

b) O que ele quer? Seu produto ou serviço atende a necessidade desse cliente em potencial?

c) Como vender pra esse cliente? Qual o canal adequado? Onde ele está?

d) Quando meu cliente em potencial precisará do meu produto ou serviço?

Voilá! Você tem um ponto de partida pra definir sua estadia em grupos. Investigue, esteja atenta, não relaxe e nem se sinta confortável demais em vendas por esses meios. O mundo é infinitamente maior do que ele parece na internet e digo isso porque você precisa saber que se limitar não é um opção.

Aqui na Feminaria, podemos te ajudar nessas e outras escolhas. Para mais informações sobre como ser Associada Feminaria, envie um e-mail para: contato@feminaria.com.br ou casa.feminaria@feminaria.com.br.


Ana Carolina Moreira Bavon

Advogada, consultora jurídica e fundadora da Rede Feminaria.


* Imagens: Freepik

Negociação e pedidos de desconto em cinco perguntas

Negociação e pedidos de desconto em cinco perguntas

Parafraseando um diálogo do filme “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain”, podemos dizer com segurança: são tempos difíceis para os negociadores – 10 entre 10 pessoas que vendem produtos ou serviços se assombram ao ouvir isso:

“Está caro, não dá pra dar um desconto?”

O pulo do gato para responder essa pergunta está em suas entrelinhas, que dizem muito sobre o cliente que está perguntando e sobre a relação que você quer manter com seu público e com seu negócio.

Vivemos num sistema capitalista que nos faz prestar muita atenção ao preço das coisas, (independentemente de concordarmos ou não com isso) e acabamos desconsiderando o valor real dos produtos ou serviços. Precisamos sempre ter isso em mente ao responder pedidos de abatimento.  Responda as perguntas abaixo e aprenda a lidar com o “achei caro”.

"Tem desconto no débito?"
“Tem desconto no débito?”

1 –  Quem é o cliente?

É importante distinguir um cliente que busca por preço e o cliente que busca qualidade. A resposta pra essa pergunta vai definir se você deve ou não dar o desconto; para isso, defina uma margem de preço mínimo para que seu produto seja lucrativo e negocie até esse limite. Nunca, jamais, em hipótese alguma a ultrapasse. Se o cliente busca apenas preço, será difícil fazê-lo entender por que seu produto custa o que custa. Portanto esteja pronta pra abrir mão do leilão de preços – às vezes precisamos saber escolher nossas batalhas.

2 – Mostrou por que seu produto custa esse preço?

É necessário dizer com propriedade que seu preço traduz a qualidade do que você negocia, expondo os diferenciais que você oferece.

Se seu produto é mais caro que o concorrente, é preciso lembrar ao cliente de que ele vai receber pelo que está pagando.

3 – O cliente sabe o que está pedindo?

Isso é comum no setor de  serviços. Muitas vezes o cliente pode pedir X e querer Y, e por isso não considerou a diferença de preço. É o típico caso de um cliente que pede um logotipo mas precisa de um branding; você precisa passar tempo entendendo as necessidades do cliente para  traduzir  isso pro orçamento de maneira clara. Se ainda assim não conseguir demonstrar isso, busque novas opções mais em conta e ofereça soluções.

“E em dinheiro, tem desconto?”

4 – Você está oferecendo exatamente o solicitado?

Busque compreender se o que o cliente precisa é o que você está oferecendo. É importante considerar que pode ser que ele não precise de tudo o que você orçou. Nesse caso procure entender suas necessidades para oferecer o melhor custo-benefício, alinhando suas expectativas à realidade daquela negociação especificamente.

5 – Você sabe dizer não em sua negociação?

Se você respondeu as quatro perguntas acima e ainda assim o cliente não está satisfeito, ou se chegou no seu limite e não tem mais opções, diga não. A primeira pessoa a valorizar seu trabalho é você; o não, nesse caso, é respeito e autoconfiança, então saiba que não se arrependerá no futuro.

Nunca se esqueça de que você é a única responsável pelo seu negócio, e que você vai conduzi-lo da maneira como quer que o mundo se relacione com ele. Se você valoriza as relações duradouras, é claro que saberá quando e por que baixar o preço,  e que muitas vezes o descontinho se reverte em fidelização, da mesma forma que a negação do descontinho pode ser a saída pra não entrar na batalha por barganha.


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Formalize suas relações comerciais – 5 bons motivos para usar contratos

– por Tatiana Dias

Basta conversar com meia dúzia de amigas para saber que a contratualização das relações comerciais é algo completamente alheio à realidade da maior parte das pequenas empreendedoras brasileiras. Prestadoras de serviço autônomas e pequenas empresas têm o costume de trabalhar sem nenhum tipo de formalização, contando apenas com acordo “de boca” ou algumas mensagens trocadas.

No mundo ideal, ninguém precisaria de contrato, todos se comunicariam perfeitamente, não haveria descumprimento dos combinados, nem litígio. Mas vivemos no mundo real, em que a falta de um contrato claro e formalizado por escrito pode acarretar problemas bastante sérios e consequências devastadoras para uma pequena empreendedora.

Unrecognizable businesswoman holding document and shaking hand of business partner after signing of contract. They sitting at table. Negotiation concept

É verdade que a maioria das pessoas nem imagina por que deveria investir na formalização de contratos com seus clientes. Por isso, vou listar apenas alguns bons motivos para nunca trabalhar sem um contrato:

1. O contrato irá definir de forma clara e definitiva o que está sendo oferecido e o que o cliente pode esperar de você.

Pode parecer estranho, mas é imensa a quantidade de problemas que surgem pela falta de definição clara do que será entregue ao cliente, seja seu negócio um serviço ou produto.

Muitas vezes são feitas diversas tratativas com o cliente e não é definida claramente a proposta final. O que devemos ter em mente é que a comunicação é um dos maiores problemas da humanidade e talvez não seja muito prudente contar com uma comunicação sem falhas nos seus negócios.

No contrato, uma das principais cláusulas sempre deverá ser o Objeto e a Abrangência da contratação, que deverá ser redigida da forma mais clara possível, deixando demarcado para o cliente e para o fornecedor exatamente o que deverá ser entregue.

Você sempre poderá se remeter ao contrato quando o cliente quiser incluir “mais um negocinho” no job, que não foi negociado no preço do serviço ou produto.

2. O contrato irá esclarecer os limites da relação.

Cada pessoa ou empresa trabalha de um jeito, tem seus critérios de atendimento, forma de relação com o cliente, prazos de resposta e forma de trabalho.

Essas questões normalmente são ignoradas na negociação e se isso não ficar claro para o seu cliente, a chance de ter problemas é bem grande.

Um bom contrato tratará sobre os limites da relação, garantindo que não haja frustração para o cliente, nem sobrecarga para a empreendedora e aumentando as chances de uma boa relação comercial.

Acredite, se o cliente souber os limites quando está contratando, observar esses limites será muito menos frustrante e ele vai evitar bastante te ligar para reclamar da vida às 7h do domingo.

3. Ter um contrato reduz a chance de não receber o pagamento.

Não só de não receber, mas de receber no prazo e forma combinados.

No contrato, tudo fica ajustado bem certinho para que, depois, não haja discussão sobre os valores devidos, prazo, data e forma de pagamento. Dessa forma, você não terá problemas para cobrar exatamente o que foi contratado, inclusive judicialmente, se necessário.

Além disso, o contrato poderá instituir garantias para assegurar o cumprimento da obrigação (no caso, o pagamento), como multas, retenção do produto ou serviço, entre outras.

Ou seja, ter um contrato escrito não garante que você vai receber, mas reduz significativamente essa chance, além de criar mecanismos de ‘compensação’ em caso de não-pagamento ou atraso.

4. Ter um contrato sugere que seu trabalho é profissional.

Apresentar um contrato escrito ao cliente pode ser um receio de muitas empreendedoras, que imaginam ser um ônus a mais para a contratação. Porém, o que se deve ter em vista é que um bom contrato traz segurança para ambas as partes e um cliente sério não vai se opor a contratualizar o negócio, pelo contrário, irá se sentir mais seguro para contratar seu serviço ou produto.

A formalização do negócio irá sugerir que você ou sua empresa são negócios profissionais, que sabem o que estão fazendo e não estão para brincadeira. O benefício colateral disso ainda é cair fora de furada. Se o possível cliente não estiver com intenção de honrar o combinado, vai pular fora e você vai se livrar de uma roubada.

Young businesswoman giving pen to somebody

5. O contrato define claramente como se dá o encerramento do negócio.

Além de definir o encerramento regular do negócio, com a conclusão do serviço ou entrega do produto e correspondente contraprestação, um bom contrato também irá estabelecer as situações em que ambas as partes podem romper o negócio antecipadamente, com ou sem justa causa, o prazo de antecedência para a rescisão e multas pela rescisão antecipada.

Isso é especialmente importante em relações de médio e longo prazo, quando há diversos itens envolvidos ou a prestação de serviço se dá de forma contínua ao longo do tempo, afinal, é preciso definir o que justifica a ruptura do acordo sem cumprimento e quais os critérios para que isso aconteça de forma a reduzir o prejuízo de ambas as partes.

Esses são apenas alguns benefícios. Outras previsões podem ser de extrema importância em casos específicos, como aqueles que envolvam direitos autorais, direitos de imagem ou responsabilidade profissional regulamentada.

Cada empreendedora enfrenta dificuldades e suporta necessidades específicas. Por isso, a elaboração de um bom contrato é uma tarefa a dois, entre advogada e empreendedora, pois você é a melhor pessoa para dizer o que você oferece, quais os maiores riscos e o que é mais importante destacar para proteger no seu negócio.

A conclusão, empreendedoras, é que um bom contrato “guarda-chuva”, que possa ser adaptado a cada nova contratação, pode ser um dos melhores investimentos que você pode fazer pelo seu negócio.

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Tatiana Dias

Graduada em Direito (PUC-SP) e pós-graduada em Direito e processo do trabalho (PUC-SP) e formação em Mediação (ESA SP), Negociação sindical (FGV SP) e Coaching Ontológico (Instituto Appana SP). Com experiência de 10 anos nas diversas áreas do Direito, atualmente atua especialmente com Direito trabalhista, cível e contratual. Estuda relações de trabalho, contratos, soluções alternativas de conflitos, filosofia, gênero, empreendedorismo e desenvolvimento humano.