9 Frases motivacionais pra você não seguir ao pé da letra

Todos os dias somos infernizadas agraciadas com frases motivacionais, como se tivéssemos uma torcida inteira dedicada a nos apoiar para não deixar a peteca cair.

São cursos, rodas, conversas, workshops, pílulas de incentivo, slides de animação, mentoria pra uma vida plena – enfim, as redes sociais estão de braços abertos para que nos tornemos líderes, pessoas de sucesso, alguém que toma muita água e nunca esquece o filtro solar.

Daí que você não consegue alcançar o prometido, cansa de tentar, se acha a pior das criaturas e finalmente: desiste! Não, não vá por esse caminho antes de ler essas frases realmente motivacionais.

Precisamos prestar atenção no conteúdo que absorvemos e na utilidade dele
Precisamos prestar atenção no conteúdo que absorvemos e na utilidade dele

1 – “Você consegue, é só ter atitude positiva”

Infelizmente ter atitude positiva não vai pagar seus boletos no banco. Então, melhor do que ter atitude positiva é ter uma visão real da sua saúde financeira e do seu objetivo, traçando metas reais e cumprindo prazos diariamente; não tem milagre, só trabalho suado mesmo;

2 – “Seja proativa, pense fora da caixa”

Por favor, não pense fora da caixa. Tem muita gente pensando fora da caixa e não fazendo absolutamente nada, então pense dentro da sua caixa, compartilhe informação com as pessoas que admira e siga exemplos reais – não vale seguir ninguém do Vale do Silício se você ainda precisa aprender a dizer bom dia;

3 – “Não nos traga problemas, traga a solução”

O problema é que os problemas não vão se resolver sozinhos, assim como as soluções não serão apresentadas pra você por um anjo numa aparição milagrosa. É preciso falar dos problemas e encontrar soluções em conjunto, pois se não for pra ser assim, melhor nem se envolver;

4 – “Acreditamos no seu potencial”

O mundo pode acreditar no seu potencial, mas se você mesma não acreditar nele não adianta nada, não é mesmo? Portanto, mais importante do que a opinião das amigues é contar com o seu autoconhecimento nessa busca por resultados.

Existem muitas profissionais pra te ajudar nessa saga da autodescoberta – vale mais a pena pagar uma terapia bacanuda que vai lhe ajudar a trilhar o caminho das pedras do que se autoenganar pagando uma coaching de alta performance quando você ainda não descobriu o que quer da vida;

5 – “Seja você a mudança que quer ver no mundo”

Oi? Como assim? Não vai funcionar. Seja você a mudança que quer na sua vida.

Antes de tentar fazer algo pelas mazelas humanas faça por você, sabe? Assim, sem pretensão, só olhando pro próprio umbigo mesmo, fazendo o melhor que puder pra se sentir feliz e plena consigo – dessa forma, com certeza você vai afetar a estrutura toda.

6 – “Seja líder, dê exemplo”

Já pensou se o mundo todo fosse feito de líderes e de exemplos? Eu que não ia querer viver nele. Seja só você, você não precisa ser líder e nem exemplo pra ninguém, você precisa apenas e tão-somente fazer o que faz bem feito – e se for o que você ama, melhor ainda.

7 – “Com determinação é possível vencer qualquer obstáculo”

Com determinação as chances de êxito são de fato maiores, mas existem obstáculos que vão precisar de muito mais técnica do que determinação.

Seja determinada a fazer o que sabe; não dá pra vencer obstáculos de T.I. se sua formação for ciências sociais, por exemplo. Nesse caso esteja determinada a pedir ajuda de uma profissional que entenda do riscado.

8 – “Seja otimista”

A menos que você seja de sagitário, vai chegar uma hora que o otimismo vai pro brejo, e aí? Aí você precisa contar com aquela coisa realista que te acompanha e se chama consciência; ela vai te ajudar a achar uma saída, analisar os fatos e te acompanhar na saga de completar o ciclo.

9 – “Foque no resultado – mas viva o percurso”

Não tem jeito – pra chegar do ponto X ao Y tem uma linha sub-reptícia de acontecimentos diários – são esses dias que farão você chegar no resultado.

Foque no resultado (beleza, você tem um objetivo), pois isso é importante. Só que se você fingir que não precisa colocar um tijolinho em cima do outro diariamente pra chegar lá, melhor encontrar um plano pré-moldado que se encaixe no seu perfil e comprar logo ele: franquias podem ser uma opção, mas daí você tem que aceitar que não foi você quem construiu a ideia.

Encare isso como um desafio

É isso mesmo, encare isso tudo aí acima como um desafio. Aceite quem você é e o que é capaz de fazer; aceite suas limitações e sua criatividade do jeitinho que veio ao mundo. Não, você não precisa surpreender ninguém, a não ser você mesma.

Não pretendemos aqui descartar toda força que você encontra em frases diárias daqueles perfis tipo “good vibes” do Instagram. Estamos dizendo que motivação sem ação é ilusão.

Consultoria especializada: mitos e verdades

Consultoria Especializada: Mitos e Verdades

As justificativas para não buscar uma consultoria são as mais diversas. Algumas delas são fundamentadas, mas outras demonstram claramente a falta de conhecimento sobre o que de fato é uma consultoria. Nesse artigo vamos fazer o possível para te ajudar a entender e buscar aquela que mais vai te ajudar de acordo com seu momento.

“Consultoria especializada é cara.”

“Não preciso de uma consultoria especializada porque ainda estou começando.”

“Minha empresa não apresenta problemas que eu não possa resolver sozinha.”

“Uma consultoria não vai conhecer meu negócio tão bem quanto eu.”

“Mas o que é uma consultoria especializada?”

São muitas as perguntas, e a consultoria especializada ainda adormece numa realidade distante daquela empreendedora que até aqui conhecia apenas produtos caríssimos quando especializados. No entanto, atualmente existem opções viáveis que adicionam muita segurança ao desenvolvimento do seu negócio. Vejamos aqui alguns motivos para a contratação de uma consultoria especializada e como ela poderá impactar positivamente seu negócio.

Um dos motivos é você poder se dedicar ao que você faz de melhor!
Um dos motivos é você poder se dedicar ao que você faz de melhor!

Visão imparcial e panorâmica sobre o seu negócio

Uma consultoria especializada vai analisar todos os aspectos do seu negócio sem se envolver emocionalmente. Veja bem, o fato de não haver envolvimento emocional não quer dizer que não haverá comprometimento e interesse real. Acontece que na grande maioria dos casos as gestoras, fundadoras, criadoras e “faz tudo” da empresa acreditam estar fazendo um ótimo trabalho por terem criado e erguido um negócio, muitas vezes com parcos recursos e conhecimento, e justamente por isso acabam por ser bastante resistentes a mudanças. Um negócio precisa de um olhar técnico que acompanhe a modernização do mercado, e nesse caso o olhar crítico de fora é de enorme valia.

Conhecimento técnico multidisciplinar

Uma consultoria vai se debruçar sobre todos os aspectos do seu negócio. Com certeza uma gestora que desenvolveu o próprio negócio conhece – e muito – sobre ele, mas nem sempre (ou quase nunca) vai conseguir abraçar todas as particularidades e áreas de um empreendimento, e é aí que a consultoria supre a lacuna.

Como melhorar o relacionamento com clientes? Como automatizar tarefas? Como fazer uma gestão adequada das finanças? Como se preparar para venda em atacado? Como identificar melhorias no marketing? Uma consultoria sempre vai buscar responder essas e muitas outras perguntas na realidade em que elas foram levantadas.

Foco em melhoria contínua e resultados

Com uma consultoria acompanhando os processos do negócio, a gestora/gestor poderá se dedicar ao planejamento com mais tranquilidade, pois vai dispor de tempo para isso. A consultoria vai manter o olhar focado no crescimento estruturado, enquanto a gestora poderá propor novos desafios.

Uma consultoria especializada vai manter você e seu empreendimento no trilho certo, com olhar para o futuro e em constante atualização, para que possa acompanhar o mercado e suas inúmeras tendências.

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Corporate Pass: equidade de gênero para além da teoria

Equidade de gênero para além da teoria

Desde que iniciei minha aventura empreendedora o foco é o mesmo: a mulher e seu lugar no universo dos negócios. Tudo isso porque eu sou uma delas.
A Feminaria nasceu com objetivo definido – daí a chegar a um produto final lá se vai 1 ano e meio de muito trabalho e a consciência de que somos e seremos sempre Beta, o que não nos impede de ser uma empresa sólida e comprometida.

A Feminaria nasceu do desejo por uma sociedade mais equânime.
A Feminaria nasceu do desejo por uma sociedade mais equânime.

Trabalho para mulheres que trabalham – e isso é motivo de muito orgulho por aqui. Definimos nosso modelo de negócio nos posicionando como uma desenvolvedora e oferecendo programas que oferecem consultorias e mentorias especializadas e inúmeros benefícios, por valores muito competitivos e fixos. Isso permite que nossas clientes possam ter um investimento fixo e acessível em melhorias.

O que mais me assombrava era não ter descoberto ainda uma forma de atingir as mulheres dentro do ambiente corporativo – ecossistema de onde vim e conheço bem – e sei da enorme necessidade de suporte qualificado para que a mulher dentro dele possa ter um desenvolvimento profissional expressivo.

Como alinhar necessidade de investimento em capital emocional (feminino, no nosso caso) com a área de negócios – com os orçamentos empresas cada vez mais apertados?

Corporate Pass e a equidade de gênero na prática

Fizemos um longo estudo sobre como as empresas poderiam se engajar e lucrar com a equidade de gênero, e assim criamos o CORPORATE PASS. Quando a empresa adere ao CORPORATE PASS ela se compromete com o empoderamento profissional daquela colaboradora em cargos de liderança. O PASS dá acesso exclusivo ao PROGRAMA EIXO, que é voltado ao desenvolvimento da carreira. Nele as clientes do programa contam com reuniões mensais e individuais com profissionais da área de desenvolvimento humano, garantindo suporte não apenas profissional (por meio das mentorias) como também do capital emocional dessa mulher que tem tanto a conquistar e contribuir com as empresas onde atua.

Aqui a colaboradora vai poder contar com a Empresa como sua aliada, fazendo com que o movimento mundial para paridade de gênero mencionado pela Agenda da ONU seja efetivamente cumprido. Empresas que aderem ao Corporate Pass podem perceber um valor agregado palpável. A relevância do Capital Emocional ou Psicológico foi validada por uma pesquisa do Gallup em 2013, envolvendo 47.000 pessoas em 120 países. As empresas com altos índices de bem-estar emocional e comprometimento dos empregados, comparativamente aos seus concorrentes que não tem estes mesmos índices, apresentam índices ao redor de 30% superiores em market value, produtividade, rentabilidade, segurança, rotatividade e absenteísmo.

Como funciona o Corporate Pass?

Com a adesão ao Corporate Pass, sua empresa oferece acesso ao Programa Eixo para suas colaboradoras. O programa tem como objetivo aprimorar capacidades, habilidades, pontos fortes e aptidões com o objetivo de incentivar o intraempreendedorismo.

Quem pode aderir ao Corporate Pass?

Essa definição ficará a cargo da empresa. Nossa recomendação é que seja aberta a possibilidade de adesão às colaboradoras em cargos de liderança, pois poderão contar com mentorias e orientadorias que vão guiá-las no percurso profissional, com sigilo absoluto sobre os temas debatidos no Programa.

Investimento e giveback

A empresa deverá reembolsar entre 70% e 100% do valor pago na mensalidade de sua colaboradora no Programa Eixo. No curto prazo já é possível perceber melhoras na retenção de talentos e diminuição do turnover. Em uma análise conservadora, é possível dizer que o investimento no capital emocional das funcionárias aumenta em pelo menos 30% o seu grau de comprometimento com as empresas em que trabalham.

Se você faz parte do quadro de colaboradoras de uma empresa que esteja envolvida ou queira se engajar na briga pela paridade de gênero, convide seu RH e Corpo Diretivo a conhecer o Corporate Pass da Feminaria. Se você é quem tem a caneta nesse ecossistema, não espere para entrar em contato conosco.

Qual o custo emocional de abrir um negócio?

As inúmeras mudanças nas leis trabalhistas e a realidade do mercado de trabalho fazem você pensar em empreender, pois a falta de perspectiva profissional no seu atual local de trabalho e a dificuldade de recolocação estão te “empurrando” para o empreendedorismo.

 

“Como assim não tem vaga?”

Já faz um bom tempo que você está flertando com a possibilidade de empreender. Você já tem estabilidade na sua carreira formal, mas hoje sente uma necessidade imensa de tentar algo novo – você já tem até mesmo a ideia de negócio. A maternidade chegou e o mercado formal não tem estrutura para te absorver… tantas mães empreendem, será que não é o caso de tentar também?

A verdade é que atualmente todas nós, em algum momento, e por muitas razões diferentes, cogitamos a possibilidade de empreender. Dentre tantas dúvidas que vem junto com esse impulso, a mais frequente e que não cala é: quanto custa empreender?

Você sabe que é impossível responder a essa pergunta com um número fechado, pois as implicações são muitas. Nas pesquisas que você faz deve ter lido inúmeras histórias de gente que perdeu muita grana tentando empreender. Te garanto que não precisa ser assim: um bom planejamento pode seguramente minimizar esse risco de forma bastante positiva.

O custo financeiro é mensurável, e ele certamente será considerado de forma bastante estreita no seu plano de negócios quando for especificar o planejamento financeiro. Quanto melhor a sua estrutura base, menores os riscos de insucesso. Pode respirar aliviada – o custo pode ser bastante previsível.

Acontece que quase nunca falamos sobre o custo imaterial, e ele é sem sombra de dúvidas o mais importante a ser considerado quando pensamos em dar um passo rumo ao empreendedorismo. Estou falando aqui do seu capital emocional.

 

Empreender requer muita inteligência emocional e um comprometimento tão grande quanto a sua vontade de fazer dar certo. No início do desenvolvimento do seu negócio provavelmente você trabalhará mais horas do que está acostumada, além de precisar desenvolver habilidades que desconhecia. Tudo isso vai atingir diretamente o seu capital emocional.

Podemos definir Capital Emocional (ou Capital Psicológico, como também é conhecido) como sendo o conjunto de sentimentos, crenças, nível de afetividade, percepções e vínculos com relação ao que você faz; é o alinhamento emocional que você faz entre suas expectativas e as relações que pretende estabelecer ao abrir um negócio.

 

O envolvimento emocional em tudo o que fazemos não é um mito, é de fato ponto de concordância entre academia e ciência. Quando entendemos que a emoção é quem garante a liga em nossos relacionamentos, sejam eles comerciais ou não, gerimos melhor nossa relação com o mundo dos negócios e ainda temos a chance de contagiar e mobilizar nossos potenciais aliados, parceiros e consumidores.

Tocar um negócio não se trata apenas de gerenciar o fluxo da grana, mas também de gerenciar suas emoções para garantir que você possa seguir em frente no seu plano.

 

 Como descobrir o valor do seu capital emocional?

 

Não existe uma maneira de mensurar esse bem valiosíssimo, mas o que posso garantir a você é que uma boa visita ao passado e a análise cuidadosa de todas as suas relações podem te dar um panorama sobre como você reage emocionalmente a ações externas. Um belo e constante exercício de autoconhecimento sempre garantirá o monitoramento desse seu recurso.

Quando aprendemos sobre nosso capital emocional descobrimos quais são as limitações naturais impostas por ele, e passamos a colocá-lo em movimento. Se bem administrado ele reduzirá prejuízos, garantirá que você assuma riscos de maneira mais segura e mobilizará as pessoas envolvidas no seu empreendimento, fazendo  com que você siga segura com as escolhas que fez.

Lembre-se que a pressão externa tende a te impelir a pensar racionalmente, como se a razão fosse sua maior aliada ao decidir empreender.

Vão lhe apresentar argumentos e números que comprovam a dificuldade material que você enfrentará, mas ninguém vai te alertar que tudo isso se torna relativo quando você tem um capital emocional forte, consciente e que você usará como elemento surpresa em toda a sua jornada.

Para concluir: preste atenção ao que te faz suspirar, ouça seu coração e sinta suas reações. Aprenda a ouvir atentamente seus interlocutores. Por saber que empreender é arriscar-se, conhecer seu capital emocional é imprescindível, já que riscos acendem o sinal de alerta em qualquer pessoa, seja ela uma empresária de sucesso ou alguém que está pensando em se enveredar pelo universo dos negócios.

Como disse David Brooks: “A razão se apoia e é dependente da emoção. Emoção vincula valores às coisas e a razão só pode confirmar suas escolhas a partir das avaliações emocionais. A mente humana só pode ser pragmática porque no fundo ela é romântica”.


Ana Carolina Moreira Bavon

Fundadora da Rede Feminaria, Ana é consultora jurídica e advogada por formação.


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Tenho meu objetivos e metas traçados… na minha cabeça

– por Ana Carolina Moreira Bavon

Eu não quero jogar um balde de água fria na sua empolgação, mas se seu objetivo está perfeitamente traçado na sua cabeça, você não tem objetivo algum. Eu sei que sua memória pode ser impecável e não duvido que você seja capaz de explicar todo o seu plano numa sentada. Mas para chegar onde quer que seja, você precisa de duas ferramentas importantíssimas: papel e caneta.

Sempre que uma associada começa a trabalhar conosco na Feminaria a primeira tarefa sempre é “Definição de Objetivos”, não importa a fase do negócio ou carreira em que ela está; se ela chegou até aqui é importante definir exatamente o que ela pretende. Só assim podemos ter uma noção do desenvolvimento e das possíveis alterações da rota.

São os objetivos que nos movem e são eles que determinam nosso desenvolvimento, sejam eles pessoais ou profissionais. Determinar os objetivos é como criar uma história: o mais importante é tornar essa história viável e sustentável. Não importa o quão grandes são seus objetivos; uma vez que você tenha isso no papel poderá trabalhar neles de acordo com a viabilidade de cada um.

Sem querer parecer alarmista, te digo: um objetivo bem definido é o que vai te destacar dos seus concorrentes.

 

Se você for buscar as dicas e conselhos de grandes atletas, empresários e empresárias notáveis e grandes empreendedoras de todos os mais diferentes tipos de atuação eles sempre dirão que ter uma boa definição de onde queriam chegar fez toda a diferença.

Ao definir um objetivo de maneira clara e honesta – você estará se ajudando na definição de foco e na busca dos conhecimentos necessários para planejar e organizar seus recursos e seu tempo, de forma que você possa tirar o melhor proveito de sua vida, em todas as áreas.

Montar um painel com a definição dos seus objetivos vai envolver tomada de decisões, pois será importante refletir sobre o que você realmente quer fazer com sua vida pessoal e profissional. Definindo objetivos você criará metas, além de refletir sobre quais passos você precisará dar para alcançar cada uma delas, a curto, médio e longo prazo.

São muitos objetivos? Não se preocupe, a ideia é ter uma visão macro e depois quebrá-la em várias partes pequenas e gerenciáveis, cada uma com um prazo de cumprimento diferente. Começamos pelas metas de maior facilidade de realização, até que possamos ter uma base forte o suficiente para caminharmos em direção às metas maiores.

 

Com todos os objetivos colocados no papel, diariamente você terá a oportunidade de cumprir alguma das metas definidas. Realizar uma meta desperta uma enorme sensação de dever cumprido -não importa se a tarefa foi mínima – o importante é que ela esteja dentro do seu plano e seja um degrau em direção à realização do seu objetivo principal.

Habilidades e conhecimentos serão colocados à prova uma vez que seus objetivos sejam definidos.

 

Quando você começar a desenhar seu painel, você vai ver que precisará de habilidades e conhecimentos específicos. Será que seus objetivos exigem que você tenha um certo grau de conhecimento ou uma certa especialização? A partir daí você vai poder decidir se buscará essas capacidades em parcerias ou se vai se dedicar a estudar e tentar adquirir as habilidades necessárias.

Colocar objetivos no papel servirá como um guia, um mapa para alcançar suas metas, mas também será uma incrível ferramenta de autoconhecimento e desenvolvimento de autoconsciente – duas capacidades importantíssimas no mercado atual.

Para concluir: desmembre seus objetivos em grandes e pequenos, de longo, médio e curto prazo. Definir objetivos profissionais pode ser feito dessa forma. Para definir objetivos de vida faça uma viagem no tempo: em 10 anos, 5 anos, 1 ano, 6 meses. Percorra assim até que chegue nos pequeninos, mas não menos importantes – os planos semanais e diários. Não pense no tempo que esse trabalho vai levar, pense no tempo que esse trabalho vai otimizar.

Tenha metas e objetivos bem definidos e seja flexível o bastante para entender que rotas são alteráveis. E saiba que estamos aqui para te apoiar durante todo o caminho.

Como disse Hermann Hesse em Sidarta: “Procurar significa: ter uma meta. Mas achar significa: estar livre, abrir-se a tudo, não ter meta alguma”.


Ana Carolina Moreira Bavon

Advogada, consultora jurídica e fundadora da Rede Feminaria.


Imagens: Pinterest

Validei minha ideia de negócio… e agora?

– por Ana Carolina Moreira Bavon

Parabéns! Depois de muito trabalho e determinação você conseguiu validar sua ideia de negócio. Validar uma ideia não significa que você tem um plano de negócios, significa que você tem uma ideia que tende a se transformar num negócio promissor. Não podemos esquecer que a validação serve para analisar os pontos principais do negócio e definir se ele está pronto para ser desenvolvido ou se ainda precisa ser revisto. Foi validado como pronto e pode ser desenvolvido? Agora você precisa iniciar o seu produto.

O desenvolvimento do produto deve ser trabalhado de forma cautelosa e muito detalhada, isso porque dele dependerá o futuro do seu negócio.

A ideia validada precisa de um ótimo suporte para ser desenvolvida como negócio.  “Mas Ana, basta desenvolver um plano de negócios” – disse a empreendedora com a ideia validada.

Eu respondo: sim, é preciso desenvolver um plano de negócios, mas você sabe descrever perfeitamente tudo o que precisa ser colocado dentro de um plano de negócios? Provavelmente você saberá seguindo os inúmeros tutoriais que existem disponíveis na internet, mas é preciso garantir que cada parte do plano esteja “amarrada” e definida de forma objetiva.

O plano é mais um processo do que um produto. O plano de negócio não é a empresa, não é o negócio, ele é a descrição dele. O seu plano de negócios não tem o poder de prever o futuro, portanto, dificilmente descreverá com precisão razoável a sequência de eventos. Quanto mais bem elaborado e completo, mais seguro ele será, além de ser essencial para manter você atenta ao que deseja que aconteça e a todos os cenários possíveis.

Para que serve um plano de negócios?

Para a criadora: serve para organizar as ideias e tirar o projeto do universo da imaginação. Ele serve como uma análise preliminar da viabilidade do seu projeto considerando toda a operacionalidade dele.

Para quem o recebe: tem como função dar uma visão panorâmica e geral do projeto, ele é o documento que demonstra para o leitor que o projeto é viável e trará benefícios. Lembre-se que o leitor pode ser um parceiro, um investidor ou potencial sócio.

Quais são as aplicações de um plano de negócios?

  • Desenvolvimento da ideia validada
  • “Criação” do seu modelo de negócios
  • Lançamento de produto
  • Inauguração de Unidade
  • Início de operação
  • Fusão ou compra
  • Capitalização financeira
  • Lançamento de ações
  • Criação de novas empresas
  • Revitalização da empresa

Um plano de negócios bem feito poderá sofrer várias alterações durante o desenvolvimento do seu empreendimento. No entanto, ele terá uma base sólida devidamente estruturada e que poderá te deixar livre para alterar a rota a qualquer momento.

Antes de elaborar um plano de negócio

Antes de elaborar um plano de negócios você vai precisar definir seu objetivo. O que você pretende com o seu plano? Qual a finalidade dele? Lembre-se de que um plano de negócios tem várias aplicações e definir exatamente o seu objetivo vai garantir que seu plano seja desenvolvido de acordo com a aplicação para quem será destinado.

Quanto custa elaborar um plano de negócio?

Com as facilidades atuais você pode montar um plano de negócios sozinha. Existe uma infinidade de conteúdo relacionada ao tema, desde passo a passo até aulas online. Você pode contratar uma consultoria especializada, uma boa profissional vai cobrar de você um valor atrelado a complexidade do negócio para o qual você vai desenvolver o plano, podendo variar a partir dos X mil reais.

Você também pode se associar à Feminaria e desenvolver seu plano junto conosco e o valor é o que você já conhece – cabe no seu bolso e não vai afetar seu orçamento. É importante ter em mente que o custo desse trabalho precisa estar dentro da sua reserva para “abrir” seu negócio, vamos falar sobre isso em um próximo artigo.

 

Vai fazer seu plano de negócios sozinha?

A melhor dica que posso te dar é: seja o mais honesta possível, quanto mais objetiva e sincera você for, maiores são as chances de desenvolver um plano realista e de acordo com a realidade do mercado no qual irá atuar. Importante: liste inclusive suas limitações e habilidades que não tem, isso vai te dar uma maior segurança, assumir que não sabemos tudo é sinal de maturidade.

Para concluir: você nunca estará livre da obrigação de colocar no papel tudo aquilo que passa pela sua cabeça. Sempre que houver uma alteração na rota, você precisará rever seu plano de negócios e se necessário criar um outro com nova finalidade de aplicação. Se você permite mais uma dica, aqui vai: mantenha simples!

Como disse Khalil Gibran: “A simplicidade é último grau da sabedoria”.


Ana Carolina Moreira Bavon

Advogada, consultora jurídica e fundadora da Rede Feminaria.


Imagem: Pinterest

Você precisa de um “pitch”? Então, não escreva um.

– por Ana Carolina Moreira Bavon

Desde que comecei a me movimentar efetivamente no ambiente empreendedor (é um universo), percebi que a palavra pitch se repete exaustivamente e comecei a ficar ressabiada porque não havia montado o meu pitch matador. Existem cursos, técnicas, livros, workshops; enfim, não faltam ferramentas para nos ajudar a desenvolver o pitch perfeito.

A regra é clara: ele precisa ser impactante o suficiente para que chame a atenção do seu ouvinte – que em geral é um investidor ou alguém para quem você pretende “vender” sua ideia, produto ou negócio.

Pois bem: me vesti com a minha melhor roupa (de gosto duvidoso, é claro), sentei em frente ao meu notebook e lá fui eu desenvolver o pitch.

Tenho facilidade em escrever e por isso imaginei que seria uma coisa simples. Pensei: tenho bem definidas as ideias e agora basta colocar no papel seguindo a fórmula: quem sou, o que faço, o que desejo e como pretendo realizar e o que preciso agora para atingir meu objetivo. Nunca imaginei que seria tão difícil. Não falo que foi um parto porque não tenho a menor ideia de como deve ser um, mas foi tão difícil quanto ouço minhas amigas mães falarem sobre isso: todo mundo quer dizer qual é a melhor maneira de você fazer o seu, porém, ninguém está ali na sua pele pra saber o que você sente e deseja.

Successful Young Businesswoman Holding Speech

Depois de me apegar a técnica e me desesperar, tive um lampejo de lucidez e me dei conta que eu precisava explicar exatamente aquilo que eu sentia e fazia. Ou seja, eu tirei o foco da técnica e me preocupei em “abrir o coração” foi então que o trabalho começou a fluir, depois começou a ficar bonito, depois eu comecei a me emocionar. Ao passo que meu pitch era desenvolvido eu observava a trajetória que estava percorrendo, poder analisar as coisas por essa nova perspectiva me dava uma sensação de evolução e via que meu negócio estava conseguindo refletir meus valores pessoais.

Escrevi como se não houvesse amanhã, coloquei no papel o que meu coração e memória mandavam e o texto ficou enorme e lindo. Foi então que parti para a segunda fase: transformar aquela confissão em algo palatável para o mercado.

Me inspirei nas pessoas mais capacitadas que conheço:  os vendedores ambulantes! Esses profissionais têm segundos para mostrar que o produto deles precisa ser levado por você, você invariavelmente pode viver sem aqueles produtos e ainda assim: compra! Por que eles conseguem fazer isso?  Porque eles precisam voltar para casa com o dinheiro daquelas vendas do dia, porque daquele dinheiro depende o amanhã e o depois. Então, ali naquela venda, eles colocam o que têm de mais importante: o esforço em manter suas vidas e a daquelas pessoas que dependem deles. Como eles aprenderam isso? Com a vida. A vida mostrou para esses profissionais que a única maneira de se manterem no mercado seria comunicando com paixão aquilo que fazem.

Li meu textão, reli meu textão, suprimi várias partes, mas estrategicamente deixei aquelas que me afetavam emocionalmente sem perder a objetividade. Meu pitch está pronto.

Esse texto é para dizer que não importa o quanto de técnica você tenha, quantas capacidades você domine e o quão maravilhoso é o que você faz – o que vai te fazer comunicar com paixão a ponto de despertar o interesse do mais desaviado dos ouvintes é a paixão que você emprega no que quer que seja.

A paixão pode estar em vários lugares: na sua necessidade de levar estabilidade para a sua família, na sua necessidade de provocar mudanças estruturais no mundo, mas te digo: ela sempre diz respeito ao outro e nunca a você. Quanto de ti existe no que você faz?


Para mais informações sobre como ser Associada Feminaria, envie um e-mail para: contato@feminaria.com.br ou casa.feminaria@feminaria.com.br.


Ana Carolina Moreira Bavon

Advogada, consultora jurídica e fundadora da Rede Feminaria.


Imagem: Freepik

Série: Mecanismos de Acesso à Justiça

– por Tatiana Dias

II – Sistema Multiportas

Continuando a série de artigos sobre mecanismos de acesso à justiça, preciso apresentar para vocês um mecanismo que vem sendo fortemente incorporado pelo Direito brasileiro nos últimos anos, com o objetivo de facilitar e tornar mais efetivo o acesso à justiça. Trata-se do sistema multiportas de resolução de disputas.

O sistema multiportas propõe a utilização de meios extrajudiciais para a solução de conflitos, especialmente métodos como a arbitragem, a conciliação, a mediação, a negociação e outros mecanismos que misturam essas técnicas[1].

Essas formas alternativas de resolução de conflitos sempre existiram, porém passaram a ser sistematizadas, regulamentadas e legitimadas como formas tão ou mais adequadas de resolução de disputas quanto a sentença judicial apenas nas últimas décadas.

Esse reconhecimento foi necessário pois, com o desenvolvimento das relações sociais e jurídicas, observou-se que a solução judicial seria insuficiente para atender toda as demandas, seja por uma insuficiência de recursos materiais do Estado, seja pela frequente ineficácia do provimento jurisdicional na resolução de conflitos complexos.

Assim, com a incorporação do sistema multiportas de acesso à justiça, passa-se a admitir como plenamente válidas e legítimas formas alternativas de resolução de conflitos, ao lado da solução judicial, incorporando-as, inclusive, à estrutura estatal de solução de disputas.

Portanto, as pessoas podem utilizar esses meios de solução de conflitos de forma privada, contratando negociadores privados, empresas de mediação e conciliação ou tribunais e câmaras arbitrais. Há muitos, basta pesquisar bem e conferir a credibilidade desse prestador de serviço[2].

O custo desses serviços pode parecer alto. Mas antes de descartar essa via pelo seu custo, é importante que você considere que para resolver seu conflito judicialmente será necessário contar com advogados durante todo o processo, a resolução definitiva da questão pode demorar anos, há custas judiciais e outras despesas com o processo que serão suportadas pela parte.

Ademais, há situações em que a utilização da mediação como forma de atendimento individualizado, com objetivo de restaurar as relações e o diálogo será muito mais eficaz a médio e longo prazo do que a solução judicialmente imposta, como é o caso de conflitos familiares (separações, divisões de bens, guarda de filhos). Portanto, o custo imediato não deve ser o único fator a ser considerado, valendo lembrar que sempre é possível negociar valores, forma de pagamento, etc.

Além dos serviços privados, atualmente o Poder Público oferece o sistema multiportas através dos centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania – CEJUSC, que estão sendo instalados pelos órgãos do poder judiciário em suas unidades e também em parcerias com outros órgãos públicos[3].

Os CEJUSC se destinam a oferecer orientação à população sobre direitos e acesso à justiça, bem como disponibilizar a mediação e a conciliação gratuitamente, como meios de resolução de conflitos.

Qualquer pessoa pode se dirigir diretamente ao CEJUSC para realizar uma reclamação, verbal ou por escrito, descrevendo brevemente o conflito e solicitando o agendamento de uma sessão de mediação ou conciliação, para tentativa de acordo.

conflitos

A partir da reclamação, o CEJUSC orienta sobre o método mais adequado para resolução do conflito[4], agenda-se a sessão e emite a carta convite para convidar a outra parte. Neste caso, a outra parte não é obrigada a comparecer, a disposição para conciliação e mediação é voluntária.

Portanto, se uma das partes não comparece na sessão, a reclamação é arquivada. Se ambas as partes comparecem, realiza-se a sessão e se as partes firmarem acordo, este é encaminhado para homologação judicial, sendo que com essa homologação o acordo terá eficácia de título executivo, ou seja, poderá ser executado perante o Judiciário diretamente, em caso de descumprimento.

Vale mencionar ainda que atualmente é oferecido pelo conselho nacional de justiça um sistema digital de conciliação, que pode ser acessado aqui .

Há também outras plataformas eletrônicas privadas que oferecem serviços de mediação e conciliação de conflitos a preços acessíveis.

É importante esclarecer que para participar de um procedimento de conciliação ou de mediação, não há obrigatoriedade de representação por advogado. Porém é altamente recomendável que antes de conciliar ou mediar, a parte faça ao menos uma consulta a um advogado de sua confiança, para entender com clareza quais os direitos, possibilidades e riscos envolvidos no conflito e nas possíveis formas de resolução.

Minha recomendação é: quando estiver no meio de um conflito, converse com um advogado sobre as múltiplas possibilidades de resolução do seu caso em específico e avalie o que melhor irá atender a sua condição financeira e a seus objetivos.

Em resumo, a instauração de um processo para definição de direitos e deveres ao caso concreto não é a única forma de resolução de conflitos e, muitas vezes, não é a forma mais adequada para resolver o seu problema, seja porque tem um custo alto, ou porque demora muito, ou porque não resolve efetivamente o problema entre as partes, mantendo a situação de conflito e insatisfação de todos os envolvidos.

Por isso, a familiarização com o sistema multiportas de solução de conflitos é um importante passo para a compreensão das múltiplas possibilidades de se lidar com uma disputa de qualquer tipo, ampliando as possibilidades de acesso à justiça para todos.


Notas:

[1] Saiba mais sobre cada método: http://www.cnj.jus.br/programas-e-acoes/conciliacao-e-mediacao-portal-da-conciliacao

http://www.amcham.com.br/centro-de-arbitragem-e-mediacao/arbitragem/sobre-arbitragem

[2] Em São Paulo, uma boa referência são os conciliadores e câmaras reconhecidos pelo Tribunal de Justiça, que podem ser consultados aqui: http://www.tjsp.jus.br/Conciliacao/Nucleo/CamarasPrivadas

[3] Em São Paulo, mais informações e endereços dos CEJUSCs podem ser consultadas aqui: http://www.tjsp.jus.br/Conciliacao. Em outros estados, consulte o Tribunal de Justiça local.

[4] O CEJUSC deveria indicar a mediação ou a conciliação conforme a necessidade do caso, mas atualmente muitos CEJUSC ainda não possuem um núcleo de mediação que ofereça esse serviço de forma adequada, sendo muitas vezes oferecida apenas a conciliação. Porém, a expectativa é que esse cenário seja solucionado, passando a ser oferecida a mediação em toda sua complexidade pelo Poder Judiciário, para os conflitos que demandam essa intervenção qualificada.


Ainda tem dúvidas sobre esse assunto? A Tatiana é Consultora da Feminaria e oferece atendimento às nossas Associadas. Para agendar o seu horário, entre em contato pelo telefone (11)2737.5998 e verifique a disponibilidade. Para mais informações sobre como ser Associada Feminaria, envie um e-mail para: contato@feminaria.com.br ou casa.feminaria@feminaria.com.br

Tatiana Dias

Graduada em Direito (PUC-SP) e pós-graduada em Direito e processo do trabalho (PUC-SP) e formação em Mediação (ESA SP), Negociação sindical (FGV SP) e Coaching Ontológico (Instituto Appana SP). Com experiência de 10 anos nas diversas áreas do Direito, atualmente atua especialmente com Direito trabalhista, cível e contratual. Estuda relações de trabalho, contratos, soluções alternativas de conflitos, filosofia, gênero, empreendedorismo e desenvolvimento humano. 

Saiba de uma vez por todas como empreender e ainda continuar no seu emprego

– por Ana Carolina Moreira Bavon

Empreender e ainda continuar trabalho não é um impeditivo, minha amiga. A bem da verdade, se você usar sua sagacidade vai conseguir tirar proveito dessa situação e ganhar com isso.

A decisão de empreender não escolhe data, por isso, muitas vezes pode acontecer de conseguirmos a coragem para tal justamente quando estamos ali dentro do formato clássico: trabalhando formalmente. Empreender requer sacrifícios, é um caminho bastante longo, vai exigir de você decisões difíceis. Ao mesmo tempo, você precisará continuar dando conta das suas tarefas dentro do ambiente corporativo.

Continuar na estabilidade do seu trabalho no ambiente corporativo, com os benefícios que ele traz, enquanto lida com o desenvolvimento do seu negócio, é algo tentador. Você só precisará estar atenta para não prejudicar nenhum dos dois universos.

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Algumas dicas de quem já esteve ai poderão te ajudar a definir a estratégia da transição:

1 – Não misture as coisas: vai ser uma das partes mais difíceis. Você precisará estar focada no seu trabalho diário e deixar pra investir tempo no seu empreendimento enquanto estiver em casa, se você misturar os e-mails, telefonemas e negociações correrá o risco de pecar em ambas as tarefa. Uma vez em casa cuidando do seu empreendimento, os negócios da empresa não podem tomar seu tempo;

2 – Planeje: faça um plano de negócios para o desenvolvimento do seu produto e considere suas horas de trabalho no corporativo (dessa forma não ficará tentada a misturar as coisas), eduque-se para fazer o que tem que ser feito durante todo o seu tempo livre (sabemos que não é fácil, mas é seu projeto de vida, certo?);

3 – Utilize a tecnologia: ela será sua aliada desde o inicio. Processos que puderem ser automatizados te darão um respiro enquanto mantém sua “vida dupla,” plataformas e aplicativos podem fazer seu papel durante do período em que você se dedica a empresa;

4 – Fique atenta ao seu orçamento: uma vez estabelecido o limite de permanência dentro do corporativo,  você precisará se programar para não ter um salário mensal. Portanto, esteja ciente de que seu poder financeiro vai mudar consideravelmente, os passos iniciais do seu negócio serão vagarosos e você deve saber que seu padrão de vida poderá mudar por um período. Se você se programar para isso, com certeza será uma transição mais tranquila;

5 – Não esqueça de onde está: dentro do ambiente corporativo você está por dentro de tudo o que esta acontecendo no mercado. Por isso, utilize este ponto a seu favor e ao pensar em sair da empresa, não se esqueça de quem você foi ali e leve toda essa experiência pra sua realidade empreendedora. Contatos sempre serão contatos, conhecimento aprendido é investimento;

6 – Envolva-se na nova realidade: respeite o tempo de maturação do seu próprio negócio, faça contatos e parcerias, participe de ambientes que proporcionem trocas de experiência e networking com pessoas da área em que você pretende empreender;

7 – Uma vez em voo solo: agora dedicada 100% ao seu empreendimento, invista seu tempo em estabelecer parcerias, faça visitas, troque o home office por espaços de trabalho compartilhado que são de baixo custo e podem te dar a estrutura inicial pra receber seus clientes – além de serem uma bela fonte de troca e inspiração.

Esta passando por essa transição? A Feminaria oferece todo suporte tanto em consultoria quanto espaço físico para você estar em segurança  desenvolvendo sua nova trajetória. Seja uma associada!


Para mais informações sobre como ser Associada Feminaria, envie um e-mail para: contato@feminaria.com.br ou casa.feminaria@feminaria.com.br.


Ana Carolina Moreira Bavon

Advogada, consultora jurídica e fundadora da Rede Feminaria.


Imagem: Pinterest

Ao vivo é bem melhor

– por Ana Carolina Moreira Bavon

Você consegue se lembrar da época em que mantinha um caderninho com nome e telefone dos seus contatos e a única maneira de trocar ideias com essas pessoas era marcando um cafezinho ou almoço pra falar de negócios? Eu me lembro bem e não consegui perder esse hábito, se é que posso chamar de hábito – acredito que seja bem mais parte da minha identidade.

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Que a internê é maravilhosa, ninguém duvida, mas estamos de fato fazendo com que ela trabalhe a nosso favor ou estamos nos escondendo atrás dessa “confortável” desculpa pra não levar as relações para patamares reais?

Acontece que hoje temos a facilidade da internet pra quase tudo. Digo quase tudo porque imagina só se as empresas decidissem levar seus processos seletivos de forma totalmente virtual, com base em dados colhidos da internet sem aquele olho no olho? Já pensou se fossem consideradas apenas as fotos colocadas nos seus perfis e suas informações profissionais sem sentir de fato o seu “approach”?

Pois bem, considere isso quando pensar em parcerias pra sua vida e seu negócio. São inúmeras as chances, nas redes sociais , de conhecer pessoas que podem ser parcerias interessantes, é incentivada a permanência em grupos virtuais de discussão e o fomento ao desenvolvimento de parcerias e redes. Porém, nada disso deveria ser considerado como o seu meio oficial de criar “vínculos.”

Sabemos que na vida empreendedora o tempo é caro e raras são as chances de poder ter tranquilidade pra programar aquela saída pra participar de um evento de networking. No entanto, disso depende também o crescimento do seu negócio e da sua marca. Não tem jeito: a máxima “quem não é visto não é lembrado” ainda é bastante atual.

Successful Businesswoman and Team

Faça uma busca dos eventos relevantes que têm acontecido na sua cidade e programa-se pra participar deles, convide essas parcerias virtuais que você construiu para que estejam lá também. Leve seus cartões de visita e não se engane: palestras, workshops e seus intervalos têm muito a oferecer em retorno. Tenha uma rotina voltada à participação em eventos presenciais.

Networking é marketing pessoal, você ali sendo a sua marca, pensa só que mágica? Você terá a oportunidade de falar sobre o que faz com a propriedade que só você e sua voz têm. Além disso, o networking não é uma caçada desenfreada, ele é a tradução do ambiente que você cria à sua volta, então não tenha receio em abordar aquela pessoa que você conhece virtualmente e falar sobre sua admiração e apresentar seu negócio. As pessoas estão todas ali justamente pra isso, acredite, todos estarão esperando por isso.

Tem vergonha? Não tem um “pitch“? Não tem noção de por onde começar? Vem pra Feminaria! Fazemos questão de existir fisicamente num ambiente acolhedor pra que você possa vivenciar e se experimentar nessa e em tantas outras situações.

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Ana Carolina Moreira Bavon

Advogada, consultora jurídica e fundadora da Rede Feminaria.


Imagens: Freepik