Evento Mulher Brilhante une força feminina com palestras sobre empreendedorismo

Evento Mulher Brilhante

Karoliny Buhcool fundadora da marca So Cute será uma das palestrantes no evento multidisciplinar de negócios voltado para mulheres.

São Paulo, novembro de 2017 – Nos dias 17 e 18 o auditório Elis Regina será palco para grandes nomes do empreendedorismo feminino, entre eles Cristiana Arcangeli, Alice Salazar, Nathalia Arcuri e Karoliny Buhcool.

O aumento de mulheres que buscam empoderamento econômico é cada vez mais evidente, nos últimos 14 anos o número de empresárias subiu para 34% e hoje são quase oito milhões de mulheres que atuam no mercado com independência emocional e financeira.

Um dos cases apresentados no Mulher Brilhante será da empresária Karoliny Buhcool, à frente da SoCute. Criada em 2005, quando Karol tinha apenas 16 anos, a marca teve investimento inicial de 50 reais, valor suficiente para começar e criar um vestido, que já carregava as principais características da So Cute: o romantismo, exclusividade nas estampas e modelagens.

Evento Mulher Brilhante

“Após desenhar o modelo e comprar o tecido, ao invés de pedir para a costureira fazer apenas uma peça, acabava pedindo duas ou quatro e vendia para minhas colegas. Eu executava isso de forma muito inocente, sem a menor consciência de que estava empreendendo”, diz a empreendedora, hoje aos 28 anos

Atualmente a So Cute possui três lojas físicas: duas em Brasília, a cidade em que nasceu, e uma recém-inaugurada em São Paulo, nos Jardins. Além disso, a marca possui também o e-commerce, que consegue levar o mundo So Cute para todo o Brasil, e exterior.


Os ingressos estão à venda no site oficial Mulher Brilhante, a partir de R$ 297. Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail contato@mulherbrilhante.com.br.

SERVIÇO
Data – 17 e 18 de novembro de 2017;
Horário – 9h às 20h;
Local – Auditório Elis Regina (Av. Olavo Fontoura, 1209, Santana).

 

Agência Cartaz
Sandra Calvi
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Quem paga a conta pelo erro?

A chance de dar errado existe, mas como você lida com ela? Não pense que ser perfeccionista e não admitir a possibilidade de cometer erros é uma qualidade, isso já virou mito faz muito tempo. Hoje vivemos uma realidade de mutação constante e, portanto, planos são alterados durante o percurso. Mudanças de planos implicam em erros que não foram previstos – essa é uma constatação. Portanto, errar é natural. O que fará de você alguém melhor e mais preparada para qualquer futuro é o reconhecimento espontâneo do erro e a capacidade de absorver o aprendizado que ele traz.

Bater a cabeça na mesa não vai ajudar...
Bater a cabeça na mesa não vai ajudar…

 

Quão tolerante ao erro você é? Quão tolerante ao seu próprio erro você é? Nem sempre seremos aplaudidas, nem sempre seremos elogiadas e ovacionadas, mas sempre aprenderemos, sempre descobriremos novas formas de resolver problemas antigos. A capacidade de aceitar que é falível e ser gentil consigo é maturidade e sabedoria. Todas erramos ou erraremos; as únicas pessoas isentas a isso são aquelas que não arriscam jamais, e você não é uma delas, não é verdade?

Em menor ou maior escala erros são erros e eles vão impactar seus planos. Para entender um pouco mais sobre aquelas áreas em que os erros podem prejudicar sobremaneira sua estrutura, vamos dividir aqui em 3 grandes grupos:

Erros causados por um capital emocional desalinhado

São aqueles erros baseados em questões emocionais e que afetam o seu cotidiano. Você passa a se sentir constantemente sobrecarregada, insatisfeita com a rotina, e acaba agindo por impulso. Seu dia ruim cruza com o dia ruim de um cliente, as emoções estão a mil por hora, não há freio que faça parar e pá: uma tomada de decisões precipitadas. Para evitar uma tragédia é preciso entender quais são as raízes desse desalinho e fazer um trabalho bem focado no seu emocional. Características assim tendem a ser toleradas e definidas como ossos do ofício, mas não são. São um sinal de alerta e que precisam ser verificadas, caso contrário seu negócio sentirá as mesmas dores que você.

Erros causados por uma gestão ineficiente

Esses erros são muito parecidos e quase que ligados aos erros causados por um capital emocional em desalinho. Como gestora você precisa ter uma liderança empática e eficiente, saber motivar sua equipe e todos os parceiros que trabalham com você. Ter uma comunicação clara e distribuir as tarefas de acordo com a capacidade de cada uma das pessoas que trabalha pelo seu negócio. Tarefas mal elaboradas, metas não alcançadas e horas de trabalho jogadas fora. Essas falhas são causadas por falhas na gestão. Um bom planejamento com auxílio externo pode ajudar a resolver esse problema e evitar erros maiores que afetem o desenvolvimento do negócio.

Erros causados por falta de planejamento estratégico e um bom plano de negócios

A falta de conhecimento e planejamento estratégico podem causar enormes problemas no desenvolvimento de um negócio, principalmente quando ele está começando ou entrando na fase de crescimento. Se você não tem um plano de negócios ou um planejamento estratégico para seu negócio, é importantíssimo começar hoje mesmo. A falta desses 2 itens é similar a entrar num país desconhecido sem um mapa e uma bússola, e não estou pecando pelo excesso! Não é exagero dizer que o principal erro aqui é não buscar por ajuda especializada quando precisa, eu sei bem que a vida de empreendedora é aquele exército de uma mulher só, mas isso não pode prejudicar o seu desenvolvimento: por mais super-mulher que você seja, e eu sei que você é, você precisa de ajuda.

Como disse Peter Drucker : “Para ter um negócio de sucesso, alguém, algum dia, teve que tomar uma atitude de coragem”.

Você tem um plano de negócios? Precisa criar um, ou validar, acompanhar ou otimizar o plano de negócios que você já tem? O Programa Expansão foi feito para você! Clique aqui para conhecer esse programa ou entre em contato conosco se precisar de mais informações.

Série: Mecanismos de acesso à Justiça – Parte I

I – Como encontrar um advogado

Muito cedo em minha carreira na área do Direito percebi que existe um espaço excessivamente grande entre a necessidade de orientação jurídica e acesso à justiça pela população, e os mecanismos disponíveis para a promoção desse acesso.

Acredito que dentre os muitos motivos pelos quais isso ocorre, existem alguns mitos que podem facilmente ser derrubados com um instrumento muito simples, mas frequentemente sonegado: Informação.

Esse é o objetivo dessa série de artigos que vou trazer para vocês, uma minúscula contribuição para aproximar as pessoas dos instrumentos de acesso à justiça e da compreensão sobre direitos e deveres.

Pessoalmente, entendo que o principal e mais potente elo entre as pessoas leigas e o Direito é a(o) advogada(o). Entendo que essa é a função primordial da advocacia: ser  tradutora da linguagem do Direito para a população leiga, e a vocação do sujeito que se pretende advogada(o) deve se compatibilizar com esse dever.

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Por isso, esse primeiro artigo será sobre como encontrar um advogado que possa suprir sua necessidade e que caiba no seu orçamento.

O que percebo é que as pessoas simplesmente não procuram os advogados quando têm dúvidas, quando precisam de orientação sobre as normas jurídicas, quando precisam de um instrumento jurídico como um contrato e até quando precisam se defender judicialmente.

Isso ocorre por muitos motivos, mas penso que entre os principais está o receio sobre valores cobrados por estes profissionais. Ou seja, as pessoas acham que advogado é muito caro e inacessível, o que não é exatamente verdadeiro. Realmente, não há uma regra para a cobrança de honorários e há escritórios e advogados que estipulam valores de serviço acima da capacidade financeira da maioria das pessoas.

Contudo, há de se ter em vista que esses escritórios têm como perfil de cliente empresas ou pessoas com alta capacidade financeira, que possuem demandas de alta complexidade e são compostos por advogados bastante especializados, eventualmente equipes de advogados com diversas especialidades, o que encarece o serviço.

Se você possui uma questão ou disputa de alta complexidade, que envolva um montante financeiro alto, provavelmente precisará desse tipo de assessoramento, mas também muito possivelmente poderá arcar com os honorários mais caros.

Por outro lado, há escritórios e advogados que têm como nicho de mercado o atendimento a questões e disputas mais simples e corriqueiras, que demandam menos especialização e menos tempo de trabalho e, portanto, fixarão honorários mais acessíveis, seja quanto ao valor, forma e prazo de pagamento, participação no risco da demanda, entre outros.

Simplificando, muito provavelmente você vai conseguir encontrar um(a) advogado(a) que trabalhe dentro das suas possibilidades. Basta realmente procurar, pesquisar, negociar, orçar com mais de um profissional – enfim, é como contratar qualquer outro profissional. Mesmo.

Um bom parâmetro para ter uma ideia de valores e saber de antemão até onde é possível negociar na contratação de um(a) advogada(o) é a tabela de honorários da OAB do seu Estado[1], que estabelece os valores mínimos para grande parte dos serviços advocatícios.

Entendo, porém, que mesmo antes da negociação surgem outros obstáculos, como:

1. Não saber como encontrar advogados.

Minhas amigas, somos mais de 1.091.127 de advogados regularmente habilitados para o exercício da advocacia nesse país[2].  Ou seja, somos muitos e muito provavelmente em seu círculo social tem algum advogado ou alguém que conhece um profissional de advocacia.

Por isso, pergunte aos familiares, amigos e conhecidos, peça indicação nos grupos de WhatsApp e Facebook. Não precisa expor seu problema não, só pede o contato do profissional.

Não funcionou? Sem problemas. Procure uma associação de bairro, um sindicato de classe, a subseção da OAB do seu bairro ou cidade, associação esportiva. Enfim, qualquer órgão de congregação ou representação da sociedade, pois provavelmente terão ao menos uma indicação de advogado.

Não conseguiu? Ainda temos a internet! Tem o Google, mas também tem o Linkedin e sites que contém cadastro de milhares de advogados[3].

Bom, tenho certeza que fazendo isso você já consegue um monte de contatos de advogadas(os).

Ufa, obstáculo 1 resolvido!

 2. Entrar em contato com os advogados

Algumas pessoas revelam que têm medo ou receio de entrar em contato com advogada(o).

Porém, não há porque recear, pois o advogado está obrigado a tratar a todos, no exercício da profissão, com urbanidade, respeito e consideração[4], de forma que suas solicitações deverão ser tomadas com cortesia e compreensão.

Portanto, entre em contato telefônico, via internet ou pessoalmente (quando se tratar de um escritório aberto), pergunte se o advogado atende a área que você precisa, expondo brevemente sua situação. Caso não trabalhe na área em questão, solicite uma indicação de um colega dessa especialidade.

Localizando as advogadas que trabalham na área que você precisa, faça contato, questione se há cobrança para um primeiro atendimento para fins de orçamento e solicite, conforme for adequado, o atendimento ou contato específico para os acordos sobre o caso.

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Exponha suas demandas (ou problemas) e peça o orçamento de honorários e formas de pagamento.

Solicite ou consulte a qualificação profissional do advogado, sua formação, experiência prévia e referências.

Avalie o atendimento prestado e dê continuidade na relação apenas se considerar que foi bem atendido e que o profissional lhe inspira confiança. A confiança mútua é imprescindível para a relação entre cliente e advogado.

Pronto, um obstáculo a menos.

3. Negociar

Tenha em vista os valores mínimos como já dissemos, mas exponha suas limitações financeiras, questione os valores de orçamento, formas de pagamento, possibilidade de diferimento dos honorários para o final do processo ou serviço.

Procure entender o custo-benefício de estar bem assessorado quanto às questões jurídicas envolvendo o seu problema, como a probabilidade de prejuízos de todo tipo sem uma orientação especializada.

Por fim, antes de definir a contratação do advogado, questione os outros custos envolvidos no processo ou no serviço a ser realizado, como emolumentos de cartório, custas judiciais, honorários de perito, entre outros, para não ter surpresas no futuro.

Se mesmo assim você perceber que não tem condições de contratar um advogado, irei tratar nos próximos artigos como acessar a justiça sem custo ou a custos mínimos, por mecanismos como a defensoria pública, os centros de solução de conflitos e cidadania, entidades do terceiro setor, etc.


Referências:

[1](para consultar, pesquise no Google, na tabela honorários OAB  + sigla do seu Estado ex. OAB SP).

[2]http://www.oab.org.br/institucionalconselhofederal/quadroadvogados.

[3] Apenas alguns exemplos :https://www.jusbrasil.com.br/advogados/ , http://correspondentes.migalhas.com.br/

[4] Artigo 27 do Código de Ética e Disciplina da OABSP.


Tatiana Dias

Graduada em Direito (PUC-SP) e pós-graduada em Direito e processo do trabalho (PUC-SP) e formação em Mediação (ESA SP), Negociação sindical (FGV SP) e Coaching Ontológico (Instituto Appana SP). Com experiência de 10 anos nas diversas áreas do Direito, atualmente atua especialmente com Direito trabalhista, cível e contratual. Estuda relações de trabalho, contratos, soluções alternativas de conflitos, filosofia, gênero, empreendedorismo e desenvolvimento humano. 


Imagens: Pinterest

Pesquisa: Mulheres são maioria em universidades e cursos de qualificação

Créditos da imagem: Pexels

Dados do Plano Nacional de Qualificação, do Ministério do Trabalho e Previdência Social apontam, entretanto, diferença de remuneração em relação aos homens.

As mulheres são maioria nas escolas, universidades, cursos de qualificação, mas ainda recebem menos do que os homens para desempenhar as mesmas atividades e estão mais sujeitas a trabalhos com menor remuneração e condições mais precárias.

Das mulheres ocupadas com 16 anos ou mais de idade, 18,8% possuíam Ensino Superior completo, enquanto para homens, na mesma categoria, esse percentual é de 11%, apontam dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) de 2014, realizada pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A pesquisa indica ainda que as mulheres são maioria para Ensino Médio completo ou Superior incompleto: 39,1% das mulheres se enquadram nessa categoria, contra 33,5% dos homens.

Para as mulheres, no entanto, maior escolaridade e presença nos cursos de qualificação não se traduz em maiores rendimentos, e essa diferença se amplia conforme aumenta a escolarização. As mulheres com cinco a oito anos de estudo receberam por hora, em média, R$ 7,15, e os homens, com a mesma escolaridade, R$ 9,44, uma diferença de R$ 24%. Para 12 anos de estudo ou mais, essa diferença na remuneração vai a 33,9%, com R$ 22,31 para mulheres e R$ 33,75 para homens.

Os estudos apontam que as mulheres têm mais escolaridade que os homens, mais isso não tem sido determinante para que ela possa entrar em setores mais qualificados e, mesmo ela estando nesses setores, ela recebe menos e não é valorizado o seu grau de instrução“, afirma Rosane da Silva, coordenadora do Núcleo de Gênero do MTPS.

No entanto, apesar dessa diferenciação por gênero ainda existir no mercado de trabalho brasileiro, as mulheres vêm conquistando avanços e espaços e diminuindo, ainda que lentamente, a diferença entre salários e rendimentos. Em 2004, ainda segundo dados da Pnad, a diferença da remuneração por hora entre homens e mulheres foi, em média, de 38,53% para trabalhadoras com 12 anos de estudo ou mais.

A busca por diminuir essa diferença é contínua e envolve o fortalecimento de políticas públicas que estimulem a igualdade de gênero no mercado de trabalho, além de exemplos individuais de superação, qualificação e avanços.

Esse é o caso da empresária Zeli D’Ambros, de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul. Filha mais nova de uma família de agricultores de nove irmãos, saiu do interior do Estado com 13 anos para trabalhar e estudar em Caxias, segunda maior cidade do Estado. Entrou no mundo do trabalho cuidando de crianças e estudando para concluir o segundo grau. Depois, trabalhou em uma malharia, onde passou por diversas funções até ser contratada por uma empresa de logística, na qual chegou ao cargo de gerente, mas não conseguia ser promovida.

“Não importava o que eu fizesse, houve três oportunidades de promoção, e sempre traziam um homem para a vaga de direção”, lembra Zeli, acrescentando: “nas empresas que visito, vejo muitas mulheres gerentes, mas poucas diretoras. Hoje 51% das micro e pequenas empresas de Caxias são lideradas por mulheres. Fico pensando se não é porque as mulheres não são reconhecidas para cargos de direção e acabam saindo para se tornarem donas da própria empresa”, conta Zeli.

A persistência, aliada a estudos e disposição para encarar cursos noturnos de graduação e pós-graduação levaram Zeli a se tornar dona de uma das subsidiárias da empresa de logística e, posteriormente, a abrir o próprio negócio. “Existe uma barreira, e parece que a mulher tem de estar o tempo todo provando sua capacidade e se fazer reconhecida. Mas eu acho que a competência não está em uma calça ou uma saia. A competência está em se qualificar e ver que, independentemente de gênero, as capacidades são iguais”, pondera a empresária.

Hoje a empresa de Zeli gera trinta e cinco empregos diretos e indiretos, e muitos dos empregados são homens.


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Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério do Trabalho e Previdência Social