Saiba como ter automotivação para se tornar empreendedora

“Se você não acreditar em você, quem vai?” Apesar de clichê, essa frase resume muito bem por que ter automotivação para empreender é muito importante!

O trajeto que você terá que percorrer, desde o dia em que teve a ideia do seu negócio até o momento de colocá-lo em prática, não será dos mais fáceis. No entanto, fazer todo esse caminho sem acreditar em si mesma pode sabotá-la antes mesmo do início.

A boa notícia é que é possível, sim, aumentar a automotivação. Abaixo, apresentamos algumas dicas que podem ajudá-la a adquirir mais confiança em si mesma e no projeto que você tem em mente. Não perca!

Defina um objetivo

Sem saber o que se deseja, fica fácil perder o foco daquilo que é prioritário para que você possa empreender. Por isso, um dos primeiros passos é fazer uma autoanálise para entender em qual estágio sua ideia se encontra e estabelecer um propósito que seja coerente.

Para que a sua intenção não fique apenas no mundo das ideias, defina, também, um prazo para que ela seja realizada. Se você deseja abrir uma loja de bolos, um exemplo de objetivo pode ser estudar durante duas semanas os requisitos necessários para se montar algo desse tipo.

Estipule metas diárias

Dividir uma meta grande em pequenos afazeres a serem cumpridos, ao longo de um determinado período, não só a torna mais realizável como estimula a seguir em frente com o objetivo já definido.

Utilizando o exemplo acima: se a ideia é, em duas semanas, buscar na internet reportagens sobre os requisitos necessários para se montar uma loja, você pode, durante o primeiro dia, realizar a pesquisa das matérias e organizá-las em uma planilha; no segundo dia, ler todas e descartar as repetidas; no terceiro, começar a fazer as anotações, e assim por diante.

Desenvolva a autodisciplina

Todas nós sabemos que ter disciplina é uma das questões mais delicadas quando o assunto é automotivação — visto que desenvolver essa característica envolve uma mudança de hábito, algo que é difícil para qualquer pessoa.

Porém, investir nesse quesito é muito importante para que você tenha sucesso no seu negócio! Uma dica que pode ajudar é estabelecer mudanças graduais ao invés de investir em uma grande transformação.

Voltando ao exemplo da loja de bolos: se, para que o projeto saia do papel, você precise aprender a calcular a porcentagem exata de ingredientes, e tendo em vista que fazer contas é algo que sempre foi complicado na sua vida, comece aos poucos. Primeiro estude os métodos disponíveis, depois veja qual pode dar mais certo para você e, a seguir, teste cada um deles.

Vá no seu ritmo e sempre busque evoluir — quando menos esperar, já estará fazendo os cálculos de cabeça.

Comemore cada conquista

Já sabe todos os pormenores necessários para abrir sua loja? Leu as reportagens de empreendedoras e já pensou em um diferencial bacana para o seu negócio? Conseguiu cumprir, durante a semana, todas as metas diárias? Então, festeje!

Não importa se o objetivo é pequeno ou gigante, é importante comemorar sempre que perceber que avançou mais um pouco em busca do seu sonho, pois isso dará mais fôlego para continuar tocando seu projeto adiante.

Ter automotivação para empreender é importante, pois ajuda você a dar o pontapé inicial do seu novo negócio. Porém, a partir do momento em que for necessário lidar com as questões do cotidiano, você precisará desenvolver outras competências que são imprescindíveis para garantir a “saúde” da sua empresa: como autoconhecimento, autogestão e autoconsciência.

Em nossa página no Facebook, você encontrará informações divulgadas especialmente para mulheres que estão vivendo momentos similares aos seus. Ficou interessada? Então acompanhe os conteúdos que divulgamos por lá!

Autoconhecimento: como ajuda no alcance dos objetivos profissionais

Muitas mulheres sofrem com frustrações pessoais e profissionais recorrentes. Boa parte destas frustrações acontecem porque foi criada uma expectativa com base em objetivos que não eram exatamente o que se buscava. É neste momento que se destaca a importância do autoconhecimento.

O autoconhecimento é a chave para a satisfação pessoal e profissional de qualquer pessoa. Por mais que o termo seja autoexplicativo, conhecer a si própria na profundidade correta é o que realmente fará diferença.

Neste post, vamos mostrar a você a importância do autoconhecimento e como fazer para conhecer melhor a si mesma.

O que é o autoconhecimento?

O autoconhecimento é uma jornada constante. É preciso conhecer seus pontos positivos e negativos, fracos e fortes.

Além de conhecer, é preciso trabalhar constantemente esses pontos. E não apenas corrigir defeitos, mas aprimorar as qualidades. Faça como os esportistas, que estão sempre quebrando seus próprios recordes.

Benefícios do autoconhecimento

O autoconhecimento ajuda a fortalecer a autoestima. Uma pessoa que sabe bem quem é, o que quer e o que não quer, dificilmente tem sua autoestima derrubada por pessoas ofensivas e destrutivas.

Ele também auxilia na definição dos objetivos, tanto pessoais quanto profissionais. Afinal, ao se conhecer, a pessoa sabe o que se enquadra melhor em seu perfil.

Outro benefício importante é a segurança nas tomadas de decisão. Tudo parte do princípio que quanto melhor uma pessoa se conhece, mais certa dos seus objetivos ela está. Logo, as decisões ficam muito mais fáceis de serem tomadas.

Como aprimorar o autoconhecimento?

A primeira dica é, na verdade, um guia de perguntas que deve ser seguido repetidas vezes:

  • O que me traz prazer?
  • O que me traz desgosto?
  • Como eu costumo reagir a determinadas situações?
  • Quais são os meus medos e limites?
  • Em que eu sou boa?
  • Com quais tipos de pessoas eu me relaciono melhor e com quais não?

Uma pessoa que se conhece bem consegue responder a esses e outros questionamentos sobre si com facilidade. Isso porque praticam o autoconhecimento constantemente e estão sempre alinhadas com quem são naquele momento da vida.

Você pode usar de algumas estratégias para ajudar na sua jornada, tais como:

  • Usar suas experiências passadas;
  • Aprender com as experiências dos outros;
  • Manter seu estado emocional positivo;
  • Trabalhar os pontos de atenção e maximizar os pontos positivos;
  • Procurar ajuda profissional.

A importância do autoconhecimento na vida profissional

Antes de escolher uma carreira profissional, seja dentro de uma empresa ou tocando o próprio negócio, você precisa saber o que quer e o que não quer.

Se você ocupa uma posição em uma empresa atualmente e está insatisfeita, precisa se fazer algumas perguntas: o que me deixa infeliz neste cargo? Eu gosto do que eu faço? Eu gosto da empresa em que eu trabalho?

Muitas pessoas erram ao deixar seus empregos para empreender, sem saber o que realmente querem para a carreira profissional. Ter experiência em uma determinada função não significa que você gosta dela. E trocar esta atividade por qualquer outra que esteja na moda também não resolverá o problema. Com o autoconhecimento, você vai resolver este impasse e não “trocar seis por meia dúzia”, como diz o ditado.

Nem sempre o caminho será fácil. Contar com a ajuda de um profissional ou uma empresa especializada pode fazer uma grande diferença.

A satisfação pessoal e profissional de trabalhar com algo que realmente goste de fazer só depende de você se conhecer.

Agora que você já sabe qual é a importância do autoconhecimento para alcançar os objetivos profissionais, aproveite e siga a Feminaria nas redes sociais, nossa página no Instagram e no Facebook, para aprender ainda mais e ficar atualizado sobre nossos conteúdos.

9 Frases motivacionais pra você não seguir ao pé da letra

Todos os dias somos infernizadas agraciadas com frases motivacionais, como se tivéssemos uma torcida inteira dedicada a nos apoiar para não deixar a peteca cair.

São cursos, rodas, conversas, workshops, pílulas de incentivo, slides de animação, mentoria pra uma vida plena – enfim, as redes sociais estão de braços abertos para que nos tornemos líderes, pessoas de sucesso, alguém que toma muita água e nunca esquece o filtro solar.

Daí que você não consegue alcançar o prometido, cansa de tentar, se acha a pior das criaturas e finalmente: desiste! Não, não vá por esse caminho antes de ler essas frases realmente motivacionais.

Precisamos prestar atenção no conteúdo que absorvemos e na utilidade dele
Precisamos prestar atenção no conteúdo que absorvemos e na utilidade dele

1 – “Você consegue, é só ter atitude positiva”

Infelizmente ter atitude positiva não vai pagar seus boletos no banco. Então, melhor do que ter atitude positiva é ter uma visão real da sua saúde financeira e do seu objetivo, traçando metas reais e cumprindo prazos diariamente; não tem milagre, só trabalho suado mesmo;

2 – “Seja proativa, pense fora da caixa”

Por favor, não pense fora da caixa. Tem muita gente pensando fora da caixa e não fazendo absolutamente nada, então pense dentro da sua caixa, compartilhe informação com as pessoas que admira e siga exemplos reais – não vale seguir ninguém do Vale do Silício se você ainda precisa aprender a dizer bom dia;

3 – “Não nos traga problemas, traga a solução”

O problema é que os problemas não vão se resolver sozinhos, assim como as soluções não serão apresentadas pra você por um anjo numa aparição milagrosa. É preciso falar dos problemas e encontrar soluções em conjunto, pois se não for pra ser assim, melhor nem se envolver;

4 – “Acreditamos no seu potencial”

O mundo pode acreditar no seu potencial, mas se você mesma não acreditar nele não adianta nada, não é mesmo? Portanto, mais importante do que a opinião das amigues é contar com o seu autoconhecimento nessa busca por resultados.

Existem muitas profissionais pra te ajudar nessa saga da autodescoberta – vale mais a pena pagar uma terapia bacanuda que vai lhe ajudar a trilhar o caminho das pedras do que se autoenganar pagando uma coaching de alta performance quando você ainda não descobriu o que quer da vida;

5 – “Seja você a mudança que quer ver no mundo”

Oi? Como assim? Não vai funcionar. Seja você a mudança que quer na sua vida.

Antes de tentar fazer algo pelas mazelas humanas faça por você, sabe? Assim, sem pretensão, só olhando pro próprio umbigo mesmo, fazendo o melhor que puder pra se sentir feliz e plena consigo – dessa forma, com certeza você vai afetar a estrutura toda.

6 – “Seja líder, dê exemplo”

Já pensou se o mundo todo fosse feito de líderes e de exemplos? Eu que não ia querer viver nele. Seja só você, você não precisa ser líder e nem exemplo pra ninguém, você precisa apenas e tão-somente fazer o que faz bem feito – e se for o que você ama, melhor ainda.

7 – “Com determinação é possível vencer qualquer obstáculo”

Com determinação as chances de êxito são de fato maiores, mas existem obstáculos que vão precisar de muito mais técnica do que determinação.

Seja determinada a fazer o que sabe; não dá pra vencer obstáculos de T.I. se sua formação for ciências sociais, por exemplo. Nesse caso esteja determinada a pedir ajuda de uma profissional que entenda do riscado.

8 – “Seja otimista”

A menos que você seja de sagitário, vai chegar uma hora que o otimismo vai pro brejo, e aí? Aí você precisa contar com aquela coisa realista que te acompanha e se chama consciência; ela vai te ajudar a achar uma saída, analisar os fatos e te acompanhar na saga de completar o ciclo.

9 – “Foque no resultado – mas viva o percurso”

Não tem jeito – pra chegar do ponto X ao Y tem uma linha sub-reptícia de acontecimentos diários – são esses dias que farão você chegar no resultado.

Foque no resultado (beleza, você tem um objetivo), pois isso é importante. Só que se você fingir que não precisa colocar um tijolinho em cima do outro diariamente pra chegar lá, melhor encontrar um plano pré-moldado que se encaixe no seu perfil e comprar logo ele: franquias podem ser uma opção, mas daí você tem que aceitar que não foi você quem construiu a ideia.

Encare isso como um desafio

É isso mesmo, encare isso tudo aí acima como um desafio. Aceite quem você é e o que é capaz de fazer; aceite suas limitações e sua criatividade do jeitinho que veio ao mundo. Não, você não precisa surpreender ninguém, a não ser você mesma.

Não pretendemos aqui descartar toda força que você encontra em frases diárias daqueles perfis tipo “good vibes” do Instagram. Estamos dizendo que motivação sem ação é ilusão.


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Qual o custo emocional de abrir um negócio?

As inúmeras mudanças nas leis trabalhistas e a realidade do mercado de trabalho fazem você pensar em empreender, pois a falta de perspectiva profissional no seu atual local de trabalho e a dificuldade de recolocação estão te “empurrando” para o empreendedorismo.

 

“Como assim não tem vaga?”

Já faz um bom tempo que você está flertando com a possibilidade de empreender. Você já tem estabilidade na sua carreira formal, mas hoje sente uma necessidade imensa de tentar algo novo – você já tem até mesmo a ideia de negócio. A maternidade chegou e o mercado formal não tem estrutura para te absorver… tantas mães empreendem, será que não é o caso de tentar também?

A verdade é que atualmente todas nós, em algum momento, e por muitas razões diferentes, cogitamos a possibilidade de empreender. Dentre tantas dúvidas que vem junto com esse impulso, a mais frequente e que não cala é: quanto custa empreender?

Você sabe que é impossível responder a essa pergunta com um número fechado, pois as implicações são muitas. Nas pesquisas que você faz deve ter lido inúmeras histórias de gente que perdeu muita grana tentando empreender. Te garanto que não precisa ser assim: um bom planejamento pode seguramente minimizar esse risco de forma bastante positiva.

O custo financeiro é mensurável, e ele certamente será considerado de forma bastante estreita no seu plano de negócios quando for especificar o planejamento financeiro. Quanto melhor a sua estrutura base, menores os riscos de insucesso. Pode respirar aliviada – o custo pode ser bastante previsível.

Acontece que quase nunca falamos sobre o custo imaterial, e ele é sem sombra de dúvidas o mais importante a ser considerado quando pensamos em dar um passo rumo ao empreendedorismo. Estou falando aqui do seu capital emocional.

 

Empreender requer muita inteligência emocional e um comprometimento tão grande quanto a sua vontade de fazer dar certo. No início do desenvolvimento do seu negócio provavelmente você trabalhará mais horas do que está acostumada, além de precisar desenvolver habilidades que desconhecia. Tudo isso vai atingir diretamente o seu capital emocional.

Podemos definir Capital Emocional (ou Capital Psicológico, como também é conhecido) como sendo o conjunto de sentimentos, crenças, nível de afetividade, percepções e vínculos com relação ao que você faz; é o alinhamento emocional que você faz entre suas expectativas e as relações que pretende estabelecer ao abrir um negócio.

 

O envolvimento emocional em tudo o que fazemos não é um mito, é de fato ponto de concordância entre academia e ciência. Quando entendemos que a emoção é quem garante a liga em nossos relacionamentos, sejam eles comerciais ou não, gerimos melhor nossa relação com o mundo dos negócios e ainda temos a chance de contagiar e mobilizar nossos potenciais aliados, parceiros e consumidores.

Tocar um negócio não se trata apenas de gerenciar o fluxo da grana, mas também de gerenciar suas emoções para garantir que você possa seguir em frente no seu plano.

 

 Como descobrir o valor do seu capital emocional?

 

Não existe uma maneira de mensurar esse bem valiosíssimo, mas o que posso garantir a você é que uma boa visita ao passado e a análise cuidadosa de todas as suas relações podem te dar um panorama sobre como você reage emocionalmente a ações externas. Um belo e constante exercício de autoconhecimento sempre garantirá o monitoramento desse seu recurso.

Quando aprendemos sobre nosso capital emocional descobrimos quais são as limitações naturais impostas por ele, e passamos a colocá-lo em movimento. Se bem administrado ele reduzirá prejuízos, garantirá que você assuma riscos de maneira mais segura e mobilizará as pessoas envolvidas no seu empreendimento, fazendo  com que você siga segura com as escolhas que fez.

Lembre-se que a pressão externa tende a te impelir a pensar racionalmente, como se a razão fosse sua maior aliada ao decidir empreender.

Vão lhe apresentar argumentos e números que comprovam a dificuldade material que você enfrentará, mas ninguém vai te alertar que tudo isso se torna relativo quando você tem um capital emocional forte, consciente e que você usará como elemento surpresa em toda a sua jornada.

Para concluir: preste atenção ao que te faz suspirar, ouça seu coração e sinta suas reações. Aprenda a ouvir atentamente seus interlocutores. Por saber que empreender é arriscar-se, conhecer seu capital emocional é imprescindível, já que riscos acendem o sinal de alerta em qualquer pessoa, seja ela uma empresária de sucesso ou alguém que está pensando em se enveredar pelo universo dos negócios.

Como disse David Brooks: “A razão se apoia e é dependente da emoção. Emoção vincula valores às coisas e a razão só pode confirmar suas escolhas a partir das avaliações emocionais. A mente humana só pode ser pragmática porque no fundo ela é romântica”.


Ana Carolina Moreira Bavon

Fundadora da Rede Feminaria, Ana é consultora jurídica e advogada por formação.


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