Ao vivo é bem melhor

– por Ana Carolina Moreira Bavon

Você consegue se lembrar da época em que mantinha um caderninho com nome e telefone dos seus contatos e a única maneira de trocar ideias com essas pessoas era marcando um cafezinho ou almoço pra falar de negócios? Eu me lembro bem e não consegui perder esse hábito, se é que posso chamar de hábito – acredito que seja bem mais parte da minha identidade.

two young beautiful women chatting in a coffee shop.

Que a internê é maravilhosa, ninguém duvida, mas estamos de fato fazendo com que ela trabalhe a nosso favor ou estamos nos escondendo atrás dessa “confortável” desculpa pra não levar as relações para patamares reais?

Acontece que hoje temos a facilidade da internet pra quase tudo. Digo quase tudo porque imagina só se as empresas decidissem levar seus processos seletivos de forma totalmente virtual, com base em dados colhidos da internet sem aquele olho no olho? Já pensou se fossem consideradas apenas as fotos colocadas nos seus perfis e suas informações profissionais sem sentir de fato o seu “approach”?

Pois bem, considere isso quando pensar em parcerias pra sua vida e seu negócio. São inúmeras as chances, nas redes sociais , de conhecer pessoas que podem ser parcerias interessantes, é incentivada a permanência em grupos virtuais de discussão e o fomento ao desenvolvimento de parcerias e redes. Porém, nada disso deveria ser considerado como o seu meio oficial de criar “vínculos.”

Sabemos que na vida empreendedora o tempo é caro e raras são as chances de poder ter tranquilidade pra programar aquela saída pra participar de um evento de networking. No entanto, disso depende também o crescimento do seu negócio e da sua marca. Não tem jeito: a máxima “quem não é visto não é lembrado” ainda é bastante atual.

Successful Businesswoman and Team

Faça uma busca dos eventos relevantes que têm acontecido na sua cidade e programa-se pra participar deles, convide essas parcerias virtuais que você construiu para que estejam lá também. Leve seus cartões de visita e não se engane: palestras, workshops e seus intervalos têm muito a oferecer em retorno. Tenha uma rotina voltada à participação em eventos presenciais.

Networking é marketing pessoal, você ali sendo a sua marca, pensa só que mágica? Você terá a oportunidade de falar sobre o que faz com a propriedade que só você e sua voz têm. Além disso, o networking não é uma caçada desenfreada, ele é a tradução do ambiente que você cria à sua volta, então não tenha receio em abordar aquela pessoa que você conhece virtualmente e falar sobre sua admiração e apresentar seu negócio. As pessoas estão todas ali justamente pra isso, acredite, todos estarão esperando por isso.

Tem vergonha? Não tem um “pitch“? Não tem noção de por onde começar? Vem pra Feminaria! Fazemos questão de existir fisicamente num ambiente acolhedor pra que você possa vivenciar e se experimentar nessa e em tantas outras situações.

Para mais informações sobre como ser Associada Feminaria, envie um e-mail para: contato@feminaria.com.br ou casa.feminaria@feminaria.com.br.


Ana Carolina Moreira Bavon

Advogada, consultora jurídica e fundadora da Rede Feminaria.


Imagens: Freepik

Feminaria e Ideia Crua – Ecobags colaborativas

Aqui na Feminaria, acreditamos que a empatia e o apoio mútuo são a chave para transformar as relações de consumo. Conhecendo o trabalho umas das outras, formando vínculos fortes e duradouros, somos capazes de ir mais longe. Através da cooperação, podemos causar um impacto positivo na nossa vida e de nossas parceiras empreendedoras – e também nos nossos círculos sociais.

Além das relações entre você, suas parceiras e seus consumidores, é preciso pensar no impacto ambiental que o consumo acarreta, principalmente quando se trata de embalagens e sacolas que você oferece junto com os seus produtos. As ecobags são uma ótima forma de promover a sustentabilidade, além de funcionarem como um excelente veículo para propagar a sua marca.

Pensando em tudo isso, a Feminaria, em parceria com a Ideia Crua, da Amanda Santos, inova ao lançar o conceito de ecobag colaborativa, que faz parte de todo o conceito da Rede, que é fomentar o empreendedorismo afetivo feminino. A bag contará com a estampa de 10 negócios. A ideia é compartilhar o espaço e conquistar clientes por meio do compartilhamento e colaborativismo.

ecobag

A nossa fundadora, Ana Carolina Moreira, explica: “A cliente receberá o produto da sua marca e terá a oportunidade de conhecer outras empreendedoras, além de ter contato com a iniciativa e notar que existem mulheres se unindo por uma economia compartilhada. O custo dessa sacola será dividido entre as 10 empreendedoras que ostentarão suas marcas. Isso é o colaborativismo na prática. Para fechar uma bag são necessárias 10 empreendedoras de segmentos diversos, não poderão estar na mesma ecobag colaborativa empreendedoras com o mesmo nicho, isso para que possamos dar visibilidade a todas. Você poderá montar sua turma e pedir sua sacola, ou deixar por conta da Ideia Crua que é excelente para fazer essa curadoria do bem. As ecobags são reutilizáveis, portanto sua cliente vai passear por aí com os 10 logotipos estampados: propaganda garantida e da forma mais bonita, isto é, unindo sustentabilidade e compartilhamento”.

Que tal fazer parte deste movimento?

Para encomendar a sua ecobag, envie uma mensagem para: contato.ideiacrua@gmail.com.

Caso tenha dúvidas, fale com a gente! contato@feminaria.com.br

 

Mães no Enem, Mães na Universidade – Mulheres unidas, umas pelas outras

– por Mariana Zambon Braga

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Imagem: Mães no Enem

A união e a colaboração estão transformando a realidade de muitas mulheres. O sucesso do Mães no Enem é a prova disso. Graças a esta iniciativa, muitas mães que não teriam como fazer o exame, hoje estão mais perto do sonho de cursar uma faculdade.

Idealizado pela jornalista santista Fernanda Vicente, o projeto consiste em criar uma base de voluntárias e cadastrar as mães que querem fazer a prova e precisam de alguém para cuidar dos filhos nesse período.

É o caso da Francieli. Cantora, com 20 anos de idade, a Fran é mãe da Maria Lua, de um ano de idade. Assim que soube da existência do Mães no Enem, a Fran se cadastrou, pois não teria com quem deixar sua pequena.

Através do site, ela conheceu a Izabel Antunes, a Bel, com quem teve uma conexão logo de início. A Maria Lua ficou com a Bel e o marido nos dois dias da prova. A Fran conseguiu fazer o Enem sem se preocupar, e disse que, “Sem essa união feminina, seria muito difícil ou impossível, falando como mãe, como alguém que precisa do projeto. Esse projeto é muito maior do que todos podem imaginar, principalmente quem vê de fora, porque ele muda não só o futuro das mães, mas também o futuro dos filhos dessas mães. Porque se essa mãe é graduada, pós-graduada, ela vai ter, obviamente, um salário melhor, uma profissão melhor, e vai poder dar o melhor pro filho dela, principalmente falando em educação”.

A Bel contou pra gente que, depois que o filho de 25 anos de idade se mudou para os Estados Unidos, ela sentiu que era a hora de ajudar outras pessoas. Conheceu o projeto através do Facebook e disse que ficou “emocionada de saber que hoje existe uma saída para as mães que querem fazer o Enem e não tem com quem deixar seus filhos”. Segundo ela, foi maravilhosa a experiência de cuidar da Maria Lua, que é uma “criança maravilhosa, super comportada”.

“Eu sou muito grata à Fernanda Vicente por ter criado, idealizado e tocado esse projeto e muito grata à Fran pela confiança”. 

Segundo a Fran, pelo lado financeiro, da qualidade de vida, esse projeto está mudando a realidade de mães e crianças, e seus frutos serão colhidos daqui a 20, 30 anos. Graças ao Mães no Enem, as mães, principalmente aquelas em situações de maior vulnerabilidade e sem apoio familiar, conseguirão melhorar suas vidas e de seus filhos.

Como bem disse a Bel na nossa entrevista, “Vai ter mães na universidade, sim!”.

É importante lembrar que este trabalho é todo feito com base na disposição de voluntárias, mulheres que se empenham para proporcionar mais tranquilidade para essas mães. É uma ação apartidária, voluntária e sem fins lucrativos. A fim de garantir a segurança e a integridade das crianças, é importante que as mães façam uma análise minuciosa da vida da voluntária, cujos dados e documentos são disponibilizados pelo projeto.

Além de fazer a conexão entre as mães e as voluntárias, o Mães no Enem também conta com apoio psicológico, coordenado pela Ana Paula Lucena Cordeiro, pós graduada em clínica psicanalítica no IPUB/UFRJ e estudiosa sobre maternidade. As mães que não possuem condições para pagar um cursinho pré-vestibular, também podem contar com aulas on-line de redação e matemática para melhorar seu rendimento nas provas.

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Agora que o Enem já passou, o próximo passo é o Mães na Universidade.  A ideia é fazer um cadastro de voluntárias, nos mesmos moldes do Mães no Enem, a fim de ajudar com doações de livros, aulas de reforço, revisão de trabalhos e, claro, tomando conta das crianças para que as mães possam estudar. Há também o plano de criar um aplicativo para celular, a fim de facilitar a aproximação entre as mães e as voluntárias.

As inscrições para o Mães no ENEM 2017 serão abertas em junho do próximo ano.

Para saber mais e ajudar essas incríveis iniciativas, acesse o Facebook ou o site do Mães no Enem.

Ela era eu e eu, ela

– por Dominique Marcon

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São quatro horas da tarde de uma quarta feira muito quente em São Paulo, e estou eu aqui no trem quase lotado a fazer uma das coisas que mais gosto nesta vida: observar as pessoas que me rodeiam. Acabo de notar uma garota linda, tão linda, ao meu lado. Ela, toda colorida pelas suas tatuagens, com temas florais e doces, uma frase em idioma estrangeiro que não consegui identificar. Usava um vestido florido com pano leve, de comprimento que ia até às canelas e pude notar que assim como eu, era gordinha e não fazia uso do bom e velho sutiã.

Percebi que usava também botinhas meio cano e piercings, no nariz e orelhas, um batom forte nos lábios e cabelos curtinhos como os meus. Aparentava ter seus 17 ou 18 anos.  Ouvi em sua conversa com seu namorado, que tinha um tom de voz que beirava sons agudos e finos, até um pouco infantil, que pretendia colocar outro piercing, daqueles que imitam uma pinta perto da boca.  Após ouvir segundos da conversa alheia e depois dessa arreparação toda, pude, enfim, me ver nela. Eu era ela alguns anos atrás, e ela, eu, daqui alguns anos.

Após longo tempo em devaneios, me encontrei em meus pensamentos. Desejei com todo o meu coração, e proferi a ela em voz interna, baixinho “Vai menina, seja o que deseja ser…tenha a coragem que eu não tive de colocar todos os piercings que deseja colocar…seja você, seja quem você desejar ser, como você quer ser.” Fechei meus olhos e fiz como que um pedido antes de soprar as velas de aniversário. Na verdade, o meu desejo era o de abraçá-la, pois, a relação foi das mais puras moradas de empatia e identificação total. 

Seria isto a tal da sororidade com as minas?  Fico aqui a refletir se este afastamento e os olhares de reprovação que temos umas sobre as outras não se dá por desejarmos ser como elas, e por nossos vários motivos não conseguimos ser.

Nos olhamos criticamente por sermos “tatuadas demais”, “tatuadas de menos”, gordas demais, magras demais, cabelos coloridos demais ou de menos, religiosas demais ou sem crença nenhuma, donas de casa demais ou do mundo, demais ou de menos. Nos identificamos e projetamos, demais ou de menos.

Não precisamos de mais reprovações ou aprovações para ser quem quisermos ser. Devemos e precisamos nos apoiar nas nossas diferenças, para, juntas, nos fortalecermos, para crescer e andar com nossas próprias pernas bem fortes, longe dessa sociedade que nos denigre, nos julga, nos condena e nos mata todos os dias.

 

Dominique Marcon, é Psicóloga formada pela Universidade de Santo André, no ABC Paulista. Já atuou como educadora de Pessoas com Deficiência. Tem a fotografia e as artes como um processo criativo de refúgio dos dias de marasmo e fuga do cotidiano. Vegetariana e amante de música e cultura Brasileira, e viagens por esse mundão. Escritora por observação, leitura dos dias e também por um pouco de súbita coragem.

Desculpa, mãe – por Carol Betella

Apesar de começar a me envolver efetivamente com o feminismo depois de formada, acredito que sempre tive uma raiz precisando de cultivo dentro de mim. Mas, infelizmente, a ideia de que eu podia ser tão boa quantos os homens fez com que eu me esquecesse de me admirar como mulher. Pior, esqueci de admirar outras mulheres.
Eu cresci gostando de me “vestir como menino”, gostando de “brincadeiras de menino” (exceto futebol) e admirando “música de menino”. Rebelde.
Na minha cabeça, gostar de vestido, maquiagem e ouvir música romântica eram coisas desprezíveis. Ser mulher parecia desprezível e eu não queria ser vista como uma.
Essa ficha caiu quando, no ano passado, a Djessica me perguntou: “se você pudesse ser amiga de três personalidades, vivas ou mortas, quem seriam?”. Na lata, eu respondi: “Tom Zé, Arnaldo Antunes e …”. “Nenhuma mulher?”, ela perguntou. Eu, no meu auge feminista, entrei em choque.
Encucadas com o resultado, que já havia se repetido diversas vezes antes do meu, nós duas e mais duas amigas, a Talita e a Olívia, resolvemos fazer uma enquete na internet, que acabamos não publicando o resultado, um documento de pesquisa oficial, porque o número de respostas não atingiu a quantidade que precisávamos, no entanto, recebemos respostas suficientes para constatar o que prevíamos. 65% das pessoas que responderam a pesquisa eram do sexo feminino. O curioso foi que, mesmo que as mulheres tenham sido mais participativas na pesquisa, 66% das repostas citaram que gostariam de ter personalidades masculinas como amigas.

O que é que minha mãe tem a ver com isso? Essa síndrome de não querer parecer mulherzinha fez de mim mais afastada da dela.
Além de não compartilhar da sua crença religiosa, algo que ocorreu durante a minha adolescência, eu via minha mãe como chata, dramática e exagerada. Era muito mais próxima do meu pai, quem sempre vi como um cara super legal. Eu adorava apresentar meu pai para os meus amigos e mostrar pra galera como ele era descolado. Era muito massa ser amiga do meu pai, assim como eu acho que seria muito massa ser amiga do Tom Zé ou do Arnaldo Antunes. Hoje eu não gosto menos dele (nem menos do Tom Zé ou do Arnaldo Antunes), meu amor pelo meu pai tem a mesma intensidade que o meu amor pela minha mãe, como sempre os amei: muito. Mas, hoje, eu entendo que ser “chata”, “dramática” e “exagerada” é o que todas nós, mulheres, sendo mães ou não, estamos condicionadas a ser na sociedade.
É assim que nos retratam em filmes, novelas, publicidade e até naquela conversa paralela no trabalho em que as pessoas fazem questão de dizer quemulheres admiráveis são aquelas que se portam como homens.

A verdade é que agora, ciente de tudo isso, eu sinto muita necessidade de estar mais próxima da minha mãe. Além de me arrepender por não ter sido tão compreensiva com ela, eu passei a enxergar o real valor do papel de mulher “chata”, “dramática” e “exagerada”. Eu sou essa mulher .

Enquanto sempre sobrou a cobrança de atividades impostas pela sociedade patriarcal à minha mãe — e à sua também — aos pais sempre sobram os elogios de divertidos e inteligentes.
Eu admiro meu pai por mais um milhão de coisas, além do fato de ser um cara divertido e inteligente, mas para minha mãe, que tem um papel muito mais complexo em uma família, assim como todas as mulheres que eu conheço, sempre sobrou apenas o “chata”, “dramática” e “exagerada”, essas características bem típicas de quem é mulherzinha.
Minha mãe é uma mulher foda (desculpa o palavrão, mãe, mas isso significa algo muito bom pra mim), me ajudou muito, ou mais do que eu possa perceber, a ser quem eu sou hoje. Além dos cabelos e dos traços, eu herdei dela a paciência, o silêncio, a capacidade de escutar e a sabedoria. Foi ela quem me ensinou a não machucar as pessoas e reconsiderar o lado do outro. Ela me ensinou a pedir perdão, assumir os meus erros e dizer “não sei”. Aliás, ser legal e inteligente também são elogios que eu posso atribuir à ela.

Mãe, eu desejo muito conhecer outras mulheres tão incríveis quanto você, espero ser amiga delas e poder apoiá-las quando for preciso. Você é a pessoa que eu mais admiro no mundo e eu quero ser tão “mulherzinha” quanto você, desculpa dizer isso tudo depois de tanto tempo. Eu te amo.

Carol Betelha escreve para a plataforma Medium e você pode conhecer mais sobre o trabalho dela, aqui: https://medium.com/@betella

Sobre o Amor – por Barbara O Pina

Geralmente nós não paramos para pensar em que tipo de relacionamento que gostaríamos de ter com outra(s) pessoa(s). E acho que antes de ter isso um pouco claro, fica mais difícil estabelecer algum vínculo, porque você também não sabe o que quer, quem você quer, como você quer… E onde pode encontrar esse par. Ou esses pares.

Através do autoconhecimento, você pode se dar conta de que para estar com o outro, primeiro precisa estar muito abraçada com você mesma! Em vários sentidos. Acho perigosa a ideia de que “o outro nos completa”, o outro é diferente e pode sim trazer um monte de coisas para somar, repito, somar. Não penso ser uma boa saída esperar que alguém magicamente entre em sua vida e tape seus buracos emocionais, com o tempo isso gera dependência, desgaste, em alguns casos abusos, e a coisa fica insustentável. Estar abraçada consigo mesma é ter a capacidade de ser generosa, de se autocuidar, de se compreender, de respeitar seus limites, de poder viver sua dor, suas alegrias, de se conhecer bem e saber o que quer e o que não quer para si. As coisas começam a caminhar melhor por aí.

E só depois de estar abraçada consigo mesma é que conseguimos abraçar e convidar o outro para entrar na nossa vida, para compartilhar conosco a dele, para somar. Acredito que o meu papel como psicóloga, é o de possibilitar um espaço onde as mulheres possam se conhecer, se afirmar, se fortalecer e se sentirem fortes e inteiras por si só. Por trazerem no peito respeito e confiança em si mesmas.

Queridas, em suma, não procure alguém que te complete, procure alguém que te faça transbordar, de amor, de felicidade, de companheirismo e de quanto mais coisas boas puder!

 

Barbara Oliveira Pina
Psicóloga 06/128642
Psicoterapia para Mulheres
Quer conhecer o trabalho da Barbara? Ela atende na Casa Feminaria toda segunda-feira.
https://www.facebook.com/barbaraopinapsi