Quando o assunto é empreendedorismo feminino, muito se fala sobre as questões sociais que permeiam o assunto. O que pouco tem se falado é sobre a importância dele na economia do país.

As mulheres empreendedoras têm um papel muito importante na economia do país. De acordo com o Governo Federal, 3 em cada 4 lares são chefiados por uma mulher e, dessas, 41% tem seu próprio negócio.

Neste artigo, vamos abordar os impactos econômicos do empreendedorismo feminino no mercado brasileiro. Prontas?

A evolução social da mulher no mercado de trabalho

As mulheres começaram a se inserir no mercado de trabalho durante a revolução industrial por causa do aumento da necessidade de mão de obra. Mas foi durante as grandes guerras mundiais que essa inserção foi mais expressiva. Desde então, o papel social das mulheres vem mudando, passando de mães, donas de casa e totalmente submissas de seus maridos para protagonistas de suas próprias vidas.

No Brasil, as mulheres ganharam mais espaço no movimento sindical na década de 1980. Com a Constituição Federal de 1988, elas conquistaram a igualdade jurídica, sendo consideradas tão capazes quanto os homens. Em paralelo, a ciência foi comprovando que o funcionamento do cérebro masculino não é superior ao do feminino. 

Com toda essa mudança, muitas mulheres começaram a abrir seu próprio negócio, muitas vezes, como a única opção para a sobrevivência, ou para complementação e também como fonte principal de renda. Com o passar dos anos, elas se tornaram as principais empreendedoras de alguns setores da economia do país. Vamos ver, a seguir, dados que revelam algumas particularidades dos empreendimentos encabeçados por mulheres.

O empreendedorismo feminino na economia brasileira

No empreendedorismo, por definição, é necessário assumir riscos. O que definirá seu sucesso será a capacidade de conviver e sobreviver a esses riscos. No Brasil, os riscos para as mulheres são maiores do que para os homens.

Mesmo com toda a evolução na sociedade, as mulheres ainda enfrentam muitas barreiras no hora de empreender. O consórcio internacional GEM (Global Entrepreneurship Monitor) revelou o cenário do empreendedorismo no Brasil em 2016, e os dados sobre as mulheres mostravam uma tendência de avanço, mas ainda há muito o que melhorar.

Participação das empreendedoras no mercado

De acordo com a pesquisa, as mulheres são responsáveis por 51,5% dos novos negócios criados no Brasil em 2016. Já nos percentuais de empresas estabelecidas, ou seja, com mais de 42 meses de existência, os homens têm um histórico de supremacia, representando 57,3% do total. Essa supremacia é explicada no estudo por dificuldades enfrentadas pelas mulheres para conseguirem financiamentos, pelo preconceito no ambiente de negócios e pelas dificuldades em conciliar as demandas organizacionais e familiares.

Principais atividades das empreendedoras no Brasil

O estudo também revelou que a principal atividade empreendida pelas mulheres está ligada aos serviços domésticos (17% do total de mulheres empreendedoras) — setor que sequer figura entre os 10 mais empreendidos pelos homens. Em segundo lugar está o ramo de beleza e estética com 14,3%. Apenas 3,3% dos homens empreendem nessa área. Já no setor varejista de vestuário, o terceiro lugar da lista, os números são de 12% das mulheres contra 3,1% dos homens. Isso demonstra uma grande importância do empreendedorismo feminino nesses setores e na economia do país.

O setores preferidos pelas mulheres para empreender representam uma fatia relevante da economia do país. Por isso, é tão importante que o empreendedorismo feminino seja encorajado e amparado, tanto pela sociedade quanto pelos órgãos financeiros e governamentais.

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