Compre com Elas – Especial Artesãs – Estelarte

Uma das missões da Feminaria é auxiliar as mulheres empreendedoras a estarem onde desejam. Isso inclui dar visibilidade a elas e ajudar a divulgar seus projetos e produtos. Investir no trabalho de quem está ao nosso lado é uma forma de garantirmos o crescimento umas das outras.

Em 2017, o nosso especial Compre com Elas continua com força total. Vamos juntas?

————————————————-

No Compre com Elas de hoje, a nossa artesã Estela Brandi, criadora da Estelarte, nos presenteia com este depoimento cheio de lições. Conhecer quem está por trás dos produtos que amamos é incrível. Nos ajuda a ter mais empatia e a estreitar os laços.

Confira a história dela:

Iniciei o Estelarte em setembro de 2015, porque os amigos gostavam muito do que eu fazia, falavam para eu vender. Como precisava de um hobby porque o mundo corporativo (e a vida também) estavam me sufocando, resolvi fazer uma pagina no Facebook para divulgação. Até então era realmente um hobby: sem noção nenhuma de precificação, fazia um mundaréu de coisas (acessórios, encadernação, bordados, quadros para maternidade, etc.), tirava fotos bem “meia boca” e não olhava para esta empresa como ‘sustento’, mas já era algo que me deixava extremamente feliz!

almof_chevron-g1
Criar coisas novas, ver a carinha e o sorriso de cada pessoa que comprava ou ganhava algo e adorava o produto, ter a sensação de que fui eu que fiz todo o processo, era algo que me encantava e eu já sentia que aquilo era o que eu queria, mas eu não queria sair da situação confortável de CLT que tinha. Foi então que passei por um super combo de final de ano em 2015 (demissão + separação) e fiz uns cursos de auto conhecimento que me fizeram ver que o que eu realmente queria estava no empreendedorismo e na ativação da Estelarte como algo mais ‘sério’. Queria viver das minhas criações, viver livre para criar quando eu quisesse, fazer coisas que as pessoas gostem e sejam úteis para elas (seja na própria funcionalidade de um produto ou na sensação de presentear alguém ou se presentear com algo cheio de significado) e, por fim, dar vazão a uma mente que a todo momento está criando ou pensando em algo. A partir desta noção do que eu realmente queria, comecei, em Julho de 2016, a olhar pro Estelarte de maneira mais focada, mais empresarial e mais apaixonada. 

A partir de então, defini os produtos que eu queria fazer: sempre quis misturar muitas técnicas porque gosto de fazer muita coisa. Porém, sabia que neste começo precisava focar em algo e foquei na decoração, que eu amo demais e consigo misturar algumas técnicas durante a produção. Então, limpei a loja e comecei produzir apenas almofadas em patchwork. Fui fazendo alguns cursos de empreendedorismo e mais cursos de artesanato para ampliar minha gama de técnicas e, consequentemente, de produtos. Com isso, hoje o Estelarte produz e vende produtos decorativos mais diversificados: almofadas em patchwork, almofadas bordadas, quadrinhos em bastidor, porta-correspondências e chaves, porta-colares e outras cositas para decorar qualquer ambiente!amy

Meu processo criativo é a união de diversas fontes de inspiração e depois um filtro delas: sempre estou vendo o Instagram (de artesãos, ilustradores, lojas de decoração e etc.); prestando atenção na rua, nas pessoas, nos lugares (para quem faz patchwork o azulejo de uma cozinha já é baita inspirador…). Dedico algumas horas da minha semana ao Pinterest (válido para pesquisas e inspirações em qualquer campo, mas acredito que para quem faz artesanato lá é o paraíso de muita inspiração seja de produtos, de combinação de cores e ate de ideias para composição das fotos de produtos). Tento fazer cursos de técnicas variadas (acredito MUITO nessa multipotencialidade da criação: você pode unir patchwork + ilustração+ encadernação, por exemplo) e também sempre tento prestar atenção no que as pessoas curtem e no que elas precisam.

Juntando tudo isso, a cabeça cria MUITA coisa legal, daí eu anoto tudo (sempre tenho um caderninho na bolsa) e um dia na semana eu sento e vejo o que, dentre essas coisas que eu juntei, eu consigo criar. Isso me dá ideias novas de produtos e de cursos que eu posso pensar em fazer para agregar às minhas criações. Nessa miscelânea inspiradora é que eu vejo quais temas são mais interessantes para produção e a partir disso quais as técnicas seriam mais legais para esses produtos e, depois disso tudo, vejo quais materiais seriam necessários.

Estejam sempre abertas em todos os lugares para receber ideias novas! Eu acredito muito que a ideia é uma energia que está louca para entrar na cabeça das pessoas, basta você estar aberta a ela que ela entra e faz coisas incríveis com sua cabeça! “

Ser empreendedora é algo engrandecedor e que te faz aprender muita coisa, te faz ser mais responsável, mais pensativa e até mais questionadora. Quando você empreende, tem uma noção maior de como funciona um processo de produção. Consequentemente, acaba sendo questionadora de processos e criadora de outros.

almof_snail-trail_comicsEsse ‘ser empreendedora’ me fez mais responsável comigo mesma (o que faz bem para mim e o que não faz); com as minhas contas (o que eu realmente preciso comprar e por que); com os prazos dados e recebidos; me fez ver como o processo de produção afeta o preço de algo (com isso, respeito muito o preço/valor que cada um dá para o seu produto) e, principalmente, me fez melhorar a relação com o outro (empreendedor sem empatia, paciência e simpatia não vai muito longe, pelo menos ao meu ver).

Mas não é uma caminhada muito fácil…… A minha maior questão e dificuldade (ainda) no ramo do próprio negócio é com a instabilidade de rendimento. Como estou no inicio, não é todo mês que entra algo e nem sempre faturo o que eu preciso. E quando você tem um aluguel, essa questão fica bem urgente e sempre preocupante. Porém, eu tenho um objetivo e uma certeza interna de que estou no caminho certo, e acredito que é isso que não me faz pirar loucamente com essa preocupação!

Outra questão que também é um pouco complicada é que muitas pessoas não valorizam o real valor do trabalho artesanal, acham maravilhoso, mas como não tem noção das horas dispensadas para fazer, do preço do material e do próprio valor do produto (seja porque é único, seja porque não polui o ambiente, seja porque não há trabalho escravo envolvido e etc.) e acabam achando tudo caro. Isso dificulta um pouco as vendas e o processo de divulgação e fortalecimento do trabalho artesanal.

Também não vejo isso como apenas culpa do consumidor. Também acho que nós, criativos/empreendedores, devemos nos valorizar mais, investir em mais conhecimento para um produto cada vez melhor, valorizar nosso trabalho, valorizar o outro criativo/empreendedor (seja comprando ou apenas divulgando o trabalho). Acredito que precisamos cada vez mais criar entre nós uma rede gigantesca de ajuda mútua para que esse problema, que vejo ser de quase todo artesão/empreendedor, seja sanado ou, ao menos, minimizado.

As duas maiores dicas ou conselhos que daria a alguém que está querendo trilhar o caminho do empreendedorismo com suas próprias criações são:

1- ESTUDE! O conhecimento abre portas! Estude muito sobre empreendedorismo! Não somos um país que aprende a ser empreendedor na escola ou na faculdade, então estude! Aproveite as palestras, workshops e tudo mais que o Sebrae, o Google, o YouTube e também a Feminaria tem sobre esse assunto! E também estude muito sobre o que você quer trabalhar! Tente fazer cursos com os melhores e se aprimore cada vez mais.

2- VALORIZE-SE! E aqui cabem as duas vertentes: Valorizar você mesma para buscar o que realmente quer, aquilo que vai te deixar feliz e bem consigo mesma (e só VOCÊ sabe o que é) e também valorizar o seu produto, o seu esforço empregado nele, fazer um preço condizente com o que você gastou! Não é porque fulano, sicrano ou as Lojas Americanas vendem mais barato que você tem de baixar o preço. O seu valor quem dá é você e não as Lojas Renner. “

Os trabalhos da Estelarte estão nas redes sociais: Facebook e Instagram.

Compre com Elas – Especial Artesãs – Atelier 31 de Fevereiro

Uma das missões da Feminaria é auxiliar as mulheres empreendedoras a estarem onde desejam. Isso inclui dar visibilidade a elas e ajudar a divulgar seus projetos e produtos. Investir no trabalho de quem está ao nosso lado é uma forma de garantirmos o crescimento umas das outras.

Em 2017, continuaremos com o nosso especial Compre com Elas. Vamos juntas?

————–

A Vanny Tavares é criadora do Atelier 31 de Fevereiro. Ela faz arte com feltro e dá vida aos nossos personagens favoritos.  Ela nos contou um pouco de sua trajetória, os desafios e aprendizados de ser uma artesã empreendedora. spock

“Comecei há uns quatro anos, fazendo coisas para mim mesma e para amigos e familiares, até que começaram a surgir pessoas fazendo pedidos e o que começou como hobby virou uma forma de contar histórias e dar vida para ideias através da costura e, como bônus, uma forma de viver”.

Sobre a escolha dos temas, inspirações e os materiais que a Vanny utiliza: “Na maioria dos casos fui testando vários materiais até estacionar nos resultados mais satisfatórios. Em outros casos, vejo uma inspiração na internet e experimento, vejo se da aproveitar com o que já sei… Já os temas costumam vir dos próprios clientes,eu apenas adapto para meu traço. Agora é que estou começando a deixar meu lado criativo pessoal fluir mais um pouco e deixando minhas próprias ideias criarem vida também”.

cactineoA Vanny segue um processo criativo bem descontraído. “Primeiro faço uns desenhos para tentar imaginar como vai ficar e passar essa ideia para o cliente também. Depois desenvolvo o molde, para isso fico mais concentrada, no máximo ouvindo uma música. Depois costuro e vou assistindo filmes e seriados de forma bem relaxada, e então finalizo dando atenção total aos detalhes pequenos e procurando defeitos na peça final…Dai é só partir para a próxima e repetir o processo”.

A vontade de empreender, segundo ela, surgiu do “Desejo pessoal, sempre gostei de empreender, vendia umas figurinhas abertas de rebelde na escola, brigadeiro… Até joguinho pirata já fui me meter a vender!”.

Mas, como nem tudo é perfeito, existem as dificuldades. Para a Vanny, a maior delas é a estabilidade. “Hoje divido o apartamento com meu namorado, e tem meses que eu ganho muito e tem meses que ganho pouco, mas as contas tem um padrão estável, e isso acaba também me fazendo ter dúvida se devo continuar, principalmente em momentos de maior necessidade financeira ou de depressão”.mascarazinhas

O resultado de toda essa jornada é o aprendizado. Ela nos disse que aprendeu a ter “Responsabilidade, saber lidar com minhas próprias bads e com clientes legais e chatos, a organizar mais meu horário de trabalho e evitar a procrastinação, a poupar para época de vacas magras. Comecei a valorizar e entender mais quem faz e hoje prefiro comprar dessas pessoas ao invés de grandes industrias”.

Para finalizar, ela deixou uma mensagem pra gente: “No início, sempre parece difícil, mas não desistam. Vai treinando, tentando observar onde dá para  melhorar e principalmente, não deixem os pensamentos negativos te dominarem”.

Você pode conferir o trabalho dela no Facebook do Atelier 31 de Fevereiro

O “dolce far niente” – o tédio necessário para viver

– por Mariana Zambon Braga

Ah, a doçura de não fazer nada. Deitar na grama e observar as nuvens. Sentar à beira-mar e sentir a brisa no rosto, sem nenhuma intervenção de pensamentos como “tenho que fazer (insira aqui qualquer coisa”. Sentar na cama e olhar para a parede. Observar a vida através da janela do seu apartamento. Meditar, ou apenas sentar e respirar por muito tempo. Sem celulares, sem tablets, sem livros, sem fones de ouvido. Fazer-absolutamente-nada-nadinha-nada-mesmo.

Imagem: Unsplash
Imagem: Unsplash

É isso o que significa a expressão italiana “dolce far niente“. E fazer nada não quer dizer ler um livro, assistir a um filme, sair para encontrar os amigos – ou qualquer atividade que, para nós, significa um momento de relaxamento ou de aproveitar a vida. Significa ficar à toa, contemplar o tédio, em si mesmo.

Quando foi a última vez que você se permitiu ficar entediada?

A correria da vida nos ocupa o tempo todo. Pulamos cedo da cama, corremos para chegar ao trabalho, perseguimos prazos durante o dia inteiro, nos desdobramos para cumprir todas as tarefas cotidianas, corremos de novo para não perder o ônibus, trem, metrô, para chegar em casa a tempo de descansar. E, quando terminamos de cumprir as obrigações, ao menos sinal de tédio, lá vamos nós, mais uma vez, inventar atividades para preencher os instantes desocupados.

Se, por acaso, o corpo pede “escuta, deita ali na cama e fica sem fazer nada por uma hora, por favor?”, logo ignoramos esse instinto. Tempo, de acordo com a nossa cultura, é dinheiro. Quando não estamos produzindo, estamos consumindo, pois tudo nessa vida é considerado como produção e consumo. Ou seja, uma hora improdutiva significa uma hora perdendo lucro, ou deixando de gerar lucro, números ou dados para alguém. É um sacrilégio ficar à toa. Quem é que tem tempo para isso?

Acredite em mim quando digo: você tem, sim, tempo para não fazer absolutamente nada.

Quanto dinheiro você perderá se parar por alguns momentos para ficar à toa com seu filho ou filha, companheiro ou companheira, apenas existindo lado a lado, compartilhando a vida? Qual será o prejuízo causado por sentar numa praça e observar os movimentos apressados dos transeuntes, das formigas, dos cães correndo atrás de uma borboleta? Ou de simplesmente deitar no chão da sala ou no sofá e olhar para o teto, sem expectativas? Quem sabe até o maior dos pecados – cochilar durante o dia!

Em nosso mundo cada vez mais veloz e conectado, a contemplação do nada pode parecer algo entediante e totalmente sem sentido. Para os artistas, no entanto, o tédio e o ócio podem ser os motores da criatividade, aliados indispensáveis para o surgimento de grandes ideias e epifanias.

Ficar entediado é uma coisa muito importante, um estado de espírito que devemos buscar. Uma vez que ficamos entediados, a nossa mente começa a vagar, buscando alguma coisa excitante, alguma coisa interessante para se estabelecer. E é justamente aí que a criatividade aparece.

Esta citação é do texto de Peter Bergman “Por que devolvi meu iPad“. O autor conta sobre como ter um iPad e estar o tempo todo produzindo ou consumindo algo o tornou alheio à importância do “tempo perdido”.

Quando estamos esperando por alguém, ou deitados na cama aguardando o sono que não chega, geralmente os pensamentos aparecem e começamos a colocá-los em ordem. Seja uma fagulha criativa ou um insight sobre a vida, em geral, estes instantes que erroneamente consideramos como perdidos nos proporcionam ganhos sem tamanho. O menor deles, certamente, é o benefício de amenizar o estresse.

Imagina só, que loucura, não “ter que” fazer nada – nem que seja por alguns minutos no dia? Confesso que, para mim, é bem difícil tirar um tempinho e me permitir esse dolce far niente – agora mesmo, eu poderia estar curtindo o ócio, mas estou aqui, usando meu tempo livre para escrever sobre a necessidade de ficar sem fazer nada.

Sendo assim, peço licença para encerrar o texto. Vou ali aproveitar o tédio!

Mariana Zambon Braga
Responsável pela redação da Rede, é tradutora de inglês, formada em letras pela USP.
Atua nas áreas de: contratos, traduções técnicas, traduções literárias, artigos e monografias. Escritora por vocação e realizadora por necessidade.

Compre com Elas – Especial Artesãs – Sereiarte

Uma das missões da Feminaria é auxiliar as mulheres empreendedoras a estarem onde desejam. Isso inclui dar visibilidade a elas e ajudar a divulgar seus projetos e produtos. Investir no trabalho de quem está ao nosso lado é uma forma de garantirmos o crescimento umas das outras.

Vamos juntas?

————–

No Compre com Elas de hoje vamos conhecer a história da Beatriz Brangioni, da Sereiarte. Ela produz lindos chalkboards – aqueles quadros com frases e desenhos lindos que tanto amamos. A Beatriz escreveu um depoimento contando sua trajetória e dividindo um pouco de suas experiências conosco.

Confira abaixo:

historia-do-casal-1

Meu nome é Beatriz, tenho 22 anos, faço chalkboard e a minha loja se chama Sereiarte.

Quando me formei no Ensino Médio, veio aquela pressão de “você precisa trabalhar/passar na faculdade”. Eu não passei na faculdade, então fui trabalhar. Meu primeiro emprego foi numa loja de roupas, como vendedora. Eu adorava o contato com o público, fazer as vendas, me comunicar. Mas a carga horária era cansativa, o trabalho era exaustivo e eu me sentia muito inútil, porque não sentia que estava fazendo algo em que pudesse colocar todo meu amor, sabe? Algo que você que está fazendo para mudar o mundo. Eu moro em Rio Bonito, interior do Rio de Janeiro, é uma cidade pequena onde as opções de trabalho não são muitas.

Aí, com a minha insatisfação, meus pais me ajudaram a abrir uma loja de roupas, minha, do meu jeito. E apesar de não ter dado certo, foi uma experiência super legal e foi a primeira vez que tive o gostinho de fazer algo meu, com a minha cara.

Logo em seguida, consegui passar na faculdade. Só que como era em outra cidade, o período era integral, os custos eram altos e eu não estava tão animada com o curso, acabei trancando. Mas eu não queria voltar pra esse mercado de trabalho chato, que a gente faz coisas sem sentido trabalhando tão duro pra algo que eu não tinha nenhum retorno pessoal, nenhuma satisfação.
Foi aí que surgiu a Sereiarte, em Outubro de 2015.empresa-feminaria-2
Meus pais tinham uma empresa de eventos, desde antes de eu nascer, então cresci nisso de festas, aniversários, casamentos… Sempre gostei. Adorava ver as pessoas felizes em momentos tão especiais. E com isso, acabei pegando uns convites, uns banners pra fazer. Foi aí que aprendi a usar Photoshop e tudo o mais.
Quando tranquei a faculdade, minha mãe, pesquisando tendências e ideias, conheceu o chalkboard que já estava bombando no exterior. E me mostrou “Olha, Bia, que legal, será que você consegue fazer?” Fiquei encantada com a ideia. Era a oportunidade que eu tinha de fazer algo de que gostava. Era a oportunidade de me sentir útil pro mundo, fazendo algo tão especial pra registrar os momentos felizes das pessoas.
Divulguei na internet e comecei como um hobby, algo que eu iria fazendo até achar “um emprego de verdade”. Hoje, esse é o meu emprego de verdade, é o meu negócio. Eu posso fazer o meu horário, a minha agenda e ganho muito mais do que ganharia trabalhando 6 dias na semana, várias horas em pé. Fora as pessoas incríveis que conheço, as histórias lindas que eu sou escolhida pra registrar. Momentos super especiais de gente de todo lugar do mundo com histórias totalmente diferentes. Me sinto muito grata pela confiança que as pessoas depositam em mim pra participar de um dia único na vida delas.
O chalkboard é um quadrinho personalizado que imita uma lousa em giz. Eu faço pra qualquer ocasião. Tem pra datas comemorativas, chás de bebê, casamentos e aniversários e para presentes. E para Empresas (fiz o da Casa Feminaria, aliás!), tabelas de valores e convites também.
Eu registro histórias de gravidez, desenvolvimento de crianças, histórias de amor (lindas!), características que tornam alguém super especial e músicas que a gente ama. Até pedido de casamento eu já fiz!  O legal é que dá pra todas as idades.
musica-os-cegos-do-castelo-molduraTodas as minhas artes são criadas exclusivamente para cada cliente. Eu recebo a história deles e crio com meu coração.  O nome da loja é Sereiarte, pois são as duas coisas que AMO (sereias e arte). E também tem aquela mensagenzinha subliminar “Serei arte”. Faço em vários tamanhos e envio as artes para todo Brasil por e-mail e pelo Correios.
O que eu aprendi com meu próprio negócio foi a ter mais confiança em mim mesma, em acreditar que sou capaz de participar de sonhos, de fazer algo bom pro mundo, do meu jeitinho. Aprendi também que as mulheres unidas são TUDO! A maioria das minhas vendas são feitas pra mulheres em grupos de mulheres, e isso é muito importante. Mostra a importância da sororidade pra fortalecer umas às outras. Fiz amizades e parcerias lindas graças ao meu trabalho e às oportunidades que tive nesses grupos, inclusive na Feminaria.
O meu recado é pra ninguém ter medo de se arriscar e de tentar (não importa quantas vezes) encontrar aquilo te faz sentir-se especial, única e feliz. Quando a gente trabalha com o que gosta, tudo fica mais leve. E sim, é possível amar o que a gente faz”.
Confira o trabalho da Beatriz no Facebook, e sua loja virtual na Elo 7.
Para as leitoras deste texto, a Sereiarte está oferecendo 10% de desconto – basta enviar uma mensagem através da página do Facebook, informando que leu este post!

Compre com Elas – Especial Artesãs – Donaflô

Uma das missões da Feminaria é auxiliar as mulheres empreendedoras a estarem onde desejam. Isso inclui dar visibilidade a elas e ajudar a divulgar seus projetos e produtos. Investir no trabalho de quem está ao nosso lado é uma forma de garantirmos o crescimento umas das outras.

Vamos juntas?

————–

Hoje, no Compre com Elas, trouxemos o depoimento da Maísa Correia. Ela é criadora da Donaflô, que oferece produtos de beleza e higiene artesanais, naturais e veganos feitos à mão, com ingredientes que não agridem a saúde ou ao meio ambiente. Os produtos oferecidos são voltados para cura, cuidado e para o dia-a-dia.

No ano retrasado, conheci a saboaria artesanal. Como sempre gostei de artesanato, não foi difícil que essa modalidade virasse mais um dos meus hobbies artísticos. Com o tempo, percebi que a procura por cosméticos naturais e veganos era grande, o que chamou minha atenção para as ideologias do naturebismo e veganismo. Fazer meus próprios cosméticos já era um prazer. Fazê-los com produtos que beneficiariam não só a mim, mas ao meio ambiente e aos animais foi ainda mais motivador. Fiz testes com minha irmã, que é farmacêutica, e começamos a produzir fórmulas e produtos simples, que pudessem atender às necessidades da pele e até curar certos problemas dermatológicos com produtos naturais e acessíveis.

donaflo3 A escolha dos temas começou por minhas necessidades pessoais. Em casa, quase todas nós, somos 4 mulheres, temos a pele oleosa e acne. Surgia assim a nossa primeira linha. As outras surgem conforme a procura e inspirações aromáticas pessoais. O material e os produtos entram na pesquisa de custo-benefício. Nossa marca preza pela qualidade e preço justo. Acreditamos que para mudar a forma de consumo das pessoas precisamos ser também inclusivas e atingir um número de pessoas que, antes, poderiam perder essa oportunidade pelo custo do produto. Mas tudo é feito com muita pesquisa e estudo (internet e livros).

Sempre gostei da ideia de ter um negócio meu, mas o produto certo e a oportunidade ainda não haviam surgido. O dinheiro para aplicar em um serviço/produto não existia ou era baixo e isso sempre me bloqueou. Até o ponto em que não conseguia mais trabalhar, por achar que não era aquilo que deveria fazer. Conversei com meu empregador e decidimos que me desligaria da empresa.donaflo1

É muito difícil ser a produtora, vendedora, contadora, a social media, a marqueteira etc de sua empresa. Principalmente, quando não temos experiência com essas áreas. Algumas evoluem naturalmente e com a ajuda de amigos. Em outras, precisei (e ainda preciso haha) da ajuda de profissionais. O fato de ter um negócio pequeno também afeta a questão de recursos. É difícil saber no que investir, quanto e qual o momento certo, e por muitas vezes não ter dinheiro suficiente para aplicar e investir no crescimento do negócio.

Dedicação e amor são a base para um bom empreendimento. Se você ama, acredita e se dedica ao que faz, existe uma chance mil vezes maior do seu negócio ir para frente. Não falo só de dinheiro/sucesso. Mas de satisfação por fazer algo em que você realmente se sente engajado e motivado a fazer.donaflo2

Antes de chegar à saboaria, tentei vender outros produtos. Alguns surgiam do que eu gostava ou do
que eu achava que venderia. Não vingou. Eu acho que o principal na hora de escolher o que servir ou produzir é escolher algo que condiz com a sua personalidade. Pode não ser fácil. Ainda vai exigir muita pesquisa, estudo e dedicação, mas quando você se identifica no que faz, tudo se encaixa.

Minha principal dica é precificar direitinho seu trabalho. Não tenha vergonha de cobrar o justo. Artesanato não é opção baratinha do produto de marca. Artesanato é arte. Envolve paixão, cultura, história, horas e mais horas de trabalho e muita fumacinha saindo da cabeça. Faça com que as pessoas saibam o quão trabalhoso é esse processo da criação e a importância do seu trabalho. Por fim, encontro o diferencial. Não precisa especificamente ser um produto ou serviço mirabolante. Muitas vezes, o bom atendimento supera um trabalho bonito e diferente pela satisfação que seu cliente sente ao comprar.

Você pode conferir o trabalho da Donaflô no Facebook e no Instagram.

 

Compre com Elas – Especial Artesãs – Lava

Uma das missões da Feminaria é auxiliar as mulheres empreendedoras a estarem onde desejam. Isso inclui dar visibilidade a elas e ajudar a divulgar seus projetos e produtos. Investir no trabalho de quem está ao nosso lado é uma forma de garantirmos o crescimento umas das outras.

Vamos juntas?

—————-

No Compre com Elas de hoje, trazemos para vocês um pouco da arte da Natalia Oliveira, artesã e proprietária da Lava. Ela produz lindos acessórios de cerâmica, como brincos, colares e anéis.lava3

A Lava Cerâmica é fruto da minha paixão por produzir peças/acessórios com minhas próprias mãos. As peças são modeladas desde o barro, esmaltadas, queimadas no forno e montadas artesanalmente, o que torna as peças únicas. Eu busco criar peças que se apresentem como uma opção para quem busca o natural, elegante e simples”.

lava4A Natalia nos disse que começou a trabalhar com cerâmica graças ao desejo de conhecer novas formas de fazer arte. “A curiosidade logo se transformou em paixão e as joias foram um passo natural para as pequenas esculturas que eu estava produzindo. Os pingentes de colar dão bastante liberdade para experimentar com formas e cores”.  A inspiração para criar as peças vem de insetos, quadros, formas da natureza, bem como dos sentimentos.

Falando sobre a ideia de empreender, Natalia disse que “surgiu da vontade de dividir minhas criações com outras pessoas. Eu já estava produzindo demais para mim mesma e pensei que poderia começar a comercializar e fui bem recebida”.

A maior dificuldade que ela enfrenta é a de encontrar seu público fisicamente e estabelecer qual é o canal de comércio mais eficiente – através do site, de feiras, ou nas redes sociais, como Facebook e Instagram.lava2

Entre as lições que tem aprendido na trajetória como artesã e empreendedora, Natalia comenta: “Precisa ter resiliência, acreditar em si mesma e no seu produto senão as adversidades te desanimam rapidamente. Além disso, fazer parte de um coletivo e entrar em contato com artesãs da sua região cria uma ótima rede de apoio e medidora das condições do mercado”.

O recado que ela tem para a gente? “Troquem experiência com outras artesãs e busquem a sororidade”.

Confira os trabalhos da Natalia na Página da Lava, no Facebook.

 

Compre com Elas – Especial Artesãs – Thatha Decorações

Uma das missões da Feminaria é auxiliar as mulheres empreendedoras a estarem onde desejam. Isso inclui dar visibilidade a elas e ajudar a divulgar seus projetos e produtos. Investir no trabalho de quem está ao nosso lado é uma forma de garantirmos o crescimento umas das outras.

A partir desta semana, publicaremos uma série de entrevistas com as nossas artistas e artesãs, convidando vocês a conhecerem seus produtos e comprarem com elas. Vamos juntas?

————————

A nossa primeira entrevistada é a Taís Paes Toledo, criadora da Thatha Decorações. Ela trabalha com decoração de festas infantis. Faz os painéis conforme o tema, bolo fake e algumas peças decorativas para compor a mesa.

festa1

A Taís contou pra gente como surgiu a ideia de trabalhar com festas infantis. “Escolhi o produto com o qual trabalho, a princípio por acaso. Resolvi que iria fazer algo para complementar minha renda, porém não tinha muita ideia do que faria. Aí comecei a fazer pesquisas na internet e me encantei com decoração de festas. Comecei a princípio fazendo festas para família e amigos e depois comecei a fazer para fora”.

Além disso, cada festa recebe atenção especial. “Faço pesquisas na internet, depois monto meu próprio projeto. Tento fazer para cada cliente um projeto único, diferente dos demais realizados”.

Segundo a Taís, trabalhar de forma independente foi algo que “Surgiu tanto do desejo pessoal e da vontade de empreender quanto da necessidade”.

Ela também contou pra gente alguns dos obstáculos que enfrenta no dia a dia dos seus negócios. “Tenho dificuldade em divulgar meu trabalho, dificuldade com o mercado de eventos, pois acredito que tem profissionais que estão desvalorizando o trabalho, cobrando preço de custo. E dificuldade financeira, pois não tem como se programar. Você não tem renda fixa, tem mês que tem serviço tem mês que não tem”.festa3

Por fim, perguntamos o que empreender tem ensinado para ela. “Aprendi a correr atrás dos meus objetivos sem depender de ninguém. Aprendi a colocar um projeto em prática e a solucionar problemas e enfrentar desafios”.

Conheça mais sobre o trabalho da Taís em sua página Thatha Decorações.

Tive uma ideia! E agora?

– Por Aline Tolotti

[cml_media_alt id='566']pen-idea-bulb-paper[/cml_media_alt]

Eis a pergunta que toda criativa se faz: tive uma ideia, quero criar minha marca, e agora? Por onde começo? Para onde vou? Como faço?

É, com certeza todo empreendedor um dia já se questionou sobre isso. Mas acredito que o mais importante é dar o start: “tive uma ideia”. Que bom, então você já começou! Empreender é uma arte deliciosa e inspiradora. Há muitas pedras no caminho, vários degraus e muitas portas fechadas, mas com um planejamento mínimo, disposição e muita vontade, a gente abre porta a porta e começa a seguir tão longe, mas tão longe, que quando olhamos para trás, sentimos imensa gratidão por ter a coragem em ter iniciado. Estou há dez anos neste caminho e ainda aprendo muito e todos os dias.

Quando comecei não imaginei chegar onde estou e sei que ainda tenho muito a traçar, mas hoje não me vejo fazendo outra coisa que não seja empreender a vida. Sou uma eterna animadora e acredito muito na criatividade, por isso depois de tantos altos e baixos e tantos amigos agregados no caminho, acredito que posso sugerir algumas dicas basiconas e que podem fazer toda diferença.

Definitivamente hoje eu sei que o melhor caminho é colocar os planos no papel, traçar e dar aquele “check” prazeroso por ter conseguido cumprir o desejado. Começar do começo mesmo: definir qual seu segmento, quais produtos ou qual serviço você poderá realmente oferecer, sem florear. Neste momento é importante ser prático e se questionar: eu posso fazer isso em larga escala? Vou dar conta? Parece assustador, mas é super importante. A gente nunca sabe quais pessoas encontraremos neste caminho, é bacana que esteja preparado para grandes produções e uma demanda maior que a usual. Pois bem! Você já sabe o segmento, o serviço ou os produtos, agora vamos pensar no seu público? O valor e a proposta do seu trabalho estão intimamente relacionados ao seu público e por isso é tão importante precificar.

Mas calma, o Sebrae está aí para isso! É o braço direito do empreendedor curioso, o melhor amigo da dúvida. Após eu ter aprendido de fato quais eram os valores corretos dos meus produtos, incluindo minha mão de obra (isso é mega, mega, mega importante!), pude trabalhar melhor os clientes e as estratégias de divulgação. Acredite: é fundamental! Sabendo direitinho quais seus custos, calculando uma margem mínima para desconto (clientes pedem descontos, mimos, brindes e amor – é legal estar disponível e preparado para isso, você conquista muitos com estes carinhos), definindo sua mão de obra de acordo com o pró-labore que você almeja ganhar, tudo-tudo se encaixa. E lembre-se: o mais importante é começar, por isso vamos por partes. O pontapé é definir os pilares que citei acima, pois após serem definidos, mostrar para o mundo fica muito mais fácil e seguro.

Poderia ficar horas e horas aqui divagando sobre cada etapa deste processo lindo de criação de marca, mas querer dividir é também saber como fazer e dar um passo de cada vez. Cada passo bem dado é um degrau solidificado. O criativo geralmente é entusiasta e dificilmente vai esperar muito para ver tudo pronto, mas acredite: estudar também é um pilar fundamental. Ficarei feliz em ajudar. Quem quiser deixar qualquer dúvida, estarei disposta a responder e ajudar no que puder. Vamos empreender? Volto em breve com outras dicas e mais reflexões. Juntos podemos fazer um mundo melhor e mais colorido, porque criadores movem montanhas e são estas mudanças que o mundo precisa!

 

Aline Tolotti é formada em letras – é criadora da marca artesanal Na Casa Dela Tinha, e idealizadora do O Coletivo – bazar colaborativo tradicional e referência na Baixada Santista!