Validei minha ideia de negócio… e agora?

– por Ana Carolina Moreira Bavon

Parabéns! Depois de muito trabalho e determinação você conseguiu validar sua ideia de negócio. Validar uma ideia não significa que você tem um plano de negócios, significa que você tem uma ideia que tende a se transformar num negócio promissor. Não podemos esquecer que a validação serve para analisar os pontos principais do negócio e definir se ele está pronto para ser desenvolvido ou se ainda precisa ser revisto. Foi validado como pronto e pode ser desenvolvido? Agora você precisa iniciar o seu produto.

O desenvolvimento do produto deve ser trabalhado de forma cautelosa e muito detalhada, isso porque dele dependerá o futuro do seu negócio.

A ideia validada precisa de um ótimo suporte para ser desenvolvida como negócio.  “Mas Ana, basta desenvolver um plano de negócios” – disse a empreendedora com a ideia validada.

Eu respondo: sim, é preciso desenvolver um plano de negócios, mas você sabe descrever perfeitamente tudo o que precisa ser colocado dentro de um plano de negócios? Provavelmente você saberá seguindo os inúmeros tutoriais que existem disponíveis na internet, mas é preciso garantir que cada parte do plano esteja “amarrada” e definida de forma objetiva.

O plano é mais um processo do que um produto. O plano de negócio não é a empresa, não é o negócio, ele é a descrição dele. O seu plano de negócios não tem o poder de prever o futuro, portanto, dificilmente descreverá com precisão razoável a sequência de eventos. Quanto mais bem elaborado e completo, mais seguro ele será, além de ser essencial para manter você atenta ao que deseja que aconteça e a todos os cenários possíveis.

Para que serve um plano de negócios?

Para a criadora: serve para organizar as ideias e tirar o projeto do universo da imaginação. Ele serve como uma análise preliminar da viabilidade do seu projeto considerando toda a operacionalidade dele.

Para quem o recebe: tem como função dar uma visão panorâmica e geral do projeto, ele é o documento que demonstra para o leitor que o projeto é viável e trará benefícios. Lembre-se que o leitor pode ser um parceiro, um investidor ou potencial sócio.

Quais são as aplicações de um plano de negócios?

  • Desenvolvimento da ideia validada
  • “Criação” do seu modelo de negócios
  • Lançamento de produto
  • Inauguração de Unidade
  • Início de operação
  • Fusão ou compra
  • Capitalização financeira
  • Lançamento de ações
  • Criação de novas empresas
  • Revitalização da empresa

Um plano de negócios bem feito poderá sofrer várias alterações durante o desenvolvimento do seu empreendimento. No entanto, ele terá uma base sólida devidamente estruturada e que poderá te deixar livre para alterar a rota a qualquer momento.

Antes de elaborar um plano de negócio

Antes de elaborar um plano de negócios você vai precisar definir seu objetivo. O que você pretende com o seu plano? Qual a finalidade dele? Lembre-se de que um plano de negócios tem várias aplicações e definir exatamente o seu objetivo vai garantir que seu plano seja desenvolvido de acordo com a aplicação para quem será destinado.

Quanto custa elaborar um plano de negócio?

Com as facilidades atuais você pode montar um plano de negócios sozinha. Existe uma infinidade de conteúdo relacionada ao tema, desde passo a passo até aulas online. Você pode contratar uma consultoria especializada, uma boa profissional vai cobrar de você um valor atrelado a complexidade do negócio para o qual você vai desenvolver o plano, podendo variar a partir dos X mil reais.

Você também pode se associar à Feminaria e desenvolver seu plano junto conosco e o valor é o que você já conhece – cabe no seu bolso e não vai afetar seu orçamento. É importante ter em mente que o custo desse trabalho precisa estar dentro da sua reserva para “abrir” seu negócio, vamos falar sobre isso em um próximo artigo.

 

Vai fazer seu plano de negócios sozinha?

A melhor dica que posso te dar é: seja o mais honesta possível, quanto mais objetiva e sincera você for, maiores são as chances de desenvolver um plano realista e de acordo com a realidade do mercado no qual irá atuar. Importante: liste inclusive suas limitações e habilidades que não tem, isso vai te dar uma maior segurança, assumir que não sabemos tudo é sinal de maturidade.

Para concluir: você nunca estará livre da obrigação de colocar no papel tudo aquilo que passa pela sua cabeça. Sempre que houver uma alteração na rota, você precisará rever seu plano de negócios e se necessário criar um outro com nova finalidade de aplicação. Se você permite mais uma dica, aqui vai: mantenha simples!

Como disse Khalil Gibran: “A simplicidade é último grau da sabedoria”.


Ana Carolina Moreira Bavon

Advogada, consultora jurídica e fundadora da Rede Feminaria.


Imagem: Pinterest

“Mas está caro, não dá para dar um desconto?”

– por Ana Carolina Moreira Bavon

É minha amiga, parafraseando um diálogo do filme “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain”, te digo: são tempos difíceis para os negociadores.

Essa pergunta assombra 10 entre 10 pessoas que vendem produtos ou serviços. O pulo do gato pra responder a essa questão está nas suas entrelinhas, que dizem muito sobre o cliente que está perguntando e sobre a relação que você quer manter com seu publico e com seu negócio.

Vivemos num sistema capitalista de consumo (e não fui eu que inventei). Por essa razão, ainda crescemos os olhos (mais por reflexo do que por reflexão) ao preço que as coisas tem, desconsiderando assim o valor real do produto ou serviço. Essa realidade precisamos ter em mente o tempo inteiro, de forma que possamos ser claras na avaliação da resposta a quem faz essa pergunta.  Aqui vão algumas dicas sobre como lidar com o “achei caro”.

Woman Buying Clothes --- Image by © Tim Pannell/Corbis

1 –  Quem é o cliente?

É importante distinguir um cliente que busca por preço e o cliente que busca qualidade. A resposta pra essa pergunta vai definir se você deve ou não dar o desconto (pra isso, defina uma margem de preço mínimo pro seu produto ser lucrativo e negocie até esse limite e nunca, jamais, em hipótese alguma ultrapasse). Se o cliente busca apenas preço, será difícil convencê-lo com a informação sobre o porquê seu produto custa o valor que tem, portanto, esteja pronta pra abrir mão do leilão de preços – se você quer conduzir seu produto/negócio num outro conceito de relação comercial, você precisa saber que está numa outra batalha.

2 – Mostrou por que seu produto custa esse preço?

Você pode e deve dizer com propriedade que o valor ali exposto traduz a qualidade do que você negocia, falando sobre os diferenciais que você oferece. Se o seu produto é mais caro que o concorrente, você vai precisar lembrar ao cliente de que ele vai receber pelo que está pagando.

3 – O cliente sabe o que está pedindo?

Isso é comum no setor de  serviços. Muitas vezes o cliente pode pedir X e querer Y, por isso a diferença de preço não teria sido considerada por ele. É o típico caso de um cliente que pede um logotipo mas precisa de um branding; você precisa passar tempo entendendo as necessidades para  traduzir  isso pro orçamento de maneira clara. Se, ainda assim, não conseguir demonstrar ao cliente, busque novas opções mais em conta e ofereça soluções.

woman-buying-perfume-at-counter-wallet_573x300

4 – Você está oferecendo exatamente o solicitado?

Busque compreender se o que o cliente precisa é o que você está oferecendo. É importante considerar que pode ser que o cliente não precise de tudo o que você orçou, então procure entender as possibilidades do cliente para oferecer o melhor custo benefício, alinhando suas expectativas à realidade daquela negociação especificamente.

5 – Você sabe dizer não?

Se você passou por todos os 3 passos citados acima e ainda assim o cliente não esta satisfeito com o valor, se você chegou no seu limite e não tem mais opções: diga não. A primeira pessoa a valorizar seu trabalho é você, o não, nesse caso, é respeito e autoconfiança, saiba que não se arrependerá no futuro.

Nunca se esqueça de que você é a única responsável pelo seu negócio, e que você vai conduzi-lo da maneira como quer que o mundo se relacione com ele. Se você valoriza as relações duradouras, é claro que saberá quando e por que baixar o preço,  saberá que muitas vezes o descontinho se reverte em fidelização, da mesma forma que a negação do descontinho pode ser a saída pra não entrar na batalha por barganha.

Precisa de ajuda pra aprender a ser mais assertiva na negociação? Vem pra Rede Feminaria que temos consultoras especialistas em te preparar pra hora H. Para mais informações sobre como ser Associada Feminaria, envie um e-mail para: contato@feminaria.com.br ou casa.feminaria@feminaria.com.br.


Ana Carolina Moreira Bavon

Advogada, consultora jurídica e fundadora da Rede Feminaria.


Formalize suas relações comerciais – 5 bons motivos para usar contratos

– por Tatiana Dias

Basta conversar com meia dúzia de amigas para saber que a contratualização das relações comerciais é algo completamente alheio à realidade da maior parte das pequenas empreendedoras brasileiras. Prestadoras de serviço autônomas e pequenas empresas têm o costume de trabalhar sem nenhum tipo de formalização, contando apenas com acordo “de boca” ou algumas mensagens trocadas.

No mundo ideal, ninguém precisaria de contrato, todos se comunicariam perfeitamente, não haveria descumprimento dos combinados, nem litígio. Mas vivemos no mundo real, em que a falta de um contrato claro e formalizado por escrito pode acarretar problemas bastante sérios e consequências devastadoras para uma pequena empreendedora.

Unrecognizable businesswoman holding document and shaking hand of business partner after signing of contract. They sitting at table. Negotiation concept

É verdade que a maioria das pessoas nem imagina por que deveria investir na formalização de contratos com seus clientes. Por isso, vou listar apenas alguns bons motivos para nunca trabalhar sem um contrato:

1. O contrato irá definir de forma clara e definitiva o que está sendo oferecido e o que o cliente pode esperar de você.

Pode parecer estranho, mas é imensa a quantidade de problemas que surgem pela falta de definição clara do que será entregue ao cliente, seja seu negócio um serviço ou produto.

Muitas vezes são feitas diversas tratativas com o cliente e não é definida claramente a proposta final. O que devemos ter em mente é que a comunicação é um dos maiores problemas da humanidade e talvez não seja muito prudente contar com uma comunicação sem falhas nos seus negócios.

No contrato, uma das principais cláusulas sempre deverá ser o Objeto e a Abrangência da contratação, que deverá ser redigida da forma mais clara possível, deixando demarcado para o cliente e para o fornecedor exatamente o que deverá ser entregue.

Você sempre poderá se remeter ao contrato quando o cliente quiser incluir “mais um negocinho” no job, que não foi negociado no preço do serviço ou produto.

2. O contrato irá esclarecer os limites da relação.

Cada pessoa ou empresa trabalha de um jeito, tem seus critérios de atendimento, forma de relação com o cliente, prazos de resposta e forma de trabalho.

Essas questões normalmente são ignoradas na negociação e se isso não ficar claro para o seu cliente, a chance de ter problemas é bem grande.

Um bom contrato tratará sobre os limites da relação, garantindo que não haja frustração para o cliente, nem sobrecarga para a empreendedora e aumentando as chances de uma boa relação comercial.

Acredite, se o cliente souber os limites quando está contratando, observar esses limites será muito menos frustrante e ele vai evitar bastante te ligar para reclamar da vida às 7h do domingo.

3. Ter um contrato reduz a chance de não receber o pagamento.

Não só de não receber, mas de receber no prazo e forma combinados.

No contrato, tudo fica ajustado bem certinho para que, depois, não haja discussão sobre os valores devidos, prazo, data e forma de pagamento. Dessa forma, você não terá problemas para cobrar exatamente o que foi contratado, inclusive judicialmente, se necessário.

Além disso, o contrato poderá instituir garantias para assegurar o cumprimento da obrigação (no caso, o pagamento), como multas, retenção do produto ou serviço, entre outras.

Ou seja, ter um contrato escrito não garante que você vai receber, mas reduz significativamente essa chance, além de criar mecanismos de ‘compensação’ em caso de não-pagamento ou atraso.

4. Ter um contrato sugere que seu trabalho é profissional.

Apresentar um contrato escrito ao cliente pode ser um receio de muitas empreendedoras, que imaginam ser um ônus a mais para a contratação. Porém, o que se deve ter em vista é que um bom contrato traz segurança para ambas as partes e um cliente sério não vai se opor a contratualizar o negócio, pelo contrário, irá se sentir mais seguro para contratar seu serviço ou produto.

A formalização do negócio irá sugerir que você ou sua empresa são negócios profissionais, que sabem o que estão fazendo e não estão para brincadeira. O benefício colateral disso ainda é cair fora de furada. Se o possível cliente não estiver com intenção de honrar o combinado, vai pular fora e você vai se livrar de uma roubada.

Young businesswoman giving pen to somebody

5. O contrato define claramente como se dá o encerramento do negócio.

Além de definir o encerramento regular do negócio, com a conclusão do serviço ou entrega do produto e correspondente contraprestação, um bom contrato também irá estabelecer as situações em que ambas as partes podem romper o negócio antecipadamente, com ou sem justa causa, o prazo de antecedência para a rescisão e multas pela rescisão antecipada.

Isso é especialmente importante em relações de médio e longo prazo, quando há diversos itens envolvidos ou a prestação de serviço se dá de forma contínua ao longo do tempo, afinal, é preciso definir o que justifica a ruptura do acordo sem cumprimento e quais os critérios para que isso aconteça de forma a reduzir o prejuízo de ambas as partes.

Esses são apenas alguns benefícios. Outras previsões podem ser de extrema importância em casos específicos, como aqueles que envolvam direitos autorais, direitos de imagem ou responsabilidade profissional regulamentada.

Cada empreendedora enfrenta dificuldades e suporta necessidades específicas. Por isso, a elaboração de um bom contrato é uma tarefa a dois, entre advogada e empreendedora, pois você é a melhor pessoa para dizer o que você oferece, quais os maiores riscos e o que é mais importante destacar para proteger no seu negócio.

A conclusão, empreendedoras, é que um bom contrato “guarda-chuva”, que possa ser adaptado a cada nova contratação, pode ser um dos melhores investimentos que você pode fazer pelo seu negócio.

———-

Precisa de mais informações sobre essa ou outras questões jurídicas? A Tatiana é Consultora da Feminaria e oferece atendimento às nossas Associadas. Para agendar o seu horário, entre em contato pelo telefone (11)2737.5998 e verifique a disponibilidade. Para mais informações sobre como ser Associada Feminaria, envie um e-mail para: contato@feminaria.com.br ou casa.feminaria@feminaria.com.br

Tatiana Dias

Graduada em Direito (PUC-SP) e pós-graduada em Direito e processo do trabalho (PUC-SP) e formação em Mediação (ESA SP), Negociação sindical (FGV SP) e Coaching Ontológico (Instituto Appana SP). Com experiência de 10 anos nas diversas áreas do Direito, atualmente atua especialmente com Direito trabalhista, cível e contratual. Estuda relações de trabalho, contratos, soluções alternativas de conflitos, filosofia, gênero, empreendedorismo e desenvolvimento humano. 

Compre com Elas – Alecrim Estampas

Uma das missões da Feminaria é auxiliar as mulheres empreendedoras a estarem onde desejam. Isso inclui dar visibilidade a elas e ajudar a divulgar seus projetos e produtos. Investir no trabalho de quem está ao nosso lado é uma forma de garantirmos o crescimento umas das outras.

Continuamos com a nossa série Compre com Elas, apresentando a vocês os produtos e as mulheres talentosas que os criam.

————-

Com estampas criativas e elaboradas com processos manuais, a Alecrim Estampas reflete o desejo de espalhar cores e alegria pelo mundo. Confira abaixo o depoimento da criadora da marca:

alecrim estampas

“Eu sou a Dayane Moretto e tenho 26 anos de idade. Sou publicitária por formação, designer por paixão e artesã por inspiração. Desde os meus 18 anos, trabalho na área de comunicação, porém em 2016 resolvi ir de encontro com meu propósito e viver do que me faz feliz: a ARTE!

alecrim-feitoamaoTenho uma marca chamada Alecrim. Ela surgiu em 2011 quando eu não aguentava mais a chefe que me deixava maluca e pedi as contas de uma multinacional. O salário era o melhor que eu já tive, trabalhando como publicitária, porém os choros e as unhas roídas não valiam tamanha quantia. Pedi as contas! Me libertei daquilo, que pra mim, já não fazia mais sentido.

Nas primeiras noites dos meus dias livres, tive um sonho! Sonhei com a música do Alecrim Dourado! Aquela mesma, que não sai da cabeça… ‘Alecrim, alecrim dourado que nasceu no campo sem ser semeado…’ Depois daquela noite, eu sabia que algo na minha vida ia ter esse nome. Dito e feito!
Sempre gostei de desenhar, de pintar e colorir. E queria que minha arte, de alguma maneira, tocasse as pessoas, queria transmitir amor para esse mundo tão carente de gentilezas.

Sempre ouvi nos lugares que trabalhei que a gente precisava ‘vestir a camisa’ do projeto, ‘vestir a camisa’ da empresa. E foi isso que fiz, ‘vesti a camisa’ do meu sonho de ter asas próprias. Mas estava cansada de ver por aí sempre as mesmas ilustrações nas camisetas. Então, resolvi que os clientes é que iriam escolher as artes que queriam vestir. Comprei algumas camisetas, desenhei umas mandalas nelas e postei fotos na internet. E rolou, muita gente curtiu e comprou! As encomendas foram aumentando e os pedidos de outros objetos apareceram.

                    alecrim-corpoalecrim-infantilalecrimsonhos

Hoje, o Alecrim estampa t-shirts, ecobag, quadrinhos de parede, capa de almofada, potes de vidro, paredes, posters, etc… Tudo desenhado a mão, feito com amor e carinho para o cliente que encomendou.

Desde Abril de 2016, estou focada no meu sonho/projeto e pretendo crescer com ele cada vez mais! E quando olho pra trás, sei o tanto que aprendi e penso que estou mais forte e que tudo valeu a pena!
Trabalhar por conta própria não é nada fácil! Mas o amor e gratidão que sinto, quando faço algo que realmente acredito, vale todas as dificuldades financeiras que enfrento.

Então, se eu pudesse dar alguma dica pra quem está começando seria: NÃO DESISTA! Vá atrás do que faz o seu olho brilhar. Planeje e tenha foco, porque TUDO o que a gente quer, a gente consegue!

Gratidão pela oportunidade de contar um pouco da minha história, meninas!”

Para conhecer mais o trabalho do Alecrim, acesse a página do Facebook ou siga o Instagram: @alecrimestampas.

Tornei-me uma Microempreendedora Individual (MEI)… e agora?

– por Aline Nicoletti

Primeiramente, Parabéns! É um grande passo para o seu crescimento e o sucesso da sua empresa. Sair da ilegalidade te torna visível.

Agora você terá um limite de faturamento anual de R$60 mil e também um limite de compras que equivale a 80% do seu faturamento. Por exemplo, se você faturou 30 mil em 2016, o valor das suas compras deverá ser de, no máximo, R$24 mil. Lembrando que você tem deveres, como a declaração mensal, anual, a DAS. Mas vamos conversar sobre esse assunto em outro artigo, ok?

Neste momento, sei que muitas questões e dúvidas pairam em sua cabeça, te deixando insegura com essa nova fase.

Então, nesse primeiro artigo, separamos as principais dúvidas. Vamos lá?

small-business-owner-working-on-retail-strategy_retail-strategies-POS-power-user

O Carnê da Cidadania será enviado para endereço do MEI em 2017?

NÃO. O Carnê da Cidadania não será emitido pelo governo federal e demais órgãos e instituições (SEMPE; SEBRAE; RFB; INSS…). Para gerar a guia do Documentos de Arrecadação do Simples Nacional – DAS – acesse o PORTAL DO EMPREENDEDOR.

Para ser MEI preciso de um ponto comercial?

Não necessariamente. O cadastro como Microempreendedor Individual é feito online e permite que você cadastre seu endereço residencial na hora de preencher os dados. Se você é um prestador de serviço e não tem um escritório para atendimento ou mantém o seu negócio em casa, não se preocupe! Mesmo assim poderá se formalizar como Microempreendedor Individual.

Funcionários públicos, aposentados e pensionistas podem ser MEI?

De acordo com a Lei 8.112/90, o servidor público está proibido de ser empresário enquanto exerce suas atividades, mas isso não o impede de se tornar um empreendedor após a sua aposentadoria (exceto em caso de aposentadoria por invalidez). No entanto, vale lembrar que ele não poderá ter nenhuma outra atividade ou receber salário enquanto estiver cadastrado como MEI.

Posso contratar funcionários sendo MEI?

Sim, mas somente um trabalhador contratado! Lembre-se de que o salário do seu funcionário não pode ser menor do que o piso da categoria nem inferior ao salário mínimo. O MEI também deve recolher 3% do que ele recebe para o INSS, além de uma quantia de 8% depositada no FGTS.

O que acontece se eu ultrapassar o faturamento permitido no MEI?

Se você ganhar até 20% a mais do que poderia em um ano, perderá o seu cadastro como Microempreendedor Individual a partir do dia primeiro de janeiro do ano seguinte. Caso você ultrapasse os 20% do faturamento permitido, serão cobrados os impostos para empresas normais a partir do mês em que você excedeu o limite. Procure um contador para ajudar a regularizar a sua situação!

Posso emitir nota fiscal sendo MEI? Qual o procedimento?

Sim. Um dos benefícios de se formalizar como Microempreendedor Individual é a possibilidade de emitir a nota fiscal. Para isso, consulte se a prefeitura do seu município já usa a nota fiscal eletrônica ou se ainda está com a nota convencional.

Minha família pode perder o benefício do Programa Bolsa Família se eu me registrar como Microempreendedor Individual – MEI?

O registro como MEI não causa a perda do benefício do Programa Bolsa Família. Porém, caso obtenha renda que ultrapasse os limites permitidos para ser beneficiário, perderá o Bolsa Família.

Qual o prazo para o MEI solicitar o auxilio doença?

O auxílio doença (para o próprio MEI) poderá ser solicitado a partir do primeiro dia em que o MEI ficar incapacitado de exercer suas atividades. O pagamento será devido a contar da data do início da incapacidade, quando requerido em até 30 dias do afastamento.

Para requerer qualquer benefício perante o INSS/previdência, o segurado deve ligar para a Central telefônica 135 para agendar seu atendimento, eletronicamente através da página da Previdência Social na Internet, ou em qualquer agência do INSS/Previdência Social.

GTY_woman_finance_tk_131022_16x9_992

Caso o MEI se formalize no seu endereço residencial, o valor do IPTU pode sofrer aumento para IPTU comercial?

A tributação municipal do imposto sobre imóveis prediais urbanos deverá assegurar tratamento mais favorecido ao MEI para realização de sua atividade no mesmo local em que residir, mediante aplicação da menor alíquota vigente para aquela localidade, seja residencial ou comercial, nos termos da lei, sem prejuízo de eventual isenção ou imunidade existente.

Após os 180 dias utilizando o alvará provisório, o Microempreendedor Individual – MEI obterá o alvará definitivo automaticamente ou precisa ir à Prefeitura?

Após o prazo de 180 dias, não havendo manifestação da Prefeitura Municipal quanto à correção do endereço onde está estabelecido o MEI e quanto à possibilidade de exercer a atividade empresarial no local desejado, o Termo de Ciência e Responsabilidade com Efeito de Alvará de Licença e Funcionamento Provisório se converterá automaticamente em Alvará de Funcionamento definitivo.

A inadimplência do MEI referente às guias do DAS é passível de dívida ativa no CNPJ da empresa?

Sim, os débitos do MEI são passíveis de inscrição em dívida ativa. A RFB envia o débito para a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional – PGFN, que poderá inscrever os débitos em dívida ativa e realizar a cobrança a qualquer tempo.

O MEI que nunca pagou DAS poderá ter o seu registro cancelado?

Sim. O cancelamento pode ocorrer caso não haja o pagamento das contribuições de 12 meses consecutivos, de acordo com a regulamentação.

O Microempreendedor Individual é obrigado a emitir nota fiscal?

O MEI estará dispensado de emitir nota fiscal para consumidor pessoa física. Porém, estará obrigado à emissão quando o destinatário da mercadoria ou serviço for outra empresa, salvo quando esse destinatário emitir nota fiscal de entrada.

O MEI não tem a obrigação de emitir a Nota Fiscal Eletrônica – NF-e, mesmo se realizar vendas interestaduais, exceto se desejar e por opção. (§ 1º do artigo 97, da Resolução do Comitê Gestor do Simples Nacional – CGSN de nº 94/2011).

O que muda é o recolhimento do ICMS, que deve ser dividido entre as unidades federativas de origem e de destino dos produtos comercializados em transações interestaduais.

O que acontece quando o MEI não  faz sua declaração anual – DASN/SIMEI – ou a entrega com atraso?

Quando o MEI entrega a Declaração Anual do Simples Nacional do MEI (DASN/SIMEI), em atraso, fica sujeito ao pagamento de multa, no valor mínimo de R$ 50,00 (cinquenta reais), ou de 2% (dois por cento) ao mês-calendário ou fração, incidentes sobre o montante dos tributos decorrentes das informações prestadas na DASN-SIMEI, ainda que integralmente paga, limitada a 20% (vinte por cento).

Após a entrega da DASN-SIMEI em atraso, a notificação do lançamento, bem como os dados do DARF para pagamento da multa serão gerados automaticamente, e constarão ao final do recibo de entrega. Caso o pagamento seja feito em até 30 dias, a multa será reduzida em 50%, totalizando R$ 25,00.

Agora que algumas duvidas já estão sanadas, mão na massa e boa sorte!

Uma boa assessoria de apoio diminui e antecipa a resolução de problemas antes mesmo de eles aparecerem, não deixando a empresa sentir o impacto da pressão da legislação. – Aline Nicoletti

——————-

Caso tenha restado alguma dúvida sobre este assunto, a Aline é Consultora da Feminaria e presta atendimento às nossas Associadas. Para agendar o seu horário, entre em contato pelo telefone (11)2737.5998 e verifique a disponibilidade. Para mais informações sobre como ser Associada Feminaria, envie um e-mail para: contato@feminaria.com.br ou casa.feminaria@feminaria.com.br

 

Aline Nicoletti

Consultora da Feminaria. Proprietária da Nicoletti Assessoria Empresarial. Graduada em Administração e Contabilidade pela Universidade São Judas Tadeus . Atua há 13 anos na área de contabilidade, legalização empresarial, fiscal e departamento pessoal. Atualmente focada no crescimento dos pequenos empreendedores. Atendimento Também para pessoas Físicas na área de Previdência social.