Gestão do seu negócio: o que você precisa fazer para crescer em 2018

Gestão do seu negócio: o que você precisa fazer para crescer em 2018

O ato de empreender é muitas vezes visto como concentrar atenção em várias coisas ao mesmo tempo, e isso ocorre porque no geral quem empreende acumula em si todas as posições estratégicas da empresa.
Não raro recebemos clientes muito preocupadas, pois acabaram por confundir as finanças pessoais com as da empresa e isso leva a um descontrole que pode ser fatal. Dito isso, perguntamos: Como você alia a gestão administrativa e financeira na sua empresa?
Não precisa responder agora, leia o artigo enquanto pensa sobre isso.

Desafios administrativos no empreendedorismo

Que existe uma motivação enorme em torno do “vai lá e faz”, ninguém duvida; contudo, quase nunca esse “vai lá e faz” vem acompanhando do “planejando assim e assim”.
Ovacionamos o empreendedorismo, o perfil multidisciplinar e a capacidade da empreendedora de manter os olhos em todas as áreas da empresa, mas isso acaba se traduzindo em desinformação, pois dessa forma deixamos de dizer claramente que empreender é administrar.
Nós assumimos esse papel e dizemos com todas as letras: para crescer em 2018 sua empresa precisa de uma boa gestão.

Uma boa gestão é a solução

A gestão administrativa pode ser traduzida em duas palavras: organização e planejamento. Ambas definem a estrutura dos processos gerenciais em uma empresa, independentemente do tamanho dela. Tirar um negócio do papel exige planejamento, mas manter uma empresa em crescimento exige planejamento estratégico e capacidade de execução.
Gerenciar é tarefa cotidiana, faz parte da rotina de quem empreende. É um trabalho que exige foco e diligência, mas ele não precisa ser solitário, você pode se valer da cogestão!
A cogestão administrativa pode ajudar a colocar o seu negócio nos eixos e ainda levá-la a um novo patamar.

Os benefícios da cogestão

Num programa de cogestão a empreendedora contratante tem todo o suporte para a tomada de decisões mais seguras. Isso porque contará com alguém ao seu lado avaliando em conjunto todos os próximos passos, reduzindo a chance de erros. E a gente sabe que errar às vezes custa caro.
Por contar com uma visão ampla de mercado, o processo de cogestão vai ajudar a apontar caminhos dentro do mercado em que você atua e que podem levá-la a identificar oportunidades de melhoria e expansão do seu negócio.
Baseada em informações fornecidas pela empreendedora a empresa de cogestão pode analisar as informações e elaborar um diagnóstico, definir o ponto de partida do programa, e o cronograma de trabalho que, no caso do Programa Expansão da Feminaria, dura 12 meses.

Dedique-se a conhecer seu negócio, aprender sobre ele e crescer!

O próximo ano pode ser o ponto de partida para uma nova realidade. Se você não conhece muito bem onde está ou onde quer chegar, elabore um bom plano de negócios, descubra quais são suas melhores habilidades, estruture seu emocional e siga adiante! Vai lá e faz com planejamento!

Ah… e mais uma coisa, claro – siga as dicas da Feminaria! Cadastre-se ao lado para receber nossa newsletter.

Empreendedorismo: saiba administrar seu negócio

Empreendedorismo: saiba administrar seu negócio

Olhar para o seu negócio como uma empresa não deve ser a parte chata (independentemente do tamanho dela). Ao invés disso, deve ser o maior desafio, pois é a boa gestão que vai garantir seu sucesso no empreendedorismo.

empreender é administrar
O desafio é não perder nada de vista

Seu produto ou serviço não é tudo

O empreendedorismo feminino no mundo todo está crescendo a uma taxa de mais de 10% ao ano, segundo o estudo Women Entrepreneur Cities Index (WE-Cities). Apesar do sinal positivo, observa-se que muitas empresas têm fechado as portas logo nos primeiros anos de existência. Entre as razões mais comuns estão a falta de um plano de negócio, a dificuldade de adaptação às tendências do mercado e a má gestão.

No geral, ao iniciar um empreendimento, toda a energia é voltada para a validação do negócio – a atenção é focada em mostrar a qualidade do produto ou serviço que oferecemos, e nos dedicamos a aumentar nossa rede de conexões e vender – vender – vender. Afinal, lá no fundo consideramos sucesso o pro labore mensal – o que não é de todo errado. No entanto, isso não é suficiente.

Um bom exemplo disso encontramos no depoimento, veiculado pela Draft, de Patrícia Lages, uma empreendedora que precisou quase falir para então entender a importância da administração:

“Eu achava que estava preparada, pois subestimava o que é ter um negócio. Eu não sabia que tudo dependia de mim; pensava que minhas funcionárias eram pagas para resolver todos os problemas, e que a mim cabia apenas “fazer o que os donos fazem”. Só que eu não tinha a menor ideia do que um empreendedor, dono de seu primeiro negócio, deveria fazer. Resumindo: eu só achava que estava preparada porque não sabia o que era realmente ter um negócio.”

Empreendedorismo implica visão global do negócio

Enquanto fugirmos da realidade vamos sofrer consequências no bolso; desenvolver um negócio é um exercício de desenvolver uma organização, e portanto envolve necessariamente administração. Empreender implica em errar, e se você ainda não entendeu que é preciso investir em conhecimento administrativo, esse é seu primeiro erro como empreendedora.

Quando o empreendedorismo acontece, a mulher por trás do negócio está automaticamente gerenciando uma organização. Para que isso aconteça o mais eficientemente possível ela precisará de ferramentas para executar as atividades e obter resultados. A administração proporciona as melhores ferramentas e explica como usá-las – cabe a você adquirir a habilidade necessária com a prática.

Aprender a gerir seu negócio é assumir um compromisso de longo prazo. Aprender, conhecer, dominar e aplicar técnicas eficientes de administração são a garantia da permanência no mercado.

A Feminaria existe exatamente para estar ao seu lado na gestão do seu negócio. Conheça nosso Programa Expansão, através do qual fornecemos conhecimento de gestão através de ferramentas, para que você administre seu empreendimento da maneira mais eficiente possível – afinal empreender é administrar.

Como empreender sem sair do emprego em 7 dicas

Empreender e ainda continuar no trabalho formal não é um impeditivo, minha amiga. A bem da verdade, se você usar sua sagacidade, vai conseguir tirar proveito dessa situação e ganhar com isso.

Empreender sem sair do emprego: siga essas dicas e aproveite o melhor de dois mundos.

Empreender sem sair do emprego é mais ou menos assim: um exercício eterno de equilíbrio de agendas.
Empreender sem sair do emprego é mais ou menos assim: um exercício eterno de equilíbrio de agendas.

A decisão de empreender não escolhe data. Por isso, muitas vezes pode acontecer de conseguirmos a coragem para tal justamente quando estamos ali dentro do formato clássico: trabalhando formalmente. Empreender requer sacrifícios, é um caminho bastante longo, vai exigir de você decisões difíceis, e ao mesmo tempo você precisará continuar dando conta das suas tarefas dentro do ambiente corporativo. Optando por continuar na estabilidade do seu trabalho no corporativo – com os benefícios que ele traz – enquanto lida com o desenvolvimento do seu negócio é tentador: você só precisará estar atenta para não prejudicar nenhum dos dois universos.
Algumas dicas de quem já esteve aí poderão te ajudar a definir a estratégia da transição:

1 – Não misture as coisas

Essa vai ser uma das partes mais difíceis. Você precisará estar focada no seu trabalho diário e deixar pra investir tempo no seu empreendimento enquanto estiver em casa – se você misturar os e-mails, telefonemas e negociações correrá o risco de pecar em ambas as tarefas. Uma vez em casa cuidando do seu empreendimento, os negócios da empresa não podem tomar seu tempo;

2 – Planeje: faça um plano de negócios para o desenvolvimento do seu produto e considere suas horas de trabalho no corporativo

Dessa forma você não ficará tentada a misturar as coisas. Eduque-se para fazer o que tem que ser feito durante todo o seu tempo livre, mapeie as habilidades que serão necessárias para o seu projeto e dedique-se a desenvolvê-las (sabemos que não é fácil, mas é seu projeto de vida, certo?);

3 – Utilize a tecnologia

Ela será sua aliada desde o inicio; processos que puderem ser automatizados te darão um respiro enquanto mantém sua “vida dupla,” plataformas e aplicativos podem fazer seu papel durante o período em que você se dedica a empresa. Aplicativos como Trello e a técnica Pomodoro são uma mão na roda.

4 – Fique atenta ao seu orçamento

Uma vez estabelecido o limite de permanência dentro do corporativo, você precisará se programar para não ter um salário mensal, portanto esteja ciente de que seu poder financeiro vai mudar consideravelmente: os passos iniciais do seu negócio serão vagarosos e você deve saber que seu padrão de vida poderá mudar por um período – se você se programar para isso com certeza terá uma transição mais tranquila;

5 – Não esqueça onde está

Dentro do ambiente corporativo você está por dentro de tudo o que esta acontecendo no mercado. Use isso a seu favor e, ao pensar em sair da empresa, não esqueça que foi ali que começou sua jornada; leve toda essa experiência pra sua realidade empreendedora – contatos sempre serão contatos, conhecimento aprendido é investimento;

6 – Envolva-se na nova realidade

Respeite o tempo de maturação do seu próprio negócio e faça contatos e parcerias. Participe de ambientes que proporcionem trocas de experiência e networking com pessoas da área em que você pretende empreender;

7 – Uma vez em voo solo, dedique-se de corpo e alma

Agora dedicada 100% ao seu empreendimento, estabeleça parcerias, faça visitas e troque o home office por espaços de trabalho compartilhado. Eles tem baixo custo e a estrutura inicial pra receber seus clientes; também são uma bela fonte de troca e inspiração.

Está passando por essa transição? Gostaria de receber mais dicas sobre o ambiente empreendedor e se atualizar em questões profissionais? Assine nossa newsletter – a assinante conta com conteúdos exclusivos!

6 coisas a fazer para ter mais retorno financeiro no segundo semestre

Por Ana Carolina Moreira Bavon

Durante minhas leituras e pesquisas descobri uma empreendedora de Israel chamada Liat Behr, e ela é simplesmente incrível. Para aproximar as ideias delas eu traduzi esse texto que ela publicou em dezembro de 2016 no site que leva o nome dela. Original: http://liatbehr.com/5-things-women-entrepreneurs-need-2017/

Aqui vão 6 dicas necessárias para toda empreendedora que deseja ter uma saúde financeira melhor nesse segundo semestre:

1. Faça uma lista de todos os seus clientes

 

Sem dúvida, você atraiu novos clientes no primeiro semestre de 2017. Adicione-os à sua lista mais longa, aquela de clientes acumulados ao longo dos anos. Você sabia que “custa cinco vezes mais para atrair um novo cliente, do que manter um existente?” É a razão pela qual Jay Conrad Levinson, autor de Marketing de Guerrilha, explica que nós deveríamos gastar mais da metade do nosso tempo de comercialização e orçamento em clientes existentes. Essa é uma dica que precisa ser levada bastante a sério.

2. Defina sua lista de clientes e descubra quais são os 20% deles que mais gastam com seus produtos

 

O princípio de Pareto afirma que 20% de seus clientes trarão 80% de seus resultados. Descobrir quais clientes estão gastando mais e entrar no nível de compreensão de seus pontos de dor é sua tarefa mais importante. Você provavelmente já tem um produto ou serviço novo que atende a demanda desses clientes, mas se você ainda não o achou, você pode pensar sobre como você poderia oferecer-lhes um produto ou serviço que você não pensou em oferecer. Até agora.

3. Faça um balanço dos objetivos que você atingiu e dos objetivos que você não alcançou

 

Eu não sei você, mas há metas cujo controle eu perdi totalmente, das quais não atingi nenhuma. Algumas coloquei em espera e acabei esquecendo, e a outras eu realmente queria ter me dedicado, mas não consegui. É hora de voltar. É hora de descobrir quais objetivos foram de fato um erro (mesmo que tenham sido atendidos) e quais objetivos devem ser levados mais a sério (e que estão completamente ausentes do plano e precisam ser adicionados). Depois de fazer isso, não se esqueça de desenvolver o plano de ação e amarrá-los em seu calendário.

4. Ter um objetivo de renda mensal

 

Pode parecer óbvio, mas nem sempre é. Se não for óbvio, saiba que você está fazendo um grande desserviço a si mesma quando deixa de definir uma meta financeira mensal. Pense sobre a porcentagem que você gostaria de crescer este ano e alinhe-o com suas atividades de marketing – as mais bem-sucedidas do primeiro semestre e as que você pretende tentar para esse segundo. Não pense que 100% de crescimento ou mais seja impossível. Se esse é seu objetivo, apenas certifique-se de que suas atividades de marketing e os números tenham sentido.

Tenha um objetivo de renda mensal

5. Criar um conteúdo ou calendário de marketing

 

Mesmo que você não tenha um blog, você precisa de algum tipo de calendário para ajudá-la a lembrar quando precisa iniciar certas atividades de marketing. Por exemplo, se você tem um negócio e cria produtos para um público específico, você deve checar quais são as menções ao seu público durante o ano. Por exemplo, no dia das crianças existe uma enorme quantidade de ações direcionadas para esse público, portanto você deve abordar parcerias antes dessa data e descobrir como poderá fazer ações de marketing em conjunto. Não criar um calendário de conteúdo pode significar oportunidades de negócios perdidas, e menos dinheiro no banco.

6. Descobrir qual trimestre foi mais bem-sucedido e qual foi o produto de menor sucesso

 

Agora volte e tente lembrar o porquê. É óbvio que é melhor fazer esse exercício em tempo real. Ou seja, depois de cada trimestre, descobrir por que foi um ótimo trimestre, ou menos do que bom. Mas mesmo que você não tenha feito isso depois de cada trimestre, refletir sobre isso agora irá ajudá-la a descobrir o que você precisa repetir e o que você precisa melhorar. Se você pode elevar seu quadro mais fraco e pensar apenas em três coisas para melhorar seus números, você se sairá melhor no próximo semestre.
Para concluir nota minha: preste atenção ao seu plano de negócios, esteja certa de que vem seguindo suas estratégias e planos de ação, não tenha medo de errar e lembre-se: você é a única responsável por realizar seus objetivos, cuide-se bem e cuide de todo o resto.

Como disse Nietzsche: “Só se pode alcançar um grande êxito quando nos mantemos fiéis a nós mesmos.”.

Ana Carolina Moreira Bavon

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Minha ideia de negócio foi validada… e agora?

Validei minha ideia de negócio... e agora?

Consegui! Validei minha ideia de negócio? O mais difícil já foi, né?

Parabéns! Depois de muito trabalho e determinação você conseguiu validar sua ideia de negócio. Mas isso não significa que você tem um plano de negócios; significa que você tem uma ideia que tende a se transformar num negócio promissor. Não podemos esquecer que a validação serve para analisar os pontos principais do negócio e definir se está pronto para ser desenvolvido ou se ainda precisa ser revisto.

Foi validado como pronto e pode ser desenvolvido? Agora você precisa iniciar o seu produto.

O desenvolvimento do produto deve ser trabalhado muito cuidadosa e detalhadamente, porque dele dependerá o futuro do seu negócio.

A ideia validada precisa de um ótimo suporte para ser desenvolvida como negócio.  “Mas Ana, basta desenvolver um plano de negócios” – disse a empreendedora com a ideia validada.

Eu respondo: sim, é preciso desenvolver um plano de negócios, mas você sabe descrever perfeitamente tudo o que precisa ser colocado dentro dele? Provavelmente você saberá seguindo os inúmeros tutoriais que existem disponíveis na internet, mas é preciso garantir que cada parte  esteja “amarrada” e definida de forma objetiva.

O plano é mais um processo do que um produto. Não é a empresa nem o negócio, é a descrição dele. Ele não tem o poder de prever o futuro; portanto, dificilmente descreverá com precisão razoável a sequência de eventos. Quanto mais bem elaborado e completo, mais seguro ele será, além de ser essencial para manter você atenta ao que deseja que aconteça e a todos os cenários possíveis.

Ainda não vai dar pra falar por aí como sua ideia vai resolver os problemas das pessoas...
Ainda não vai dar pra falar por aí como sua ideia vai resolver os problemas das pessoas…

Para que serve um plano de negócios?

Para a criadora: serve para organizar as ideias e tirar o projeto do universo da imaginação. Ele serve como uma análise preliminar da viabilidade do seu projeto considerando toda a operacionalidade dele.

Para quem o recebe: tem como função dar uma visão panorâmica e geral do projeto, ele é o documento que demonstra para o leitor que o projeto é viável e trará benefícios. Lembre-se que o leitor pode ser um parceiro, um investidor ou potencial sócio.

Quais são as aplicações de um plano de negócios?

  • Desenvolvimento da ideia validada
  • “Criação” do seu modelo de negócios
  • Lançamento de produto
  • Inauguração de Unidade
  • Início de operação
  • Fusão ou compra
  • Capitalização financeira
  • Lançamento de ações
  • Criação de novas empresas
  • Revitalização da empresa

Um plano de negócios bem feito poderá sofrer várias alterações durante o desenvolvimento do seu empreendimento. No entanto, ele terá uma base sólida devidamente estruturada e que poderá te deixar livre para alterar a rota a qualquer momento.

Antes de elaborar um plano de negócio

Antes de elaborar um plano de negócios você vai precisar definir seu objetivo. O que você pretende com o seu plano? Qual a finalidade dele? Lembre-se de que um plano de negócios tem várias aplicações e definir exatamente o seu objetivo vai garantir que seu plano seja desenvolvido de acordo com a aplicação para quem será destinado.

Quanto custa elaborar um plano de negócio?

Com as facilidades atuais você pode montar um plano de negócios sozinha. Existe uma infinidade de conteúdo relacionada ao tema, desde passo a passo até aulas online. Você pode contratar uma consultoria especializada, uma boa profissional vai cobrar de você um valor atrelado a complexidade do negócio para o qual você vai desenvolver o plano, podendo variar a partir dos X mil reais.

Você também pode contratar o Programa Expansão da Feminaria e desenvolver seu plano junto conosco, e o valor é o que você já conhece – cabe no seu bolso e não vai afetar seu orçamento. É importante ter em mente que o custo desse trabalho precisa estar dentro da sua reserva para “abrir” seu negócio, vamos falar sobre isso em um próximo artigo.

 

Vai fazer seu plano de negócios sozinha?

A melhor dica que posso te dar é: seja o mais honesta possível. Quanto mais objetiva e sincera você for, maiores são as chances de desenvolver um plano realista e de acordo com a realidade do mercado no qual irá atuar.

Importante: liste inclusive suas limitações e habilidades que não tem. Isso vai te dar uma maior segurança, pois assumir que não sabemos tudo é sinal de maturidade.

Para concluir: você nunca estará livre da obrigação de colocar no papel tudo aquilo que passa pela sua cabeça. Sempre que houver uma alteração na rota, você precisará rever seu plano de negócios – se necessário crie um outro com uma nova finalidade de aplicação. Se você permite mais uma dica, aqui vai: mantenha simples!

Como disse Khalil Gibran: “A simplicidade é último grau da sabedoria”.


A Feminaria está com você, da criação até a gestão e manutenção do seu plano de negócios. Conheça mais sobre o Programa Expansão e conte com nossa assessoria em todas as fases do seu negócio.

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Imagem: Pinterest

Você tem ideias para ganhar dinheiro, mas já se perguntou se tem mercado para elas?

Você tem ideias para ganhar dinheiro, mas já se perguntou se tem mercado para elas?

– por Ana Carolina Moreira Bavon

Eu sei que é duro ouvir isso, principalmente vindo de uma pessoa que diz o tempo todo que você deve ser protagonista da sua vida, mas para o assunto que vamos desenvolver agora o que você quer – de fato – não importa nem um pouco.

Para quem você empreende? A resposta a essa pergunta diz muita coisa sobre o seu negócio e a saúde dele. Vamos usar o exemplo de duas empreendedoras fictícias que vão nos ajudar a ilustrar esse artigo.

Valéria – 35 anos, fisioterapeuta, dedicou-se a carreira formal por 10 anos, mas apaixonada por bolsas que era, decidiu importar bolsas de marcas incríveis e vende-las no Brasil. O negócio da Valéria tem 1 ano e 6 meses e ela procurou a Feminaria com um problema bastante comum: ela não estava vendendo.

Andrea – 34 anos, técnica em nutrição, trabalhou numa grande empresa durante 6 anos, mas sentia que ali não conseguiria resolver uma questão que a incomodava há anos: as “sobras” de alimentos que iam para o lixo. Andrea largou o emprego formal e montou sua consultoria – ela vai aos estabelecimentos ensinando como aproveitar as sobras dos alimentos. O negócio dela tem 1 ano e ela procurou a Feminaria com um problema: ela cresceu e não consegue dar conta sozinha de todos os seus clientes.

Te pergunto: por que o negócio da Andrea não para de crescer, enquanto que o da Valéria está parado e ela não consegue sequer dar vazão ao estoque? Lembrando que ambas são apaixonadas e muito dedicadas ao próprio negócio.

A resposta é simples, porém, nada óbvia para quem está iniciando o próprio negócio: uma delas resolve um problema que atinge muitas pessoas, problema esse com o qual as pessoas se importam. As sobras de alimento são um problema não só financeiro – para quem precisa gerir grandes quantidades de alimento – mas também social – quantas pessoas poderiam ser alimentadas de forma saudável com a sobra de alimentos de grandes estabelecimentos?

Essa é a maior lição que você precisa aprender sobre empreender: você precisa entender a realidade do mundo. Muito mais importante do que a sua formação profissional, seus MBAs, os idiomas que domina e a universidade que frequentou, sua capacidade de entender “as dores do mundo” – ou do seu público – é que farão a diferença no seu negócio.

Que problema você resolve?

Já que você se interessou por esse artigo, me sinto no dever de lhe dar ao menos uma pista sobre o que pode ser feito para não repetir a precipitação da nossa personagem Valéria. Caso você esteja flertando com o empreendedorismo, ou pensando em transacionar de carreira, a minha dica é simples: procure por um problema.

Quando pensamos em empreender, nosso cérebro nos direciona – quase que automaticamente – a oferecer uma solução – mas como sabemos se essa solução é útil ou de fato resolve um problema? Quando pensamos em oferecer uma solução temos que buscar um problema e adaptá-lo ao que criamos. Isso faz algum sentido pra você? Tomara que não…

Quando começamos por descobrir um problema, só precisamos ajustar nossa mente e focar nossos esforços e criatividade na resolução dele, com toda a liberdade do mundo!

Resolvendo o problema

Numa realidade em que para quase tudo basta que apertemos um botão, não será você a pessoa a oferecer um complexo conjunto de soluções, sob pena de que ela perca o efeito “solucionador” e se torne um problema para o seu público. Simplicidade é a palavra de ordem, mantenha sua criatividade sob a luz da simplicidade.

Engana-se quem pensa que essa parte é fácil, como disse Clarice Lispector: “só se consegue a simplicidade através de muito trabalho”. Coisas simples são mais baratas de serem construídas, não requerem apresentações mirabolantes para serem entendidas e consequentemente vão resultar num produto mais acessível financeiramente – ou seja, você poderá se preocupar menos com a “venda” da sua ideia, produto, ou serviço.

Quem se beneficia?

Seu público em potencial! Quem são as pessoas que terão a vida facilitada a partir da sua ideia / produto / serviço / negócio? A única maneira de você descobrir quem são essas pessoas é misturando-se com elas. Envolva-se com os problemas das pessoas ao seu redor, converse com amigos, familiares, colegas de trabalho, entenda a realidade deles e como eles lidam com o problema que você identificou.

Lembra do seu trabalho de conclusão de curso? Pois aqui a dinâmica é quase a mesma: você precisa investigar.

Ação

A hora e a vez de comprovar se sua ideia é doable – ou sejadescobrir se é possível colocar em pratica e trazer pro plano das coisas reais todo esse cenário hipotético que você criou. Esse é seu maior desafio. Aqui você vai precisar dedicar tempo e se comprometer, não vai importar se um dia você acordar sem motivação ou sem vontade, você tem um trabalho a ser feito e sua dedicação será o divisor de águas entre uma pessoa que tinha planos e uma pessoa que realiza projetos.

Coloque no mundo

Você passou por toda essa trajetória e vai colocar todo esse trabalho debaixo do travesseiro esperando que a fada do dente venha te deixar um dinheirinho? Não mesmo!

Coloque a sua criação no sol, mostre para as pessoas, coloque em prática, arrisque. Coragem, my dear, não é sobre uma força sobrenatural, a coragem é a capacidade de tentarmos quantas vezes forem necessárias para alcançarmos o objetivo que desenhamos para nossa vida.


Ana Carolina Moreira Bavon

Advogada, consultora jurídica e fundadora da Rede Feminaria.


Imagens: Pinterest

Saiba de uma vez por todas como empreender e ainda continuar no seu emprego

– por Ana Carolina Moreira Bavon

Empreender e ainda continuar trabalho não é um impeditivo, minha amiga. A bem da verdade, se você usar sua sagacidade vai conseguir tirar proveito dessa situação e ganhar com isso.

A decisão de empreender não escolhe data, por isso, muitas vezes pode acontecer de conseguirmos a coragem para tal justamente quando estamos ali dentro do formato clássico: trabalhando formalmente. Empreender requer sacrifícios, é um caminho bastante longo, vai exigir de você decisões difíceis. Ao mesmo tempo, você precisará continuar dando conta das suas tarefas dentro do ambiente corporativo.

Continuar na estabilidade do seu trabalho no ambiente corporativo, com os benefícios que ele traz, enquanto lida com o desenvolvimento do seu negócio, é algo tentador. Você só precisará estar atenta para não prejudicar nenhum dos dois universos.

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Algumas dicas de quem já esteve ai poderão te ajudar a definir a estratégia da transição:

1 – Não misture as coisas: vai ser uma das partes mais difíceis. Você precisará estar focada no seu trabalho diário e deixar pra investir tempo no seu empreendimento enquanto estiver em casa, se você misturar os e-mails, telefonemas e negociações correrá o risco de pecar em ambas as tarefa. Uma vez em casa cuidando do seu empreendimento, os negócios da empresa não podem tomar seu tempo;

2 – Planeje: faça um plano de negócios para o desenvolvimento do seu produto e considere suas horas de trabalho no corporativo (dessa forma não ficará tentada a misturar as coisas), eduque-se para fazer o que tem que ser feito durante todo o seu tempo livre (sabemos que não é fácil, mas é seu projeto de vida, certo?);

3 – Utilize a tecnologia: ela será sua aliada desde o inicio. Processos que puderem ser automatizados te darão um respiro enquanto mantém sua “vida dupla,” plataformas e aplicativos podem fazer seu papel durante do período em que você se dedica a empresa;

4 – Fique atenta ao seu orçamento: uma vez estabelecido o limite de permanência dentro do corporativo,  você precisará se programar para não ter um salário mensal. Portanto, esteja ciente de que seu poder financeiro vai mudar consideravelmente, os passos iniciais do seu negócio serão vagarosos e você deve saber que seu padrão de vida poderá mudar por um período. Se você se programar para isso, com certeza será uma transição mais tranquila;

5 – Não esqueça de onde está: dentro do ambiente corporativo você está por dentro de tudo o que esta acontecendo no mercado. Por isso, utilize este ponto a seu favor e ao pensar em sair da empresa, não se esqueça de quem você foi ali e leve toda essa experiência pra sua realidade empreendedora. Contatos sempre serão contatos, conhecimento aprendido é investimento;

6 – Envolva-se na nova realidade: respeite o tempo de maturação do seu próprio negócio, faça contatos e parcerias, participe de ambientes que proporcionem trocas de experiência e networking com pessoas da área em que você pretende empreender;

7 – Uma vez em voo solo: agora dedicada 100% ao seu empreendimento, invista seu tempo em estabelecer parcerias, faça visitas, troque o home office por espaços de trabalho compartilhado que são de baixo custo e podem te dar a estrutura inicial pra receber seus clientes – além de serem uma bela fonte de troca e inspiração.

Esta passando por essa transição? A Feminaria oferece todo suporte tanto em consultoria quanto espaço físico para você estar em segurança  desenvolvendo sua nova trajetória. Seja uma associada!


Para mais informações sobre como ser Associada Feminaria, envie um e-mail para: contato@feminaria.com.br ou casa.feminaria@feminaria.com.br.


Ana Carolina Moreira Bavon

Advogada, consultora jurídica e fundadora da Rede Feminaria.


Imagem: Pinterest

Formalize suas relações comerciais – 5 bons motivos para usar contratos

– por Tatiana Dias

Basta conversar com meia dúzia de amigas para saber que a contratualização das relações comerciais é algo completamente alheio à realidade da maior parte das pequenas empreendedoras brasileiras. Prestadoras de serviço autônomas e pequenas empresas têm o costume de trabalhar sem nenhum tipo de formalização, contando apenas com acordo “de boca” ou algumas mensagens trocadas.

No mundo ideal, ninguém precisaria de contrato, todos se comunicariam perfeitamente, não haveria descumprimento dos combinados, nem litígio. Mas vivemos no mundo real, em que a falta de um contrato claro e formalizado por escrito pode acarretar problemas bastante sérios e consequências devastadoras para uma pequena empreendedora.

Unrecognizable businesswoman holding document and shaking hand of business partner after signing of contract. They sitting at table. Negotiation concept

É verdade que a maioria das pessoas nem imagina por que deveria investir na formalização de contratos com seus clientes. Por isso, vou listar apenas alguns bons motivos para nunca trabalhar sem um contrato:

1. O contrato irá definir de forma clara e definitiva o que está sendo oferecido e o que o cliente pode esperar de você.

Pode parecer estranho, mas é imensa a quantidade de problemas que surgem pela falta de definição clara do que será entregue ao cliente, seja seu negócio um serviço ou produto.

Muitas vezes são feitas diversas tratativas com o cliente e não é definida claramente a proposta final. O que devemos ter em mente é que a comunicação é um dos maiores problemas da humanidade e talvez não seja muito prudente contar com uma comunicação sem falhas nos seus negócios.

No contrato, uma das principais cláusulas sempre deverá ser o Objeto e a Abrangência da contratação, que deverá ser redigida da forma mais clara possível, deixando demarcado para o cliente e para o fornecedor exatamente o que deverá ser entregue.

Você sempre poderá se remeter ao contrato quando o cliente quiser incluir “mais um negocinho” no job, que não foi negociado no preço do serviço ou produto.

2. O contrato irá esclarecer os limites da relação.

Cada pessoa ou empresa trabalha de um jeito, tem seus critérios de atendimento, forma de relação com o cliente, prazos de resposta e forma de trabalho.

Essas questões normalmente são ignoradas na negociação e se isso não ficar claro para o seu cliente, a chance de ter problemas é bem grande.

Um bom contrato tratará sobre os limites da relação, garantindo que não haja frustração para o cliente, nem sobrecarga para a empreendedora e aumentando as chances de uma boa relação comercial.

Acredite, se o cliente souber os limites quando está contratando, observar esses limites será muito menos frustrante e ele vai evitar bastante te ligar para reclamar da vida às 7h do domingo.

3. Ter um contrato reduz a chance de não receber o pagamento.

Não só de não receber, mas de receber no prazo e forma combinados.

No contrato, tudo fica ajustado bem certinho para que, depois, não haja discussão sobre os valores devidos, prazo, data e forma de pagamento. Dessa forma, você não terá problemas para cobrar exatamente o que foi contratado, inclusive judicialmente, se necessário.

Além disso, o contrato poderá instituir garantias para assegurar o cumprimento da obrigação (no caso, o pagamento), como multas, retenção do produto ou serviço, entre outras.

Ou seja, ter um contrato escrito não garante que você vai receber, mas reduz significativamente essa chance, além de criar mecanismos de ‘compensação’ em caso de não-pagamento ou atraso.

4. Ter um contrato sugere que seu trabalho é profissional.

Apresentar um contrato escrito ao cliente pode ser um receio de muitas empreendedoras, que imaginam ser um ônus a mais para a contratação. Porém, o que se deve ter em vista é que um bom contrato traz segurança para ambas as partes e um cliente sério não vai se opor a contratualizar o negócio, pelo contrário, irá se sentir mais seguro para contratar seu serviço ou produto.

A formalização do negócio irá sugerir que você ou sua empresa são negócios profissionais, que sabem o que estão fazendo e não estão para brincadeira. O benefício colateral disso ainda é cair fora de furada. Se o possível cliente não estiver com intenção de honrar o combinado, vai pular fora e você vai se livrar de uma roubada.

Young businesswoman giving pen to somebody

5. O contrato define claramente como se dá o encerramento do negócio.

Além de definir o encerramento regular do negócio, com a conclusão do serviço ou entrega do produto e correspondente contraprestação, um bom contrato também irá estabelecer as situações em que ambas as partes podem romper o negócio antecipadamente, com ou sem justa causa, o prazo de antecedência para a rescisão e multas pela rescisão antecipada.

Isso é especialmente importante em relações de médio e longo prazo, quando há diversos itens envolvidos ou a prestação de serviço se dá de forma contínua ao longo do tempo, afinal, é preciso definir o que justifica a ruptura do acordo sem cumprimento e quais os critérios para que isso aconteça de forma a reduzir o prejuízo de ambas as partes.

Esses são apenas alguns benefícios. Outras previsões podem ser de extrema importância em casos específicos, como aqueles que envolvam direitos autorais, direitos de imagem ou responsabilidade profissional regulamentada.

Cada empreendedora enfrenta dificuldades e suporta necessidades específicas. Por isso, a elaboração de um bom contrato é uma tarefa a dois, entre advogada e empreendedora, pois você é a melhor pessoa para dizer o que você oferece, quais os maiores riscos e o que é mais importante destacar para proteger no seu negócio.

A conclusão, empreendedoras, é que um bom contrato “guarda-chuva”, que possa ser adaptado a cada nova contratação, pode ser um dos melhores investimentos que você pode fazer pelo seu negócio.

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Tatiana Dias

Graduada em Direito (PUC-SP) e pós-graduada em Direito e processo do trabalho (PUC-SP) e formação em Mediação (ESA SP), Negociação sindical (FGV SP) e Coaching Ontológico (Instituto Appana SP). Com experiência de 10 anos nas diversas áreas do Direito, atualmente atua especialmente com Direito trabalhista, cível e contratual. Estuda relações de trabalho, contratos, soluções alternativas de conflitos, filosofia, gênero, empreendedorismo e desenvolvimento humano.