Como empreender sem sair do emprego em 7 dicas

Empreender e ainda continuar no trabalho formal não é um impeditivo, minha amiga. A bem da verdade se você usar sua sagacidade vai conseguir tirar proveito dessa situação e ganhar com isso.

Gerenciar o tempo não se faz assim, mas é quase.

A decisão de empreender não escolhe data. Por isso, muitas vezes pode acontecer de conseguirmos a coragem para tal justamente quando estamos ali dentro do formato clássico: trabalhando formalmente. Empreender requer sacrifícios, é um caminho bastante longo, vai exigir de você decisões difíceis, e ao mesmo tempo você precisará continuar dando conta das suas tarefas dentro do ambiente corporativo. Optando por continuar na estabilidade do seu trabalho no corporativo – com os benefícios que ele traz – enquanto lida com o desenvolvimento do seu negócio é tentador: você só precisará estar atenta para não prejudicar nenhum dos dois universos.
Algumas dicas de quem já esteve aí poderão te ajudar a definir a estratégia da transição:

1 – Não misture as coisas

Essa vai ser uma das partes mais difíceis. Você precisará estar focada no seu trabalho diário e deixar pra investir tempo no seu empreendimento enquanto estiver em casa – se você misturar os e-mails, telefonemas e negociações correrá o risco de pecar em ambas as tarefas. Uma vez em casa cuidando do seu empreendimento, os negócios da empresa não podem tomar seu tempo;

2 – Planeje: faça um plano de negócios para o desenvolvimento do seu produto e considere suas horas de trabalho no corporativo

Dessa forma você não ficará tentada a misturar as coisas. Eduque-se para fazer o que tem que ser feito durante todo o seu tempo livre, mapeie as habilidades que serão necessárias para o seu projeto e dedique-se a desenvolvê-las (sabemos que não é fácil, mas é seu projeto de vida, certo?);

3 – Utilize a tecnologia

Ela será sua aliada desde o inicio; processos que puderem ser automatizados te darão um respiro enquanto mantém sua “vida dupla,” plataformas e aplicativos podem fazer seu papel durante o período em que você se dedica a empresa. Aplicativos como Trello e a técnica Pomodoro são uma mão na roda.

4 – Fique atenta ao seu orçamento

Uma vez estabelecido o limite de permanência dentro do corporativo, você precisará se programar para não ter um salário mensal, portanto esteja ciente de que seu poder financeiro vai mudar consideravelmente: os passos iniciais do seu negócio serão vagarosos e você deve saber que seu padrão de vida poderá mudar por um período – se você se programar para isso com certeza terá uma transição mais tranquila;

5 – Não esqueça onde está

Dentro do ambiente corporativo você está por dentro de tudo o que esta acontecendo no mercado, por isso utilize isso a seu favor e, ao pensar em sair da empresa, não esqueça que foi ali que começou sua jornada; leve toda essa experiência pra sua realidade empreendedora – contatos sempre serão contatos, conhecimento aprendido é investimento;

6 – Envolva-se na nova realidade

Respeite o tempo de maturação do seu próprio negócio, faça contatos e parcerias, participe de ambientes que proporcionem trocas de experiência e networking com pessoas da área em que você pretende empreender;

7 – Uma vez em voo solo, dedique-se de corpo e alma

Agora dedicada 100% ao seu empreendimento, tome tempo estabelecendo parcerias, faça visitas, troque o home office por espaços de trabalho compartilhado – que são de baixo custo e podem te dar a estrutura inicial pra receber seus clientes, além de serem uma bela fonte de troca e inspiração.

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6 coisas a fazer para ter mais retorno financeiro no segundo semestre

Por Ana Carolina Moreira Bavon

Durante minhas leituras e pesquisas descobri uma empreendedora de Israel chamada Liat Behr, e ela é simplesmente incrível. Para aproximar as ideias delas eu traduzi esse texto que ela publicou em dezembro de 2016 no site que leva o nome dela. Original: http://liatbehr.com/5-things-women-entrepreneurs-need-2017/

Aqui vão 6 dicas necessárias para toda empreendedora que deseja ter uma saúde financeira melhor nesse segundo semestre:

1. Faça uma lista de todos os seus clientes

 

Sem dúvida, você atraiu novos clientes no primeiro semestre de 2017. Adicione-os à sua lista mais longa, aquela de clientes acumulados ao longo dos anos. Você sabia que “custa cinco vezes mais para atrair um novo cliente, do que manter um existente?” É a razão pela qual Jay Conrad Levinson, autor de Marketing de Guerrilha, explica que nós deveríamos gastar mais da metade do nosso tempo de comercialização e orçamento em clientes existentes. Essa é uma dica que precisa ser levada bastante a sério.

2. Defina sua lista de clientes e descubra quais são os 20% deles que mais gastam com seus produtos

 

O princípio de Pareto afirma que 20% de seus clientes trarão 80% de seus resultados. Descobrir quais clientes estão gastando mais e entrar no nível de compreensão de seus pontos de dor é sua tarefa mais importante. Você provavelmente já tem um produto ou serviço novo que atende a demanda desses clientes, mas se você ainda não o achou, você pode pensar sobre como você poderia oferecer-lhes um produto ou serviço que você não pensou em oferecer. Até agora.

3. Faça um balanço dos objetivos que você atingiu e dos objetivos que você não alcançou

 

Eu não sei você, mas há metas cujo controle eu perdi totalmente, das quais não atingi nenhuma. Algumas coloquei em espera e acabei esquecendo, e a outras eu realmente queria ter me dedicado, mas não consegui. É hora de voltar. É hora de descobrir quais objetivos foram de fato um erro (mesmo que tenham sido atendidos) e quais objetivos devem ser levados mais a sério (e que estão completamente ausentes do plano e precisam ser adicionados). Depois de fazer isso, não se esqueça de desenvolver o plano de ação e amarrá-los em seu calendário.

4. Ter um objetivo de renda mensal

 

Pode parecer óbvio, mas nem sempre é. Se não for óbvio, saiba que você está fazendo um grande desserviço a si mesma quando deixa de definir uma meta financeira mensal. Pense sobre a porcentagem que você gostaria de crescer este ano e alinhe-o com suas atividades de marketing – as mais bem-sucedidas do primeiro semestre e as que você pretende tentar para esse segundo. Não pense que 100% de crescimento ou mais seja impossível. Se esse é seu objetivo, apenas certifique-se de que suas atividades de marketing e os números tenham sentido.

Tenha um objetivo de renda mensal

5. Criar um conteúdo ou calendário de marketing

 

Mesmo que você não tenha um blog, você precisa de algum tipo de calendário para ajudá-la a lembrar quando precisa iniciar certas atividades de marketing. Por exemplo, se você tem um negócio e cria produtos para um público específico, você deve checar quais são as menções ao seu público durante o ano. Por exemplo, no dia das crianças existe uma enorme quantidade de ações direcionadas para esse público, portanto você deve abordar parcerias antes dessa data e descobrir como poderá fazer ações de marketing em conjunto. Não criar um calendário de conteúdo pode significar oportunidades de negócios perdidas, e menos dinheiro no banco.

6. Descobrir qual trimestre foi mais bem-sucedido e qual foi o produto de menor sucesso

 

Agora volte e tente lembrar o porquê. É óbvio que é melhor fazer esse exercício em tempo real. Ou seja, depois de cada trimestre, descobrir por que foi um ótimo trimestre, ou menos do que bom. Mas mesmo que você não tenha feito isso depois de cada trimestre, refletir sobre isso agora irá ajudá-la a descobrir o que você precisa repetir e o que você precisa melhorar. Se você pode elevar seu quadro mais fraco e pensar apenas em três coisas para melhorar seus números, você se sairá melhor no próximo semestre.
Para concluir nota minha: preste atenção ao seu plano de negócios, esteja certa de que vem seguindo suas estratégias e planos de ação, não tenha medo de errar e lembre-se: você é a única responsável por realizar seus objetivos, cuide-se bem e cuide de todo o resto.

Como disse Nietzsche: “Só se pode alcançar um grande êxito quando nos mantemos fiéis a nós mesmos.”.

Ana Carolina Moreira Bavon

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Validei minha ideia de negócio… e agora?

– por Ana Carolina Moreira Bavon

Parabéns! Depois de muito trabalho e determinação você conseguiu validar sua ideia de negócio. Validar uma ideia não significa que você tem um plano de negócios, significa que você tem uma ideia que tende a se transformar num negócio promissor. Não podemos esquecer que a validação serve para analisar os pontos principais do negócio e definir se ele está pronto para ser desenvolvido ou se ainda precisa ser revisto. Foi validado como pronto e pode ser desenvolvido? Agora você precisa iniciar o seu produto.

O desenvolvimento do produto deve ser trabalhado de forma cautelosa e muito detalhada, isso porque dele dependerá o futuro do seu negócio.

A ideia validada precisa de um ótimo suporte para ser desenvolvida como negócio.  “Mas Ana, basta desenvolver um plano de negócios” – disse a empreendedora com a ideia validada.

Eu respondo: sim, é preciso desenvolver um plano de negócios, mas você sabe descrever perfeitamente tudo o que precisa ser colocado dentro de um plano de negócios? Provavelmente você saberá seguindo os inúmeros tutoriais que existem disponíveis na internet, mas é preciso garantir que cada parte do plano esteja “amarrada” e definida de forma objetiva.

O plano é mais um processo do que um produto. O plano de negócio não é a empresa, não é o negócio, ele é a descrição dele. O seu plano de negócios não tem o poder de prever o futuro, portanto, dificilmente descreverá com precisão razoável a sequência de eventos. Quanto mais bem elaborado e completo, mais seguro ele será, além de ser essencial para manter você atenta ao que deseja que aconteça e a todos os cenários possíveis.

Para que serve um plano de negócios?

Para a criadora: serve para organizar as ideias e tirar o projeto do universo da imaginação. Ele serve como uma análise preliminar da viabilidade do seu projeto considerando toda a operacionalidade dele.

Para quem o recebe: tem como função dar uma visão panorâmica e geral do projeto, ele é o documento que demonstra para o leitor que o projeto é viável e trará benefícios. Lembre-se que o leitor pode ser um parceiro, um investidor ou potencial sócio.

Quais são as aplicações de um plano de negócios?

  • Desenvolvimento da ideia validada
  • “Criação” do seu modelo de negócios
  • Lançamento de produto
  • Inauguração de Unidade
  • Início de operação
  • Fusão ou compra
  • Capitalização financeira
  • Lançamento de ações
  • Criação de novas empresas
  • Revitalização da empresa

Um plano de negócios bem feito poderá sofrer várias alterações durante o desenvolvimento do seu empreendimento. No entanto, ele terá uma base sólida devidamente estruturada e que poderá te deixar livre para alterar a rota a qualquer momento.

Antes de elaborar um plano de negócio

Antes de elaborar um plano de negócios você vai precisar definir seu objetivo. O que você pretende com o seu plano? Qual a finalidade dele? Lembre-se de que um plano de negócios tem várias aplicações e definir exatamente o seu objetivo vai garantir que seu plano seja desenvolvido de acordo com a aplicação para quem será destinado.

Quanto custa elaborar um plano de negócio?

Com as facilidades atuais você pode montar um plano de negócios sozinha. Existe uma infinidade de conteúdo relacionada ao tema, desde passo a passo até aulas online. Você pode contratar uma consultoria especializada, uma boa profissional vai cobrar de você um valor atrelado a complexidade do negócio para o qual você vai desenvolver o plano, podendo variar a partir dos X mil reais.

Você também pode se associar à Feminaria e desenvolver seu plano junto conosco e o valor é o que você já conhece – cabe no seu bolso e não vai afetar seu orçamento. É importante ter em mente que o custo desse trabalho precisa estar dentro da sua reserva para “abrir” seu negócio, vamos falar sobre isso em um próximo artigo.

 

Vai fazer seu plano de negócios sozinha?

A melhor dica que posso te dar é: seja o mais honesta possível, quanto mais objetiva e sincera você for, maiores são as chances de desenvolver um plano realista e de acordo com a realidade do mercado no qual irá atuar. Importante: liste inclusive suas limitações e habilidades que não tem, isso vai te dar uma maior segurança, assumir que não sabemos tudo é sinal de maturidade.

Para concluir: você nunca estará livre da obrigação de colocar no papel tudo aquilo que passa pela sua cabeça. Sempre que houver uma alteração na rota, você precisará rever seu plano de negócios e se necessário criar um outro com nova finalidade de aplicação. Se você permite mais uma dica, aqui vai: mantenha simples!

Como disse Khalil Gibran: “A simplicidade é último grau da sabedoria”.


Ana Carolina Moreira Bavon

Advogada, consultora jurídica e fundadora da Rede Feminaria.


Imagem: Pinterest

Você tem ideias para ganhar dinheiro, mas já se perguntou se tem mercado para elas?

Você tem ideias para ganhar dinheiro, mas já se perguntou se tem mercado para elas?

– por Ana Carolina Moreira Bavon

Eu sei que é duro ouvir isso, principalmente vindo de uma pessoa que diz o tempo todo que você deve ser protagonista da sua vida, mas para o assunto que vamos desenvolver agora o que você quer – de fato – não importa nem um pouco.

Para quem você empreende? A resposta a essa pergunta diz muita coisa sobre o seu negócio e a saúde dele. Vamos usar o exemplo de duas empreendedoras fictícias que vão nos ajudar a ilustrar esse artigo.

Valéria – 35 anos, fisioterapeuta, dedicou-se a carreira formal por 10 anos, mas apaixonada por bolsas que era, decidiu importar bolsas de marcas incríveis e vende-las no Brasil. O negócio da Valéria tem 1 ano e 6 meses e ela procurou a Feminaria com um problema bastante comum: ela não estava vendendo.

Andrea – 34 anos, técnica em nutrição, trabalhou numa grande empresa durante 6 anos, mas sentia que ali não conseguiria resolver uma questão que a incomodava há anos: as “sobras” de alimentos que iam para o lixo. Andrea largou o emprego formal e montou sua consultoria – ela vai aos estabelecimentos ensinando como aproveitar as sobras dos alimentos. O negócio dela tem 1 ano e ela procurou a Feminaria com um problema: ela cresceu e não consegue dar conta sozinha de todos os seus clientes.

Te pergunto: por que o negócio da Andrea não para de crescer, enquanto que o da Valéria está parado e ela não consegue sequer dar vazão ao estoque? Lembrando que ambas são apaixonadas e muito dedicadas ao próprio negócio.

A resposta é simples, porém, nada óbvia para quem está iniciando o próprio negócio: uma delas resolve um problema que atinge muitas pessoas, problema esse com o qual as pessoas se importam. As sobras de alimento são um problema não só financeiro – para quem precisa gerir grandes quantidades de alimento – mas também social – quantas pessoas poderiam ser alimentadas de forma saudável com a sobra de alimentos de grandes estabelecimentos?

Essa é a maior lição que você precisa aprender sobre empreender: você precisa entender a realidade do mundo. Muito mais importante do que a sua formação profissional, seus MBAs, os idiomas que domina e a universidade que frequentou, sua capacidade de entender “as dores do mundo” – ou do seu público – é que farão a diferença no seu negócio.

Que problema você resolve?

Já que você se interessou por esse artigo, me sinto no dever de lhe dar ao menos uma pista sobre o que pode ser feito para não repetir a precipitação da nossa personagem Valéria. Caso você esteja flertando com o empreendedorismo, ou pensando em transacionar de carreira, a minha dica é simples: procure por um problema.

Quando pensamos em empreender, nosso cérebro nos direciona – quase que automaticamente – a oferecer uma solução – mas como sabemos se essa solução é útil ou de fato resolve um problema? Quando pensamos em oferecer uma solução temos que buscar um problema e adaptá-lo ao que criamos. Isso faz algum sentido pra você? Tomara que não…

Quando começamos por descobrir um problema, só precisamos ajustar nossa mente e focar nossos esforços e criatividade na resolução dele, com toda a liberdade do mundo!

Resolvendo o problema

Numa realidade em que para quase tudo basta que apertemos um botão, não será você a pessoa a oferecer um complexo conjunto de soluções, sob pena de que ela perca o efeito “solucionador” e se torne um problema para o seu público. Simplicidade é a palavra de ordem, mantenha sua criatividade sob a luz da simplicidade.

Engana-se quem pensa que essa parte é fácil, como disse Clarice Lispector: “só se consegue a simplicidade através de muito trabalho”. Coisas simples são mais baratas de serem construídas, não requerem apresentações mirabolantes para serem entendidas e consequentemente vão resultar num produto mais acessível financeiramente – ou seja, você poderá se preocupar menos com a “venda” da sua ideia, produto, ou serviço.

Quem se beneficia?

Seu público em potencial! Quem são as pessoas que terão a vida facilitada a partir da sua ideia / produto / serviço / negócio? A única maneira de você descobrir quem são essas pessoas é misturando-se com elas. Envolva-se com os problemas das pessoas ao seu redor, converse com amigos, familiares, colegas de trabalho, entenda a realidade deles e como eles lidam com o problema que você identificou.

Lembra do seu trabalho de conclusão de curso? Pois aqui a dinâmica é quase a mesma: você precisa investigar.

Ação

A hora e a vez de comprovar se sua ideia é doable – ou sejadescobrir se é possível colocar em pratica e trazer pro plano das coisas reais todo esse cenário hipotético que você criou. Esse é seu maior desafio. Aqui você vai precisar dedicar tempo e se comprometer, não vai importar se um dia você acordar sem motivação ou sem vontade, você tem um trabalho a ser feito e sua dedicação será o divisor de águas entre uma pessoa que tinha planos e uma pessoa que realiza projetos.

Coloque no mundo

Você passou por toda essa trajetória e vai colocar todo esse trabalho debaixo do travesseiro esperando que a fada do dente venha te deixar um dinheirinho? Não mesmo!

Coloque a sua criação no sol, mostre para as pessoas, coloque em prática, arrisque. Coragem, my dear, não é sobre uma força sobrenatural, a coragem é a capacidade de tentarmos quantas vezes forem necessárias para alcançarmos o objetivo que desenhamos para nossa vida.


Ana Carolina Moreira Bavon

Advogada, consultora jurídica e fundadora da Rede Feminaria.


Imagens: Pinterest

Saiba de uma vez por todas como empreender e ainda continuar no seu emprego

– por Ana Carolina Moreira Bavon

Empreender e ainda continuar trabalho não é um impeditivo, minha amiga. A bem da verdade, se você usar sua sagacidade vai conseguir tirar proveito dessa situação e ganhar com isso.

A decisão de empreender não escolhe data, por isso, muitas vezes pode acontecer de conseguirmos a coragem para tal justamente quando estamos ali dentro do formato clássico: trabalhando formalmente. Empreender requer sacrifícios, é um caminho bastante longo, vai exigir de você decisões difíceis. Ao mesmo tempo, você precisará continuar dando conta das suas tarefas dentro do ambiente corporativo.

Continuar na estabilidade do seu trabalho no ambiente corporativo, com os benefícios que ele traz, enquanto lida com o desenvolvimento do seu negócio, é algo tentador. Você só precisará estar atenta para não prejudicar nenhum dos dois universos.

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Algumas dicas de quem já esteve ai poderão te ajudar a definir a estratégia da transição:

1 – Não misture as coisas: vai ser uma das partes mais difíceis. Você precisará estar focada no seu trabalho diário e deixar pra investir tempo no seu empreendimento enquanto estiver em casa, se você misturar os e-mails, telefonemas e negociações correrá o risco de pecar em ambas as tarefa. Uma vez em casa cuidando do seu empreendimento, os negócios da empresa não podem tomar seu tempo;

2 – Planeje: faça um plano de negócios para o desenvolvimento do seu produto e considere suas horas de trabalho no corporativo (dessa forma não ficará tentada a misturar as coisas), eduque-se para fazer o que tem que ser feito durante todo o seu tempo livre (sabemos que não é fácil, mas é seu projeto de vida, certo?);

3 – Utilize a tecnologia: ela será sua aliada desde o inicio. Processos que puderem ser automatizados te darão um respiro enquanto mantém sua “vida dupla,” plataformas e aplicativos podem fazer seu papel durante do período em que você se dedica a empresa;

4 – Fique atenta ao seu orçamento: uma vez estabelecido o limite de permanência dentro do corporativo,  você precisará se programar para não ter um salário mensal. Portanto, esteja ciente de que seu poder financeiro vai mudar consideravelmente, os passos iniciais do seu negócio serão vagarosos e você deve saber que seu padrão de vida poderá mudar por um período. Se você se programar para isso, com certeza será uma transição mais tranquila;

5 – Não esqueça de onde está: dentro do ambiente corporativo você está por dentro de tudo o que esta acontecendo no mercado. Por isso, utilize este ponto a seu favor e ao pensar em sair da empresa, não se esqueça de quem você foi ali e leve toda essa experiência pra sua realidade empreendedora. Contatos sempre serão contatos, conhecimento aprendido é investimento;

6 – Envolva-se na nova realidade: respeite o tempo de maturação do seu próprio negócio, faça contatos e parcerias, participe de ambientes que proporcionem trocas de experiência e networking com pessoas da área em que você pretende empreender;

7 – Uma vez em voo solo: agora dedicada 100% ao seu empreendimento, invista seu tempo em estabelecer parcerias, faça visitas, troque o home office por espaços de trabalho compartilhado que são de baixo custo e podem te dar a estrutura inicial pra receber seus clientes – além de serem uma bela fonte de troca e inspiração.

Esta passando por essa transição? A Feminaria oferece todo suporte tanto em consultoria quanto espaço físico para você estar em segurança  desenvolvendo sua nova trajetória. Seja uma associada!


Para mais informações sobre como ser Associada Feminaria, envie um e-mail para: contato@feminaria.com.br ou casa.feminaria@feminaria.com.br.


Ana Carolina Moreira Bavon

Advogada, consultora jurídica e fundadora da Rede Feminaria.


Imagem: Pinterest

Ao vivo é bem melhor

– por Ana Carolina Moreira Bavon

Você consegue se lembrar da época em que mantinha um caderninho com nome e telefone dos seus contatos e a única maneira de trocar ideias com essas pessoas era marcando um cafezinho ou almoço pra falar de negócios? Eu me lembro bem e não consegui perder esse hábito, se é que posso chamar de hábito – acredito que seja bem mais parte da minha identidade.

two young beautiful women chatting in a coffee shop.

Que a internê é maravilhosa, ninguém duvida, mas estamos de fato fazendo com que ela trabalhe a nosso favor ou estamos nos escondendo atrás dessa “confortável” desculpa pra não levar as relações para patamares reais?

Acontece que hoje temos a facilidade da internet pra quase tudo. Digo quase tudo porque imagina só se as empresas decidissem levar seus processos seletivos de forma totalmente virtual, com base em dados colhidos da internet sem aquele olho no olho? Já pensou se fossem consideradas apenas as fotos colocadas nos seus perfis e suas informações profissionais sem sentir de fato o seu “approach”?

Pois bem, considere isso quando pensar em parcerias pra sua vida e seu negócio. São inúmeras as chances, nas redes sociais , de conhecer pessoas que podem ser parcerias interessantes, é incentivada a permanência em grupos virtuais de discussão e o fomento ao desenvolvimento de parcerias e redes. Porém, nada disso deveria ser considerado como o seu meio oficial de criar “vínculos.”

Sabemos que na vida empreendedora o tempo é caro e raras são as chances de poder ter tranquilidade pra programar aquela saída pra participar de um evento de networking. No entanto, disso depende também o crescimento do seu negócio e da sua marca. Não tem jeito: a máxima “quem não é visto não é lembrado” ainda é bastante atual.

Successful Businesswoman and Team

Faça uma busca dos eventos relevantes que têm acontecido na sua cidade e programa-se pra participar deles, convide essas parcerias virtuais que você construiu para que estejam lá também. Leve seus cartões de visita e não se engane: palestras, workshops e seus intervalos têm muito a oferecer em retorno. Tenha uma rotina voltada à participação em eventos presenciais.

Networking é marketing pessoal, você ali sendo a sua marca, pensa só que mágica? Você terá a oportunidade de falar sobre o que faz com a propriedade que só você e sua voz têm. Além disso, o networking não é uma caçada desenfreada, ele é a tradução do ambiente que você cria à sua volta, então não tenha receio em abordar aquela pessoa que você conhece virtualmente e falar sobre sua admiração e apresentar seu negócio. As pessoas estão todas ali justamente pra isso, acredite, todos estarão esperando por isso.

Tem vergonha? Não tem um “pitch“? Não tem noção de por onde começar? Vem pra Feminaria! Fazemos questão de existir fisicamente num ambiente acolhedor pra que você possa vivenciar e se experimentar nessa e em tantas outras situações.

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Ana Carolina Moreira Bavon

Advogada, consultora jurídica e fundadora da Rede Feminaria.


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Formalize suas relações comerciais – 5 bons motivos para usar contratos

– por Tatiana Dias

Basta conversar com meia dúzia de amigas para saber que a contratualização das relações comerciais é algo completamente alheio à realidade da maior parte das pequenas empreendedoras brasileiras. Prestadoras de serviço autônomas e pequenas empresas têm o costume de trabalhar sem nenhum tipo de formalização, contando apenas com acordo “de boca” ou algumas mensagens trocadas.

No mundo ideal, ninguém precisaria de contrato, todos se comunicariam perfeitamente, não haveria descumprimento dos combinados, nem litígio. Mas vivemos no mundo real, em que a falta de um contrato claro e formalizado por escrito pode acarretar problemas bastante sérios e consequências devastadoras para uma pequena empreendedora.

Unrecognizable businesswoman holding document and shaking hand of business partner after signing of contract. They sitting at table. Negotiation concept

É verdade que a maioria das pessoas nem imagina por que deveria investir na formalização de contratos com seus clientes. Por isso, vou listar apenas alguns bons motivos para nunca trabalhar sem um contrato:

1. O contrato irá definir de forma clara e definitiva o que está sendo oferecido e o que o cliente pode esperar de você.

Pode parecer estranho, mas é imensa a quantidade de problemas que surgem pela falta de definição clara do que será entregue ao cliente, seja seu negócio um serviço ou produto.

Muitas vezes são feitas diversas tratativas com o cliente e não é definida claramente a proposta final. O que devemos ter em mente é que a comunicação é um dos maiores problemas da humanidade e talvez não seja muito prudente contar com uma comunicação sem falhas nos seus negócios.

No contrato, uma das principais cláusulas sempre deverá ser o Objeto e a Abrangência da contratação, que deverá ser redigida da forma mais clara possível, deixando demarcado para o cliente e para o fornecedor exatamente o que deverá ser entregue.

Você sempre poderá se remeter ao contrato quando o cliente quiser incluir “mais um negocinho” no job, que não foi negociado no preço do serviço ou produto.

2. O contrato irá esclarecer os limites da relação.

Cada pessoa ou empresa trabalha de um jeito, tem seus critérios de atendimento, forma de relação com o cliente, prazos de resposta e forma de trabalho.

Essas questões normalmente são ignoradas na negociação e se isso não ficar claro para o seu cliente, a chance de ter problemas é bem grande.

Um bom contrato tratará sobre os limites da relação, garantindo que não haja frustração para o cliente, nem sobrecarga para a empreendedora e aumentando as chances de uma boa relação comercial.

Acredite, se o cliente souber os limites quando está contratando, observar esses limites será muito menos frustrante e ele vai evitar bastante te ligar para reclamar da vida às 7h do domingo.

3. Ter um contrato reduz a chance de não receber o pagamento.

Não só de não receber, mas de receber no prazo e forma combinados.

No contrato, tudo fica ajustado bem certinho para que, depois, não haja discussão sobre os valores devidos, prazo, data e forma de pagamento. Dessa forma, você não terá problemas para cobrar exatamente o que foi contratado, inclusive judicialmente, se necessário.

Além disso, o contrato poderá instituir garantias para assegurar o cumprimento da obrigação (no caso, o pagamento), como multas, retenção do produto ou serviço, entre outras.

Ou seja, ter um contrato escrito não garante que você vai receber, mas reduz significativamente essa chance, além de criar mecanismos de ‘compensação’ em caso de não-pagamento ou atraso.

4. Ter um contrato sugere que seu trabalho é profissional.

Apresentar um contrato escrito ao cliente pode ser um receio de muitas empreendedoras, que imaginam ser um ônus a mais para a contratação. Porém, o que se deve ter em vista é que um bom contrato traz segurança para ambas as partes e um cliente sério não vai se opor a contratualizar o negócio, pelo contrário, irá se sentir mais seguro para contratar seu serviço ou produto.

A formalização do negócio irá sugerir que você ou sua empresa são negócios profissionais, que sabem o que estão fazendo e não estão para brincadeira. O benefício colateral disso ainda é cair fora de furada. Se o possível cliente não estiver com intenção de honrar o combinado, vai pular fora e você vai se livrar de uma roubada.

Young businesswoman giving pen to somebody

5. O contrato define claramente como se dá o encerramento do negócio.

Além de definir o encerramento regular do negócio, com a conclusão do serviço ou entrega do produto e correspondente contraprestação, um bom contrato também irá estabelecer as situações em que ambas as partes podem romper o negócio antecipadamente, com ou sem justa causa, o prazo de antecedência para a rescisão e multas pela rescisão antecipada.

Isso é especialmente importante em relações de médio e longo prazo, quando há diversos itens envolvidos ou a prestação de serviço se dá de forma contínua ao longo do tempo, afinal, é preciso definir o que justifica a ruptura do acordo sem cumprimento e quais os critérios para que isso aconteça de forma a reduzir o prejuízo de ambas as partes.

Esses são apenas alguns benefícios. Outras previsões podem ser de extrema importância em casos específicos, como aqueles que envolvam direitos autorais, direitos de imagem ou responsabilidade profissional regulamentada.

Cada empreendedora enfrenta dificuldades e suporta necessidades específicas. Por isso, a elaboração de um bom contrato é uma tarefa a dois, entre advogada e empreendedora, pois você é a melhor pessoa para dizer o que você oferece, quais os maiores riscos e o que é mais importante destacar para proteger no seu negócio.

A conclusão, empreendedoras, é que um bom contrato “guarda-chuva”, que possa ser adaptado a cada nova contratação, pode ser um dos melhores investimentos que você pode fazer pelo seu negócio.

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Precisa de mais informações sobre essa ou outras questões jurídicas? A Tatiana é Consultora da Feminaria e oferece atendimento às nossas Associadas. Para agendar o seu horário, entre em contato pelo telefone (11)2737.5998 e verifique a disponibilidade. Para mais informações sobre como ser Associada Feminaria, envie um e-mail para: contato@feminaria.com.br ou casa.feminaria@feminaria.com.br

Tatiana Dias

Graduada em Direito (PUC-SP) e pós-graduada em Direito e processo do trabalho (PUC-SP) e formação em Mediação (ESA SP), Negociação sindical (FGV SP) e Coaching Ontológico (Instituto Appana SP). Com experiência de 10 anos nas diversas áreas do Direito, atualmente atua especialmente com Direito trabalhista, cível e contratual. Estuda relações de trabalho, contratos, soluções alternativas de conflitos, filosofia, gênero, empreendedorismo e desenvolvimento humano. 

Entrevista – Sítio Graúna

 

No início deste ano, a Casa Feminaria firmou uma parceria com o Sítio Graúna, tornando-se um ponto de coleta de orgânicos. As cestas produzidas pela Roberta Pessoa e sua família são repletas de alimentos cultivados com muito amor e pensando na sua saúde e no meio ambiente. Ao encomendar uma cesta, além de ter uma alimentação mais saudável, temos a certeza de que estamos apoiando uma mulher que, com muita coragem, decidiu embarcar em uma grande jornada de empreendedorismo com sua família.

Conversamos com a Roberta e ela dividiu conosco sua trajetória, suas dificuldades e alegrias.

Confira abaixo a entrevista:

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Como você ingressou na agricultura familiar? Conte um pouco da sua história para nós.

A ideia de Ingressar na agricultura familiar caminhou junto com o meu relacionamento com Davis. Nos conhecemos em 2011,  ele vivia em São Paulo, em uma casinha com um jardim lindo nas Perdizes e passava uma parte do seu tempo livre cuidando daquilo tudo. Eu achei muito curioso, nunca tinha tido um contato com tantas plantas anteriormente. Era pedagoga, lecionava para crianças e não tinha tido, até então,  a possibilidade de cuidar de um jardim e me encantei. Descobri que era muito gostoso passar um tempo cuidando de plantas e era muito legal comer muita coisa que plantávamos em casa, em caixas de sushi, em vasos, jardineiras, pneus.

No final daquele ano, fizemos uma viagem que durou quase 30 dias de carro com a cachorra dele. Fomos até a Chapada da Diamantina, na Bahia, e depois descemos pelo litoral, foi incrível, a ideia de sair da cidade grande para viver em um lugar diferente, mais calmo, começou naquela viagem.

Em 2013, surgiu a ideia de plantar comida para alimentar pessoas da cidade. Essa onda de alimentos orgânicos delivery estava começando, mas ainda não tínhamos terra alguma, só a ideia, então passávamos horas pesquisando como plantar tal alimento, como fazer horta, etc. Demoramos um tempo para juntar a grana necessária para comprar algo. Em 2014, nasceu nossa filha Estela e a vontade de sair de São Paulo para termos o nosso tempo com ela e com a terra foi muito forte.

No final de 2014, mais precisamente 19 de dezembro de 2014, nos mudamos para o Sul de Minas, para uma cidade da qual nunca havíamos ouvido falar, não conhecíamos ninguém e não tinha rede elétrica no sítio que compramos. A casa estava só nos tijolos, mas estávamos tão felizes, radiantes e encantados com isso tudo (e ainda estamos) que não nos importamos com nada. Foi uma mudança muito brusca, muito intensa, mas muito bem vivida. Passávamos o dia atirando sementes em uma área que cercamos como área de preservação e que estava totalmente degradada, cercamos a mina d’água, pesquisamos e criamos uma fossa biodigestora e uma fossa séptica para não descartarmos nenhum resíduo na propriedade,  ainda estamos trabalhando intensamente em reflorestar a nossa propriedade, que era um grande pasto. É um trabalho minúsculo, muito demorado, a natureza leva um tempo para se regenerar. Plantamos mais de 300 árvores nativas, estamos plantando uma variedade bacana de frutas, formando uma floresta comestível, porém só teremos muitas delas produzindo quem sabe daqui a cerca de 5 anos.
Neste mês, estamos iniciando as entregas dos alimentos que produzimos aqui no sítio em parceria com outros pequenos produtores de alimentos orgânicos. Conhecemos diversas famílias que vivem da terra, trabalham de uma maneira extraordinária na agricultura familiar e nos inspiramos demais nessas pessoas.

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Roberta e sua família no Sítio Graúna

Qual foi o principal fator que te motivou a trabalhar com alimentos orgânicos?

Plantar é incrível, ter a oportunidade de observar o ciclo completo dos alimentos, da semente até a próxima semente é mágico. Acredito que a grande mudança da cidade para o campo foi que passamos a viver muito mais atentos às estações, as fases da lua, olhamos para o céu o tempo todo, nem precisamos de relógio pra trabalhar, conhecemos a agricultura biodinâmica,  estudamos a agricultura sintrópica do Ernest Gotsch e a agroecologia de Ana Maria Primavesi, vamos colocando isso tudo que lemos na prática em nossa propriedade e isso é muito gostoso. Descobrimos que amamos fazer isso, nos identificamos com esse caminho, é muito prazeroso cuidar da terra. E bastante trabalhoso, porém, poder passear pela nossa mata nativa e observar o crescimento das hortaliças, puxar e comer aquela folha de rúcula direto porque não tem veneno nem nada químico já nos mostra que escolhemos o caminho em que acreditamos.

Como é a sua rotina como agricultora? A família toda participa das atividades do sítio?sitio3

A rotina no campo é variada, algumas vezes trabalhamos intensamente colhendo os alimentos para levar para a cidade, organizando essa logística para que as pessoas recebam tudo fresquinho, gostoso ou trabalhamos formando novos canteiros, plantando árvores, mas também organizamos o nosso dia para que tenhamos o nosso ócio muitas vezes, coisa que era impossível vivendo na cidade grande. Além disso, temos uma criança pequena em casa, o que muitas vezes acaba organizando nossa rotina de maneira diferente.

As estações do ano também ajudam a organizar a nossa rotina. Por exemplo, agora estamos no fim do verão, extremamente quente no meio da tarde, então procuramos fazer todas as coisas nas hortas antes desse horário ou depois, acordamos cedo, irrigamos as hortas, precisamos observar como estão os alimentos, se estão bem, fazer as podas, alimentar as galinhas (elas vivem no sistema semi aberto), fazemos as mudas para plantar, pesquisamos  sementes diferentes ou trocamos – tudo isso somente nós dois. Contamos com a ajuda da minha mãe e de um vizinho que trabalha fazendo o serviço de podas.

O grande ponto no final do ano passado foi que conseguimos a instalação da internet via satélite na propriedade. Isso nos possibilitou o contato com as pessoas da cidade que querem comprar nossos alimentos. Antes, não tínhamos esse acesso, o sinal de celular é bem ruim, e nenhuma empresa topou instalar internet via rádio no nosso bairro, se não tivéssemos essa opção, possivelmente eu nem conseguiria responder esta entrevista.

O trabalhador rural quer tecnologia, precisa desse acesso, para estudar, se informar, se divertir, ganhar dinheiro, e infelizmente ainda é uma alternativa bastante cara comparando aos ganhos de muitos trabalhadores rurais. Mas já consigo enxergar quem sabe daqui alguns meses uma melhora nesse sistema.

A parceria do Sítio Graúna com a Feminaria começou este ano. Quais são as suas impressões até agora, tanto da Rede quanto deste projeto de ponto de coleta?

Nossa parceria se iniciou em janeiro por meio de uma amiga em comum que me apresentou à casa. A Casa Feminaria estava em busca de alguma mulher produtora de alimentos para formar o ponto de coleta de orgânicos e foi perfeito, pois havíamos acabado de comprar o carro para as entregas e estávamos planejando toda a logística. Já formamos clientes fiéis na Casa, que estão satisfeitas em receber nossos produtos e só temos que agradecer porque é uma iniciativa maravilhosa que está beneficiando diversas mulheres. A casa é um espaço impecável, rola muitas formações interessantes, muitas vezes gostaria de estar presente para participar, mas acabo conhecendo pela rede mulheres incríveis que produzem coisas fantásticas ou que oferecem um trabalho bacana. A Ana e a Maria Carolina são sensacionais, trabalham intensamente para que a Casa funcione maravilhosamente, só tenho elogios e imagino um crescimento interessante com o ponto de coleta dos orgânicos.

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Cesta de orgânicos do Sítio Graúna

Na sua opinião, qual é a maior dificuldade para quem deseja ingressar no ramo da agricultura familiar? Quais foram os maiores obstáculos que você enfrentou e as maiores alegrias?

A maior dificuldade para quem deseja ingressar no ramo da agricultura é conseguir subsídio para iniciar na área. Até agora não recebemos nenhum incentivo do governo para implementar nada, tudo o que pesquisamos ou fomos atrás é muito burocrático, mal informado ou necessitava de algo que só quem já comercializa ou possui empresa legalizada acaba conseguindo fazer parte de algum plano de investimento.
A mudança de governo extinguiu o MDA- Ministério do Desenvolvimento Agrário, que colaborava com um suporte importante para a agricultura familiar e com o plantio orgânico.  Também tem a questão da certificação que é cara, mesmo a participativa, então o agricultor necessita ter condições para bancar isso tudo, se adequar ao programa e pagar isso mensalmente. Infelizmente, sei que para muitos trabalhadores rurais é bem complicado.

Nossa maior alegria é que agora estamos começando a enxergar o reconhecimento do trabalho no campo, que ainda nem é um trabalho de tantos anos, mas que já sentimos diariamente, vendo a mata nativa regenerada abrigando animais muitas vezes extintos, observamos nossa mina d’água funcionando perfeitamente, comercializando nossos alimentos para pessoas que curtem e apoiam muito esse movimento. Ver esse processo completo de cuidar da terra, plantar e comercializar o alimento direto para o consumidor na cidade é muito bacana e só caminha para crescer.

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Deixe um recado para as nossas leitoras!

Eu gostaria de agradecer à Casa Feminaria por todo o suporte, ajuda, troca de dias de mensagens, isso tudo não tem preço! Para as associadas, eu tenho que agradecer também porque elas acabam colaborando com a movimentação da renda de muitas mulheres. Quando a gente pensa em comprar algum produto e escolhe algo produzido por uma mulher, muitas vezes que está cuidando do filho em casa ou que está desempregada, ou ainda iniciando um trabalho autônomo, é um apoio real, concreto, porque não adianta apenas elogiar e curtir o trabalho dela, é preciso consumir dela, apoiar gerando renda. Observo uma conscientização muito grande da economia feminina e estou muito feliz em agora fazer parte dela, tanto como consumidora, como produtora rural.

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A Casa Feminaria é um Ponto de coleta dos orgânicos produzidos pela Roberta Pessoa e sua família no Sítio Graúna.

São dois tipos de cestas:

Cesta do sítio básica: com alimentos livres de agrotóxicos diversos e frescos!

Cesta do sítio especial: com os alimentos diversos e frescos e mais 5 produtos artesanais deliciosos do Sul de Minas, sem corantes, xaropes ou qualquer outro ingrediente deste tipo.

-️ É possível substituir algum alimento ou adicionar outros em seu pedido!

-️ Os alimentos são enviados em uma ecobag de algodão resistente para que sejam devolvidas na próxima data de coleta.

– Cestas limitadas.

Façam suas encomendas pelo e-mail: atendimento@cestadositio.com.br ou pelo telefone: (35) 99209 9079

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Mentoria: O que é e quando buscar

–  por Ana Bavon

Numa definição extremamente simples: mentoria é um método de transferência de expertise (conhecimento).  A palavra mentor é identificada no poema grego A Odisseia de Homero, no qual o Mentor é um sábio e amigo de Ulisses a quem ele confia o próprio filho. Porém, somente em 1699 quando o escritor francês François de Salignac Fenelon fez uma releitura da obra de Homero é que o Mentor ganhou destaque.

O processo de mentoring nasceu dentro das empresas. Já há algum tempo, grandes corporações costumam designar profissionais mais experientes para conduzir os mais jovens em atividades que deverão exercer no futuro. Esse modelo extrapolou os limites das empresas e ganhou o mundo, o que é ótimo para nós – já que trocar experiência é algo que podemos fazer em qualquer ambiente!

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Imagem do filme O Diabo Veste Prada

Não existe uma estrutura pré-determinada para que a mentoria aconteça. A mentora realiza tal orientação em períodos que podem ser em reuniões, almoços, cafés da manhã, happy hour ou até mesmo na casa da mentorada (cliente), possuindo características de treinamento e acompanhamento profissional, buscando sempre a realização das metas estabelecidas de forma eficiente.

Mentoring e coaching são duas atividades relacionadas, porém, muito diferentes. Ao contrário do que acontece no mentoring, a coach não precisa ter experiência na área de trabalho da cliente e em algumas áreas do coaching também não é possível que a coach aconselhe ou dê soluções para problemas específicos relacionados com a carreira da cliente; o processo tem princípio, meio e fim, sendo que pode durar entre 3 a 6 meses.

mentoring é um processo que não tem um tempo estabelecido para o seu término, é necessário que a mentora tenha conhecimento (quanto maior melhor) na área de busca da sua cliente. Além disso, a mentora pode e deve aconselhar sua cliente na medida de seu conhecimento. O processo de mentoria é bastante dinâmico e livre, de maneira que cada bate papo deve ser um convite ao despertar de consciência da mentorada (cliente), gerando mudanças.

Quando buscar mentoria:  Você está começando o seu negócio? Você é uma empreendedora em início de carreira e não entende a necessidade de dedicar uma parte do seu investimento a uma mentoria de qualidade? Você precisa se aprofundar no que ocorre com sua marca? Se a resposta foi sim, você precisa avaliar, pois talvez este seja o momento exato de buscar mentoria e compreender melhor os seus benefícios.

É ponto pacífico no ambiente empreendedor (como cita a Endeavor – principal ONG de apoio a empreendorismo do Brasil) que a mentoria é uma escolha acertada para quem empreende. Assim sendo, o ideal é buscar mentoria assim que você tiver uma ideia de negócio. Existem muitas formas do seu intento evoluir, algumas mais assertivas do que outras. Muito do que vejo são empreendedoras buscando mentoria para encontrar respostas para um tema específico do seu negócio, porém, no decorrer do processo podemos descobrir juntas que as limitações na verdade são outras, e isso é feeling. Uma boa mentora precisa utilizar sua expertise pra dissecar os temas propostos pela mentorada (cliente) e direcionar livremente os esforços para que a mentorada consiga atingir seus objetivos.

Se você ainda tiver alguma duvida sobre mentoria – suas aplicações e benefícios – mande suas perguntas nos comentários.

Podemos não ser capazes de tudo, como de fato não somos, mas somos todas capazes de algo, e é esse algo que precisamos nos dedicar a descobrir.

                                                                        Ana Bavon

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ANA CAROLINA MOREIRA BAVON

Fundadora da Rede é Consultora jurídica que atua exclusivamente na área de outsourcing e gestão estratégica. Com mais de 13 anos de experiência, 70% deles atuando no ambiente corporativo em escritórios de grande porte. Pós graduada em Direito Civil e Direito Processual Civil, Estratégia e Consultoria Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas. Mentora estratégica com certificação internacional em Mentor Talks pelo Creative Learning Institute.

Feminaria e Ideia Crua – Ecobags colaborativas

Aqui na Feminaria, acreditamos que a empatia e o apoio mútuo são a chave para transformar as relações de consumo. Conhecendo o trabalho umas das outras, formando vínculos fortes e duradouros, somos capazes de ir mais longe. Através da cooperação, podemos causar um impacto positivo na nossa vida e de nossas parceiras empreendedoras – e também nos nossos círculos sociais.

Além das relações entre você, suas parceiras e seus consumidores, é preciso pensar no impacto ambiental que o consumo acarreta, principalmente quando se trata de embalagens e sacolas que você oferece junto com os seus produtos. As ecobags são uma ótima forma de promover a sustentabilidade, além de funcionarem como um excelente veículo para propagar a sua marca.

Pensando em tudo isso, a Feminaria, em parceria com a Ideia Crua, da Amanda Santos, inova ao lançar o conceito de ecobag colaborativa, que faz parte de todo o conceito da Rede, que é fomentar o empreendedorismo afetivo feminino. A bag contará com a estampa de 10 negócios. A ideia é compartilhar o espaço e conquistar clientes por meio do compartilhamento e colaborativismo.

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A nossa fundadora, Ana Carolina Moreira, explica: “A cliente receberá o produto da sua marca e terá a oportunidade de conhecer outras empreendedoras, além de ter contato com a iniciativa e notar que existem mulheres se unindo por uma economia compartilhada. O custo dessa sacola será dividido entre as 10 empreendedoras que ostentarão suas marcas. Isso é o colaborativismo na prática. Para fechar uma bag são necessárias 10 empreendedoras de segmentos diversos, não poderão estar na mesma ecobag colaborativa empreendedoras com o mesmo nicho, isso para que possamos dar visibilidade a todas. Você poderá montar sua turma e pedir sua sacola, ou deixar por conta da Ideia Crua que é excelente para fazer essa curadoria do bem. As ecobags são reutilizáveis, portanto sua cliente vai passear por aí com os 10 logotipos estampados: propaganda garantida e da forma mais bonita, isto é, unindo sustentabilidade e compartilhamento”.

Que tal fazer parte deste movimento?

Para encomendar a sua ecobag, envie uma mensagem para: contato.ideiacrua@gmail.com.

Caso tenha dúvidas, fale com a gente! contato@feminaria.com.br