Validei minha ideia de negócio… e agora?

– por Ana Carolina Moreira Bavon

Parabéns! Depois de muito trabalho e determinação você conseguiu validar sua ideia de negócio. Validar uma ideia não significa que você tem um plano de negócios, significa que você tem uma ideia que tende a se transformar num negócio promissor. Não podemos esquecer que a validação serve para analisar os pontos principais do negócio e definir se ele está pronto para ser desenvolvido ou se ainda precisa ser revisto. Foi validado como pronto e pode ser desenvolvido? Agora você precisa iniciar o seu produto.

O desenvolvimento do produto deve ser trabalhado de forma cautelosa e muito detalhada, isso porque dele dependerá o futuro do seu negócio.

A ideia validada precisa de um ótimo suporte para ser desenvolvida como negócio.  “Mas Ana, basta desenvolver um plano de negócios” – disse a empreendedora com a ideia validada.

Eu respondo: sim, é preciso desenvolver um plano de negócios, mas você sabe descrever perfeitamente tudo o que precisa ser colocado dentro de um plano de negócios? Provavelmente você saberá seguindo os inúmeros tutoriais que existem disponíveis na internet, mas é preciso garantir que cada parte do plano esteja “amarrada” e definida de forma objetiva.

O plano é mais um processo do que um produto. O plano de negócio não é a empresa, não é o negócio, ele é a descrição dele. O seu plano de negócios não tem o poder de prever o futuro, portanto, dificilmente descreverá com precisão razoável a sequência de eventos. Quanto mais bem elaborado e completo, mais seguro ele será, além de ser essencial para manter você atenta ao que deseja que aconteça e a todos os cenários possíveis.

Para que serve um plano de negócios?

Para a criadora: serve para organizar as ideias e tirar o projeto do universo da imaginação. Ele serve como uma análise preliminar da viabilidade do seu projeto considerando toda a operacionalidade dele.

Para quem o recebe: tem como função dar uma visão panorâmica e geral do projeto, ele é o documento que demonstra para o leitor que o projeto é viável e trará benefícios. Lembre-se que o leitor pode ser um parceiro, um investidor ou potencial sócio.

Quais são as aplicações de um plano de negócios?

  • Desenvolvimento da ideia validada
  • “Criação” do seu modelo de negócios
  • Lançamento de produto
  • Inauguração de Unidade
  • Início de operação
  • Fusão ou compra
  • Capitalização financeira
  • Lançamento de ações
  • Criação de novas empresas
  • Revitalização da empresa

Um plano de negócios bem feito poderá sofrer várias alterações durante o desenvolvimento do seu empreendimento. No entanto, ele terá uma base sólida devidamente estruturada e que poderá te deixar livre para alterar a rota a qualquer momento.

Antes de elaborar um plano de negócio

Antes de elaborar um plano de negócios você vai precisar definir seu objetivo. O que você pretende com o seu plano? Qual a finalidade dele? Lembre-se de que um plano de negócios tem várias aplicações e definir exatamente o seu objetivo vai garantir que seu plano seja desenvolvido de acordo com a aplicação para quem será destinado.

Quanto custa elaborar um plano de negócio?

Com as facilidades atuais você pode montar um plano de negócios sozinha. Existe uma infinidade de conteúdo relacionada ao tema, desde passo a passo até aulas online. Você pode contratar uma consultoria especializada, uma boa profissional vai cobrar de você um valor atrelado a complexidade do negócio para o qual você vai desenvolver o plano, podendo variar a partir dos X mil reais.

Você também pode se associar à Feminaria e desenvolver seu plano junto conosco e o valor é o que você já conhece – cabe no seu bolso e não vai afetar seu orçamento. É importante ter em mente que o custo desse trabalho precisa estar dentro da sua reserva para “abrir” seu negócio, vamos falar sobre isso em um próximo artigo.

 

Vai fazer seu plano de negócios sozinha?

A melhor dica que posso te dar é: seja o mais honesta possível, quanto mais objetiva e sincera você for, maiores são as chances de desenvolver um plano realista e de acordo com a realidade do mercado no qual irá atuar. Importante: liste inclusive suas limitações e habilidades que não tem, isso vai te dar uma maior segurança, assumir que não sabemos tudo é sinal de maturidade.

Para concluir: você nunca estará livre da obrigação de colocar no papel tudo aquilo que passa pela sua cabeça. Sempre que houver uma alteração na rota, você precisará rever seu plano de negócios e se necessário criar um outro com nova finalidade de aplicação. Se você permite mais uma dica, aqui vai: mantenha simples!

Como disse Khalil Gibran: “A simplicidade é último grau da sabedoria”.


Ana Carolina Moreira Bavon

Advogada, consultora jurídica e fundadora da Rede Feminaria.


Imagem: Pinterest

Competências Socioemocionais nas Organizações

– por Ludmila Ramos Carvalho e Roberta Andrea de Oliveira

Você já ouviu falar em trabalho em rede ou articulação de rede?

Você sabia que o desenvolvimento das competências socioemocionais pode ajudá-lo na articulação de rede, e, portanto, no trabalho com projetos dentro das empresas?

Pensar em processos descentralizados e multidisciplinares favorece a criatividade e a inovação e enriquece os resultados. Não à toa observamos a tendência atual das organizações trabalharem por projetos e não mais por metas, ou por cumprimento de carga horária.

Vale lembrar que todo processo de mudança, para um trabalho menos centralizador, acarreta uma reflexão sobre o que se está fazendo neste momento e, assim, alguns desequilíbrios e retornos serão inevitáveis. É preciso relevar que este processo de autoconsciência abrirá caminhos para um universo de possibilidades bastante amplo. É aí que se encontram a CRIATIVIDADE e a INOVAÇÃO, tão almejadas pelas organizações hoje em dia.

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Toda empresa é composta por pessoas que se relacionam entre si, bem como as que prestam algum tipo de serviço ou ofertam um produto, relacionando-se, portanto, com mais outras pessoas. Assim, os processos de formação que, para além do fluxo de trabalho, buscam focar na resolução de problemas complexos, nas soluções inovadoras e na criatividade, necessitam considerar o desenvolvimento de Competências Socioemocionais que, por sua vez, impactam a qualidade das relações e, por consequência, a qualidade dos processos.

O desenvolvimento das competências socioemocionais se dá pelo investimento em 3 matrizes:

  • Autoconhecimento
  • Empatia
  • Rede

As três matrizes, desde que bem desenvolvidas, podem garantir relações tão potentes que impactarão todos os processos de uma empresa e, consequentemente, seus resultados. A matriz que chamamos de rede vem a ser um diferencial nessa abordagem de desenvolvimento, pois, como terceira e última instância, ela só poderá ser desenvolvida após serem trabalhadas as anteriores.

Mas, afinal de contas, o que é o trabalho em rede?

Trabalhar em rede significa comunicação eficiente, assertiva. Trabalhar em rede significa trabalhar com pessoas diferentes, de setores diferentes, de diversas formações, mas com um único objetivo, com um projeto em comum.

Internamente, o trabalho em rede pode significar para a empresa a descentralização de tomada de decisões e a flexibilização dos processos gerenciais, que favorecem a participação ativa.

Externamente, trabalhar em rede significa preocupar-se com o impacto social da empresa, entender a organização como parte de um todo, relacionando-se com o meio em que está inserida e promovendo ações que beneficiem a comunidade e o meio ambiente.


Gostou deste artigo? A Ludmila e a Roberta, do Instituto Espaço Oliveiras, são Consultoras da Feminaria e prestam atendimento às nossas associadas. Para agendar o seu horário, entre em contato pelo telefone (11)2737.5998 e verifique a disponibilidade. Para mais informações sobre como ser Associada Feminaria, envie um e-mail para: contato@feminaria.com.br ou casa.feminaria@feminaria.com.br.


Ludmila Ramos Carvalho

Educadora e Colaboradora do IEO. Psicóloga e Mestra em Saúde Pública. Dedicada ao tema Competências Socioemocionais. Lattes: http://lattes.cnpq.br/9791458953423335

 

Roberta Andrea de Oliveira

Educadora e Colaboradora do IEO. Psicóloga, Psicanalista, Mestra em Saúde Pública e Doutorando em Psicologia Social. Dedicada ao tema Competências Socioemocionais. Lattes: http://lattes.cnpq.br/1952365590919967


Imagem: Freepik

MEI x IMPOSTO DE RENDA

– por Aline Nicoletti

Início de ano e todo mundo falando em IMPOSTO DE RENDA DE PESSOA FÍSICA.  Eis que surgem as milhares de dúvidas.

A regra principal é: quem tem MEI precisa prestar contas à Receita como pessoa física e também fazer a Declaração Anual do Simples Nacional, cujo prazo termina em maio. Ponto Final.

Young professional woman works on financial reports of the company by using technological tools and equipments.She evaluates the performance and success of the management of divisions in the company.

Ser MEI não te obriga a declarar rendimentos à Receita como pessoa física, somente se você ultrapassar o teto, ou comprou um carro, ou casa, utilizou serviços que podem ser deduzidos etc. Vale a pena sempre analisar o caso, pois nem sempre você paga imposto, muitas vezes você também recebe restituição. OK?

No caso, você somente vai declarar e mencionar sua MEI na declaração de pessoa física se a microempresa extrapolar o limite de receita anual de R$ 60 mil. Fora isso ela não é mencionada na declaração de pessoa física.


“O MEI é a criação de um CNPJ que vai aparecer na declaração de bens e direitos. A pessoa deve colocar na declaração do IR a titularidade do Microempreendedor Individual e lançá-la como bem. Todo MEI tem que fazer anualmente o confronto de receitas e despesas, como se fosse um fluxo de caixa. Se num mês o MEI faturou R$ 5 mil e gastou R$ 3 mil, o lucro foi R$ 2 mil. Esse valor pode ser transferido para a declaração de IR físico como um lucro que a empresa gerou para aquela parte”

Importante: Não confunda IRRF E DASN.

IRRF É A DECLARAÇÃO DE PESSOAS FÍSICAS (é necessário analisar cada caso)

DASN É A DECLARAÇÃO PARA SUA MEI. (obrigatória)

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Caso tenha restado alguma dúvida sobre este assunto, a Aline é Consultora da Feminaria e presta atendimento às nossas Associadas. Para agendar o seu horário, entre em contato pelo telefone (11)2737.5998 e verifique a disponibilidade. Para mais informações sobre como ser Associada Feminaria, envie um e-mail para: contato@feminaria.com.br ou casa.feminaria@feminaria.com.br

 

Aline Nicoletti

Consultora da Feminaria. Proprietária da Nicoletti Assessoria Empresarial. Graduada em Administração e Contabilidade pela Universidade São Judas Tadeus . Atua há 13 anos na área de contabilidade, legalização empresarial, fiscal e departamento pessoal. Atualmente focada no crescimento dos pequenos empreendedores. Atendimento também para pessoas Físicas na área de Previdência social.

Imagem: iStock photos

Mentoria: O que é e quando buscar

–  por Ana Bavon

Numa definição extremamente simples: mentoria é um método de transferência de expertise (conhecimento).  A palavra mentor é identificada no poema grego A Odisseia de Homero, no qual o Mentor é um sábio e amigo de Ulisses a quem ele confia o próprio filho. Porém, somente em 1699 quando o escritor francês François de Salignac Fenelon fez uma releitura da obra de Homero é que o Mentor ganhou destaque.

O processo de mentoring nasceu dentro das empresas. Já há algum tempo, grandes corporações costumam designar profissionais mais experientes para conduzir os mais jovens em atividades que deverão exercer no futuro. Esse modelo extrapolou os limites das empresas e ganhou o mundo, o que é ótimo para nós – já que trocar experiência é algo que podemos fazer em qualquer ambiente!

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Imagem do filme O Diabo Veste Prada

Não existe uma estrutura pré-determinada para que a mentoria aconteça. A mentora realiza tal orientação em períodos que podem ser em reuniões, almoços, cafés da manhã, happy hour ou até mesmo na casa da mentorada (cliente), possuindo características de treinamento e acompanhamento profissional, buscando sempre a realização das metas estabelecidas de forma eficiente.

Mentoring e coaching são duas atividades relacionadas, porém, muito diferentes. Ao contrário do que acontece no mentoring, a coach não precisa ter experiência na área de trabalho da cliente e em algumas áreas do coaching também não é possível que a coach aconselhe ou dê soluções para problemas específicos relacionados com a carreira da cliente; o processo tem princípio, meio e fim, sendo que pode durar entre 3 a 6 meses.

mentoring é um processo que não tem um tempo estabelecido para o seu término, é necessário que a mentora tenha conhecimento (quanto maior melhor) na área de busca da sua cliente. Além disso, a mentora pode e deve aconselhar sua cliente na medida de seu conhecimento. O processo de mentoria é bastante dinâmico e livre, de maneira que cada bate papo deve ser um convite ao despertar de consciência da mentorada (cliente), gerando mudanças.

Quando buscar mentoria:  Você está começando o seu negócio? Você é uma empreendedora em início de carreira e não entende a necessidade de dedicar uma parte do seu investimento a uma mentoria de qualidade? Você precisa se aprofundar no que ocorre com sua marca? Se a resposta foi sim, você precisa avaliar, pois talvez este seja o momento exato de buscar mentoria e compreender melhor os seus benefícios.

É ponto pacífico no ambiente empreendedor (como cita a Endeavor – principal ONG de apoio a empreendorismo do Brasil) que a mentoria é uma escolha acertada para quem empreende. Assim sendo, o ideal é buscar mentoria assim que você tiver uma ideia de negócio. Existem muitas formas do seu intento evoluir, algumas mais assertivas do que outras. Muito do que vejo são empreendedoras buscando mentoria para encontrar respostas para um tema específico do seu negócio, porém, no decorrer do processo podemos descobrir juntas que as limitações na verdade são outras, e isso é feeling. Uma boa mentora precisa utilizar sua expertise pra dissecar os temas propostos pela mentorada (cliente) e direcionar livremente os esforços para que a mentorada consiga atingir seus objetivos.

Se você ainda tiver alguma duvida sobre mentoria – suas aplicações e benefícios – mande suas perguntas nos comentários.

Podemos não ser capazes de tudo, como de fato não somos, mas somos todas capazes de algo, e é esse algo que precisamos nos dedicar a descobrir.

                                                                        Ana Bavon

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ANA CAROLINA MOREIRA BAVON

Fundadora da Rede é Consultora jurídica que atua exclusivamente na área de outsourcing e gestão estratégica. Com mais de 13 anos de experiência, 70% deles atuando no ambiente corporativo em escritórios de grande porte. Pós graduada em Direito Civil e Direito Processual Civil, Estratégia e Consultoria Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas. Mentora estratégica com certificação internacional em Mentor Talks pelo Creative Learning Institute.