Dia das crianças: o desafio de agradar os pequenos e manter o orçamento em dia

Dia das crianças: o desafio de agradar os pequenos e manter o orçamento em dia

Conforme pesquisa da Boa vista SCPC que consultou 1.100 pessoas no país, 57% dos entrevistados informou que pretende gastar uma quantia igual ou menor do que em 2016 para presentear os pequenos. A pesquisa apurou ainda alta de 14% sobre o valor médio dos produtos, passando de R$ 174 no ano passado para R$ 198 em 2017.

Como se não bastasse a alta nos preços, alguns produtos são taxados com impostos de até 100% – entre eles o líder de pedidos das crianças nessa época: o vídeo game.

Segundo a pesquisa, o preço do presente será determinante para a decisão em 40% dos casos. Já o desejo da criança será levado em conta por 33% dos consultados, enquanto a necessidade do produto deve ser considerada em 24% das compras.

É possível unir preço, qualidade, encanto e ainda assim fomentar a economia?

Sem dúvida! Produtos de qualidade, com preço extremamente competitivo e feitos com exclusividade são uma das especialidades das empresas em desenvolvimento na Feminaria, e são elas que indicamos como melhor lugar para a sua compra – a satisfação é certa! Confira algumas dicas:

Leloo (https://www.leloo.com.br)

A Leloo é uma loja especializada em peças infantis de temas lúdicos e conta com uma série de fofuras para presentear bebês e crianças, como brinquedos, almofadas, mordedores, todos lindos e com design exclusivo.

Naninha Ursinho Cinza
Naninha Ursinho Cinza

TeraPlay – brinquedos terapêuticos (https://teraplay.com.br/loja/)

A TeraPlay é uma empresa com produtos especialmente desenvolvidos para auxiliar as crianças a desenvolverem seu lado emocional e sensorial. A CEO da marca, Cristiane, entrou nesse mercado por acaso, enquanto pesquisava a criação de peças que pudessem auxiliar o filho, diagnosticado com espectro autista. A loja conta com uma série de produtos para crianças, inclusive livros.

Bracelete Emoções
Bracelete Emoções

Pinhata (https://www.facebook.com/PinhataPresentes/)

A Pinhata Presentes produz produtos em tecido e feltro para sua marca e/ou evento. Além de brinquedos lúdicos e que encantam os pequenos, também oferece brindes, lembranças, brinquedos, utilitários, decoração.

Cubo para Colorir Lavável
Cubo para Colorir Lavável

Jan.m (https://www.elo7.com.br/janm/loja)

Especializada em decoração afetiva, a loja tem uma série de lousas em formato diferente que podem decorar o quarto dos pequenos. Todas as peças são produzidas por Gisele, dona da marca e arquiteta.

 Luz de Fada Mini Cupulas Tecido
Luz de Fada Mini Cupulas Tecido

Ideia Crua (http://www.ideiacrua.com.br/)

Que tal um presente personalizado? A estamparia tem uma série de itens desde camisetas até sacolas, que você pode personalizar criando um presente único. Todos os processos de estamparia da Ideia Crua são ecologicamente corretos.

Flâmula estampada - Sua estampa
Flâmula estampada – Sua estampa

Bebê de boa (http://www.bebedeboa.com.br/)

A Bebê de Boa trabalha com roupas para bebês de 0 a 12 meses, valorizando o conforto dos pequenos. Lá você consegue encontrar roupas lindas para bebês pequenos.

Macacão Bebê de Boa de Plush com Bordado Robô mescla cinza
Macacão Bebê de Boa de Plush com Bordado Robô mescla cinza

Caramelito (https://www.elo7.com.br/caramelito/albuns)

A Caramelito é uma loja de artigos infantis, com itens de vestuário exclusivos, utilidades e decoração como camisetas, almofadas, colares de âmbar, entre outros.

Cachepô Cesto Pássaro Fio de Malha
Cachepô Cesto Pássaro Fio de Malha

Na Casa Dela Tinha (http://www.nacasadelatinha.com.br/)

A loja comercializa acessórios diferenciados e artesanais como nécessaires, bolsas e capas para livros, e lancheiras.

Conjuntinho Alice sonhadora
Conjuntinho Alice sonhadora

Todas as empresas são clientes em desenvolvimento na Feminaria.

Compre com Elas – Alecrim Estampas

Uma das missões da Feminaria é auxiliar as mulheres empreendedoras a estarem onde desejam. Isso inclui dar visibilidade a elas e ajudar a divulgar seus projetos e produtos. Investir no trabalho de quem está ao nosso lado é uma forma de garantirmos o crescimento umas das outras.

Continuamos com a nossa série Compre com Elas, apresentando a vocês os produtos e as mulheres talentosas que os criam.

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Com estampas criativas e elaboradas com processos manuais, a Alecrim Estampas reflete o desejo de espalhar cores e alegria pelo mundo. Confira abaixo o depoimento da criadora da marca:

alecrim estampas

“Eu sou a Dayane Moretto e tenho 26 anos de idade. Sou publicitária por formação, designer por paixão e artesã por inspiração. Desde os meus 18 anos, trabalho na área de comunicação, porém em 2016 resolvi ir de encontro com meu propósito e viver do que me faz feliz: a ARTE!

alecrim-feitoamaoTenho uma marca chamada Alecrim. Ela surgiu em 2011 quando eu não aguentava mais a chefe que me deixava maluca e pedi as contas de uma multinacional. O salário era o melhor que eu já tive, trabalhando como publicitária, porém os choros e as unhas roídas não valiam tamanha quantia. Pedi as contas! Me libertei daquilo, que pra mim, já não fazia mais sentido.

Nas primeiras noites dos meus dias livres, tive um sonho! Sonhei com a música do Alecrim Dourado! Aquela mesma, que não sai da cabeça… ‘Alecrim, alecrim dourado que nasceu no campo sem ser semeado…’ Depois daquela noite, eu sabia que algo na minha vida ia ter esse nome. Dito e feito!
Sempre gostei de desenhar, de pintar e colorir. E queria que minha arte, de alguma maneira, tocasse as pessoas, queria transmitir amor para esse mundo tão carente de gentilezas.

Sempre ouvi nos lugares que trabalhei que a gente precisava ‘vestir a camisa’ do projeto, ‘vestir a camisa’ da empresa. E foi isso que fiz, ‘vesti a camisa’ do meu sonho de ter asas próprias. Mas estava cansada de ver por aí sempre as mesmas ilustrações nas camisetas. Então, resolvi que os clientes é que iriam escolher as artes que queriam vestir. Comprei algumas camisetas, desenhei umas mandalas nelas e postei fotos na internet. E rolou, muita gente curtiu e comprou! As encomendas foram aumentando e os pedidos de outros objetos apareceram.

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Hoje, o Alecrim estampa t-shirts, ecobag, quadrinhos de parede, capa de almofada, potes de vidro, paredes, posters, etc… Tudo desenhado a mão, feito com amor e carinho para o cliente que encomendou.

Desde Abril de 2016, estou focada no meu sonho/projeto e pretendo crescer com ele cada vez mais! E quando olho pra trás, sei o tanto que aprendi e penso que estou mais forte e que tudo valeu a pena!
Trabalhar por conta própria não é nada fácil! Mas o amor e gratidão que sinto, quando faço algo que realmente acredito, vale todas as dificuldades financeiras que enfrento.

Então, se eu pudesse dar alguma dica pra quem está começando seria: NÃO DESISTA! Vá atrás do que faz o seu olho brilhar. Planeje e tenha foco, porque TUDO o que a gente quer, a gente consegue!

Gratidão pela oportunidade de contar um pouco da minha história, meninas!”

Para conhecer mais o trabalho do Alecrim, acesse a página do Facebook ou siga o Instagram: @alecrimestampas.

Compre com Elas – Especial Artesãs – Estelarte

Uma das missões da Feminaria é auxiliar as mulheres empreendedoras a estarem onde desejam. Isso inclui dar visibilidade a elas e ajudar a divulgar seus projetos e produtos. Investir no trabalho de quem está ao nosso lado é uma forma de garantirmos o crescimento umas das outras.

Em 2017, o nosso especial Compre com Elas continua com força total. Vamos juntas?

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No Compre com Elas de hoje, a nossa artesã Estela Brandi, criadora da Estelarte, nos presenteia com este depoimento cheio de lições. Conhecer quem está por trás dos produtos que amamos é incrível. Nos ajuda a ter mais empatia e a estreitar os laços.

Confira a história dela:

Iniciei o Estelarte em setembro de 2015, porque os amigos gostavam muito do que eu fazia, falavam para eu vender. Como precisava de um hobby porque o mundo corporativo (e a vida também) estavam me sufocando, resolvi fazer uma pagina no Facebook para divulgação. Até então era realmente um hobby: sem noção nenhuma de precificação, fazia um mundaréu de coisas (acessórios, encadernação, bordados, quadros para maternidade, etc.), tirava fotos bem “meia boca” e não olhava para esta empresa como ‘sustento’, mas já era algo que me deixava extremamente feliz!

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Criar coisas novas, ver a carinha e o sorriso de cada pessoa que comprava ou ganhava algo e adorava o produto, ter a sensação de que fui eu que fiz todo o processo, era algo que me encantava e eu já sentia que aquilo era o que eu queria, mas eu não queria sair da situação confortável de CLT que tinha. Foi então que passei por um super combo de final de ano em 2015 (demissão + separação) e fiz uns cursos de auto conhecimento que me fizeram ver que o que eu realmente queria estava no empreendedorismo e na ativação da Estelarte como algo mais ‘sério’. Queria viver das minhas criações, viver livre para criar quando eu quisesse, fazer coisas que as pessoas gostem e sejam úteis para elas (seja na própria funcionalidade de um produto ou na sensação de presentear alguém ou se presentear com algo cheio de significado) e, por fim, dar vazão a uma mente que a todo momento está criando ou pensando em algo. A partir desta noção do que eu realmente queria, comecei, em Julho de 2016, a olhar pro Estelarte de maneira mais focada, mais empresarial e mais apaixonada. 

A partir de então, defini os produtos que eu queria fazer: sempre quis misturar muitas técnicas porque gosto de fazer muita coisa. Porém, sabia que neste começo precisava focar em algo e foquei na decoração, que eu amo demais e consigo misturar algumas técnicas durante a produção. Então, limpei a loja e comecei produzir apenas almofadas em patchwork. Fui fazendo alguns cursos de empreendedorismo e mais cursos de artesanato para ampliar minha gama de técnicas e, consequentemente, de produtos. Com isso, hoje o Estelarte produz e vende produtos decorativos mais diversificados: almofadas em patchwork, almofadas bordadas, quadrinhos em bastidor, porta-correspondências e chaves, porta-colares e outras cositas para decorar qualquer ambiente!amy

Meu processo criativo é a união de diversas fontes de inspiração e depois um filtro delas: sempre estou vendo o Instagram (de artesãos, ilustradores, lojas de decoração e etc.); prestando atenção na rua, nas pessoas, nos lugares (para quem faz patchwork o azulejo de uma cozinha já é baita inspirador…). Dedico algumas horas da minha semana ao Pinterest (válido para pesquisas e inspirações em qualquer campo, mas acredito que para quem faz artesanato lá é o paraíso de muita inspiração seja de produtos, de combinação de cores e ate de ideias para composição das fotos de produtos). Tento fazer cursos de técnicas variadas (acredito MUITO nessa multipotencialidade da criação: você pode unir patchwork + ilustração+ encadernação, por exemplo) e também sempre tento prestar atenção no que as pessoas curtem e no que elas precisam.

Juntando tudo isso, a cabeça cria MUITA coisa legal, daí eu anoto tudo (sempre tenho um caderninho na bolsa) e um dia na semana eu sento e vejo o que, dentre essas coisas que eu juntei, eu consigo criar. Isso me dá ideias novas de produtos e de cursos que eu posso pensar em fazer para agregar às minhas criações. Nessa miscelânea inspiradora é que eu vejo quais temas são mais interessantes para produção e a partir disso quais as técnicas seriam mais legais para esses produtos e, depois disso tudo, vejo quais materiais seriam necessários.

Estejam sempre abertas em todos os lugares para receber ideias novas! Eu acredito muito que a ideia é uma energia que está louca para entrar na cabeça das pessoas, basta você estar aberta a ela que ela entra e faz coisas incríveis com sua cabeça! “

Ser empreendedora é algo engrandecedor e que te faz aprender muita coisa, te faz ser mais responsável, mais pensativa e até mais questionadora. Quando você empreende, tem uma noção maior de como funciona um processo de produção. Consequentemente, acaba sendo questionadora de processos e criadora de outros.

almof_snail-trail_comicsEsse ‘ser empreendedora’ me fez mais responsável comigo mesma (o que faz bem para mim e o que não faz); com as minhas contas (o que eu realmente preciso comprar e por que); com os prazos dados e recebidos; me fez ver como o processo de produção afeta o preço de algo (com isso, respeito muito o preço/valor que cada um dá para o seu produto) e, principalmente, me fez melhorar a relação com o outro (empreendedor sem empatia, paciência e simpatia não vai muito longe, pelo menos ao meu ver).

Mas não é uma caminhada muito fácil…… A minha maior questão e dificuldade (ainda) no ramo do próprio negócio é com a instabilidade de rendimento. Como estou no inicio, não é todo mês que entra algo e nem sempre faturo o que eu preciso. E quando você tem um aluguel, essa questão fica bem urgente e sempre preocupante. Porém, eu tenho um objetivo e uma certeza interna de que estou no caminho certo, e acredito que é isso que não me faz pirar loucamente com essa preocupação!

Outra questão que também é um pouco complicada é que muitas pessoas não valorizam o real valor do trabalho artesanal, acham maravilhoso, mas como não tem noção das horas dispensadas para fazer, do preço do material e do próprio valor do produto (seja porque é único, seja porque não polui o ambiente, seja porque não há trabalho escravo envolvido e etc.) e acabam achando tudo caro. Isso dificulta um pouco as vendas e o processo de divulgação e fortalecimento do trabalho artesanal.

Também não vejo isso como apenas culpa do consumidor. Também acho que nós, criativos/empreendedores, devemos nos valorizar mais, investir em mais conhecimento para um produto cada vez melhor, valorizar nosso trabalho, valorizar o outro criativo/empreendedor (seja comprando ou apenas divulgando o trabalho). Acredito que precisamos cada vez mais criar entre nós uma rede gigantesca de ajuda mútua para que esse problema, que vejo ser de quase todo artesão/empreendedor, seja sanado ou, ao menos, minimizado.

As duas maiores dicas ou conselhos que daria a alguém que está querendo trilhar o caminho do empreendedorismo com suas próprias criações são:

1- ESTUDE! O conhecimento abre portas! Estude muito sobre empreendedorismo! Não somos um país que aprende a ser empreendedor na escola ou na faculdade, então estude! Aproveite as palestras, workshops e tudo mais que o Sebrae, o Google, o YouTube e também a Feminaria tem sobre esse assunto! E também estude muito sobre o que você quer trabalhar! Tente fazer cursos com os melhores e se aprimore cada vez mais.

2- VALORIZE-SE! E aqui cabem as duas vertentes: Valorizar você mesma para buscar o que realmente quer, aquilo que vai te deixar feliz e bem consigo mesma (e só VOCÊ sabe o que é) e também valorizar o seu produto, o seu esforço empregado nele, fazer um preço condizente com o que você gastou! Não é porque fulano, sicrano ou as Lojas Americanas vendem mais barato que você tem de baixar o preço. O seu valor quem dá é você e não as Lojas Renner. “

Os trabalhos da Estelarte estão nas redes sociais: Facebook e Instagram.

Compre com Elas – Especial Artesãs – Atelier 31 de Fevereiro

Uma das missões da Feminaria é auxiliar as mulheres empreendedoras a estarem onde desejam. Isso inclui dar visibilidade a elas e ajudar a divulgar seus projetos e produtos. Investir no trabalho de quem está ao nosso lado é uma forma de garantirmos o crescimento umas das outras.

Em 2017, continuaremos com o nosso especial Compre com Elas. Vamos juntas?

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A Vanny Tavares é criadora do Atelier 31 de Fevereiro. Ela faz arte com feltro e dá vida aos nossos personagens favoritos.  Ela nos contou um pouco de sua trajetória, os desafios e aprendizados de ser uma artesã empreendedora. spock

“Comecei há uns quatro anos, fazendo coisas para mim mesma e para amigos e familiares, até que começaram a surgir pessoas fazendo pedidos e o que começou como hobby virou uma forma de contar histórias e dar vida para ideias através da costura e, como bônus, uma forma de viver”.

Sobre a escolha dos temas, inspirações e os materiais que a Vanny utiliza: “Na maioria dos casos fui testando vários materiais até estacionar nos resultados mais satisfatórios. Em outros casos, vejo uma inspiração na internet e experimento, vejo se da aproveitar com o que já sei… Já os temas costumam vir dos próprios clientes,eu apenas adapto para meu traço. Agora é que estou começando a deixar meu lado criativo pessoal fluir mais um pouco e deixando minhas próprias ideias criarem vida também”.

cactineoA Vanny segue um processo criativo bem descontraído. “Primeiro faço uns desenhos para tentar imaginar como vai ficar e passar essa ideia para o cliente também. Depois desenvolvo o molde, para isso fico mais concentrada, no máximo ouvindo uma música. Depois costuro e vou assistindo filmes e seriados de forma bem relaxada, e então finalizo dando atenção total aos detalhes pequenos e procurando defeitos na peça final…Dai é só partir para a próxima e repetir o processo”.

A vontade de empreender, segundo ela, surgiu do “Desejo pessoal, sempre gostei de empreender, vendia umas figurinhas abertas de rebelde na escola, brigadeiro… Até joguinho pirata já fui me meter a vender!”.

Mas, como nem tudo é perfeito, existem as dificuldades. Para a Vanny, a maior delas é a estabilidade. “Hoje divido o apartamento com meu namorado, e tem meses que eu ganho muito e tem meses que ganho pouco, mas as contas tem um padrão estável, e isso acaba também me fazendo ter dúvida se devo continuar, principalmente em momentos de maior necessidade financeira ou de depressão”.mascarazinhas

O resultado de toda essa jornada é o aprendizado. Ela nos disse que aprendeu a ter “Responsabilidade, saber lidar com minhas próprias bads e com clientes legais e chatos, a organizar mais meu horário de trabalho e evitar a procrastinação, a poupar para época de vacas magras. Comecei a valorizar e entender mais quem faz e hoje prefiro comprar dessas pessoas ao invés de grandes industrias”.

Para finalizar, ela deixou uma mensagem pra gente: “No início, sempre parece difícil, mas não desistam. Vai treinando, tentando observar onde dá para  melhorar e principalmente, não deixem os pensamentos negativos te dominarem”.

Você pode conferir o trabalho dela no Facebook do Atelier 31 de Fevereiro

Atreva-se a ser quem você quiser!

– por Mariana Zambon Braga

Em outubro do ano passado, o Estadão publicou uma matéria apresentando a Escola de Princesas. Localizada em Uberlândia, MG (e com uma filial a ser inaugurada em São Paulo, no bairro de Moema), a entidade tem como lema “o sonho de toda menina é tornar-se uma princesa”. O trabalho da escola consiste em ensinar as alunas, de 4 a 15 anos de idade, como se portar no ambiente doméstico, à mesa, nos relacionamentos. Tudo isso num ambiente cheio de glitter, tiaras, objetos cor de rosa e transbordando clichês e estereótipos. Na época, escrevi um texto sobre isso no Medium.

A resposta a esse retrocesso foi bem rápida. Inspiradas pela oficina de “desprincesamento” do Chile, diversas ações que promovem o debate acerca dos papéis de gênero na infância estão surgindo por aqui. Uma dessas iniciativas é o Coletivo Atreva-se.

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Nascimento do Atreva-se na Casa Feminaria

A psicóloga Giulianna Ruiz, uma das idealizadoras do Atreva-se, nos contou que, assim que soube desta iniciativa do Chile, ela outras mulheres interessadas se reuniram para começar a pensar em ações aqui no Brasil. Esse encontro aconteceu em novembro, na Casa Feminaria, e foi o primeiro passo para definir o nome, as ações e a missão deste projeto.

Segundo a Giulianna, o coletivo “Surgiu por um interesse em mostrar pras meninas – e todas as pessoas que vivem à sua volta – que elas podem ser princesas, mas elas também podem ser mais um monte de coisas!”. O lema é: Atreva-se a ser quem você quer ser!

A primeira ação do Atreva-se aconteceu no dia 16 de dezembro de 2016, no Parque do Ibirapuera, com uma mediação de leitura e bate-papo entre os participantes.

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Primeira ação do Atreva-se, no Parque do Ibirapuera

Leia abaixo o manifesto do Atreva-se:

NÓS NOS ATREVEMOS. ATREVAM-SE TAMBÉM.

Atreva-se! Para ser quem e o que quiser!

Nós, do Atreva-se! nos juntamos para criar possibilidades para as meninas serem quem e o que quiserem ser.

Existimos e escolhemos transitar na vida e não na fuga dela, entendemos como fuga da vida tudo aquilo que, por imposição, nos desvia de quem somos, seja a maneira como deveríamos nos comportar, a roupa que deveríamos usar, e os sonhos que deveríamos ter, o trabalho que deveríamos exercer, os brinquedos que poderíamos brincar, os personagens que deveríamos gostar, as palavras que poderíamos pronunciar, as lutas que deveríamos lutar, e mais um sem fim de regras e mais regras criadas para que simplesmente não fôssemos o que gostaríamos de ser.

Este movimento se pauta na força do encontro, da troca de saberes, da sororidade, na plena convicção de que, se houver espaço que legitime nossas escolhas e que valide nossas posturas, é possível criarmos um novo paradigma, onde igualdade de gênero não seja um motivo de luta e sim uma conquista.

Talvez assim possamos existir em um mundo onde nos doa aos ouvidos, pensarmos que alguém já viveu sob a tutela da cultura do estupro e que seja um tempo bem longínquo aquele em que tínhamos como ideologia vigente uma lógica machista e violenta.

Que sejamos nós a escolher a nossa beleza, questionar o nosso recato e transitar por tantos os lugares que quisermos.

Nós somos responsáveis pelo que nos move!

Atreva-se a vir com a gente, vamos alargar o mundo para cabermos nele! “

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Mariana Zambon Braga
Responsável pela redação da Rede, é tradutora de inglês, formada em letras pela USP.
Atua nas áreas de: contratos, traduções técnicas, traduções literárias, artigos e monografias. Escritora por vocação e realizadora por necessidade.

Compre com Elas – Especial Artesãs – Donaflô

Uma das missões da Feminaria é auxiliar as mulheres empreendedoras a estarem onde desejam. Isso inclui dar visibilidade a elas e ajudar a divulgar seus projetos e produtos. Investir no trabalho de quem está ao nosso lado é uma forma de garantirmos o crescimento umas das outras.

Vamos juntas?

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Hoje, no Compre com Elas, trouxemos o depoimento da Maísa Correia. Ela é criadora da Donaflô, que oferece produtos de beleza e higiene artesanais, naturais e veganos feitos à mão, com ingredientes que não agridem a saúde ou ao meio ambiente. Os produtos oferecidos são voltados para cura, cuidado e para o dia-a-dia.

No ano retrasado, conheci a saboaria artesanal. Como sempre gostei de artesanato, não foi difícil que essa modalidade virasse mais um dos meus hobbies artísticos. Com o tempo, percebi que a procura por cosméticos naturais e veganos era grande, o que chamou minha atenção para as ideologias do naturebismo e veganismo. Fazer meus próprios cosméticos já era um prazer. Fazê-los com produtos que beneficiariam não só a mim, mas ao meio ambiente e aos animais foi ainda mais motivador. Fiz testes com minha irmã, que é farmacêutica, e começamos a produzir fórmulas e produtos simples, que pudessem atender às necessidades da pele e até curar certos problemas dermatológicos com produtos naturais e acessíveis.

donaflo3 A escolha dos temas começou por minhas necessidades pessoais. Em casa, quase todas nós, somos 4 mulheres, temos a pele oleosa e acne. Surgia assim a nossa primeira linha. As outras surgem conforme a procura e inspirações aromáticas pessoais. O material e os produtos entram na pesquisa de custo-benefício. Nossa marca preza pela qualidade e preço justo. Acreditamos que para mudar a forma de consumo das pessoas precisamos ser também inclusivas e atingir um número de pessoas que, antes, poderiam perder essa oportunidade pelo custo do produto. Mas tudo é feito com muita pesquisa e estudo (internet e livros).

Sempre gostei da ideia de ter um negócio meu, mas o produto certo e a oportunidade ainda não haviam surgido. O dinheiro para aplicar em um serviço/produto não existia ou era baixo e isso sempre me bloqueou. Até o ponto em que não conseguia mais trabalhar, por achar que não era aquilo que deveria fazer. Conversei com meu empregador e decidimos que me desligaria da empresa.donaflo1

É muito difícil ser a produtora, vendedora, contadora, a social media, a marqueteira etc de sua empresa. Principalmente, quando não temos experiência com essas áreas. Algumas evoluem naturalmente e com a ajuda de amigos. Em outras, precisei (e ainda preciso haha) da ajuda de profissionais. O fato de ter um negócio pequeno também afeta a questão de recursos. É difícil saber no que investir, quanto e qual o momento certo, e por muitas vezes não ter dinheiro suficiente para aplicar e investir no crescimento do negócio.

Dedicação e amor são a base para um bom empreendimento. Se você ama, acredita e se dedica ao que faz, existe uma chance mil vezes maior do seu negócio ir para frente. Não falo só de dinheiro/sucesso. Mas de satisfação por fazer algo em que você realmente se sente engajado e motivado a fazer.donaflo2

Antes de chegar à saboaria, tentei vender outros produtos. Alguns surgiam do que eu gostava ou do
que eu achava que venderia. Não vingou. Eu acho que o principal na hora de escolher o que servir ou produzir é escolher algo que condiz com a sua personalidade. Pode não ser fácil. Ainda vai exigir muita pesquisa, estudo e dedicação, mas quando você se identifica no que faz, tudo se encaixa.

Minha principal dica é precificar direitinho seu trabalho. Não tenha vergonha de cobrar o justo. Artesanato não é opção baratinha do produto de marca. Artesanato é arte. Envolve paixão, cultura, história, horas e mais horas de trabalho e muita fumacinha saindo da cabeça. Faça com que as pessoas saibam o quão trabalhoso é esse processo da criação e a importância do seu trabalho. Por fim, encontro o diferencial. Não precisa especificamente ser um produto ou serviço mirabolante. Muitas vezes, o bom atendimento supera um trabalho bonito e diferente pela satisfação que seu cliente sente ao comprar.

Você pode conferir o trabalho da Donaflô no Facebook e no Instagram.

 

Compre com Elas – Especial Artesãs – Thatha Decorações

Uma das missões da Feminaria é auxiliar as mulheres empreendedoras a estarem onde desejam. Isso inclui dar visibilidade a elas e ajudar a divulgar seus projetos e produtos. Investir no trabalho de quem está ao nosso lado é uma forma de garantirmos o crescimento umas das outras.

A partir desta semana, publicaremos uma série de entrevistas com as nossas artistas e artesãs, convidando vocês a conhecerem seus produtos e comprarem com elas. Vamos juntas?

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A nossa primeira entrevistada é a Taís Paes Toledo, criadora da Thatha Decorações. Ela trabalha com decoração de festas infantis. Faz os painéis conforme o tema, bolo fake e algumas peças decorativas para compor a mesa.

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A Taís contou pra gente como surgiu a ideia de trabalhar com festas infantis. “Escolhi o produto com o qual trabalho, a princípio por acaso. Resolvi que iria fazer algo para complementar minha renda, porém não tinha muita ideia do que faria. Aí comecei a fazer pesquisas na internet e me encantei com decoração de festas. Comecei a princípio fazendo festas para família e amigos e depois comecei a fazer para fora”.

Além disso, cada festa recebe atenção especial. “Faço pesquisas na internet, depois monto meu próprio projeto. Tento fazer para cada cliente um projeto único, diferente dos demais realizados”.

Segundo a Taís, trabalhar de forma independente foi algo que “Surgiu tanto do desejo pessoal e da vontade de empreender quanto da necessidade”.

Ela também contou pra gente alguns dos obstáculos que enfrenta no dia a dia dos seus negócios. “Tenho dificuldade em divulgar meu trabalho, dificuldade com o mercado de eventos, pois acredito que tem profissionais que estão desvalorizando o trabalho, cobrando preço de custo. E dificuldade financeira, pois não tem como se programar. Você não tem renda fixa, tem mês que tem serviço tem mês que não tem”.festa3

Por fim, perguntamos o que empreender tem ensinado para ela. “Aprendi a correr atrás dos meus objetivos sem depender de ninguém. Aprendi a colocar um projeto em prática e a solucionar problemas e enfrentar desafios”.

Conheça mais sobre o trabalho da Taís em sua página Thatha Decorações.

Casa Feminaria: Um Porto Seguro para as Mulheres de Negócios

Tradução da matéria publicada pelo site AllWork – Texto Original aqui

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Aberta em 2 de setembro deste ano, a Casa Feminaria é a manifestação física do apoio às mulheres empreendedoras no Brasil.

“A Feminaria foi pensada para proporcionar uma sensação e uma atmosfera de ‘casa da avó’, aponta Ana Carolina. Conhecedora do ambiente corporativo no Brasil e tendo sido ela mesma vítima de machismo no passado, Ana Carolina desejava criar um espaço que incentivasse um ambiente seguro e familiar para as associadas.

De acordo com Ana Carolina, “ao ganhar um espaço exclusivamente feminino, a mulher sente-se mais segura por estar entre iguais, entre pessoas com os mesmos objetivos e que, infelizmente, sofreram pelos mesmos problemas.

“Somente podemos lutar contra o machismo juntas.”

Ana Carolina acredita que ao contribuir para fazer uma mulher sentir-se acolhida e preparada, “ela enfrentará as dificuldades do mundo dos negócios com maior assertividade, ajudando outras a prosperar em uma cultura dominada pelos homens.”

É por isso que a Feminaria é mais do que um espaço típico de coworking.

“Nós oferecemos plantões gratuitos de consultoria profissional e atendimento psicoterapêutico – pois consideramos que o bem estar psicológico e o autoconhecimento são pontos essenciais em qualquer tipo de desenvolvimento profissional.”

Como ela mesma é uma consultora jurídica, Ana Carolina oferece serviços de consultoria gratuitos às associadas da Feminaria, também entrando em parcerias com outras empresárias de sucesso com o propósito de criar uma equipe de conselheiras e consultoras, de maneira similar à de uma incubadora de empresas.

“Também oferecemos um trabalho multidisciplinar similar ao de uma incubadora de empresas, já que acompanhamos as profissionais no desenvolvimento do seu negócio e em todas etapas até sua consolidação. Nossa meta para o próximo ano é operar como uma incubadora de maneira completa, ajudando as mulheres a alcançar o pleno potencial de seus empreendimentos e alcançar novos mercados.”

Para além de ajudar mulheres a tirarem seus projetos do papel individualmente, Ana Carolina quer contribuir com o movimento feminista de seu país. E é por isso que ela espera concentrar-se em incentivar uma cultura na qual as mulheres sejam empoderadas.

“Eu quero que a Feminaria seja o lugar onde mulheres e meninas possam se inspirar no exemplo de outras mulheres. Queremos mostrar a estas meninas e mulheres que elas não precisam se deslocar às empresas e trabalhar em um cubículo das nove às cinco. Queremos mostrar a elas que há outras opções.”

“O futuro da Feminaria é ser o caminho para as mulheres romperem com os paradigmas comportamentais que há tanto são esperados delas.”

Em relação ao financiamento para incubar negócios, Ana Carolina diz o seguinte: “Por enquanto, basicamente da minha conta bancária.”

“Eu acredito nisso.”

“O dinheiro que ganho com meus serviços de consultoria é aplicado na Feminaria. Tenho certeza que o projeto vai crescer e mais pessoas estarão envolvidas, ajudando no financiamento.

“Enquanto isso, se eu precisar fazer isso sozinha, eu vou.”

Ana Carolina é um exemplo perfeito do que o movimento do coworking significa – colaboração, ajuda mútua e trabalho coletivo para um futuro melhor.

Um mês e meio após sua abertura, o espaço de coworking Casa Feminaria tem 30 associadas, 70% das quais são mulheres entre 25 e 30 anos.

A prática do coworking no Brasil está demolindo barreiras – e não nos referimos àquelas entre um cubículo e outro.

Se você deseja saber mais sobre a Feminaria ou se quiser falar com Ana Carolina Moreira Bavon para ajudar na causa, você pode entrar em contato com ela através do e-mail contato@feminaria.com.br.