Women’s Music Event – impulsionando o protagonismo da mulher na indústria da música

Women’s Music Event – impulsionando o protagonismo da mulher na indústria da música

Cada vez mais, encontramos mulheres incríveis que promovem iniciativas para que outras mulheres estejam onde quiserem. Este é o caso do Women’s Music Event.

Idealizado pela jornalista Claudia Assef e pela produtora cultural e advogada Monique Dardenne, que estão há muitos anos na indústria da música, o Women’s Music Event é uma plataforma de música, negócios e tecnologia. Um dos objetivos é criar um banco de dados inédito, com cadastro de mulheres do mundo todo – musicistas, jornalistas, produtoras, DJ’s, instrumentistas e compositoras, por exemplo.

Com o intuito de ser tornar o eixo central em torno dos eventos focados no universo musical feminino que surgem a cada dia no Brasil, o Women’s Music Event (WME) é uma plataforma de música, negócios e tecnologia vista por uma perspectiva feminina.

Seu objetivo é destacar a participação e promover a inclusão de mulheres no mercado da música, um setor ainda muito associado ao universo masculino. Trata-se de uma iniciativa inédita no Brasil, visando fomentar a união e a colaboração entre mulheres que já atuam no mercado da música e encorajar aspirantes a entrarem na indústria de forma mais assertiva.”

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Conversamos com a Monique e com a Cláudia, que nos contaram um pouco mais sobre este projeto.

  1. Como surgiu a ideia de criar o Women’s Music Event?

wme2Tivemos a ideia de criar o Women’s Music Event depois de ter participado de vários painéis sobre o papel da mulher na música, nos quais nos chamavam para mediar ou participar. Acabamos conhecendo pessoalmente ou reencontrando várias profissionais da música super gabaritadas, sobre quem pouco ou não se ouve falar. Pensamos, ué, por que não criar um momento em que a mulher tenha voz em todos os painéis, em vez de ficarmos segregadas num só? Assim nasceu a iniciativa de fazer o Women’s Music Event, que nasceu com o objetivo de ser uma conferência da indústria da música sob a perspectiva feminina, através do olhar das mulheres do mercado.

  1. Vocês têm bastante experiência na indústria da música. Poderiam compartilhar conosco suas impressões sobre ser mulher neste cenário? Na opinião de vocês, quais as maiores dificuldades para uma mulher ser bem sucedida neste segmento?

A gente não veste a máscara de coitadinhas nem fica reclamando, mas existe e sempre existiu um script daquilo que é esperado que uma mulher faça ou não faça, como deve agir etc. Se você age de uma forma mais dura, logo vêm adjetivos como “megera”, “sapatão”, “malcomida” etc. enquanto um homem que age de forma enérgica é tratado como “líder”, “decidido”. Se você se veste de uma forma que foge do convencional pode ser tachada de “piranha” ou “maluca” enquanto o cara que se veste diferente tem muita personalidade. Acho que ninguém jamais definiu melhor as diferenças entre ser uma mulher e um homem na indústria da música quanto a Madonna neste discurso na premiação da Billboard.

 

  1. Em março do ano que vem, o Women’s Music Event irá realizar um evento físico. Poderiam nos falar um pouco mais sobre este evento? Quem poderá participar?

A segunda etapa do lançamento do Women’s Music Event acontece em março de 2017, quando serão realizados os eventos físicos do WME, divididos em dois dias de conferências e duas noites de shows e festa em São Paulo.

A parte diurna do WME, que será realizada num dos edifícios públicos mais bonitos da cidade, a Biblioteca Mário de Andrade, irá abranger painéis sobre os mais diversos assuntos ligados ao universo musical, de negócios a tecnologia, além de workshops técnicos e showcases. No total, cerca de 50 mulheres, entre artistas, executivas, jornalistas, técnicas, engenheiras e produtoras irão palestrar nos 12 painéis e 6 workshops da programação.

A parte de shows se divide em duas noites. A primeira, focada no universo da música eletrônica, dará espaço para DJs e produtoras brasileiras, além de abrir um importante intercâmbio com disc-jóqueis e produtoras sul-americanas, sem esquecer de big names da Europa e dos Estados Unidos. Na segunda noite, o palco do WME se abre para estilos diversos, de cantoras brasileiras a bandas. O line-up da conferência e das festas, bem como o detalhamento da programação de painéis e workshops, será divulgado nos próximos meses através do site WME, além dos parceiros de mídia.

Para quem quiser participar como público da conferência e dos shows, os ingressos serão vendidos a preços bem atentos à realidade atual a partir de fevereiro.

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  1. Como funciona o cadastro das profissionais no portal do WME?

Esta é uma ferramenta importantíssima para reunir dados de profissionais da música do Brasil, que podem se cadastrar diretamente pelo site. Trata-se de um banco de dados inédito, criado para alimentar a indústria da música com profissionais gabaritadas distantes a apenas alguns cliques de empresas interessadas em equilibrar a participação entre gêneros em seus quadros de funcionários. Para se cadastrar basta preencher este formulário e aguardar a confirmação.

  1. Na opinião de vocês, quais são as artistas/bandas/festivais mais interessantes do cenário da música atual?

Tem muita coisa legal rolando, ainda bem! Somos fãs dos trabalhos de artistas como Tássia Reis, Lay, Céu, Karol Konka, Angel Olsen, ANNA, Karina Buhr, Érica Alves, Amanda Mussi, Tata Ogan, Eli Iwasa, Lei Di Dai, Blancah, Angela Carneosso e de festivais como o Coquetel Molotov, Sonora, Feminine Hi-Fi.

Acompanhe o Women’s Music Event através do site, da página do Facebook e pelo Instagram.