Você precisa de um “pitch”? Então, não escreva um.

– por Ana Carolina Moreira Bavon

Desde que comecei a me movimentar efetivamente no ambiente empreendedor (é um universo), percebi que a palavra pitch se repete exaustivamente e comecei a ficar ressabiada porque não havia montado o meu pitch matador. Existem cursos, técnicas, livros, workshops; enfim, não faltam ferramentas para nos ajudar a desenvolver o pitch perfeito.

A regra é clara: ele precisa ser impactante o suficiente para que chame a atenção do seu ouvinte – que em geral é um investidor ou alguém para quem você pretende “vender” sua ideia, produto ou negócio.

Pois bem: me vesti com a minha melhor roupa (de gosto duvidoso, é claro), sentei em frente ao meu notebook e lá fui eu desenvolver o pitch.

Tenho facilidade em escrever e por isso imaginei que seria uma coisa simples. Pensei: tenho bem definidas as ideias e agora basta colocar no papel seguindo a fórmula: quem sou, o que faço, o que desejo e como pretendo realizar e o que preciso agora para atingir meu objetivo. Nunca imaginei que seria tão difícil. Não falo que foi um parto porque não tenho a menor ideia de como deve ser um, mas foi tão difícil quanto ouço minhas amigas mães falarem sobre isso: todo mundo quer dizer qual é a melhor maneira de você fazer o seu, porém, ninguém está ali na sua pele pra saber o que você sente e deseja.

Successful Young Businesswoman Holding Speech

Depois de me apegar a técnica e me desesperar, tive um lampejo de lucidez e me dei conta que eu precisava explicar exatamente aquilo que eu sentia e fazia. Ou seja, eu tirei o foco da técnica e me preocupei em “abrir o coração” foi então que o trabalho começou a fluir, depois começou a ficar bonito, depois eu comecei a me emocionar. Ao passo que meu pitch era desenvolvido eu observava a trajetória que estava percorrendo, poder analisar as coisas por essa nova perspectiva me dava uma sensação de evolução e via que meu negócio estava conseguindo refletir meus valores pessoais.

Escrevi como se não houvesse amanhã, coloquei no papel o que meu coração e memória mandavam e o texto ficou enorme e lindo. Foi então que parti para a segunda fase: transformar aquela confissão em algo palatável para o mercado.

Me inspirei nas pessoas mais capacitadas que conheço:  os vendedores ambulantes! Esses profissionais têm segundos para mostrar que o produto deles precisa ser levado por você, você invariavelmente pode viver sem aqueles produtos e ainda assim: compra! Por que eles conseguem fazer isso?  Porque eles precisam voltar para casa com o dinheiro daquelas vendas do dia, porque daquele dinheiro depende o amanhã e o depois. Então, ali naquela venda, eles colocam o que têm de mais importante: o esforço em manter suas vidas e a daquelas pessoas que dependem deles. Como eles aprenderam isso? Com a vida. A vida mostrou para esses profissionais que a única maneira de se manterem no mercado seria comunicando com paixão aquilo que fazem.

Li meu textão, reli meu textão, suprimi várias partes, mas estrategicamente deixei aquelas que me afetavam emocionalmente sem perder a objetividade. Meu pitch está pronto.

Esse texto é para dizer que não importa o quanto de técnica você tenha, quantas capacidades você domine e o quão maravilhoso é o que você faz – o que vai te fazer comunicar com paixão a ponto de despertar o interesse do mais desaviado dos ouvintes é a paixão que você emprega no que quer que seja.

A paixão pode estar em vários lugares: na sua necessidade de levar estabilidade para a sua família, na sua necessidade de provocar mudanças estruturais no mundo, mas te digo: ela sempre diz respeito ao outro e nunca a você. Quanto de ti existe no que você faz?


Para mais informações sobre como ser Associada Feminaria, envie um e-mail para: contato@feminaria.com.br ou casa.feminaria@feminaria.com.br.


Ana Carolina Moreira Bavon

Advogada, consultora jurídica e fundadora da Rede Feminaria.


Imagem: Freepik

Saiba de uma vez por todas como empreender e ainda continuar no seu emprego

– por Ana Carolina Moreira Bavon

Empreender e ainda continuar trabalho não é um impeditivo, minha amiga. A bem da verdade, se você usar sua sagacidade vai conseguir tirar proveito dessa situação e ganhar com isso.

A decisão de empreender não escolhe data, por isso, muitas vezes pode acontecer de conseguirmos a coragem para tal justamente quando estamos ali dentro do formato clássico: trabalhando formalmente. Empreender requer sacrifícios, é um caminho bastante longo, vai exigir de você decisões difíceis. Ao mesmo tempo, você precisará continuar dando conta das suas tarefas dentro do ambiente corporativo.

Continuar na estabilidade do seu trabalho no ambiente corporativo, com os benefícios que ele traz, enquanto lida com o desenvolvimento do seu negócio, é algo tentador. Você só precisará estar atenta para não prejudicar nenhum dos dois universos.

multitasking-woman-700x467

Algumas dicas de quem já esteve ai poderão te ajudar a definir a estratégia da transição:

1 – Não misture as coisas: vai ser uma das partes mais difíceis. Você precisará estar focada no seu trabalho diário e deixar pra investir tempo no seu empreendimento enquanto estiver em casa, se você misturar os e-mails, telefonemas e negociações correrá o risco de pecar em ambas as tarefa. Uma vez em casa cuidando do seu empreendimento, os negócios da empresa não podem tomar seu tempo;

2 – Planeje: faça um plano de negócios para o desenvolvimento do seu produto e considere suas horas de trabalho no corporativo (dessa forma não ficará tentada a misturar as coisas), eduque-se para fazer o que tem que ser feito durante todo o seu tempo livre (sabemos que não é fácil, mas é seu projeto de vida, certo?);

3 – Utilize a tecnologia: ela será sua aliada desde o inicio. Processos que puderem ser automatizados te darão um respiro enquanto mantém sua “vida dupla,” plataformas e aplicativos podem fazer seu papel durante do período em que você se dedica a empresa;

4 – Fique atenta ao seu orçamento: uma vez estabelecido o limite de permanência dentro do corporativo,  você precisará se programar para não ter um salário mensal. Portanto, esteja ciente de que seu poder financeiro vai mudar consideravelmente, os passos iniciais do seu negócio serão vagarosos e você deve saber que seu padrão de vida poderá mudar por um período. Se você se programar para isso, com certeza será uma transição mais tranquila;

5 – Não esqueça de onde está: dentro do ambiente corporativo você está por dentro de tudo o que esta acontecendo no mercado. Por isso, utilize este ponto a seu favor e ao pensar em sair da empresa, não se esqueça de quem você foi ali e leve toda essa experiência pra sua realidade empreendedora. Contatos sempre serão contatos, conhecimento aprendido é investimento;

6 – Envolva-se na nova realidade: respeite o tempo de maturação do seu próprio negócio, faça contatos e parcerias, participe de ambientes que proporcionem trocas de experiência e networking com pessoas da área em que você pretende empreender;

7 – Uma vez em voo solo: agora dedicada 100% ao seu empreendimento, invista seu tempo em estabelecer parcerias, faça visitas, troque o home office por espaços de trabalho compartilhado que são de baixo custo e podem te dar a estrutura inicial pra receber seus clientes – além de serem uma bela fonte de troca e inspiração.

Esta passando por essa transição? A Feminaria oferece todo suporte tanto em consultoria quanto espaço físico para você estar em segurança  desenvolvendo sua nova trajetória. Seja uma associada!


Para mais informações sobre como ser Associada Feminaria, envie um e-mail para: contato@feminaria.com.br ou casa.feminaria@feminaria.com.br.


Ana Carolina Moreira Bavon

Advogada, consultora jurídica e fundadora da Rede Feminaria.


Imagem: Pinterest

Quando contratar um profissional de arquitetura?

– por Isadora Araújo

Muita gente planeja sua reforma de apartamento/sala comercial e esbarra com um pedido, meio nebuloso, por parte do síndico(a) e/ou administradora do edifício: a RRT ou ART (Registro ou Anotação de Responsabilidade Técnica) “por causa de uma tal norma”.

O que eu acho uma pena, é que muitas vezes a pessoa acaba tomando conhecimento dessa necessidade muito em cima da hora, atrasando o início das atividades, tendo um custo não planejado e, não raro, o seguinte arrependimento: “se eu soubesse que ia precisar de arquiteto pra isso, já teria feito tudo como queria de uma vez“.

Então você, que pensou em deixar sua casa/escritório digno de Pinterest pra depois, realiza que já que terá que contratar um profissional de todo jeito, poderia ter aproveitado pra fazer tudo como sempre sonhou e, futuramente, não passar por outra obra. À essa altura, você já perdeu seu tempo, cabelo e dinheiro resolvendo todos os pepinos que este profissional, que está aí na sua frente agora, resolveria por você – com mais conhecimento e facilidade.

E deixa eu te contar uma coisa: o resultado, daqui pra frente, possivelmente será inferior do que se o profissional já estivesse presente na história desde o início, desde o planejamento. Ou mais oneroso também.

Exigido pelas prefeituras e, mais recentemente, também pelos condomínios, o Registro de Responsabilidade Técnica- RRT é o documento que comprova que projetos e obras possuem um responsável técnico devidamente habilitado e com situação regular perante o Conselho para realizar tais atividades, protegendo a sociedade de falsos profissionais e fornecendo segurança jurídica para quem contrata.

Saiba para quais serviços é obrigatória a contratação de um responsável técnico habilitado e emissão de RRT- Registro de Responsabilidade Técnica- conforme a NBR 16.280/2015:

  • Construção ou demolição de paredes e divisórias;
  • Substituição de revestimentos (piso, paredes, teto);
  • Abertura ou fechamentos de vãos;
  • Alteração nas instalações elétricas, hidráulicas e sanitárias;
  • Instalação de mobiliário fixo;

Por quê?

A norma estabelece que toda reforma de imóvel que altere cargas fixas, instalações ou comprometa a segurança dos usuários- da edificação ou de seu entorno- exigirá laudo técnico assinado por arquiteto ou engenheiro.

Hand over Construction plans with yellow helmet and drawing tool

De quem é a responsabilidade?

No caso de edifícios, é de responsabilidade do  proprietário da unidade autônoma notificar e encaminhar ao responsável legal pela edificação- síndico(a)-  o plano de reforma, RRT, e documentação necessária que comprovem o atendimento à legislação vigente, normas, e  regulamentações para reformas, sob pena de paralisação dos serviços e aplicação de multa, conforme o regulamento interno do condomínio.

Fontes: CAU/BR- Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil e ABNT NBR 16.280/2015


Precisa de uma arquiteta? A Isadora é Consultora da Feminaria e oferece atendimento às nossas Associadas. Para agendar o seu horário, entre em contato pelo telefone (11)2737.5998 e verifique a disponibilidade. Para mais informações sobre como ser Associada Feminaria, envie um e-mail para: contato@feminaria.com.br ou casa.feminaria@feminaria.com.br


Isadora Araújo

Arquiteta e Urbanista, pós-graduada* em Concepção e Gestão de Projetos. Foi pesquisadora bolsista do Núcleo de Iniciação Científica do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo e desenvolveu pesquisa acadêmica em temáticas relativas às Habitações Compactas. Certificada em Patologias Construtivas, Reformas- com ênfase na questão Estrutural, e Aprovações de Projetos pela YCON. É consultora da Feminaria e, ao lado de um time incrível de mulheres, está à frente do Panapanā – Estúdio de Projetos.


Imagens: Freepik

O Teto de Vidro: Como as mulheres são impedidas de chegar no topo

– Tradução livre da Rede Feminaria do original publicado no site da Feminist Majority Foundation

Manchetes recentes têm contado a história que a mídia hegemônica quer que acreditemos em relação às mulheres nos altos cargos de chefia: “As Mulheres Marcam Presença e Ganham Respeito nas Diretorias”, “Nova Tendência de Carreira:  Ela Vai e Ele Vai Atrás”, “As Empreendedoras Progrediram Bastante”, “As Mulheres Estão Liberando a Fortaleza do Poder Masculino”, e “Você Progrediu Muito, Querida.”

Por mais descoladas que sejam as manchetes, estas descrições de sucesso da mulher no mundo corporativo são enganosas. Cada vez mais as mulheres estão esbarrando contra um ‘teto de vidro’. Ann Morrison descreve o problema: o teto de vidro é uma barreira “tão sutil que é transparente, mas ainda assim tão forte, que evita que as mulheres avancem na hierarquia corporativa.” Do ponto onde se encontram na escala de hierarquia, as mulheres conseguem ver as posições corporativas de alto nível, mas são impedidas de “chegar no topo” (Quebrar O Teto de Vidro).

De acordo com Morrison e suas colegas, o teto de vidro “não é simplesmente uma barreira individual com base na incapacidade de uma pessoa para lidar com um cargo de nível mais alto. Ao invés disso, o teto de vidro aplica-se coletivamente às mulheres, que são impedidas de avançar na hierarquia porque são mulheres.”

Qual a causa do “teto de vidro?” Confira a opinião das executivas.

glass_ceiling

A segregação profissional corre solta

Da mesma maneira que o mercado geral de trabalho permanece segregado por sexo, as executivas estão concentradas em certos tipos de trabalho – a maioria como assistentes ou em empregos de apoio – que oferecem poucas oportunidades para se chegar ao topo. Uma pesquisa do Wall Street Journal de 1986 constatou que “As mulheres com os cargos mais altos, na maioria dos setores, encontram-se em áreas não-operacionais, como recursos humanos, relações públicas, ou ocasionalmente, em especialidades de finanças que raramente levam aos postos mais elevados da alta gestão”. As mulheres são deixadas de fora dos empregos da “via tradicional de negócios”, o caminho percorrido pelos CEOs e presidentes. Mas mesmo quando uma mulher consegue um desses empregos, não é muito provável que seja “em algum setor crucial do negócio” ou algum tipo de trabalho que possa “alçá-las como líderes.”

O Clube do Bolinha ainda é forte

De acordo com um recrutador de executivos, a maior barreira para as mulheres em altos níveis de gerência é “o grupinho dos caras que se sentam juntos à mesa” e tomam todas as decisões. Em resumo, ao decidir quem promover para um cargo de gestão, os líderes corporativos do gênero masculino tendem a selecionar pessoas mais parecidas com eles o possível – então, não é surpresa que as mulheres frequentemente nem sejam cogitadas na hora da promoção. Ao invés disso, os homens no topo procuram ex-colegas e velhos amigos de escola; em ambas as áreas, as mulheres têm ficado praticamente ausentes.

As executivas mulheres são frequentemente excluídas de atividades sociais e geralmente citam a “camaradagem” entre os homens que existe nos altos cargos. Os altos cargos de chefia são “a versão mais avançada do Clube do Bolinha.”

Mesmo em um nível mais formal, as mulheres relatam que há “certos tipos de reuniões” para as quais não são convidadas porque não são vistas como desenvolvedoras de políticas. As mulheres do mundo corporativo não viajam a trabalho com a mesma frequência que os homens, de acordo com pesquisas da Korn/Ferry Intemational (1982) e do Wall Street Joumal/Gallup (1984). Estudos confirmam essas diferenças de status e o tratamento diferente das mulheres. Um estudo constatou que entre executivos do mesmo nível, os homens “eram responsáveis por números maiores de empregados, tinham mais liberdade para contratar e demitir, e tinham controle mais direto dos bens da empresa” do que as mulheres (Harlan e Weiss).

A discriminação de gênero é difundida

Na pesquisa do Wall Street Journal/Gallup, perguntou-se às gestoras mulheres o que elas consideravam ser o obstáculo mais sério em suas carreiras. Apenas 3% citaram “responsabilidades familiares”, mas metade delas mencionou razões relacionadas a seu gênero, que incluíam: “crença na superioridade masculina, atitudes dirigidas a chefes mulheres, avanço lento para as mulheres, e o simples fato de ser uma mulher“. Na pesquisa da Korn/Ferry International, solicitou-se que as executivas mulheres citassem o maior obstáculo que tiveram que ultrapassar para alcançar o sucesso. A resposta mais frequente foi simplesmente “ser mulher” (40%). Em uma pesquisa recente do Los Angeles Times com 12,000 trabalhadores, dois terços relataram discriminação sexual; 60% mencionaram sinais de racismo.

No estudo do Wall Street Journal/Gallup, mais de 80% das mulheres executivas disseram acreditar que há desvantagens em ser mulher no mundo corporativo. Os homens, elas dizem, “não as levam a sério”. Na mesma pesquisa, 61% das executivas relataram ter sido confundidas com secretárias em reuniões de negócios; 25% disseram ter sido impedidas de ascender na carreira por atitudes masculinas contrárias a mulheres. Uma maioria significativa – 70% – acredita que recebe salários menores que homens com a mesma capacidade.

O assédio sexual é generalizado

O assédio sexual continua sendo um problema sério para mulheres em cargos de gestão. Em uma pesquisa da revista Working Woman de 1988 com executivos de empresas na lista das 500 maiores do mundo da revista Fortune, 90% das grandes empresas relataram reclamações de assédio sexual feitas por empregadas mulheres. A pesquisa constatou que “mais do que um terço das empresas tinham sido processadas por suas vítimas, e um quarto delas tinham sido processadas repetidas vezes“.

No entanto, de acordo com o mesmo estudo, apenas 20% dos agressores perderam o emprego; 4 em cada 5 apenas recebem uma bronca.

O assédio sexual “coloca a mulher em seu lugar”, então um ambiente corporativo que tolera o assédio sexual intimida e desmoraliza as executivas mulheres. Muitas mulheres hesitam em denunciar, por medo de que isso prejudique sua carreira.

Glass-ceiling

Há pouco cumprimento de leis antidiscriminação

Os mandatos dos presidentes Reagan e Bush devastaram o compromisso do governo federal com ações afirmativas. Como resultado disso, a igualdade foi tirada da agenda corporativa. Uma pesquisa de 1983 com 800 líderes empresariais, conduzida pela Sirota & Alpen Associates, constatou que em uma lista de 25 prioridades de recursos humanos, as ações afirmativas de proteção a mulheres e minorias ficou em 23° lugar.

A Suprema Corte Americana, com sua crescente maioria conservadora, emitiu uma série de sete sentenças sobre leis de igualdade de oportunidades de emprego que fazem com que seja mais difícil para mulheres e minorias protocolarem ações de discriminação salarial. Coletivamente, estas sentenças representam uma mudança significativa nas leis trabalhistas criadas durantes os últimos 25 anos. De acordo com o Civil Rights Monitor, as últimas sentenças da corte “fazem com que seja mais difícil para mulheres e minorias comprovarem atos de discriminação, torna mais fácil para os opositores de direitos civis contestarem instrumentos retificadores de violações, restringem a cobertura dos estatutos de direitos civis, e limitam a responsabilidade das empresas por honorários de sucumbência” (Civil Rights Monitor).

Por fim, os homens em cargos de governança corporativa tendem a não perceber a discriminação como um problema real, fazendo com que seja praticamente impossível implementar soluções legais efetivas. De acordo com um estudo detalhado de John P. Fernandez, homens brancos continuamente classificavam problemas encontrados por mulheres em cargos executivos como insignificantes em comparação à classificação feita pelas mulheres. Portanto, sem pressão externa constante e soluções legais sólidas, os problemas muito reais de discriminação de raça e gênero no alto escalão executivo talvez nunca sejam combatidos.


Imagens: Getty Images

Pandora – Comunicação e Assessoria de Imprensa para Mulheres

A Pandora é uma assessoria de imprensa voltada para mulheres e que coloca o feminino como protagonista. Nascida do desejo por um mundo mais justo, com mais oportunidades para as mulheres e equidade de gênero no ambiente corporativo, a Pandora – Comunicação e Assessoria de imprensa para Mulheres foi criada para atender a um público específico: mulheres artistas, profissionais liberais, donas de pequenas empresas, franquias e empreendedoras.

Tivemos o prazer de conversar sobre a Pandora com sua fundadora, a jornalista Fernanda Vicente, que também é idealizadora e coordenadora do projeto Mães no ENEM & Mães na Universidade. Confira a entrevista:

pandora

  1. Conte-nos um pouco sobre a Pandora. Qual é a principal proposta? Qual o público-alvo?

A Pandora – Comunicação e Assessoria de Imprensa para mulheres nasceu de um desejo que tinha como mulher, feminista e jornalista: trabalhar para e com mulheres. Sou formada há 14 anos, passei por veículos de comunicação, assessorias de imprensa e agências de comunicação e decidi pegar toda minha experiência e usar a favor das mulheres.

A proposta é colaborar para o crescimento pessoal e profissional de mulheres. A Pandora foi criada para atender mulheres, todas as mulheres sem exceção. Sejam elas artistas, profissionais liberais, donas de franquias, e-commerces, empreendedoras, etc.

  1.  Na sua opinião, quais ações os veículos de comunicação deveriam tomar para que o jornalismo fosse mais inclusivo e humanizado?

Acredito que o jornalismo deve ser com e para o povo. Estamos a serviço de uma sociedade e isso foi esquecido pelas grandes empresas de comunicação quem te interesses obscuros, capitalistas.

Um jornalismo inclusivo é aquele que tem a participação da sociedade, principalmente das minorias, que denuncia, que não está preocupado em audiência ou em vender jornal. E incluir é justamente colocar o dedo na ferida, incomodar, ser um soco no estômago, mas sem apelar para o sensacionalismo, o que é a grande dificuldade dos dias de hoje.

  1. Você sente que, como mulher e jornalista, tem mais dificuldades em conseguir produzir matérias ou conquistar espaço dentro das publicações? E no caso de matérias que falam sobre mulheres, como funciona?

Já foi pior. Hoje, é evidente que sua competência ainda é colocada a prova quando se é mulher. Existe um movimento muito importante chamado Jornalistas Contra o Assédio que justamente aborda e denuncia essas questões de gênero nas redações jornalísticas, que vão desde o questionamento da capacidade como profissional até assédio de algumas entrevistadas (fontes).

Como falar sobre mulher e nossas demandas é o “boom” do momento, não está sendo mais tão difícil como era antes. Claro que também depende muito do tema que você vai abordar. Se for pra falar de aborto, por exemplo, as coisas ainda são bem complicadas, porque não vivemos em um país laico de verdade.

  1. Na sua opinião, qual é o principal desafio de quem trabalha com comunicação e jornalismo, atualmente?

Vivemos tempos difíceis com todos os retrocessos que o país enfrenta. Acredito que hoje esse seja o nosso maior desafio. O desafio hoje é ser imparcial, ética e lembrar sempre que jornalista está a serviço da sociedade e não de interesses mesquinhos.

  1. Deixe uma mensagem para nossas leitoras!

Por mais clichê que seja, gosto e acho linda uma frase que li uma vez em um cartaz em uma marcha feminista “Mulheres são como águas, crescem quando se encontram”. E é nisso que acredito.

Para saber das novidades, acompanhe a Pandora pelo Facebook.

Formalize suas relações comerciais – 5 bons motivos para usar contratos

– por Tatiana Dias

Basta conversar com meia dúzia de amigas para saber que a contratualização das relações comerciais é algo completamente alheio à realidade da maior parte das pequenas empreendedoras brasileiras. Prestadoras de serviço autônomas e pequenas empresas têm o costume de trabalhar sem nenhum tipo de formalização, contando apenas com acordo “de boca” ou algumas mensagens trocadas.

No mundo ideal, ninguém precisaria de contrato, todos se comunicariam perfeitamente, não haveria descumprimento dos combinados, nem litígio. Mas vivemos no mundo real, em que a falta de um contrato claro e formalizado por escrito pode acarretar problemas bastante sérios e consequências devastadoras para uma pequena empreendedora.

Unrecognizable businesswoman holding document and shaking hand of business partner after signing of contract. They sitting at table. Negotiation concept

É verdade que a maioria das pessoas nem imagina por que deveria investir na formalização de contratos com seus clientes. Por isso, vou listar apenas alguns bons motivos para nunca trabalhar sem um contrato:

1. O contrato irá definir de forma clara e definitiva o que está sendo oferecido e o que o cliente pode esperar de você.

Pode parecer estranho, mas é imensa a quantidade de problemas que surgem pela falta de definição clara do que será entregue ao cliente, seja seu negócio um serviço ou produto.

Muitas vezes são feitas diversas tratativas com o cliente e não é definida claramente a proposta final. O que devemos ter em mente é que a comunicação é um dos maiores problemas da humanidade e talvez não seja muito prudente contar com uma comunicação sem falhas nos seus negócios.

No contrato, uma das principais cláusulas sempre deverá ser o Objeto e a Abrangência da contratação, que deverá ser redigida da forma mais clara possível, deixando demarcado para o cliente e para o fornecedor exatamente o que deverá ser entregue.

Você sempre poderá se remeter ao contrato quando o cliente quiser incluir “mais um negocinho” no job, que não foi negociado no preço do serviço ou produto.

2. O contrato irá esclarecer os limites da relação.

Cada pessoa ou empresa trabalha de um jeito, tem seus critérios de atendimento, forma de relação com o cliente, prazos de resposta e forma de trabalho.

Essas questões normalmente são ignoradas na negociação e se isso não ficar claro para o seu cliente, a chance de ter problemas é bem grande.

Um bom contrato tratará sobre os limites da relação, garantindo que não haja frustração para o cliente, nem sobrecarga para a empreendedora e aumentando as chances de uma boa relação comercial.

Acredite, se o cliente souber os limites quando está contratando, observar esses limites será muito menos frustrante e ele vai evitar bastante te ligar para reclamar da vida às 7h do domingo.

3. Ter um contrato reduz a chance de não receber o pagamento.

Não só de não receber, mas de receber no prazo e forma combinados.

No contrato, tudo fica ajustado bem certinho para que, depois, não haja discussão sobre os valores devidos, prazo, data e forma de pagamento. Dessa forma, você não terá problemas para cobrar exatamente o que foi contratado, inclusive judicialmente, se necessário.

Além disso, o contrato poderá instituir garantias para assegurar o cumprimento da obrigação (no caso, o pagamento), como multas, retenção do produto ou serviço, entre outras.

Ou seja, ter um contrato escrito não garante que você vai receber, mas reduz significativamente essa chance, além de criar mecanismos de ‘compensação’ em caso de não-pagamento ou atraso.

4. Ter um contrato sugere que seu trabalho é profissional.

Apresentar um contrato escrito ao cliente pode ser um receio de muitas empreendedoras, que imaginam ser um ônus a mais para a contratação. Porém, o que se deve ter em vista é que um bom contrato traz segurança para ambas as partes e um cliente sério não vai se opor a contratualizar o negócio, pelo contrário, irá se sentir mais seguro para contratar seu serviço ou produto.

A formalização do negócio irá sugerir que você ou sua empresa são negócios profissionais, que sabem o que estão fazendo e não estão para brincadeira. O benefício colateral disso ainda é cair fora de furada. Se o possível cliente não estiver com intenção de honrar o combinado, vai pular fora e você vai se livrar de uma roubada.

Young businesswoman giving pen to somebody

5. O contrato define claramente como se dá o encerramento do negócio.

Além de definir o encerramento regular do negócio, com a conclusão do serviço ou entrega do produto e correspondente contraprestação, um bom contrato também irá estabelecer as situações em que ambas as partes podem romper o negócio antecipadamente, com ou sem justa causa, o prazo de antecedência para a rescisão e multas pela rescisão antecipada.

Isso é especialmente importante em relações de médio e longo prazo, quando há diversos itens envolvidos ou a prestação de serviço se dá de forma contínua ao longo do tempo, afinal, é preciso definir o que justifica a ruptura do acordo sem cumprimento e quais os critérios para que isso aconteça de forma a reduzir o prejuízo de ambas as partes.

Esses são apenas alguns benefícios. Outras previsões podem ser de extrema importância em casos específicos, como aqueles que envolvam direitos autorais, direitos de imagem ou responsabilidade profissional regulamentada.

Cada empreendedora enfrenta dificuldades e suporta necessidades específicas. Por isso, a elaboração de um bom contrato é uma tarefa a dois, entre advogada e empreendedora, pois você é a melhor pessoa para dizer o que você oferece, quais os maiores riscos e o que é mais importante destacar para proteger no seu negócio.

A conclusão, empreendedoras, é que um bom contrato “guarda-chuva”, que possa ser adaptado a cada nova contratação, pode ser um dos melhores investimentos que você pode fazer pelo seu negócio.

———-

Precisa de mais informações sobre essa ou outras questões jurídicas? A Tatiana é Consultora da Feminaria e oferece atendimento às nossas Associadas. Para agendar o seu horário, entre em contato pelo telefone (11)2737.5998 e verifique a disponibilidade. Para mais informações sobre como ser Associada Feminaria, envie um e-mail para: contato@feminaria.com.br ou casa.feminaria@feminaria.com.br

Tatiana Dias

Graduada em Direito (PUC-SP) e pós-graduada em Direito e processo do trabalho (PUC-SP) e formação em Mediação (ESA SP), Negociação sindical (FGV SP) e Coaching Ontológico (Instituto Appana SP). Com experiência de 10 anos nas diversas áreas do Direito, atualmente atua especialmente com Direito trabalhista, cível e contratual. Estuda relações de trabalho, contratos, soluções alternativas de conflitos, filosofia, gênero, empreendedorismo e desenvolvimento humano. 

Como a auto-sabotagem pode estar atuando na sua vida

– Por Gisele Ventura

A auto-sabotagem é um mecanismo muito comum, que opera de modo inconsciente fazendo com que puxemos nosso próprio tapete. Curiosamente com o intuito de nos proteger e nos manter na zona de conforto.

Como funciona a auto-sabotagem?

raquel-aparicio-mindfood-self-sabotage
Imagem: Raquel Aparicio

Após tantos envios de currículos, entrevistas, estudo e preparo, finalmente A. consegue o emprego dos seus sonhos. Logo no início, ansiosa para colocar seus potenciais em ação e mostrar a que veio, ficou com a saúde abalada. Tentou resistir, compareceu a empresa assim mesmo durante alguns dias, até que acordou tão fraca que precisou ser levada ao pronto socorro. O diagnóstico não foi tão grave mas exigiu uma semana em repouso.

Aniversário de dez anos de casamento, JP resolve fazer uma surpresa para sua esposa e compra um lindo anel de brilhantes em uma famosa joalheria. No estacionamento do shopping, coloca o pequeno pacote em cima do capô do carro enquanto procura a chave nos bolsos. Alguns minutos depois, já na rua se dá conta de onde havia deixado o presente. Tarde demais.

R., uma mulher bonita, profissional reconhecida, criativa, cheia de vida não consegue encontrar um parceiro para um relacionamento satisfatório. Conhece muitos homens, por meio de apresentações de amigos, encontros profissionais, aplicativos, eventos. Mas, em algum momento da relação percebe que tem uma característica em comum: parecem estar procurando uma mulher para sustentá-los.

Situação comum: Mulheres que gostariam de trabalhar mas que acabam ficando em casa após o nascimento dos filhos, até que não conseguem se recolocar mais (salvo as que realmente fizeram esta opção de forma consciente) muitas vezes estão sabotando suas carreiras.

Exemplos não faltam a respeito de auto-sabotagem. A auto-sabotagem é um tema tão presente nas nossas vidas, mas ao mesmo tempo tão difícil quase impossível de nos darmos conta. Por quê?

Porque ocorre em um nível inconsciente, tão profundo da nossa psique que não somos capazes de enxergar a olho nu. E, falar em auto-sabotagem, no exemplo de uma doença física, que aparece nos exames, parece até loucura não é?

“Como assim eu estaria provocando esta doença em meu corpo?”, você pode estar se perguntando.

Sim, concordo que é um assunto muito delicado e pode ser até mesmo soar como ofensivo ou leviano para quem sofre de alguma doença. Então, reforço que não necessariamente todo adoecimento é provocado pelas emoções. Existem fatores genéticos, doenças herdadas, ou geradas pelo ambiente, hábitos ou mesmo pela toxicidade dos alimentos.

Mas o inconsciente sim tem o poder de desencadear crises, agravar ou abrandar o problema. E, em algumas situações pode ser a fonte causadora.

A auto-sabotagem se disfarça de tantas formas, que parecem ter explicações tão racionais que realmente fica difícil visualizar que podemos estar sabotando nosso sucesso, saúde, relacionamentos e bem estar de modo tão imperceptível.

Mas afinal, porque no auto sabotamos?

Cada caso é um caso, não tem como generalizar, o mundo psíquico é vasto e extenso, atemporal. Composto pela nossa história, pelas nossas interpretações dos fatos da vida, nossos registros, memórias.

As pessoas se sabotam por inúmeras razões, mas que só podem ser compreendidas com um trabalho profundo de autoconhecimento. A grosso modo podemos conjecturar que é uma forma do ego se proteger de situações ameaçadoras. Para clarificar, segue alguns motivos comuns:

giphy

Culpa:

Crescemos sob a sombra da culpa. Seja vinda da religião: “se não for bonzinho (a) vai para o inferno.” “Tem que colocar a necessidade dos outros antes da sua.” etc.

Conheci uma pessoa que pedia para o filho de 8 anos, todas as noites refletir sobre seus pecados.

Ou culpa cultivada no ambiente familiar: “tem que ser boazinha/bonzinho, responsável, dar a sua vez, cuidar dos seus irmãos pois você é mais velha/velho, compartilhar seus brinquedos ou doces, tem que ter as melhores notas”.  Muitas crianças sentem-se culpadas por brigas em casa e separação dos pais.

É importante salientar que não se trata necessariamente de pais ou cuidadores mal intencionados, mas sim a forma como os conceitos são passados de geração em geração. Muitas vezes com o intuito de educar ou proteger os filhos de perigos e exposições, afinal foi a forma com que estas famílias aprenderam a educar.

A culpa também tem uma função importante no ser humano e na sociedade, imagine se não tivéssemos culpa? Que caos que seria!

A questão é: como a culpa atua na auto-sabotagem. A culpa é sinal de não merecimento. Então se você, inconscientemente acredita que não merece algo bom, sucesso profissional, um relacionamento, uma família, um carro ou casa novos, uma viagem, amigos, tem que dar um jeito de colocar a perder certo?

Inveja:

Apesar de ser um sentimento tão condenado, todos nós, de uma forma ou de outra já sentimos inveja. Seja na infância, adolescência ou vida adulta. Em algum momento acreditamos que seria nosso direito ter o que pertence ao outro. Que o outro não deveria ter conquistado aquilo que cabia a nós. Quem nunca chegou a torcer em silêncio contra o sucesso de outra pessoa, ou não fez uma fofoquinha maldosa?

Assim sendo, quando sentimos inveja, acreditamos também que não podemos possuir algo bom. Pois, da mesma forma que desejamos secretamente que o outro perca sua conquista, acreditamos que como “castigo” perderemos a nossa também. Parece complexo, distante ou surreal demais? Sim. Assuntos do inconsciente são muito profundos para serem tratados em um texto sucinto.

tumblr_m6cdmoyJUu1qmr9rao1_1280

Síndrome do Impostor:

A síndrome do impostor é um nome um tanto quanto pitoresco e nada científico dado a um sentimento de incompetência e ineficiência. Ou seja, pessoas que acreditam que no fundo são uma fraude. Vivem com medo de que descubram sua “verdadeira face”. Muitas vezes são pessoas bem intencionadas, competentes, capazes, éticas mas não se apropriam de suas capacidades devido à baixa autoestima, e pouca confiança em si mesmas.

Apesar de não ser de fato uma “síndrome” pois não consta em manuais da medicina, é um estado muito comum que impede a pessoa de crescer e evoluir. Esse sentimento, o medo de “ser descoberta” a impede de alçar voos mais altos, decolar na carreira, na vida pessoal. Então, de alguma forma, o indivíduo dá um jeito de colocar tudo a perder antes que isso aconteça.

Ganhos Secundários:

Situações novas muitas vezes são desconfortáveis, nos tiram de um lugar conhecido. Talvez não tão bom, mas familiar. O sucesso, o novo, por sua vez nos traz um certo desconforto, o medo do desconhecido. Quais serão as novas responsabilidades? Que tipo de situações negativas terei que lidar quando meus desejos se realizarem?

A questão é que muitas vezes temos um ganho em permanecer em uma situação desfavorável.

Quando estamos doentes recebemos cuidados, atenção. Nos livramos de afazeres chatos, de responsabilidades.

Quando ficamos no lugar de “coitadinhos” acreditamos que atraímos a complacência ou empatia das pessoas. Ao contrário de quando ocupamos uma posição de destaque, de sucesso, tememos a inveja, receamos perder a companhia ou o apoio de determinadas pessoas. Ou, as pessoas podem começar a nos procurar para pedir ajuda.

O sucesso traz desafios, responsabilidades, trabalho. É necessário mantê-lo, cuidar da imagem, vigiar suas atitudes. Dá trabalho! Nem sempre desejamos pagar o preço.

Mas lembrem-se, tudo isso ocorre em um nível inconsciente, ou seja, invisível a olho nu!

Medo de comprometer o relacionamento ou a estabilidade familiar:

Quando as pessoas mudam ou saem da sua zona de conforto, estas mudanças podem interferir na dinâmica do seu ambiente. Por exemplo: a mulher vai para o mercado de trabalho e sai do papel de dona de casa, precisa contratar pessoas para dar conta da rotina doméstica ou cuidar das crianças, ou mesmo contar com a ajuda de familiares. Este trabalho pode implicar em viagens ou eventos que talvez não seja do agrado do cônjuge. Ou o restante da família pode julgá-la.

Algumas mudanças podem fazer com que cônjuges ou outros familiares fiquem insatisfeitos seja por sentirem-se ameaçados, com inveja ou sobrarão mais atividades para eles de modo que perderão certas comodidades. Inibida por essas possíveis reações negativas, a pessoa pode retroceder ou fazer com que seu projeto não dê certo por inúmeras razões que só o inconsciente é capaz de criar. Mas como ela mesma não se dá conta, logo arruma várias explicações e justificativas plausíveis e racionais para tanto.

Amelie - Nino & Amelie

Desejos contraditórios:

É uma situação muito comum. Algumas vezes desejamos exatamente o oposto daquilo que demonstramos ou lutamos para acontecer. Seja para atender uma exigência da sociedade, da família, ou para adquirir status e prestígio (pessoas com baixa autoestima).

Exemplos: perder dia da prova de vestibular, ou processo seletivo. Desejo de engravidar mas sofre abortos naturais sucessivos. Fazer uma má apresentação do TCC ou tese de mestrado.

Um executivo pode cometer um erro grave que venha a acarretar prejuízos para a empresa, vir a ser demitido e ficar arrasado. No entanto, já está há um tempo infeliz e desejando mudar os rumos da sua vida profissional. Claro que ele não queria prejudicar a empresa tampouco sua carreira, pelo menos de forma consciente.

Em um dos exemplos iniciais, o homem que deixa a joia que seria presente para sua esposa no capô do carro. Como estaria este relacionamento? Será que ele realmente desejou dar este presente a esposa?

Vingança:

Sim, as pessoas podem sabotar sua realização pessoal, sua saúde, seus projetos para punir ou se vingar de alguém.

Se mantem em uma posição de doente ou dependente para que algum familiar banque suas despesas, fique a sua disposição para o que for necessário.

Seja por mágoa, raiva dos pais ou cônjuge ou mesmo dos filhos, algumas pessoas se colocam nesta posição, prejudicando acima de tudo a si mesmas. Não se libertam e não libertam os outros envolvidos do encargo.

——————-

O assunto auto-sabotagem é muito amplo, a intenção deste texto foi apenas arranhar a superfície de um tema tão rico e fascinante. Fascinante e ao mesmo tempo trágico e real, muito real.

Tal termo não é de uso científico da psicologia, mas utilizado pelo senso comum. No entanto, são encontrados na literatura de estudiosos consagrados como Freud, C. G. Jung, Melanie Klein entre outros, referencias claras a situações de auto-sabotagem mas com diferentes nomenclaturas.

Como estes autores abordam basicamente a vida psíquica, o inconsciente, praticamente todos os casos clínicos e seus transtornos tem conteúdos relacionados a auto-sabotagem.

Talvez você esteja se perguntando nesse momento onde e como a auto-sabotagem se aplica a você, na sua vida. Se você percebe que ocorrem situações repetitivas que te prejudicam ou te impedem de alcançar seus objetivos, é bem provável que esteja nesse ciclo. Para detectar e romper e assim adquirir mais autonomia sobre sua vida, o caminho é um trabalho profundo e paciente de autoconhecimento.

Pode causar medo, ansiedade e há possibilidades de surgirem várias resistências e empecilhos pelo caminho para que fique onde está. Pelas mesmas razões mencionadas no decorrer do texto. Mas, no que tange ao autoconhecimento o lema é: “quebre as pontes que atravessar!”.

Gisele Ventura Essoudry

Psicóloga clínica especialista em Saúde Mental pela UNIFESP, coach e orientadora profissional. Em razão da também graduação em Marketing, trabalhou por quinze anos no mundo corporativo, nos segmentos de varejo e bancos, sempre na área comercial o que contribuiu muito para entendimento de questões relacionadas ao ambiente empresarial. Criadora do site de conteúdo www.autenticalab.com.br, ministra palestras e workshops sobre desenvolvimento pessoal. Dois e-books publicados: “Com autoestima é melhor!” e “Amor e relacionamentos, muito além do óbvio!”. Consultora da Feminaria, atende às associadas da Rede com agendamento pelo telefone (11) 2737-5998

 

* Texto originalmente publicado no site do Autentica Lab.

* Imagens: Cenas do filme “O fabuloso destino de Amelie Poulain”

Tornei-me uma Microempreendedora Individual (MEI)… e agora?

– por Aline Nicoletti

Primeiramente, Parabéns! É um grande passo para o seu crescimento e o sucesso da sua empresa. Sair da ilegalidade te torna visível.

Agora você terá um limite de faturamento anual de R$60 mil e também um limite de compras que equivale a 80% do seu faturamento. Por exemplo, se você faturou 30 mil em 2016, o valor das suas compras deverá ser de, no máximo, R$24 mil. Lembrando que você tem deveres, como a declaração mensal, anual, a DAS. Mas vamos conversar sobre esse assunto em outro artigo, ok?

Neste momento, sei que muitas questões e dúvidas pairam em sua cabeça, te deixando insegura com essa nova fase.

Então, nesse primeiro artigo, separamos as principais dúvidas. Vamos lá?

small-business-owner-working-on-retail-strategy_retail-strategies-POS-power-user

O Carnê da Cidadania será enviado para endereço do MEI em 2017?

NÃO. O Carnê da Cidadania não será emitido pelo governo federal e demais órgãos e instituições (SEMPE; SEBRAE; RFB; INSS…). Para gerar a guia do Documentos de Arrecadação do Simples Nacional – DAS – acesse o PORTAL DO EMPREENDEDOR.

Para ser MEI preciso de um ponto comercial?

Não necessariamente. O cadastro como Microempreendedor Individual é feito online e permite que você cadastre seu endereço residencial na hora de preencher os dados. Se você é um prestador de serviço e não tem um escritório para atendimento ou mantém o seu negócio em casa, não se preocupe! Mesmo assim poderá se formalizar como Microempreendedor Individual.

Funcionários públicos, aposentados e pensionistas podem ser MEI?

De acordo com a Lei 8.112/90, o servidor público está proibido de ser empresário enquanto exerce suas atividades, mas isso não o impede de se tornar um empreendedor após a sua aposentadoria (exceto em caso de aposentadoria por invalidez). No entanto, vale lembrar que ele não poderá ter nenhuma outra atividade ou receber salário enquanto estiver cadastrado como MEI.

Posso contratar funcionários sendo MEI?

Sim, mas somente um trabalhador contratado! Lembre-se de que o salário do seu funcionário não pode ser menor do que o piso da categoria nem inferior ao salário mínimo. O MEI também deve recolher 3% do que ele recebe para o INSS, além de uma quantia de 8% depositada no FGTS.

O que acontece se eu ultrapassar o faturamento permitido no MEI?

Se você ganhar até 20% a mais do que poderia em um ano, perderá o seu cadastro como Microempreendedor Individual a partir do dia primeiro de janeiro do ano seguinte. Caso você ultrapasse os 20% do faturamento permitido, serão cobrados os impostos para empresas normais a partir do mês em que você excedeu o limite. Procure um contador para ajudar a regularizar a sua situação!

Posso emitir nota fiscal sendo MEI? Qual o procedimento?

Sim. Um dos benefícios de se formalizar como Microempreendedor Individual é a possibilidade de emitir a nota fiscal. Para isso, consulte se a prefeitura do seu município já usa a nota fiscal eletrônica ou se ainda está com a nota convencional.

Minha família pode perder o benefício do Programa Bolsa Família se eu me registrar como Microempreendedor Individual – MEI?

O registro como MEI não causa a perda do benefício do Programa Bolsa Família. Porém, caso obtenha renda que ultrapasse os limites permitidos para ser beneficiário, perderá o Bolsa Família.

Qual o prazo para o MEI solicitar o auxilio doença?

O auxílio doença (para o próprio MEI) poderá ser solicitado a partir do primeiro dia em que o MEI ficar incapacitado de exercer suas atividades. O pagamento será devido a contar da data do início da incapacidade, quando requerido em até 30 dias do afastamento.

Para requerer qualquer benefício perante o INSS/previdência, o segurado deve ligar para a Central telefônica 135 para agendar seu atendimento, eletronicamente através da página da Previdência Social na Internet, ou em qualquer agência do INSS/Previdência Social.

GTY_woman_finance_tk_131022_16x9_992

Caso o MEI se formalize no seu endereço residencial, o valor do IPTU pode sofrer aumento para IPTU comercial?

A tributação municipal do imposto sobre imóveis prediais urbanos deverá assegurar tratamento mais favorecido ao MEI para realização de sua atividade no mesmo local em que residir, mediante aplicação da menor alíquota vigente para aquela localidade, seja residencial ou comercial, nos termos da lei, sem prejuízo de eventual isenção ou imunidade existente.

Após os 180 dias utilizando o alvará provisório, o Microempreendedor Individual – MEI obterá o alvará definitivo automaticamente ou precisa ir à Prefeitura?

Após o prazo de 180 dias, não havendo manifestação da Prefeitura Municipal quanto à correção do endereço onde está estabelecido o MEI e quanto à possibilidade de exercer a atividade empresarial no local desejado, o Termo de Ciência e Responsabilidade com Efeito de Alvará de Licença e Funcionamento Provisório se converterá automaticamente em Alvará de Funcionamento definitivo.

A inadimplência do MEI referente às guias do DAS é passível de dívida ativa no CNPJ da empresa?

Sim, os débitos do MEI são passíveis de inscrição em dívida ativa. A RFB envia o débito para a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional – PGFN, que poderá inscrever os débitos em dívida ativa e realizar a cobrança a qualquer tempo.

O MEI que nunca pagou DAS poderá ter o seu registro cancelado?

Sim. O cancelamento pode ocorrer caso não haja o pagamento das contribuições de 12 meses consecutivos, de acordo com a regulamentação.

O Microempreendedor Individual é obrigado a emitir nota fiscal?

O MEI estará dispensado de emitir nota fiscal para consumidor pessoa física. Porém, estará obrigado à emissão quando o destinatário da mercadoria ou serviço for outra empresa, salvo quando esse destinatário emitir nota fiscal de entrada.

O MEI não tem a obrigação de emitir a Nota Fiscal Eletrônica – NF-e, mesmo se realizar vendas interestaduais, exceto se desejar e por opção. (§ 1º do artigo 97, da Resolução do Comitê Gestor do Simples Nacional – CGSN de nº 94/2011).

O que muda é o recolhimento do ICMS, que deve ser dividido entre as unidades federativas de origem e de destino dos produtos comercializados em transações interestaduais.

O que acontece quando o MEI não  faz sua declaração anual – DASN/SIMEI – ou a entrega com atraso?

Quando o MEI entrega a Declaração Anual do Simples Nacional do MEI (DASN/SIMEI), em atraso, fica sujeito ao pagamento de multa, no valor mínimo de R$ 50,00 (cinquenta reais), ou de 2% (dois por cento) ao mês-calendário ou fração, incidentes sobre o montante dos tributos decorrentes das informações prestadas na DASN-SIMEI, ainda que integralmente paga, limitada a 20% (vinte por cento).

Após a entrega da DASN-SIMEI em atraso, a notificação do lançamento, bem como os dados do DARF para pagamento da multa serão gerados automaticamente, e constarão ao final do recibo de entrega. Caso o pagamento seja feito em até 30 dias, a multa será reduzida em 50%, totalizando R$ 25,00.

Agora que algumas duvidas já estão sanadas, mão na massa e boa sorte!

Uma boa assessoria de apoio diminui e antecipa a resolução de problemas antes mesmo de eles aparecerem, não deixando a empresa sentir o impacto da pressão da legislação. – Aline Nicoletti

——————-

Caso tenha restado alguma dúvida sobre este assunto, a Aline é Consultora da Feminaria e presta atendimento às nossas Associadas. Para agendar o seu horário, entre em contato pelo telefone (11)2737.5998 e verifique a disponibilidade. Para mais informações sobre como ser Associada Feminaria, envie um e-mail para: contato@feminaria.com.br ou casa.feminaria@feminaria.com.br

 

Aline Nicoletti

Consultora da Feminaria. Proprietária da Nicoletti Assessoria Empresarial. Graduada em Administração e Contabilidade pela Universidade São Judas Tadeus . Atua há 13 anos na área de contabilidade, legalização empresarial, fiscal e departamento pessoal. Atualmente focada no crescimento dos pequenos empreendedores. Atendimento Também para pessoas Físicas na área de Previdência social.

Breves ensinamentos de “Estrelas Além do Tempo”

– por Mariana Zambon Braga

O filme Estrelas Além do Tempo conta a história das três personagens reais Mary Jackson, Dorothy Vaughan e Katherine Johnson. É sucesso de bilheteria e conseguiu três indicações ao Oscar: melhor atriz coadjuvante para Octavia Spencer, melhor roteiro adaptado e melhor filme. Eu, particularmente, me emocionei bastante ao assistir à trajetória destas mentes brilhantes, que só foram receber o devido crédito anos mais tarde. E eu preciso frisar aqui: se não fosse pelo esforço delas, talvez toda a missão espacial dos EUA naquela época tivesse sido um fracasso. 

O cenário enfrentado por elas não poderia ser mais desafiador. Anos 1960. Sul dos Estados Unidos – uma das regiões em que a segregação racial era uma dura realidade. E, ainda por cima, eram mulheres negras, trabalhando na NASA, um ambiente composto quase que majoritariamente por homens brancos.

O que elas conquistaram não foi pouca coisa não. Mary Jackson foi a primeira engenheira negra da NASA. Dorothy Vaughan tornou-se, com muita perseverança, a primeira supervisora negra da National Advisory Committee for Aeronautics (NACA), a agência predecessora da NASA. Katherine Johnson foi uma brilhante matemática, premiada pelo presidente Obama com a Medalha da Liberdade Presidencial, a maior honra que um civil pode receber. Sem contar que o próprio John Glenn, astronauta que fez o primeiro voo orbital dos EUA, só aceitou a missão após Katherine confirmar os cálculos de seu retorno à Terra.

giphy

Acho que é justo dizer que elas foram muito importantes para a história, não só dos EUA, como da humanidade. E, como toda boa história, real ou fictícia, este filme me trouxe alguns ensinamentos:

  1. Persistência e posicionamento são fundamentais. Ao longo da narrativa, Mary, Katherine e Dorothy se encontram em situações na quais poderiam ter recuado ou abaixado a cabeça. Poderiam ter desistido de seus sonhos ou de suas carreiras, pois as condições que se apresentavam eram muito adversas. Mas elas não se submeteram.  Não aceitaram o “mundo como ele é”. Lutaram pelo direito de manter seus trabalhos, de estudar, ter uma remuneração digna, ou de simplesmente poder usar o banheiro no mesmo andar onde trabalhavam. Graças ao posicionamento e à firmeza das três, elas conseguiram melhorar não só suas próprias condições de trabalho e de vida, mas a de muitas mulheres que trabalhavam com elas.
  2. Precisamos nos preparar para as inovações tecnológicas e para as novas tendências.  Dorothy era líder das computers – matemáticas que faziam os cálculos, manualmente com uma calculadora, muito antes do advento dos computadores. Por causa dos atritos entre os EUA e a União Soviética, a chamada corrida espacial levou a NASA a comprar um daqueles computadores enormes da IBM. Dorothy percebeu, então, que teria que aprender a programar aquilo, ou ela e sua equipe se tornariam obsoletas. Além de aprender a linguagem de programação do IBM, ela também ensinou suas colegas e garantiu que todas pudessem manter seus empregos. Ao invés de temer a tecnologia, devemos compreendê-la e nos adaptar aos novos rumos das nossas profissões e de nossos ofícios.
  3. Um bom líder enxerga o ser humano. Quando Katherine consegue uma vaga na equipe dos matemáticos responsáveis por mandar o homem para o espaço, ela começa a trabalhar com Al Harrison, um cara exigente, mas que sabia que liderança não tem a ver com mandar. Graças a Al, Katherine não precisou mais andar quilômetros para poder ir ao banheiro, pode participar de reuniões estratégicas e trabalhar mais ativamente, desenvolvendo seu potencial e contribuindo da melhor maneira para a equipe. Se um líder não reconhece que seus colaboradores são humanos, não sabe enxergar suas necessidades de trabalho, então ele é apenas uma pessoa com poder hierárquico.
tempo-crit-02_fl
Imagem: Divulgação

Estrelas Além do Tempo é um filme inspirador, não no sentido motivacional, porque não tem aquela coisa de “você pode tudo se apenas for otimista e determinada”. Nada disso. É inspirador porque mostra o resultado do trabalho árduo e da dedicação destas mulheres em busca de seus sonhos e objetivos profissionais e intelectuais. Mostra que, sem atitudes, sem uma real ação transformadora, nossos projetos dificilmente serão realizados.

Que possamos nos espelhar na coragem dessas cientistas incríveis!

—-

Mariana Zambon Braga
Responsável pela redação da Rede, é tradutora de inglês, formada em letras pela USP.
Atua nas áreas de: contratos, traduções técnicas, traduções literárias, artigos e monografias. Escritora por vocação e realizadora por necessidade.

Compre com Elas – Especial Artesãs – Atelier 31 de Fevereiro

Uma das missões da Feminaria é auxiliar as mulheres empreendedoras a estarem onde desejam. Isso inclui dar visibilidade a elas e ajudar a divulgar seus projetos e produtos. Investir no trabalho de quem está ao nosso lado é uma forma de garantirmos o crescimento umas das outras.

Em 2017, continuaremos com o nosso especial Compre com Elas. Vamos juntas?

————–

A Vanny Tavares é criadora do Atelier 31 de Fevereiro. Ela faz arte com feltro e dá vida aos nossos personagens favoritos.  Ela nos contou um pouco de sua trajetória, os desafios e aprendizados de ser uma artesã empreendedora. spock

“Comecei há uns quatro anos, fazendo coisas para mim mesma e para amigos e familiares, até que começaram a surgir pessoas fazendo pedidos e o que começou como hobby virou uma forma de contar histórias e dar vida para ideias através da costura e, como bônus, uma forma de viver”.

Sobre a escolha dos temas, inspirações e os materiais que a Vanny utiliza: “Na maioria dos casos fui testando vários materiais até estacionar nos resultados mais satisfatórios. Em outros casos, vejo uma inspiração na internet e experimento, vejo se da aproveitar com o que já sei… Já os temas costumam vir dos próprios clientes,eu apenas adapto para meu traço. Agora é que estou começando a deixar meu lado criativo pessoal fluir mais um pouco e deixando minhas próprias ideias criarem vida também”.

cactineoA Vanny segue um processo criativo bem descontraído. “Primeiro faço uns desenhos para tentar imaginar como vai ficar e passar essa ideia para o cliente também. Depois desenvolvo o molde, para isso fico mais concentrada, no máximo ouvindo uma música. Depois costuro e vou assistindo filmes e seriados de forma bem relaxada, e então finalizo dando atenção total aos detalhes pequenos e procurando defeitos na peça final…Dai é só partir para a próxima e repetir o processo”.

A vontade de empreender, segundo ela, surgiu do “Desejo pessoal, sempre gostei de empreender, vendia umas figurinhas abertas de rebelde na escola, brigadeiro… Até joguinho pirata já fui me meter a vender!”.

Mas, como nem tudo é perfeito, existem as dificuldades. Para a Vanny, a maior delas é a estabilidade. “Hoje divido o apartamento com meu namorado, e tem meses que eu ganho muito e tem meses que ganho pouco, mas as contas tem um padrão estável, e isso acaba também me fazendo ter dúvida se devo continuar, principalmente em momentos de maior necessidade financeira ou de depressão”.mascarazinhas

O resultado de toda essa jornada é o aprendizado. Ela nos disse que aprendeu a ter “Responsabilidade, saber lidar com minhas próprias bads e com clientes legais e chatos, a organizar mais meu horário de trabalho e evitar a procrastinação, a poupar para época de vacas magras. Comecei a valorizar e entender mais quem faz e hoje prefiro comprar dessas pessoas ao invés de grandes industrias”.

Para finalizar, ela deixou uma mensagem pra gente: “No início, sempre parece difícil, mas não desistam. Vai treinando, tentando observar onde dá para  melhorar e principalmente, não deixem os pensamentos negativos te dominarem”.

Você pode conferir o trabalho dela no Facebook do Atelier 31 de Fevereiro