Desistir também é uma opção

– por Mariana Zambon Braga

Este não é um texto motivacional. Já existem muitos deles por aí, principalmente aqueles que dizem que “Desistir não é uma opção”. Como se chegar ao fim de alguma coisa, ou alcançar determinado objetivo, valesse a pena em qualquer situação. Mais ainda: como se fosse válido suportar toda e qualquer adversidade para sentir o gosto da vitória.

Em muitos casos, a persistência, o foco e a dedicação são, de fato, qualidades que nos impulsionam para as metas das quais temos plena convicção. Seguimos aguentando as dificuldades, engolindo os sapos da vida, trabalhando horas a fio, pois, no nosso íntimo, sabemos que o fim da jornada será válido. Ou, talvez, por não termos condições de analisar outras opções – quando, por exemplo, nosso emprego ou trabalho é a única maneira viável de sustento.

oleukena_givingupisnotanoption-2Supondo que estamos em uma situação na qual é possível escolher, o lema desistir não é uma opção nos estimula a continuar trilhando um caminho sem pensar em voltar atrás. Adotamos a mentalidade dos maratonistas, que seguem um percurso solitário e cansativo até a linha de chegada. E, como estes esportistas, descobrimos muitas riquezas ao longo do processo, transformando as cãibras, o suor e os quilômetros percorridos em aprendizado. A trajetória, em si, acaba sendo tão frutífera quanto a própria medalha. 

Mas e quando estamos em uma corrida sem fim? Ou melhor: e quando o percurso não nos leva a lugar algum e corremos em círculos? Nessas situações, talvez seja mais produtivo encarar a realidade e desistir, sem medo.

Antes de pensar em mergulhar de cabeça ou entregar-se de corpo e alma a um projeto ou a um objetivo a ser alcançado, precisamos ter certeza de que aquele é o lugar aonde queremos chegar. E nem sempre conseguimos ter a plena segurança de que estamos no caminho certo, não é mesmo? Em todos os contextos da nossa vida, no trabalho, nos relacionamentos e nos projetos pessoais, a dúvida nos visita constantemente.

Enquanto percorremos a estrada até o destino planejado, podemos começar a acreditar que aquilo não faz mais sentido. Neste caso, o que é melhor: permanecer num beco sem saída, num labirinto, ou dar alguns passos para trás e, com mais clareza, enxergar as novas possibilidades? 

É normal querer terminar algo que começamos. Dá uma sensação gostosa de dever cumprido, de conquista e merecimento. Por isso é tão difícil desistir. Pensamos: “Perdi tanto tempo da vida com isso, e agora vou abandonar?”.

Porém, ao invés de olhar para algo que você deixoleukena_givingupisnotanoption-3ou para trás como uma derrota ou uma desistência, você pode enxergar toda a bagagem que acumulou até aqui- seja em termos de qualificações e habilidades, seja em termos emocionais – e pensar em como ela será útil em qualquer outro caminho que você escolher trilhar.

Desistir de algo que não te faz bem ou que não te ajuda a crescer e melhorar não é sinônimo de fraqueza, mas de autoconhecimento e maturidade. Ao aceitar que nada nessa vida é permanente, que existem infinitos caminhos e que é, sim, possível (e às vezes, necessário) mudar de opinião, de foco e de objetivo, conseguimos nos cobrar menos.

Ser capaz de desistir é poder errar e reconhecer a força dos recomeços.

É preciso ter muita força para abdicar de um emprego sufocante ou explorador, para desapegar de um relacionamento abusivo, para seguir em frente e demolir as paredes dos becos sem saída e dos labirintos.

Desistir pode ser, sim, uma ótima opção. Só não podemos é desistir da vida, tão rica e repleta de possibilidades.


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Para ilustrar esse texto, escolhi a série de fotografias do artista alemão Ole Ukena. Ao olhar para esta instalação, somos confrontados, à primeira vista, com uma situação na qual o artista está prestes a terminar a obra. Uma escada, algumas letras, pregos, pincel e tinta ainda estão espalhados no chão, como se aguardassem pelo momento de serem usados. Ao olhar mais atentamente, percebemos que a frase “Giving up is not an option” (Desistir não é uma opção) deve ser lida à luz da ironia. O artista desistiu de terminar a instalação que recebe este nome e a obra é finalizada sem ser terminada.


Mariana Zambon Braga
Responsável pela redação da Rede, é tradutora de inglês, formada em letras pela USP.
Atua nas áreas de: contratos, traduções técnicas, traduções literárias, artigos e monografias. Escritora por vocação e realizadora por necessidade. Contato: redacao@feminaria.com.br

Avon inicia plataforma de apoio às mulheres do audiovisual

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  • A primeira ação é o patrocínio ao Seminário Internacional Mulheres em Foco no Audiovisual, que acontece dia 5 de abril, na UNIBES Cultural, com presença da sueca Ellen Tejle, criadora da campanha que popularizou o Teste de Bechdel, que avalia o índice de participação feminina nas telas
  • Ainda neste ano, será anunciado projeto completo de investimento, por meio de leis de incentivo, em produções dirigidas e roteirizadas por mulheres
  • Piloto começa com apoio a filmes das diretoras Juliana Vicente, Monique Gardenberg e Laís Bodansky

São Paulo, abril de 2017 – Ao longo de 130 anos de história de relacionamento com as mulheres, a Avon tem pautado suas ações de investimento sociocultural em projetos que potencializem o empoderamento feminino, gerando mais oportunidades para as mulheres e reforçando a necessidade de a sociedade acelerar o processo de promoção da equidade de gênero. Com esse objetivo, a empresa apresenta uma plataforma voltada à valorização das profissionais do universo do audiovisual.

Segundo a Ancine (Agência Nacional do Cinema), no ano passado apenas 20,3% dos filmes nacionais lançados nos cinemas do país foram dirigidos por mulheres e, de acordo com o Boletim Gemaa, do Observatório Brasileiro de Cinema e Audiovisual, entre os filmes brasileiros de maior bilheteria nos últimos 20 anos, 22% tiveram roteiros assinados por mulheres.

Elas ainda estão pouco presentes no audiovisual, que é um canal riquíssimo para disseminação de cultura e comportamento”, comenta David Legher, presidente da Avon. “O cinema e a sociedade toda só tem a ganhar com a diversidade de gênero nesse campo, por isso vamos reforçar nossa atuação nesse sentido”.

Uma das mais importantes ações da empresa será o investimento em produções audiovisuais dirigidas ou roteirizadas por mulheres, por meio de leis de incentivo. Como experiência piloto, a empresa já está dirigindo investimentos por meio de leis de incentivo a três filmes que estrearão ao longo de 2017 e 2018: o documentário Diálogos com Ruth de Souza, dirigido por Juliana Vicente, e os longas-metragens Jamais estive tão segura de mim mesma, dirigido por Monique Gardenberg, e Pedro, dirigido por Laís Bodanzky.

Além disso, patrocina o Seminário Internacional Mulheres em Foco no Audiovisual – Equidade e Igualdade de Gênero, que acontece no dia 5 de abril (4ª feira), das 16h às 20h30, na UNIBES Cultural, na Rua Oscar Freire, 2500, em São Paulo. Abordando políticas públicas e ações da sociedade civil que buscam dar mais visibilidade às mulheres no mercado audiovisual, o evento é realizado pelo Grupo Mulheres do Audiovisual Brasil, comunidade do Facebook com mais de 10 mil mulheres atuantes no setor de todo o Brasil e Casa Redonda Plataformas Criativas, empresa especializada em plataformas criativas voltadas ao desenvolvimento do setor cultural.

O seminário contará com a participação da sueca Ellen Tejle, criadora do selo A- Rate, que popularizou o Teste de Bechdel. Respondendo a questões simples, como se uma obra de ficção possui pelo menos duas mulheres que conversam entre si sobre um assunto que não seja homem e se elas têm nomes, a avaliação mede o índice de participação feminina nas telas.

A programação também traz Malu Andrade, idealizadora do Grupo Mulheres do Audiovisual Brasil, que abre o evento com a fala “Representatividade das mulheres na tela e atrás das câmeras”, e Débora Ivanov, diretora da ANCINE, que apresenta Os dados da participação feminina no audiovisual Brasileiro e Juliana Vicente, diretora e fundadora da Preta Portê Filmes, apresentando o case do seu documentário Diálogos com Ruth de Souza.

O evento terá ainda a celebração de parcerias e estratégias para implementação do Selo Bechdel no Brasil. As inscrições para o seminário devem ser realizadas pelo e- mail seminariomulheresnoaudiovisual@gmail.com. A participação é gratuita e as vagas são limitadas.

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SEMINÁRIO INTERNACIONAL MULHERES EM FOCO NO AUDIOVISUAL – EQUIDADE E IGUALDADE DE GÊNERO

Data: 05 de abril 2017 (4ª feira)| 16h às 20h30

Local: UNIBES Cultural – R. Oscar Freire, 2500, Sumaré, São Paulo

Patrocínio: AVON

Realização: Mulheres do Audiovisual Brasil

Apoio: Embaixada da Suécia no Brasil, Mulheres do Brasil, Casa Redonda, Cabify e

Unibes Cultural, Bravi, Siaesp e Apro

Apoio Institucional: ANCINE

Vagas Limitadas. Inscrições: seminariomulheresnoaudiovisual@gmail.com

 

Assessoria de imprensa:

Sofia Carvalhosa, Viva Kauffmann e Renata Martins/ (11) 3083-5024

E-mail: atendimento@sofiacarvalhosa.com.br

 


Imagens: Divulgação

Women’s Music Event – impulsionando o protagonismo da mulher na indústria da música

Cada vez mais, encontramos mulheres incríveis que promovem iniciativas para que outras mulheres estejam onde quiserem. Este é o caso do Women’s Music Event.

Idealizado pela jornalista Claudia Assef e pela produtora cultural e advogada Monique Dardenne, que estão há muitos anos na indústria da música, o Women’s Music Event é uma plataforma de música, negócios e tecnologia. Um dos objetivos é criar um banco de dados inédito, com cadastro de mulheres do mundo todo – musicistas, jornalistas, produtoras, DJ’s, instrumentistas e compositoras, por exemplo.

Com o intuito de ser tornar o eixo central em torno dos eventos focados no universo musical feminino que surgem a cada dia no Brasil, o Women’s Music Event (WME) é uma plataforma de música, negócios e tecnologia vista por uma perspectiva feminina.

Seu objetivo é destacar a participação e promover a inclusão de mulheres no mercado da música, um setor ainda muito associado ao universo masculino. Trata-se de uma iniciativa inédita no Brasil, visando fomentar a união e a colaboração entre mulheres que já atuam no mercado da música e encorajar aspirantes a entrarem na indústria de forma mais assertiva.”

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Conversamos com a Monique e com a Cláudia, que nos contaram um pouco mais sobre este projeto.

  1. Como surgiu a ideia de criar o Women’s Music Event?

wme2Tivemos a ideia de criar o Women’s Music Event depois de ter participado de vários painéis sobre o papel da mulher na música, nos quais nos chamavam para mediar ou participar. Acabamos conhecendo pessoalmente ou reencontrando várias profissionais da música super gabaritadas, sobre quem pouco ou não se ouve falar. Pensamos, ué, por que não criar um momento em que a mulher tenha voz em todos os painéis, em vez de ficarmos segregadas num só? Assim nasceu a iniciativa de fazer o Women’s Music Event, que nasceu com o objetivo de ser uma conferência da indústria da música sob a perspectiva feminina, através do olhar das mulheres do mercado.

  1. Vocês têm bastante experiência na indústria da música. Poderiam compartilhar conosco suas impressões sobre ser mulher neste cenário? Na opinião de vocês, quais as maiores dificuldades para uma mulher ser bem sucedida neste segmento?

A gente não veste a máscara de coitadinhas nem fica reclamando, mas existe e sempre existiu um script daquilo que é esperado que uma mulher faça ou não faça, como deve agir etc. Se você age de uma forma mais dura, logo vêm adjetivos como “megera”, “sapatão”, “malcomida” etc. enquanto um homem que age de forma enérgica é tratado como “líder”, “decidido”. Se você se veste de uma forma que foge do convencional pode ser tachada de “piranha” ou “maluca” enquanto o cara que se veste diferente tem muita personalidade. Acho que ninguém jamais definiu melhor as diferenças entre ser uma mulher e um homem na indústria da música quanto a Madonna neste discurso na premiação da Billboard.

 

  1. Em março do ano que vem, o Women’s Music Event irá realizar um evento físico. Poderiam nos falar um pouco mais sobre este evento? Quem poderá participar?

A segunda etapa do lançamento do Women’s Music Event acontece em março de 2017, quando serão realizados os eventos físicos do WME, divididos em dois dias de conferências e duas noites de shows e festa em São Paulo.

A parte diurna do WME, que será realizada num dos edifícios públicos mais bonitos da cidade, a Biblioteca Mário de Andrade, irá abranger painéis sobre os mais diversos assuntos ligados ao universo musical, de negócios a tecnologia, além de workshops técnicos e showcases. No total, cerca de 50 mulheres, entre artistas, executivas, jornalistas, técnicas, engenheiras e produtoras irão palestrar nos 12 painéis e 6 workshops da programação.

A parte de shows se divide em duas noites. A primeira, focada no universo da música eletrônica, dará espaço para DJs e produtoras brasileiras, além de abrir um importante intercâmbio com disc-jóqueis e produtoras sul-americanas, sem esquecer de big names da Europa e dos Estados Unidos. Na segunda noite, o palco do WME se abre para estilos diversos, de cantoras brasileiras a bandas. O line-up da conferência e das festas, bem como o detalhamento da programação de painéis e workshops, será divulgado nos próximos meses através do site WME, além dos parceiros de mídia.

Para quem quiser participar como público da conferência e dos shows, os ingressos serão vendidos a preços bem atentos à realidade atual a partir de fevereiro.

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  1. Como funciona o cadastro das profissionais no portal do WME?

Esta é uma ferramenta importantíssima para reunir dados de profissionais da música do Brasil, que podem se cadastrar diretamente pelo site. Trata-se de um banco de dados inédito, criado para alimentar a indústria da música com profissionais gabaritadas distantes a apenas alguns cliques de empresas interessadas em equilibrar a participação entre gêneros em seus quadros de funcionários. Para se cadastrar basta preencher este formulário e aguardar a confirmação.

  1. Na opinião de vocês, quais são as artistas/bandas/festivais mais interessantes do cenário da música atual?

Tem muita coisa legal rolando, ainda bem! Somos fãs dos trabalhos de artistas como Tássia Reis, Lay, Céu, Karol Konka, Angel Olsen, ANNA, Karina Buhr, Érica Alves, Amanda Mussi, Tata Ogan, Eli Iwasa, Lei Di Dai, Blancah, Angela Carneosso e de festivais como o Coquetel Molotov, Sonora, Feminine Hi-Fi.

Acompanhe o Women’s Music Event através do site, da página do Facebook e pelo Instagram.

Comece o ano investindo em conhecimento

– por Mariana Zambon Braga

O ano já começou. É hora de colocar a mão na massa e fazer as coisas acontecerem. Provavelmente você já criou listas e estabeleceu metas a serem cumpridas ao longo dos próximos meses. Que tal incluir nesse pacote o seu crescimento intelectual? 

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Imagem: Unsplash

Conhecimento é poder. Aprender algo novo nos estimula a pensar, a refletir, expande nossos horizontes e nos transforma em pessoas mais preparadas, tanto na esfera profissional quanto na pessoal. E nem precisa gastar muito dinheiro pra isso – a não ser que você realmente necessite de certificação ou de um treinamento mais aprofundado.

Quando pensamos em estudo e aprendizado, logo imaginamos o conceito de escola, faculdade, cursos em sala de aula, ou mesmo cursos online. Isso tudo é ótimo, faz parte da nossa formação intelectual e, às vezes, profissional. É importante ter bastante conhecimento na nossa área de atuação. No entanto, existem aprendizados que não entrarão no seu currículo, mas que serão cruciais para a sua trajetória de vida. 

A leitura é uma excelente forma de aprender – seja através dos livros de história, biografias, artigos de jornal ou revista. Até as histórias de ficção são capazes de nos ensinar muitas coisas. Outra maneira gratuita e simples de adquirir conhecimento é procurar por palestras e aulas disponíveis em canais no Youtube, ou em sites como o do TED Talks. E, é claro, existem milhares de cursos e plataformas de aprendizado online.

E, caso você tenha algum dinheiro sobrando, sempre vale a pena aplicá-lo em seu desenvolvimento pessoal- como, por exemplo, nos cursos de idiomas aqui da Feminaria. Aliás, não esquece de assinar a nossa Newsletter para ficar por dentro de todas as novidades da rede.

Seja como você preferir, saiba que o investimento mais precioso de todos é em você mesma. Tanto de tempo quanto de dinheiro.

Para te incentivar a aprender coisas novas neste ano, fiz uma lista com meus sites e recursos preferidos, de cursos e palestras a artigos acadêmicos.

Que 2017 seja repleto de aprendizado e novos saberes. Vamos juntas, crescendo sempre!

Plataformas de cursos online:

Udemy – É uma plataforma global de aprendizado e ensino. Oferece cursos gratuitos e pagos, com preços a partir de R$25,00, em áreas como Negócios, Finanças, Empreendedorismo, Produtividade no Escritório, Música, Idiomas e Marketing. Também permite que você se cadastre como instrutora e transmita o conhecimento que tem a oferecer.

Khan Academy – O site é em inglês, mas tem bastante conteúdo em português. É possível aprender, de graça, sobre Biologia, Química, Música, Matemática, bem como tirar dúvidas e assistir a aulas de reforço. Pra quem é bilíngue, vale muito a pena!

Coursera – O Coursera é um site que oferece cursos livres e gratuitos, especializações e pós-graduação elaborados por universidades internacionais. Você pode assistir à maioria dos cursos sem pagar nada, e, se desejar um certificado, basta cumprir todos os requisitos e tarefas e pagar uma taxa. É excelente para quem precisa se manter atualizado.

Veduca – O Veduca é um portal com cursos gratuitos nas áreas de Administração, Finanças, Liderança e Gestão. O site também oferece soluções para empresas.

Unesp Aberta – O site da Unesp Aberta oferece aulas sem certificação, nem tutoria. No entanto, os conteúdos são abrangentes e incluem cursos de Filosofia, leitura em inglês, química, artes, biologia, geografia, educação, entre outros.

Ted Ed – O site do TED Ed traz palestras e aulas curtas sobre diversos assuntos debatidos nos TED Talks. Nele, você também pode criar aulas e conteúdos. O site é em inglês, mas a maioria dos vídeos possui legendas em português.

Cursou – Com mais de 350 cursos online, o Cursou oferece conhecimento gratuito nas áreas de Direito, Informática, Educação, Idiomas, Administração, Design Gráfico e Música.

e-Unicamp – Portal com vídeos, animações, simulações, ilustrações e aulas, materiais criados pelos próprios professores da Unicamp e de acesso livre ao público. As áreas incluem ciências exatas, humanas, biológicas e artes.

Canais do Youtube:

Território Conhecimento – O canal traz palestras e entrevistas com pensadores como Marcia Tiburi, Viviane Mosé, Ligia Py, Mário sergio Cortella e Leandro Karnal, entre outros.

Homo Literatus – Para os amantes de literatura, o site Homo Literatus, que também conta com o canal do YouTube, é um excelente local para conhecer novas leituras, aprofundar debates e dialogar com novos escritores.

Café Filosófico CPFL – O canal do Café Filosófico é uma parceria do Instituto CPFL com a TV Cultura. Nele, você encontrará debates com pensadores e pensadoras contemporâneos acerca dos mais diversos temas, como sexualidade, religião, comportamento e política.

Think Olga – Além do site que disponibiliza matérias sobre os temas mais urgentes da luta das mulheres, o canal da Think Olga traz entrevistas com mulheres na série Pergunte a Ela, com dicas sobre como começar um canal no Youtube, como começar uma carreira na moda, e muito mais.

TED Talks – Eu não me canso de recomendar as palestras do TED, por motivos óbvios. Além de nos permitir ouvir vozes às quais jamais teríamos acesso, os vídeos dos talks provocam o nosso pensamento e nos estimulam a olhar o mundo de forma diferente. Recomendo muito!

Artigos acadêmicos:

Educ@ – Através do portal, é possível encontrar diversos artigos de pesquisa acadêmica para download. Basta procurar pelo assunto ou pelo autor e baixar o texto completo.

CAPES – O Portal de Periódicos da Capes – Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – é uma ferramenta fundamental para as atividades de ensino e pesquisa no Brasil. Segundo informações do site, “O Portal de Periódicos reúne em um único espaço virtual as melhores publicações do mundo. Com uma simples consulta feita pelo computador, usando critérios como autor, assunto ou palavra chave, é possível acessar, selecionar e recuperar as informações desejadas”.

Se você conhece alguma outra ferramenta bacana de aprendizado online, conta pra gente nos comentários!

 

Mariana Zambon Braga
Responsável pela redação da Rede, é tradutora de inglês, formada em letras pela USP.
Atua nas áreas de: contratos, traduções técnicas, traduções literárias, artigos e monografias. Escritora por vocação e realizadora por necessidade.

Como entrar em 2017 com fé a despeito de toda a patifaria

– por Elaina Nunes

Pois é, caríssimas, mais um ano chegando ao fim! E, ainda que 2015 tenha sido aquela farofa, há tempos não vemos um ano terminar com um gosto tão amargo. O mundo está ao contrário e, diferente da música de Nando Reis, está todo mundo ciente do fato e a sensação decorrente dessa clareza não é nada animadora.

Era para todo mundo estar abraçado e planejando juntos uma forma de vencer os desafios, certo? No mundo utópico de Imagine do libriano John Lennon, só se for. O que vemos são cada vez mais pessoas apontando o dedo para o outro, projetando suas mazelas no vizinho, na Dilma, no Temer. As polaridades estão destacadíssimas e internamente a coisa não poderia ser diferente. Para onde nos levará toda essa falta de autoconsciência? Para 2017, of course! E foi diante desse cenário que decidi escrever o manual: COMO ENTRAR EM 2017 COM FÉ A DESPEITO DE TODA  PATIFARIA EM CINCO LIÇÕES.  Vem comigo!  

2017

1. Olhe para dentro

Eis o mais difícil dos passos e exatamente por isso já o adicionei no tópico 1, comecemos pela raiz. Se você é uma pessoa que por natureza busca o auto aprimoramento, seja através de terapia, livros, cursos ou de técnicas, excelente! Mergulhe, mergulhe fundo. Aproveite o final de ano para repassar os avanços, ainda que tenham sido sutis. Os erros? Ah! se você é voltada para dentro, aposto que já os revirou de cabo a rabo ao longo do ano, portanto não, não se torture mais, deixa isso para lá e foque nas vitórias.  E vambora, saia desse quarto, vá brincar!

Se você é uma pessoa que, por tendência, evita tudo o que é subjetivo e tem dificuldade de entrar em contato com seus sentimentos, te digo de coração que é hora de quebrar essa barreira e fazer algo a respeito. Se quem busca autoconhecimento cai nas ciladas do inconsciente, imagine quem passa longe! Vivendo dessa forma, há o risco de seguir cega, agindo sem saber, reclamando sem compreender, projetando a sombra no próximo. 

Lembrando que o objetivo é a integração dos opostos, nem tanto ao céu, nem tanto a terra. Caminho do meio, mãozinhas dadas, reconhecimento e aceitação.

2. Quando não se tem nada, não há nada a perder

A máxima de Bob Dylan sempre funcionou para mim como um norte em momentos de crise, e agora mais do que nunca. Está desempregado, já panfletou CV e nada de retorno? Quem sabe não é hora de mostrar ao mundo aquele dom que ficou adormecido, quando seus pais te incentivaram a cursar TI por ser o que “dá dinheiro”. Tá todo desgrenhado no fundo do poço mas bateu um medinho de arriscar? Larga disso e aproveita a brecha para fazer o que sempre quis, mas nunca teve oportunidade por estar ocupado demais tentando vencer na vida. Em 2017, se dará bem aquele que abusar da criatividade, que ativar o contato com o Eu interior, que finalmente viver sua verdadeira vontade. Que ousar ser você mesmo! 

3. Organize-se, planeja, estabeleça metas

Parece clichê de coach, é irritante, eu sei. Mas também sei por experiência o poder de um projeto estruturado e bem estabelecido. Não adianta ficar se lamentando, culpando o partido oposto pelo caos que sua vida se encontra. É preciso criar coragem e arrumar a bagunça que 2016 deixou.

Agora imagine uma figura de luz: pois bem, não espere ficar iluminado, utilize essa figura de luz para iluminar o caderno onde você vai anotar e cumprir cada proposta definida para 2017. Tem uma dificuldade enorme em estabelecer metas e executar o que planejou? Hoje há uma gama de ferramentas fantásticas e bastante didáticas que certamente a auxiliarão nesse processo. Eu mesma estou de olho no kit Organize 2017 desenvolvido pelas empreendedoras Karine Drummond e Priscila Valentino. (espero que em agradecimento pelo jabá gratuito elas me enviem uma amostra… tá bom, parei!)

Alá, que tesouro! (meu stellium em virgem pira)

4. “Mas, dona Ava, eu não sei por onde começar e não tenho dinheiro para nada”

Vocês viram quão cruel foi 2016 com aqueles que apelaram para vitimização e procrastinação, certo? Não corra esse risco!  Há uma diversidade de locais que oferecem auxílio gratuito e orientação para aqueles que não sabem o que tá conteseno. A Casa Feminaria, por exemplo, oferece plantões com psicóloga, advogada, nutricionista, educadora, além de cursos por um preço bastante acessível de tudo que você pode imaginar. É só ir lá para ver.

Quem não está em São Paulo, certamente encontrará locais similares em sua cidade. Mantenha-se aberta, pesquise, estude online, vá checar pessoalmente. A partir do momento que nos colocamos em movimento, a mágica da vida acontece: as coisas fluem, as pessoas surgem e aos poucos tudo se encaixa. É preciso somente iniciar, entrar no fluxo e não desanimar diante de obstáculos que (por padrão) eventualmente venham a surgir, esses fazem parte do processo. Mais uma vez, Campbell: siga a sua alegria, e o mundo abrirá portas para você onde antes só havia paredes.

5. Renove sua fé (ainda que você seja ateia)

Eis um excelente momento para retomar a prática da meditação, tomar um passe, visitar o terreiro que há tempos você não aparece, acender uma velinha para o anjo da guarda.  Se você é ateia, eis a hora de reafirmar seus valores e agir de acordo com eles. Mantendo-nos conectados com aquilo que nos ilumina, a vida sorri e te ilumina em retorno.

Portanto, avante, guerreira! Vista sua melhor roupa e vire o ano cheia de alegria, e com o coração confiante que a despeito de toda balbúrdia a vida é bonita, é bonita e é bonita! PODE VIR 2017, que a gente tá preparada!

Elaina Nunes

Oraculista há 20 anos, realiza leitura do Tarô e baralho Petit Lenormand com abordagem terapêutica. Estuda e investiga Astrologia e Simbologia, iniciando sua formação na Escola Santista de Astrologia e CEAP – Centro de Estudos de Astrologia Psicológica. É mãe da Stella e apaixonada por Carl Jung. Em breve realizará atendimentos presenciais na Casa Feminaria.

Sobre a Arte de Saber Esperar (Ou, Não Era Para Ser Agora)

– por Elaina Nunes

[cml_media_alt id='546']Imagem: Shiori Matsumoto[/cml_media_alt]
Imagem: Shiori Matsumoto
Não foram poucas as vezes que ao iniciar um projeto, ao dar de cara com obstáculos de toda sorte, juntei as peças, guardei tudo numa caixinha azul e o entoquei furiosa no fundo do armário mofado. Passado um tempo, o projeto (ou sonho, como preferir chamar) terminava misteriosamente saindo da toca e voltando ao baile, para novamente encontrar novas pedras, e mais uma vez ser tacado na gaveta bolorenta contra a sua vontade.

O que não havia captado até pouco tempo é que tal sonho não é uma fantasia, mas meu grande projeto de vida, o mais importante de todos, que entretanto ainda está em preparo para sua grande estreia. Coisas importantes precisam de maturação, estudo, planejamento e aprimoramento. Coisas importantes precisam de tempo. E dar tempo ao tempo é algo temido por muitos hoje em dia (estou nessa lista). Temos a impressão de estar ficando para trás.  Ao encontrar os nãos, os mas não tem como e os tabefes na cara, tendemos a achar que esse não é o caminho, queria tanto mas não é para ser, e corremos o risco de  desviar para aquele trajeto mais seguro que está ali dando sopa, e não espera grande esforço de nossa parte.

O que eu não havia captado até então é que os desvios involuntários foram oportunidades de aprimorar as habilidades que faltavam para executar meu desejado projeto pessoal. Que aquela porta que fechou ontem foi uma forma da vida me proteger de uma precipitação que faria com que meu avião não decolasse. Que a porta que se abriu, ainda que fora dos meus planos e desafiando meu controle, foi um curso de aprimoramento de minhas habilidades pessoais. Ou seja, é como se os anjos estivessem fazendo das tripas coração enquanto eu estou aqui, reclamando da vida, achando que está tudo errado.

Não importa quão caro seja seu sonho, se é ter um filho, casar, abrir um negócio, alcançar um cargo de liderança. Esse sonho demandará esforço e vivência. Não se alcança maestria sem aprendizado e experiência. E tudo nesse mundão leva tempo.  Olhar para a vizinha e imaginar, alá, quão fácil foi para ela ter uma família Doriana, enquanto cá estou escorregando aos prantos parede abaixo porque o João me abandonou. A vizinha está feliz com sua família sim, mas está pelejando para realizar o velho sonho de conhecer o mundo. Não conseguirá agora, tem filhos pequenos e a grana está curta. Está guardando um tantinho por mês para viajar aos 40. Não se compare; cada um tem um ritmo, um sonho e um tempo. E os fracassos não costumam ser tão divulgados nas redes sociais quanto as conquistas.

É preciso saber ler a vida.

É preciso complementar o não era pra ser, tão dito por nós às amigas que se frustram: amiga, não era para ser nesse momento, dessa forma.

O que é preciso aprimorar, trabalhar, ajustar, aprender para que venha, sim, a ser?

É preciso abrir mão dos caminhos fáceis, das vontades egoicas, dos falsos sonhos que nem nossos são.  Já dizia meu brother Camus, “para um homem, a coisa mais difícil de desistir é daquilo que, afinal de contas, ele realmente não quer”.  É preciso olhar para dentro.

É preciso olhar para nosso lado feio e entender porque raios ele tanto reclama. Dar a mão a ele, leva-lo à terapia. Comprar roupas não o silenciará. Atacar o outro tampouco.  É preciso saber pedir e aceitar ajuda.

É preciso entender que a vida é feita de altos e baixos, e se esforçar para atravessar a tormenta da melhor forma possível.

É preciso saber esperar produzindo. Catando as pedrinhas, juntando os caquinhos, arquitetando um super plano, estudando. E sorrindo!

Avante guerreira, há muito a fazer!  E me ajuda, por favor: o que mais é preciso? O que será que ainda não captei dessa loucura deliciosa de alcunha vida?

 

Elaina Nunes

Oraculista há 20 anos, realiza leitura do Tarô e baralho Petit Lenormand com abordagem terapêutica. Estuda e investiga Astrologia e Simbologia, iniciando sua formação na Escola Santista de Astrologia e CEAP – Centro de Estudos de Astrologia Psicológica. É mãe da Stella e apaixonada por Carl Jung. Em breve realizará atendimentos presenciais na Casa Feminaria.