Nutrição: Café – Mocinho ou Vilão?

– por Tatiana Picirillo

Um cafezinho é tudo de bom, não é mesmo? Mas, afinal, ele é mocinho ou vilão?

A verdade é que tudo vai depender da quantidade e o modo como este café está sendo ingerido. A recomendação é de aproximadamente duas xícaras de 180 ml ao dia e quem acaba consumindo uma quantidade muito superior a esta não usufrui de seus benefícios.

E quais são eles?

O café traz melhoras ao estado de alerta, aumenta a energia e a concentração, diminui o sono e o cansaço, melhora os sintomas de doenças como Alzheimer e Parkinson. O café coado é mais saudável que o expresso, pois este último possui duas substâncias – o caeol e cafestol – que podem interferir no aumento de colesterol. Quando o café é coado no filtro de papel, estas substâncias se desprendem e são filtradas antes de chegar ao seu copo.

O tradicional cafezinho após o almoço também não é benéfico, pois a cafeína inibe a absorção do ferro. No caso das pessoas que apresentam sensibilidade gástrica como gastrite ou úlcera, o café irrita a mucosa, podendo machucar as paredes do estômago.

Tomar café em copo de plástico não é interessante pois o café quente faz o plástico liberar resíduos tóxicos. Café com açúcar o  torna mais calórico, além de interferir em seus benefícios. A melhor opção é tomá-lo ao natural.

Uma dica para evitar o uso de açúcar é coar o café com canela, pois dá um gostinho diferente e mascara a falta do sabor doce.

Agora que você já sabe os benefícios e malefícios do café, escolha a melhor opção para ingerir esta tradicional e deliciosa bebida.


A Tatiana é Consultora da Feminaria e presta atendimento às nossas Associadas. Para agendar o seu horário, entre em contato pelo telefone (11)2737.5998 e verifique a disponibilidade. Para mais informações sobre como ser Associada Feminaria, envie um e-mail para: contato@feminaria.com.br ou casa.feminaria@feminaria.com.br

Tatiana Maia Piccirillo

Consultora da Feminaria, Formada pela Universidade São Judas Tadeu. Pós-graduada em Nutrição Clínica pela Universidade Gama Filho. Coach Nutricional, trabalha com emagrecimento voltado para reeducação alimentar e mudança de comportamento. 

Nutrição – Fome orgânica ou fome emocional?

– por Tatiana Piccirillo

Quando sentimos fome, o nosso organismo nos dá sinais, como dores de cabeça, barriga roncando e fraqueza. É o que chamamos de fome orgânica. A vontade de comer, por outro lado, é totalmente emocional, específica e não urgente.

Nesse caso, sabemos o que queremos comer, e essa “fome” é classificada como uma vontadezinha. Um episódio compulsivo relacionado ao stress gera a vontade de comer tudo o que encontramos pela frente – esta é a vontadezona.

Em ambas as situações, você não está com fome, e sim com uma vontade emocional.

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Como lidar com isso? Quando  sentir fome, antes de sentar à mesa ou se preparar para comer, classifique sua fome de  0 a 10, onde zero é sem fome e dez muita fome. Termine a refeição com nível de fome 5 , ou seja: ache o seu ponto de equilíbrio.

Uma situação de stress, típica causadora da vontadezona é chegar em casa após um dia difícil de trabalho, querendo comer até as panelas. Procure chegar e relaxar, tomando um banho e descansando, e depois se alimente com calma.

Em festas de aniversário e outros eventos e comemorações, temos uma infinidade de alimentos à nossa disposição. Nessas ocasiões, estipule quantidades para não perder o controle: por exemplo, a palma da sua mão corresponde aos salgados e os dedos das mãos aos doces e o bolo.

Não deixe seu emocional sabotar a sua reeducação alimentar. Pense antes de comer.


A Tatiana é Consultora da Feminaria e presta atendimento às nossas Associadas. Para agendar o seu horário, entre em contato pelo telefone (11)2737.5998 e verifique a disponibilidade. Para mais informações sobre como ser Associada Feminaria, envie um e-mail para: contato@feminaria.com.br ou casa.feminaria@feminaria.com.br

Tatiana Maia Piccirillo

Consultora da Feminaria, Formada pela Universidade São Judas Tadeu. Pós-graduada em Nutrição Clínica pela Universidade Gama Filho. Coach Nutricional, trabalha com emagrecimento voltado para reeducação alimentar e mudança de comportamento. 


Imagens: Brooke Lark

Nutrição – Como montar uma marmita completa

– por Marcela Worcemann

Todos temos que concordar que está cada dia mais caro comer fora de casa e as opções mais baratas nem sempre são as mais saudáveis. Uma forma inteligente e saudável de escapar dessa situação é levar uma marmita de casa, seja para o trabalho, faculdade, clube, academia, e garantir uma refeição saudável e muito mais em conta.

Para te ajudar nessa tarefa, separei algumas dicas de como montar uma marmita completa e equilibrada.

Veja só:

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ABUSE DOS VEGETAIS: as verduras e legumes são alimentos extremamente nutritivos e que devem fazer parte das principais refeições. Além disso, por serem ricos em fibras, ajudam a aumentar a sensação de saciedade e controlar o apetite por mais tempo. Sejam eles crus ou cozidos, devem sempre fazer parte de uma marmita saudável. Porém, cuidado com os temperos! Nada de abusar dos óleos ou molhos prontos. O ideal é temperar com azeite, limão, sal e ervas secas.

CARBOIDRATOS PARA GARANTIR ENERGIA: tem muita gente que pensa que o carboidrato é o grande vilão das dietas, porém sem eles não temos energia e nosso rendimento pode acabar caindo ao longo do dia. Para evitar então que isso aconteça, inclua sempre uma porção de carboidrato na sua marmita. Prefira os carboidratos complexos, como arroz integral, massa integral, quinoa ou então as leguminosas, como feijão, lentilha, ervilha e grão de bico. Uma dica prática é fazer uma salada de grãos, na qual você pode misturar algumas leguminosas com vegetais.


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PROTEÍNA, MATÉRIA PRIMA PARA NOSSO ORGANISMO: o aporte proteico da dieta é muito importante, já que ela é essencial para a construção e manutenção de diversas estruturas no nosso organismo. Fontes proteicas práticas para a marmita são frango desfiado, atum em água, carne moída, ovos e queijos magros. Para os adeptos de uma alimentação livre de alimentos de origem animal, as leguminosas cumprem muito bem esse papel, além do super versátil tofu, claro!

RECIPIENTE, TRANSPORTE E MANUTENÇÃO: não adianta nada montar uma marmita super saudável e levar de qualquer jeito na bolsa ou mochila! A manutenção da temperatura é muito importante para garantir a qualidade e segurança do alimento. Tenha certeza de que utilizou um recipiente que feche bem e acondicione em uma lancheira térmica com gelo retornável. Se tiver uma geladeira no seu destino final, melhor ainda! Ah, e se for esquentar a comida no micro-ondas, procure levar em uma recipiente de vidro ou transfira a sua comida para um prato antes de aquecer!

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Marcela Worcemann

Nutricionista formada pelo Centro Universitário São Camilo, pós graduanda em fitoterapia pela Universidade FAMATEC, atleta e cozinheira amadora. Atuação clínica com atendimento em São Paulo, Santos e Limeira, além de consultoria para empresas.

 

Imagens: Pinterest e Shutterstock

Entrevista – Sítio Graúna

 

No início deste ano, a Casa Feminaria firmou uma parceria com o Sítio Graúna, tornando-se um ponto de coleta de orgânicos. As cestas produzidas pela Roberta Pessoa e sua família são repletas de alimentos cultivados com muito amor e pensando na sua saúde e no meio ambiente. Ao encomendar uma cesta, além de ter uma alimentação mais saudável, temos a certeza de que estamos apoiando uma mulher que, com muita coragem, decidiu embarcar em uma grande jornada de empreendedorismo com sua família.

Conversamos com a Roberta e ela dividiu conosco sua trajetória, suas dificuldades e alegrias.

Confira abaixo a entrevista:

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Como você ingressou na agricultura familiar? Conte um pouco da sua história para nós.

A ideia de Ingressar na agricultura familiar caminhou junto com o meu relacionamento com Davis. Nos conhecemos em 2011,  ele vivia em São Paulo, em uma casinha com um jardim lindo nas Perdizes e passava uma parte do seu tempo livre cuidando daquilo tudo. Eu achei muito curioso, nunca tinha tido um contato com tantas plantas anteriormente. Era pedagoga, lecionava para crianças e não tinha tido, até então,  a possibilidade de cuidar de um jardim e me encantei. Descobri que era muito gostoso passar um tempo cuidando de plantas e era muito legal comer muita coisa que plantávamos em casa, em caixas de sushi, em vasos, jardineiras, pneus.

No final daquele ano, fizemos uma viagem que durou quase 30 dias de carro com a cachorra dele. Fomos até a Chapada da Diamantina, na Bahia, e depois descemos pelo litoral, foi incrível, a ideia de sair da cidade grande para viver em um lugar diferente, mais calmo, começou naquela viagem.

Em 2013, surgiu a ideia de plantar comida para alimentar pessoas da cidade. Essa onda de alimentos orgânicos delivery estava começando, mas ainda não tínhamos terra alguma, só a ideia, então passávamos horas pesquisando como plantar tal alimento, como fazer horta, etc. Demoramos um tempo para juntar a grana necessária para comprar algo. Em 2014, nasceu nossa filha Estela e a vontade de sair de São Paulo para termos o nosso tempo com ela e com a terra foi muito forte.

No final de 2014, mais precisamente 19 de dezembro de 2014, nos mudamos para o Sul de Minas, para uma cidade da qual nunca havíamos ouvido falar, não conhecíamos ninguém e não tinha rede elétrica no sítio que compramos. A casa estava só nos tijolos, mas estávamos tão felizes, radiantes e encantados com isso tudo (e ainda estamos) que não nos importamos com nada. Foi uma mudança muito brusca, muito intensa, mas muito bem vivida. Passávamos o dia atirando sementes em uma área que cercamos como área de preservação e que estava totalmente degradada, cercamos a mina d’água, pesquisamos e criamos uma fossa biodigestora e uma fossa séptica para não descartarmos nenhum resíduo na propriedade,  ainda estamos trabalhando intensamente em reflorestar a nossa propriedade, que era um grande pasto. É um trabalho minúsculo, muito demorado, a natureza leva um tempo para se regenerar. Plantamos mais de 300 árvores nativas, estamos plantando uma variedade bacana de frutas, formando uma floresta comestível, porém só teremos muitas delas produzindo quem sabe daqui a cerca de 5 anos.
Neste mês, estamos iniciando as entregas dos alimentos que produzimos aqui no sítio em parceria com outros pequenos produtores de alimentos orgânicos. Conhecemos diversas famílias que vivem da terra, trabalham de uma maneira extraordinária na agricultura familiar e nos inspiramos demais nessas pessoas.

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Roberta e sua família no Sítio Graúna

Qual foi o principal fator que te motivou a trabalhar com alimentos orgânicos?

Plantar é incrível, ter a oportunidade de observar o ciclo completo dos alimentos, da semente até a próxima semente é mágico. Acredito que a grande mudança da cidade para o campo foi que passamos a viver muito mais atentos às estações, as fases da lua, olhamos para o céu o tempo todo, nem precisamos de relógio pra trabalhar, conhecemos a agricultura biodinâmica,  estudamos a agricultura sintrópica do Ernest Gotsch e a agroecologia de Ana Maria Primavesi, vamos colocando isso tudo que lemos na prática em nossa propriedade e isso é muito gostoso. Descobrimos que amamos fazer isso, nos identificamos com esse caminho, é muito prazeroso cuidar da terra. E bastante trabalhoso, porém, poder passear pela nossa mata nativa e observar o crescimento das hortaliças, puxar e comer aquela folha de rúcula direto porque não tem veneno nem nada químico já nos mostra que escolhemos o caminho em que acreditamos.

Como é a sua rotina como agricultora? A família toda participa das atividades do sítio?sitio3

A rotina no campo é variada, algumas vezes trabalhamos intensamente colhendo os alimentos para levar para a cidade, organizando essa logística para que as pessoas recebam tudo fresquinho, gostoso ou trabalhamos formando novos canteiros, plantando árvores, mas também organizamos o nosso dia para que tenhamos o nosso ócio muitas vezes, coisa que era impossível vivendo na cidade grande. Além disso, temos uma criança pequena em casa, o que muitas vezes acaba organizando nossa rotina de maneira diferente.

As estações do ano também ajudam a organizar a nossa rotina. Por exemplo, agora estamos no fim do verão, extremamente quente no meio da tarde, então procuramos fazer todas as coisas nas hortas antes desse horário ou depois, acordamos cedo, irrigamos as hortas, precisamos observar como estão os alimentos, se estão bem, fazer as podas, alimentar as galinhas (elas vivem no sistema semi aberto), fazemos as mudas para plantar, pesquisamos  sementes diferentes ou trocamos – tudo isso somente nós dois. Contamos com a ajuda da minha mãe e de um vizinho que trabalha fazendo o serviço de podas.

O grande ponto no final do ano passado foi que conseguimos a instalação da internet via satélite na propriedade. Isso nos possibilitou o contato com as pessoas da cidade que querem comprar nossos alimentos. Antes, não tínhamos esse acesso, o sinal de celular é bem ruim, e nenhuma empresa topou instalar internet via rádio no nosso bairro, se não tivéssemos essa opção, possivelmente eu nem conseguiria responder esta entrevista.

O trabalhador rural quer tecnologia, precisa desse acesso, para estudar, se informar, se divertir, ganhar dinheiro, e infelizmente ainda é uma alternativa bastante cara comparando aos ganhos de muitos trabalhadores rurais. Mas já consigo enxergar quem sabe daqui alguns meses uma melhora nesse sistema.

A parceria do Sítio Graúna com a Feminaria começou este ano. Quais são as suas impressões até agora, tanto da Rede quanto deste projeto de ponto de coleta?

Nossa parceria se iniciou em janeiro por meio de uma amiga em comum que me apresentou à casa. A Casa Feminaria estava em busca de alguma mulher produtora de alimentos para formar o ponto de coleta de orgânicos e foi perfeito, pois havíamos acabado de comprar o carro para as entregas e estávamos planejando toda a logística. Já formamos clientes fiéis na Casa, que estão satisfeitas em receber nossos produtos e só temos que agradecer porque é uma iniciativa maravilhosa que está beneficiando diversas mulheres. A casa é um espaço impecável, rola muitas formações interessantes, muitas vezes gostaria de estar presente para participar, mas acabo conhecendo pela rede mulheres incríveis que produzem coisas fantásticas ou que oferecem um trabalho bacana. A Ana e a Maria Carolina são sensacionais, trabalham intensamente para que a Casa funcione maravilhosamente, só tenho elogios e imagino um crescimento interessante com o ponto de coleta dos orgânicos.

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Cesta de orgânicos do Sítio Graúna

Na sua opinião, qual é a maior dificuldade para quem deseja ingressar no ramo da agricultura familiar? Quais foram os maiores obstáculos que você enfrentou e as maiores alegrias?

A maior dificuldade para quem deseja ingressar no ramo da agricultura é conseguir subsídio para iniciar na área. Até agora não recebemos nenhum incentivo do governo para implementar nada, tudo o que pesquisamos ou fomos atrás é muito burocrático, mal informado ou necessitava de algo que só quem já comercializa ou possui empresa legalizada acaba conseguindo fazer parte de algum plano de investimento.
A mudança de governo extinguiu o MDA- Ministério do Desenvolvimento Agrário, que colaborava com um suporte importante para a agricultura familiar e com o plantio orgânico.  Também tem a questão da certificação que é cara, mesmo a participativa, então o agricultor necessita ter condições para bancar isso tudo, se adequar ao programa e pagar isso mensalmente. Infelizmente, sei que para muitos trabalhadores rurais é bem complicado.

Nossa maior alegria é que agora estamos começando a enxergar o reconhecimento do trabalho no campo, que ainda nem é um trabalho de tantos anos, mas que já sentimos diariamente, vendo a mata nativa regenerada abrigando animais muitas vezes extintos, observamos nossa mina d’água funcionando perfeitamente, comercializando nossos alimentos para pessoas que curtem e apoiam muito esse movimento. Ver esse processo completo de cuidar da terra, plantar e comercializar o alimento direto para o consumidor na cidade é muito bacana e só caminha para crescer.

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Deixe um recado para as nossas leitoras!

Eu gostaria de agradecer à Casa Feminaria por todo o suporte, ajuda, troca de dias de mensagens, isso tudo não tem preço! Para as associadas, eu tenho que agradecer também porque elas acabam colaborando com a movimentação da renda de muitas mulheres. Quando a gente pensa em comprar algum produto e escolhe algo produzido por uma mulher, muitas vezes que está cuidando do filho em casa ou que está desempregada, ou ainda iniciando um trabalho autônomo, é um apoio real, concreto, porque não adianta apenas elogiar e curtir o trabalho dela, é preciso consumir dela, apoiar gerando renda. Observo uma conscientização muito grande da economia feminina e estou muito feliz em agora fazer parte dela, tanto como consumidora, como produtora rural.

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A Casa Feminaria é um Ponto de coleta dos orgânicos produzidos pela Roberta Pessoa e sua família no Sítio Graúna.

São dois tipos de cestas:

Cesta do sítio básica: com alimentos livres de agrotóxicos diversos e frescos!

Cesta do sítio especial: com os alimentos diversos e frescos e mais 5 produtos artesanais deliciosos do Sul de Minas, sem corantes, xaropes ou qualquer outro ingrediente deste tipo.

-️ É possível substituir algum alimento ou adicionar outros em seu pedido!

-️ Os alimentos são enviados em uma ecobag de algodão resistente para que sejam devolvidas na próxima data de coleta.

– Cestas limitadas.

Façam suas encomendas pelo e-mail: atendimento@cestadositio.com.br ou pelo telefone: (35) 99209 9079

Acompanhe o Sítio Graúna no Facebook e no Instagram.

Nutrição – Refrigerante diet ou Suco de laranja?

– por Tatiana Maia Piccirillo

Substituir o suco de laranja por refrigerante zero é a melhor opção?

O refrigerante zero não tem calorias, mas quais são os benefícios que ele traz para sua saúde? (se souber de algum, por favor me diga!).

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A laranja, apesar de possuir calorias, é rica em fibras (melhora o funcionamento intestinal), é antioxidante (combate o envelhecimento precoce), auxilia na absorção do colágeno (melhorando o aspecto das unhas, do cabelo, retardando o aparecimento de rugas e linhas de expressão) e é rica em vitamina C (melhorando a imunidade) .

O refrigerante, mesmo sendo zero ou diet, aumenta o apetite. Isto acontece porque os adoçantes adicionados à bebida desajustam o sistema de recompensa do cérebro, graças ao neurotransmissor dopamina e seus receptores. Esta substância está ligada à sensação de prazer e, quando algo açucarado é ingerido5201, seus níveis se tornam elevados, provocando uma sensação agradável acompanhada do desejo de comer ainda mais.

E agora, ficou mais fácil saber qual é a melhor opção?

É importante pensar nas calorias, principalmente quando desejamos atingir a redução de peso. Porém, o mais importante é consumir alimentos de qualidade.

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A Tatiana é Consultora da Feminaria e presta atendimento às nossas Associadas. Para agendar o seu horário, entre em contato pelo telefone (11)2737.5998 e verifique a disponibilidade. Para mais informações sobre como ser Associada Feminaria, envie um e-mail para: contato@feminaria.com.br ou casa.feminaria@feminaria.com.br

Tatiana Maia Piccirillo

Consultora da Feminaria, Formada pela Universidade São Judas Tadeu. Pós-graduada em Nutrição Clínica pela Universidade Gama Filho. Coach Nutricional, trabalha com emagrecimento voltado para reeducação alimentar e mudança de comportamento. 

Precisamos falar sobre o HIV

– por Mariana Zambon Braga

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Desde a emergência da AIDS, há 35 anos, a comunidade internacional pode olhar para trás com algum orgulho, mas ainda é preciso mirar adiante com determinação e comprometimento para alcançar nosso objetivo de acabar com a epidemia até 2030″.

Essa foi a declaração do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pedindo um renovado compromisso global para o combate à doença, assim como um espírito intransigente para colocar fim à epidemia.

Neste Dia Mundial de Luta contra a AIDS, precisamos falar sobre esta doença que afeta tantas pessoas. Embora estejamos em pleno século XXI, as doenças relacionadas à sexualidade ainda são um tabu. Não debatemos sexo de forma aberta, o que prejudica drasticamente ações de prevenção e combate à doença.

Eu me lembro, quando era adolescente, que existia toda uma mobilização da sociedade e do estado em promover a conscientização sobre o HIV – desde a distribuição de preservativos em postos de saúde a campanhas na televisão, folhetos, palestras, cartazes, filmes, livros. Talvez porque nos anos 1990 os números fossem mais alarmantes. Ou então por não haver uma esperança de um dia existir uma cura.

De qualquer maneira, não ter um diálogo aberto e extensivo acerca da AIDS dá até a impressão de que ela se tornou um problema secundário, e não tão grave quanto antes. Mas, não é bem assim – especialmente para a população mais pobre.

O levantamento feito entre jovens, realizado com mais de 35 mil meninos de 17 a 20 anos de idade, indica que, em cinco anos, a prevalência do HIV nessa população [em situação de vulnerabilidade] passou de 0,09% para 0,12%. O estudo também revela que quanto menor a escolaridade, maior o percentual de infectados pelo vírus da aids (prevalência de 0,17% entre os meninos com ensino fundamental incompleto e 0,10% entre os que têm ensino fundamental completo)”. (Dados do portal aids.gov)

A faixa etária em que a AIDS é mais incidente, em ambos os sexos, é a de 25 a 49 anos de idade, embora dos 13 aos 19 anos as mulheres sejam as mais afetadas pelo vírus.

Quanto à forma de transmissão entre os maiores de 13 anos de idade, prevalece a sexual. Nas mulheres, 86,8% dos casos registrados em 2012 decorreram de relações heterossexuais com pessoas infectadas pelo HIV. Entre os homens, 43,5% dos casos se deram por relações heterossexuais, 24,5% por relações homossexuais e 7,7% por bissexuais. O restante ocorreu por transmissão sanguínea e vertical”. (Dados do portal aids.gov)

Os avanços da ciência permitiram que muitos soropositivos hoje tenham mais qualidade de vida para conviver com essa doença. No entanto, segundo Richard Parke em seu artigo “O Fim da AIDS?“, publicado no site da Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS:

De certa forma, é preciso reconhecer que esta promessa do fim iminente da epidemia também é uma ideologia. Pode ser bem intencionada, ao contrário do vírus ideológico do estigma e da discriminação, mas ainda assim é uma ideologia que está circulando na mídia e em vários discursos de uma forma muito perigosa – precisamente porque cria uma visão “dourada” de sucesso na luta contra a epidemia, mas que não tem nada a ver com a realidade da AIDS que as pessoas vivendo com o HIV vivenciam“.

Estas informações indicam que a gente precisa continuar tocando na tecla de que a AIDS mata. Conscientizar os jovens, principalmente as mulheres – a nunca, NUNCA abrirem mão do preservativo, empoderar as adolescentes para conhecerem sua sexualidade e as formas de se protegerem contra doenças. Cobrar dos governos mais soluções, como mutirões de testes, distribuição de camisinhas, projetos de conscientização. Iniciativas como esta precisam fazer parte da nossa vida novamente.

A AIDS mata, não tem cura e é uma doença gravíssima. A luta contra ela ainda é uma realidade. Ignorar que a doença existe ou simplesmente não falar sobre ela não a fará desaparecer. Por isso, converse com suas amigas, filhas, alunas, sobrinhas, mães, tias, avós. Espalhe informações. Use camisinha. Cuide-se!

Para saber tudo sobre prevenção, acesse http://www.aids.gov.br/pagina/previnase

Assista abaixo ao vídeo da ONU sobre o Dia Mundial de Combate à Aids.

#precisamosfalarsobrehiv.

 

Mariana Zambon Braga
Responsável pela redação da Rede, é tradutora de inglês, formada em letras pela USP.
Atua nas áreas de: contratos, traduções técnicas, traduções literárias, artigos e monografias. Escritora por vocação e realizadora por necessidade.